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Valor Esperado Condicionado e Regressão Linear de Variáveis Aleatórias, Notas de estudo de Engenharia Civil

Este documento aborda o conceito de valor esperado condicionado de duas variáveis aleatórias bid梦ional contínuas ou discretas. Além disso, apresenta o teorema da regressão linear de y em x e x em y, onde as curvas de regressão podem ser linhas retas ou funções lineares. O documento também discute a aproximação das curvas de regressão por funções lineares usando o método dos mínimos quadrados.

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 20/07/2015

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eng-antonio-cambundo-6 🇧🇷

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VALOR ESPERADO CONDICIONADO
Seja (X,Y) uma v.a. bidimensional contínua ou discreta.
Define-se valor esperado condicionado de X para um dado
Y igual a y da seguinte forma:
Variável contínua
(
)
(
)
dxyxfxyYXE
yYX
==
+
=
Variável discreta
(
)
(
)
==
==
1i ji
j
yYX
ij
yxpxyYXE
Notas:
O valor esperado de Y para um dado X = x é definido
de modo análogo, quer para o caso discreto quer para o
caso contínuo.
A interpretação do valor esperado condicionado é a
seguinte: dado que
(
)
yxf
yYX =
representa a fdp
condicionada de X para um dado Y=y ,
(
)
yYXE
=
é o
valor esperado de X, condicionado ao acontecimento
{
}
Y
=
.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff

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VALOR ESPERADO CONDICIONADO

Seja (X,Y) uma v.a. bidimensional contínua ou discreta.

Define-se valor esperado condicionado de X para um dado

Y igual a y da seguinte forma:

Variável contínua

E ( X Y y) x f ( x y) dx

X Y y

+∞

− ∞

=

Variável discreta

( ) ( ) 

=

=

i 1

i j

j

X Y y

j i

E X Y y x p x y

Notas:

  • O valor esperado de Y para um dado X = x é definido

de modo análogo, quer para o caso discreto quer para o

caso contínuo.

  • A interpretação do valor esperado condicionado é a

seguinte: dado que

f ( x y)

X Y= y

representa a fdp

condicionada de X para um dado Y=y , E ( X Y= y)é o

valor esperado de X, condicionado ao acontecimento

{ Y = y}.

  • De um modo geral E ( X Y= y) é uma função de y

assim como E ( Y X= x)é uma função de x e daí serem

também variáveis aleatórias. Então fará sentido calcular

os seus valores esperados:

E [ E ( X Y= y)] e E [ E( Y X=x)]

É porém importante notar que o valor esperado

“interno” é calculado em relação à distribuição

condicionada de X para Y=y ( ou relativamente à

distribuição condicionada deY para X=x) , enquanto

o valor esperado “externo” é calculado em

relação à distribuição de probabilidade de Y ( ou

relativamente à distribuição de probabilidade de X ).

TEOREMA : [ ( )] ( )

E E X Y= y =E X

e

E [ E ( Y X=x)] =E( Y)

(demonstração ...)

TEOREMA: Se X e Y forem v.a. independentes então:

E ( X Y= y) =E( X) e E ( Y X=x) =E( Y)

(demonstração ...)

TEOREMA: Seja (X,Y) uma v.a. bidimensional e

consideremos que:

X

E X = μ , ( )

Y

E Y = μ , ( )

2

X

V X = σ , ( )

2

Y

V Y =σ

Seja

XY

ρ o coeficiente de correlação entre X e Y.

Então:

  • Se a regressão de Y em X for linear temos que:

X

X

Y

Y XY

E Y X x x−μ

σ

σ

= =μ + ρ

  • Se a regressão de X em Y for linear temos que:

Y

Y

X

X XY

E X Y y y−μ

σ

σ

= =μ + ρ

(demonstração:...)

É de notar que se por exemplo a regressão de X em Y

for linear e se ρ = 0 , então E ( X Y= y)não depende de

y.

Por outro lado, se as duas funções de regressão forem

lineares, a resolução simultânea das expressões

anteriores mostra que as rectas de regressão se

intersectam no “centro” da distribuição, isto é, em

X Y

μ ,μ .

  • Se se pretender, eventualmente, aproximar a curva de

regressão por uma função linear, recorre-se de um

modo geral ao método dos mínimos quadrados. Então

escolhem-se as constantes a e b de modo que:

[ ( ) ( )]

2

E E Y X − aX+ b seja mínimo

Analogamente, podemos escolher as constantes c e d

que tornem mínimo:

[ ( ) ( )]

2

E E X Y − cY+ d

As rectas y = ax +b e x = ay+b designam-se como

aproximações dos mínimos quadrados às curvas de

regressão E ( Y X= x)e E ( X Y= y), respectivamente.

TEOREMA: Se y = ax+b for a aproximação dos

mínimos quadrados a E ( Y X= x) e se E ( Y X=x)

for, de facto, uma função linear de x, isto é:

' '

E Y X=x =a x+b

então a = a´ e b = b´.

Variáveis aleatórias discretas

  • Seja X uma v.a. discreta. Então Y = H(X) é também uma

v.a. discreta e dada p

X

(x

i

), podemos obter:

p

Y

( y

j

) = P ( Y = y

j

P X x

i

i

em que x

i

: H (x

i

) = y

j

  • Seja X uma v.a. contínua e Y= H(X) uma v.a. discreta.

