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Apostila Interpretação e produção de Texto
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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INTRODUÇÃO
compara informação contida em diferentes textos, estabelece relações entre as informações (causa/efeito, regra geral/caso, opinião/fato). Reconhece a informação textual mesmo que contradiga o senso comum
operações, por exemplo, cálculo de proporção ou percentual de desconto. Interpreta informação oferecida em gráficos, tabelas e mapas.
Fonte: RIBEIRO, V. M. Analfabetismo e Alfabetismo Funcional no Brasil. Disponível em: http://www.reescrevendoaeducacao.com.br/2006/pages.php?recid=28. Acesso 09 fev 2009
Figura 1
Fonte: RIBEIRO, V. M. Analfabetismo e Alfabetismo Funcional no Brasil. Disponível em: http://www.reescrevendoaeducacao.com.br/2006/pages.php?recid=28. Acesso 09 fev 2009
Ainda no mesmo artigo é possível ver que pela correlação entre os “resultados dos testes com as declarações dos sujeitos sobre suas práticas de leitura e escrita”, podemos ter a dimensão do que os níveis de alfabetismo significam em termos de participação em práticas culturais, acesso à informação e aos postos de trabalho mais qualificados. Por exemplo, o Inaf constatou que a maioria dos alfabetizados no nível rudimentar e básico não costuma ler livros (29% e 16%) ou só lêem um tipo de livro (42%), geralmente a Bíblia ou livros religiosos. Só entre pessoas alfabetizadas no nível pleno temos uma maioria de leitores que diversifica seus interesses: 33% costumam ler dois gêneros e 34% três ou mais gêneros, incluindo, além dos religiosos, as obras de ficção, biografia e história, ensaios e livros técnicos, entre outros. Ao lado dos impressos, os meios informatizados se impõem cada vez mais como meio de comunicação e informação. O uso de computadores ainda é restrito a um quarto da população brasileira, do qual 82% acessam a internet e 70% enviam e recebem e-mail. Como era de se esperar, o uso do computador é inexpressivo entre os analfabetos e alfabetizados no nível rudimentar. Entretanto, entre as pessoas mais escolarizadas, cujo acesso é maior, seu uso mostrou ter uma influência destacada no desenvolvimento das habilidades de leitura. Enquanto 44% dos alfabetizados no nível pleno afirmam usar computador todos ou quase todos os dias, entre os de nível básico esse percentual é de 26%. A realização de cursos além do ensino formal também é um fator de promoção das habilidades de leitura e escrita. A educação continuada é um setor em que os países desenvolvidos têm feito grandes investimentos, conscientes de que, na sociedade contemporânea, é essencial renovar constantemente os conhecimentos. Os estudos internacionais mostram que, em países como Suíça, Estados Unidos, Noruega e Canadá, aproximadamente 50% da população adulta participou de algum programa educativo nos doze meses anteriores aos levantamentos. Segundo o Inaf, a freqüência a cursos vem aumentando lentamente no Brasil, mas ainda é uma prática muito restrita. Em 2005, havia 44% de pessoas entre 15 a 64 anos que nunca tinham feito um curso além do ensino formal e só 16% haviam feito algum nos 12 meses anteriores à entrevista.
Leitura como fator desalienante Além da instrução e da educação em si, educação deve ter outros propósitos além da utilidade imediata. O conhecimento geral ou “inútil” possui diversas formas de utilidade indireta: é importante que as pessoas desfrutem de prazer e interesses inteligentes em assuntos não relacionados ao trabalho para contraporem-se às diversões das populações urbanas modernas que tendem a ser passivas e coletivas, consistindo na observação inativa das habilidades dos outros. Porém, muito do conhecimento inútil atual nos chega pela televisão, meio de comunicação que viabiliza os processos de manipulação de imagem. Por exemplo, durante a Guerra do Golfo, na década de 90, do século XX, as televisões do mundo inteiro exibiram duas imagens de forte impacto: uma delas mostrava incubadoras desligadas pelos iraquianos, com crianças prematuras kwaitianas mortas; outra, pássaros sujos de petróleo por uma maré negra provocada também pelos iraquianos. Ambas as imagens eram falsas. As incubadoras eram uma montagem. A maré negra era real, mas tinha acontecido a milhares de quilômetros dos "cruéis" iraquianos. É também clássico o caso das propagandas subliminares na influência do consumismo e geração de lucro a grandes multinacionais. Não é à toa que os canais abertos e pagos têm grande parte de sua renda voltada à publicidade. Como nos defender de tudo isso? Simplesmente, obtendo informações em outras fontes.
