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Indução eletromagnética e o transformador
Tipologia: Notas de estudo
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Sabemos que a passagem de uma corrente elétrica cria um campo magnético em torno do condutor através do qual ela flui. Esta descoberta de Oersted em 1819 levou os cientistas a desejar saber se também poderia ser possível, de alguma forma, inverter o processo e excitar o fluxo de corrente num circuito por meio de um campo magnético. As experiências iniciais para demonstrar tal efeito não foram bem sucedidas, porque a princípio não se sabia que os fluxos magnéticos estacionários não induzem qualquer f.e.m. ou fluxo de corrente num circuito. Somente por volta de 1831 descobriu-se que uma corrente elétrica poderia ser gerada magneticamente, mas que tal efeito é observado apenas quando o fluxo magnético através do circuito varia com o tempo. Este efeito é referido como indução eletromagnética, e as correntes e f.e.ms. induzidas. A indução eletromagnética foi descoberta de forma independente e praticamente simultânea pelo físico britânico Michael Faraday (1791-1867) e por Joseph Henry (1797-1878), que foi o primeiro de uma longa série de físicos americanos de renome. Ambos observaram que quando uma corrente que varia no tempo flui num dado circuito, o próprio campo magnético do circuito atua para induzir uma f.e.m. neste mesmo circuito, cujos efeitos são opostos à f.e.m. externa que faz a corrente variar em primeiro lugar. Este efeito é geralmente chamado de auto-indução. Eles estudaram também as f.e.ms. e correntes induzidas numa bobina, por correntes que variam com o tempo fluindo numa outra bobina próxima e acharam que as f.e.ms. muito grandes, induzidas, poderiam ser excitadas numa bobina que tivesse um grande número de voltas de fios, por uma f.e.m. menor, que variasse com o tempo, numa bobina que consistisse de relativamente poucas voltas. Deste modo, eles construíram as primeiras bobinas de indução, as contrapartes precisas das usadas nos carros movidos a gasolina para excitar as velas, e inventaram os princípios sobre as quais o transformador opera. A física básica que constitui o fundamento da produção de forças eletromotrizes e correntes induzidas através da variação de fluxos magnéticos pode ser entendida considerando-se exemplos onde os circuitos estão sujeitos a fluxos magnéticos que variam com o tempo. Os resultados experimentais de Faraday e Henry, no que diz respeito à produção de f.e.ms. e correntes induzidas, podem ser resumidos na seguinte observação: sempre que há um fluxo magnético que varia com o tempo através de um circuito, uma f.e.m. é induzida no circuito, sendo o módulo desta diretamente proporcional à taxa de variação do fluxo magnético em relação ao tempo. Esta definição é conhecida como lei de Indução de Faraday. O fluxo magnético pode ser definido por:
!! B (^) NdS S
onde S representa uma certa área através da qual se que determinar o fluxo de
! B , dS representa o elemento de área e
! μN é
o vetor normal à superfície S em cada ponto. Matematicamente, a Lei de Faraday pode ser representada por:
ε φ
d dt
d dt
B (^) NdS
!!
. (2)
onde ε representa a f.e.m. induzida magneticamente no circuito. Imagine agora uma certa situação da área S escolhida em relação ao campo B na qual a integral de (2) pudesse ser representada por B.A.cosθ, onde A é a área da superfície S e θ o ângulo entre o campo magnético e a normal ao plano (por exemplo, quando calculamos o fluxo φ num plano inclinado de um ângulo θ em relação a um campo B igual em todos os pontos numa certa região do espaço). Neste caso, a expressão (2) ficaria:
ε φ = − = θ d dt
d dt ( B A. .cos ) (3) Esta expressão deixa claro que existem 3 formas de sevarial o fluxo e, portanto, induzir a f.e.m.:
i. variando-se o módulo de
! B em relação ao tempo ii. variando-se a área da superfície S encerrada pelo circuito iii. variando-se o ângulo θ da inclinação de S em relação a
! B
A situação apresentada no item iii é o caso dos dínamos ou geradores que convertem energia mecânica em elétrica através da rotação de uma espira ou conjunto de espiras, por exemplo, na presença de um campo magnético constante.
O transformador utiliza a situação apresentada no item i, onde uma corrente oscilante é aplicada a um conjunto de espiras (enrolamento primário) e um segundo conjunto de espiras (enrolamento secundário) é colocado nas proximidades do primeiro, em geral acoplado magneticamente por um núcleo de ferro. Esta situação é esquematizada na figura 1.
Figura 1: Esquema do transformador, onde Lp e Ls são as auto-indutâncias ou indutâncias (como são mais conhecidas) dos enrolamentos primário e secundário, respectivamente, e dependem apenas da geometria dos enrolamentos.
Num transformador, as variações de fluxo existentes no enrolamento primário são as mesmas sentidas pelo enrolamento secundário. Em cada volta do enrolamento primário deve aparecer uma f.e.m. dada por:
ε φ '= − d dt Se o primário possui np voltas em seu enrolamento, a f.e.m. total εp é:
ε φ p n^ p
d dt
Como o fluxo é o mesmo para o secundário que possui ns espiras, temos para a f.e.m. induzida εs:
ε φ s n s
d dt
Combinando (4) com (3):
ε (^) s s ε p p
n n
Esta relação (5) nos mostra que a f.e.m. induzida no secundário é diretamente proporcional a εp e a razão entre o número de espiras de cada um dos enrolamentos.
Determinar a dependência funcional entre a f.e.m. (tensão) induzida no secundário de um transformador e:
Fonte de tensão senoidal (em 60Hz) de 0 a 25V Bobinas diversas Núcleo de ferro em U com suporte e presilha Barra de ferro 2 voltímetros para corrente alternada fios e conexões diversas
εs(V) ns εs(V) np
Tabela 2 Tabela 3
1 a. Parte: εεεε s x εεεε p
2 a. Parte: εεεε s x ns e εεεε s x np