Então se { Y = y

j

} for equivalente a um dado

acontecimento A, no contradomínio R

X

de X vem que:

p

Y

( y

j

) = P ( Y = y

j

f x dx

A

Variáveis aleatórias contínuas

  • Seja X uma v.a. contínua e Y = H(X) também uma v.a.

contínua. Dada f

X

(x) podemos obter f

Y

(y) por dois

métodos:

Método 1

i) Obter F

Y

(y), a função de distribuição da v.a. Y,

determinando-se o acontecimento A (em R X

) que é

equivalente ao acontecimento {Y ≤ y }.

ii) Derivar F

Y

(y) em ordem a y para obter f

Y

(y).

iii) Determinar os valores de y (em R

Y

) para os quais

f

Y

(y) ≥ 0.

F

Y

(y) = P ( Y ≤ y ) = P ( H(X) ≤ y ) = P (? ≤ X ≤? )

e finalmente:

f

Y

(y) =

d F

Y

y

d y

Método 2 (apenas quando H(X) é estritamente monótona)

f y

f x

d y

d x

f x

d x

d y

Y

X

X

x = H

  • 1

(y)

Nota:

A aplicação do método pode ser generalizada desde que se

decomponha H(X) em intervalos em que seja estritamente

monótona (crescente ou decrescente).

E ( Y) y f ( y) dy

Y

+∞

− ∞

Contudo, este processo de cálculo do valor esperado de Y

apresenta a “desvantagem” de exigir a determinação prévia

da distribuição de probabilidade da variável aleatória Y.

Um caso particular especialmente importante surge

quando :

[ )

[[

[ ]

]]

] [

[[

[ ]

]]

]

2 2

g X X E X X μ μμ

−μ −−

uma vez que a variância de uma variável aleatória X é

definida como:

[ )

[[

[ ]

]]

]

2 2

X

Var X ==== V X ====σσσσ ==== E X −−−− E X

  • O desvio padrão de X é definido como

Var (((( X ))))

X

σσσσ ====

  • Se

r

g X ==== X ou

[ )

[[

[ ]

]]

]

r

g X ==== X −−−− E X obtemos

respectivamente o momento e o momento central

de ordem r de X, ou da distribuição de X, com

r= 0 , 1 , 2 ,....

' r

r

= E X

μ = μμ

μ momento de ordem r

[[[[ (((( ))))]]]]

r

r

μμμμ ==== E X −−−− E X momento central de ordem r

Em particular temos que: E (((( X ))))

'

1

μμμμ ====μμμμ==== , 0

1

μμμμ ==== e

V (( (( X )))) (((( X ))))

2 X

μμμμ ==== ====σσσσ.

Se os momentos de ordem r existem, então existem

todos os momentos de ordem r r

'

• Demonstra-se que o conhecimento de (((( ))))

r

E X para

r= 1 , 2 ,... (desde que estes valores médios existam) é

suficiente para especificar a distribuição de

probabilidade de X e daí a sua importância.

Variáveis aleatórias discretas

  • Seja (X,Y) uma v.a. discreta bidimensional. Então dado
Z = H

1

(X,Y) e conhecendo p

XY

(x,y)

p z P Z z P X x Y y

Z k k i

i j

j

em que ( x

i

, y

j

) : H

1

( x

i

, y

j

) = z

k

  • Seja (X,Y) uma v.a. discreta bidimensional. Sejam Z =
H

1

(X,Y) e W = H

2

(X,Y) e admitamos conhecida

p

XY

(x,y). Então se a transformação:

z

w

H x y

H x y

1

2

tiver inversa,

x

y

G z w

G z w

1

2

a função de probabilidade conjunta de Z e W é dada por:

p

ZW

(z,w) = P (Z=z,W=w) = P ( Z=H

1

(x,y),W=H

2

(x,y) )

= P (A) ( ver figura da página anterior)

= P ( X = G

1

(z,w), Y = G

2

(z,w) )

= p

XY

( G

1

(z,w), G

2

(z,w) )

Variáveis aleatórias contínuas

Seja (X,Y) uma v.a. contínua bidimensional. Seja

Z=H

1

(x,y) uma função contínua de (X,Y) e admita-se

conhecida a fdp conjunta de X e Y, f

XY

(x,y). Pretende-se

obter a fdp de Z=H

1

(X,Y) , f

Z

(z).

Método 1

i) Obter F

Z

(z), a função de distribuição da v.a. Z,

determinando-se o acontecimento A (em R

X×Y

) que é

equivalente ao acontecimento { Z ≤ z }.

F

Z

(z) = P (Z ≤ z) = P (H

1

(x,y) ≤ z) = f x y dy dx

XY

D

ii) Derivar F

Z

(z) em ordem a z para obter f

Z

(z).

Método 2

i) Escolher uma v.a. auxiliar W= H

2

(X,Y).

ii) Obter a fdp conjunta de Z e W, f

ZW

(z,w).

iii) Determinar f

Z

(z) = f z w dw

ZW

−∞

+∞

Teorema: Seja (X,Y) uma v.a. contínua bidimensional com

fdp conjunta f

XY

(x,y). Sejam Z=H

1

(X,Y) e W=H

2

(x,y) e

admitamos que :

a) H

1

e H

2

são tais que as equações z=H

1

(x,y) e

w=H

2

(x,y) podem ser resolvidas univocamente para x e y

em função de z e w, isto é, existe a transformação inversa:

x = G

1

(z,w) e y = G

2

(z,w)