BARBOSA, Severino A. e AMARAL, Emília, Escrever é desvendar o mundo: a linguagem criadora e o pensamento lógico , Campinas, SP: Papirus, 1986. MORAIS, José, A arte de ler , São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1996. BURKE, Peter, Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot , RJ: Zahar, 2003 RIBEIRO, V. M. Analfabetismo e Alfabetismo Funcional no Brasil. Disponível em: http://www.reescrevendoaeducacao.com.br/2006/pages.php?recid=28. Acesso 09 fev 2009
Roteiro de Leitura
Quais informações é possível se extrair dele? O sinal de trânsito está usado de maneira convencional? Por quê?
Se acrescentarmos a informação de que este cartoon acima é da época da Ditadura Militar no Brasil, sua interpretação mudará?
Texto 2
Jornal do Brasil, 10/02/
Quais as informações que você consegue extrair deste texto com o passar dos olhos? Quem A quem se refere? Existe alguma interpretação possível? A informação verbal complementa ou impede outras interpretações possíveis? .
Texto 3
Se eu fosse pintor começaria a delinear este primeiro plano de trepadeiras entrelaçadas, com pequenos jasmins e grandes campânulas roxas, por onde flutua uma borboleta cor de marfim, com um pouco de ouro nas pontas das asas.
Mas logo depois, entre o primeiro plano e a casa fechada, há pombos de cintilante alvura, e pássaros azuis tão rápidos e certeiros que seria impossível deixar de fixá-los, para dar alegria aos olhos dos que jamais os viram ou verão. [...] E que faria eu, pintor, dos inúmeros pardais que pousam nesses muros e nesses telhados, e aí conversam, namoram-se, amam-se, e dizem adeus, cada um com seu destino, entre a floresta e os jardins, o vento e a névoa? Mas por detrás estão as velhas casas, pequenas e tortas, pintadas de cores vivas, como desenhos infantis, com seus varais carregados de toalhas de mesa, saias floridas, panos vermelhos e amarelos, combinados harmoniosamente pela lavadeira que ali os colocou. Se eu fosse pintor, como poderia perder esse arranjo, tão simples e natural, e ao mesmo tempo de tão admirável efeito? [...]
MEIRELES, Cecília_. Ilusões do mundo_. RJ:Nova Aguilar, 1976
No texto 2, a poetisa Cecília Meireles usa as palavras para pintar um quadro. Usa-as como se fossem um pincel, com o qual vai desenhando uma paisagem que vê, na realidade, ou na imaginação. Ela “pinta” flores coloridas, borboletas, pássaros alegres, vento, névoa, casinhas “pequenas e tortas”, roupas nos varais, compondo assim uma paisagem de tranqüila delicadeza. Ela descreve como se pintasse e assim mistura dois códigos, o verbal e o imagético (visual ou icônico). Nas propagandas, de forma geral, temos a junção da linguagem verbal e da visual (= linguagem sincrética ). Ambas se combinam formando um “texto” maior, que pode ser interpretado. A colagem de fotografias com temas diferentes aponta para a diversidade dos assuntos que podem ser encontrados. Usam-se cores fortes e atraentes. Os textos verbais também trazem dados numéricos. O resultado tem grande força de apelo ao consumo do que está sendo anunciado, e é com isso que trabalha a propaganda.
O poeta Mário Quintana (1906-1994), no texto abaixo, que é uma crônica, faz algumas considerações a respeito das relações entre linguagem verbal e linguagem visual. Leia com atenção.
O que acontece com as crianças
Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo. Naturalmente, quase sem querer, numa espécie de método subliminar. Em meus tempos de criança, era aquela encantação. Lia-se continuadamente e avidamente um mundaréu de histórias [...]. Mas lia-se corrido, isto é, frase após frase, do princípio ao fim. Ora, as crianças de hoje não se acostumam a ler correntemente, porque apenas olham as figuras dessas histórias em quadrinhos, cujo “texto” se limita a simples frases interjetivas e assim mesmo muita vez incorretas. No fundo, uma fraseologia de guinchos e uivos, uma subliteratura de homem das cavernas. Exagerei? Bem feito? Mas se essas crianças, coitadas, nunca adquiriram o hábito da leitura, como saberão um dia escrever?
O que acontece com os pais
Competiria aos pais dessas crianças, não a nós, incutir-lhes o hábito das boas leituras. Ora essa! Mas se eles também não lêem... Vivem eternamente barbiturizados pelas novelas da Televisão.
Cuitelinho Paulo Vanzolini
Cheguei na beira do porto onde as onda se espaia as garças dá meia-vorta e senta na beira da praia e o cuitelinho não gosta que o botão de rosa caia, ai, ai
Ai quando eu vim da minha terra despedi da parentaia eu entrei no Mato Grosso dei em terras paraguaia lá tinha revolução enfrentei fortes bataia, ai, ai
A tua saudade corta como aço da navaia o coração fica aflito bate uma, a outra faia e os óio se enche d'água que até a vista se atrapaia, ai, ai.
O texto acima é a letra de uma toada caipira e por isso adota uma linguagem regional, característica do local de onde provém, onde os usos e costumes ainda estão ligados às coisas da natureza. É disso que o poeta fala, expressar melhor a saudade da terra natal: na beira do rio, "as onda se espaia", "as garça dá meia-vorta e senta na beira da praia". E quando a saudade aperta, o coração fica aflito "e os óio se enche d'agua". Perceba que, além da peculiaridade fonética (o som aia por alha,. por exemplo), também não há preocupação com a concordância. O ambiente descrito é tão simples quanto as palavras que o descrevem. Percebe-se o apego à família, à região e muita dor pelo distanciamento das origens (o refrão "ai, ai")
João da Silva teve um dia estressante. Enfrentou um rush danado e chegou atrasado ao meeting com o sales manager da empresa onde trabalha. Antes do workshop com o expert em top marketing, foi servido um brunch, mas a comida era muito light para sua fome. À tarde plugou-se na rede e conseguiu dar um download em alguns softwares que precisava para preparar o paper do dia seguinte. Deletou uns tantos arquivos, pegou sua pick-up e seguiu para o point onde estava marcada uma happy hour. Mais tarde, no flat, ligou para o delivery e traçou um milk-shake e um hamburger, enquanto assistia ao Non Stop na MTV. À noite, pôs sua camisa mais fashion, comprada num sale do shopping e foi assistir a Shine no cinema. Voltou para o apart-hotel a tempo de ver um pedaço de seu talk-show preferido na TV. (Veja, 9/4/97)
Trata-se de um relato do quotidiano da vida urbana contemporânea, em que a informática tem um papel cada vezes maior, numa linguagem que pretende chamar a atenção para a invasão do inglês, como se a língua portuguesa não fosse mais suficiente para nomear O nosso universo cultural. J oão da Silva (o nome tão brasileiro acentua o contraste), mais que palavras inglesas, importa para sua rotina aquilo que elas representam, ou seja, a cultura americana como padrão a ser seguido por todos.
Agora reparem a diferença entre os registros lingüísticos dos textos 3 e 4
Composição: Elias Alves Junior, Wagner Chapell
Toda hora tem gíria no asfalto e no morro porque ela é a cultura do povo
Pisou na bola conversa fiada malandragem Mala sem alça é o rodo, tá de sacanagem Tá trincado é aquilo, se toca vacilão Tá de bom tamanho, otário fanfarrão
Tremeu na base, coisa ruim não é mole não Tá boiando de marola, é o terror alemão Responsa catuca é o bonde, é cerol Tô na bola corujão vão fechar seu paletó
“Toda hora tem gíria...
Se liga no papo, maluco, é o terror Bota fé compadre, tá limpo, demorou Sai voado, sente firmeza, tá tranquilo Parei contigo, contexto, baranga, é aquilo
Tá ligado na fita, tá sarado Deu bode, deu mole qualé, vacilou Tô na área, tá de bob, tá bolado Babou a parada, mulher de tromba, sujou
“Toda hora tem gíria...
Sangue bom tem conceito, malandro e o cara aí Vê me erra boiola, boca de sirí Pagou mico, fala sério, tô te filmando É ruim hem! O bicho tá pegando
Não tem caô, papo reto, tá pegado Tá no rango mané, tá aloprado Caloteiro, carne de pescoço, “vagabau” Tô legal de você sete-um, cara de pau
Teoria na prática...
Determine os níveis de linguagem nos textos seguintes, analisando a sintaxe e o vocabulário:
É um erro muito comum confundir língua com representação gráfica da língua (escrita). Seria a escrita seja a transcrição da fala? Não, a relação entre elas é mais complexa. Escrita e fala são duas modalidades distintas de linguagem. No processo de comunicação, produz- se uma mensagem, para que ela seja recebida (lida ou ouvida) por alguém. Na fala , o texto é recebido pelo outro, enquanto vai sendo produzido, ou seja, o interlocutor vai ouvindo o texto à medida que ele é composto. Já na escrita , a recepção ocorre depois da produção, o texto é lido depois de finalizado. No entanto, a língua oral é vista como subproduto da escrita, sem prestígio; fato estranho, pois na escala temporal da humanidade, obviamente, os atos de fala são anteriores ao código escrito. Por que então, é atribuído à escrita maior valor do que à fala? A supervalorização da escrita em detrimento da oralidade é histórica por causa do poder atribuído à palavra escrita, que é vista como elemento de sobrevivência e continuidade da língua. Em decorrência disso, confunde-se língua e escrita , e por conseqüência, confundimos também a noção de gramática , que é qualidade intrínseca de qualquer língua: as regras de funcionamento. A maioria dos gramáticos e professores de língua portuguesa esquece que cada uma das variedades lingüísticas pode apresentar-se tanto na modalidade escrita como na, falada. Há um número imenso de povos que não conhecem nenhum sistema de escrita e cuja cultura se sustenta na oralidade – nem por isso deixam de ser culturas tão complexas quanto qualquer outra, muito menos não possuem um idioma para sua comunicação.
GRAMÁTICA DA FALA, GRAMÁTICA DA ESCRITA É preciso ter bem claro a especificidade de cada uma das modalidades da língua: a falada e a escrita para se escrever bem, uma vez que escrever bem não é simplesmente “imitar a fala”, mas reformulá-la em outra gramática.
DISTINÇÕES ESPECÍFICAS ENTRE FALA E ESCRITA
1. Fonema x grafema A menor unidade de fala é formada por fonemas. Na língua escrita por grafemas ou letras Não há correspondência escrita entre o número de fonemas e o número de grafemas – ex. choque, telha 2. Ampla variedade x poucas variedades Nenhum falante se orgulha da sua variedade não padrão – vai tentar sempre se identificar como um falante da língua “certa”. Não podemos esquecer que a escola considera certo somente o tipo de língua padrão. 3. Elementos extralingüísticos x sinais gráficos Fala tem muitos recursos expressivos: gesticulação, expressão facial, riso, sons não previstos. Na escrita tudo o que temos são desenhos num papel em branco. A riqueza das nuances de significado se reduzem drasticamente. Então a escrita tem que descrever esses elementos da forma mais aproximada possível. Ex. Maria: – Eu já vou, disse ela com o rosto afogueado. João: - Sim, mas, é pra já, interrompeu ele ansioso. 4. Prosódia e entonação x sinais gráficos Pronúncia das palavras com diferentes entonações. A simples entonação tem diferentes significados. Já na escrita tudo o que temos para representar diretamente os recursos entoacionais são o ponto de exclamação, o de interrogação, as reticências, as aspas.... O resto tem que ser expresso por palavras. A língua da Internet fica inventando novos sinais para transcrever emoções. Ex. – Vai logo! (oral) - Vai logo, gritou a moça irada. (escrita) 5. Frases mais curtas x frases mais longas Na fala, os períodos são mais curtos e simples. Na escrita, mais longos e complexos. Usam-se mais orações subordinadas. O texto escrito divide-se em parágrafos, capítulos etc., que contêm unidades
assim... daí, no dia seguinti, meu pai foi no trabalho do cara e o cara deu o dinhero e pago o conserto do carro.
O texto que você leu é a transcrição mais ou menos fiel de um relato oral, feito por um aluno de sétima série de um colégio de elite de Curitiba, em situação natural. No ato de fala não houve qualquer problema especial de compreensão por parte dos interlocutores. Pode-se dizer que esta é uma amostra da língua viva de todos os dias, de um falante escolarizado e de classe social acima da média. Vamos nos deter um pouco nesta amostra; ela pode elucidar alguns aspectos importantes da distinção língua falada/língua escrita e fazer um levantamento de todas as características encontradas no texto que podem defini-lo como linguagem oral. Assinale tudo que você descobrir: vocabulário, extensão das frases, concordância, regência, relatores, repetição, redundância, gíria, onomatopéías, etc. Faça uma lista. Em seguida, compare as características que você encontrou com as características da linguagem escrita; assinale as diferenças.
Teoria na prática
Exercício 1
No dia 10/11/96, os jornais divulgaram a carta mediante a qual o médico Adib Jatene solicitava ao Presidente da República sua demissão do cargo de Ministro da Saúde, e a carta do Presidente da República, aceitando a demissão. Dessas cartas foram extraídos, respectivamente, os dois trechos abaixo:
Os autores das duas cartas utilizam registros lingüísticos diferentes, no interior da variedade culta do português escrito. Aponte nos textos essas diferenças de registros e explique o efeito que cada um deles produz.
c) Pelo que se lê no primeiro parágrafo das duas cartas, Jatene teria aprendido com Fernando Henrique o conceito de política que procurou aplicar enquanto ministro, mas uma leitura atenta desses parágrafos aponta uma grande diferença. Explique essa diferença.
Exercício 2
Você habitualmente usa e reconhece vários níveis de linguagem, associados a diferentes falantes, estilos ou contextos. Você sabe também que à vezes o falante utiliza um estilo que não é o seu, para produzir efeitos específicos, que é o que faz o maestro Júlio Medaglia na carta abaixo:
Pô, Erundina, massa! Agora que o maneiro Cazuza virou nome mim pedaço aqui na Sampa, que sabe tu
te anima e acha aí um point pra botá o nome de Magdalena Tagliaferro, Cláudio Santoro, Jaques Klein,
Edoardo de Guarnieri, Guiomar Novaes, João de Souza Lima, Armando Belardi e Radamés Gnattali.
Esses caras não foi cruner de banda a Ia 'Trogloditas do Sucesso', mas se a tua moçada não manjar
quem eles foi dá um look aí na Enciclopédia Britânica ou no Groves International e tu vai saca que o
astral do século 20 musical deve muito a eles.
Júlio Medaglia, di-jei do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (São Paulo-SP) "Painel do Leitor", Folha de
São Paulo, 4.10.90.
a) Que grupo social pode ser identificado por este estilo? Transcreva as marcas lingüísticas características desse grupo, presentes no texto. b) Em que campo da cultura deram contribuição importante os nomes mencionados na carta e que passagem (ns) do texto permite (m) afirmar isso? c) O texto contém uma crítica implícita. Qual é, e a quem é dirigida? d) Passe o texto a norma culta padrão.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA VANOYE, F. Usos da Linguagem: problemas e técnicas na produção oral e escrita , 12a. ed., São Paulo: Martins Fontes, 2003.