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ISCB20 - COMUNICAÇÃO E SAUDE, Exercícios de História

ISCB20 - ISCB20 - ISCB20- COMUNICAÇÃO E SAUDE.

Tipologia: Exercícios

2021

Compartilhado em 01/05/2021

britto-3
britto-3 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
INSTITUTO DE SAÚDE COLETIVA
ATIVIDADE ISCB20 - Ana Clara, Juliana e Rafaela.
- Pensando no texto "cogumelos na cidade", como a equipe compreende a questão da autonomia
dos sujeitos nos processos comunicacionais? A comunicação é um processo sempre assimétrico.
Vocês concordam com esta afirmação?
É possível observar que os sujeitos participantes dos processos comunicacionais, em geral,
apresentam dificuldades no que se refere à captação do sentido real dos códigos emitidos (a
mensagem). Porquanto, a comunicação, como processo linguístico e relacional, cuja interação se
com a participação de, no mínimo, dois sujeitos, exige não só a transmissão de informações, mas a
construção de uma relação construtiva e efetiva, em que se possa observar a coerência dos argumentos
apresentados e assim interpretá-los (seja confrontando a ideia ou aceitando). Todavia, nota-se
assimetrias nesse processo, pois, cada sujeito apresenta subjetividades singulares, concepções de vida
e pré-conceitos. Isso significa que, quando dois sujeitos estão se comunicando, há uma tensão de
sentidos e a mensagem pode ser compreendida de maneira diferente do objetivo inicial do emissor.
Além disso, é possível inferir que, dada as diferenças existentes entre os falantes, a comunicação
sequer ocorre, tendo em vista que esses consideram que o processo seria desgastante ou sem utilidade.
Assim, há uma perda na troca de informações. Por isso, no texto Cogumelos na cidade, verifica-se
que as personagens não compartilham as experiências e observações; e quando a fazem não é efetiva
já que não constroem uma ponderação coletiva sobre os possíveis malefícios dos frutos, apenas os
colhem.
- É possível imaginar compartilhamento de horizontes de expectativas entre profissionais de
saúde e os usuários/população-alvo das ações?
Sim, mas para que isso ocorra é preciso transcender a ideia de comunicação em saúde como
uma ação verticalizada, isto é, em que os profissionais são os “detentores” do saber e os usuários são
os sujeitos passivos que devem receber essas informações. Assim, a construção do conhecimento
deve ser coletiva e integrativa, pois a população tem o papel fundamental nessa relação, a saber: no
processo de territorialização em saúde, os usuários são os principais sujeitos capazes de elencar os
problemas da comunidade e, portanto, suas observações devem ser consideradas; e, nesse caso, a
equipe de saúde apresentará as possíveis intervenções e necessidades que precisam ser feitas
(explicando como/quando/onde serão feitas e o papel/ação dos interventores).

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

INSTITUTO DE SAÚDE COLETIVA

ATIVIDADE ISCB20 - Ana Clara, Juliana e Rafaela.

- Pensando no texto "cogumelos na cidade", como a equipe compreende a questão da autonomia dos sujeitos nos processos comunicacionais? A comunicação é um processo sempre assimétrico. Vocês concordam com esta afirmação? É possível observar que os sujeitos participantes dos processos comunicacionais, em geral, apresentam dificuldades no que se refere à captação do sentido real dos códigos emitidos (a mensagem). Porquanto, a comunicação, como processo linguístico e relacional, cuja interação se dá com a participação de, no mínimo, dois sujeitos, exige não só a transmissão de informações, mas a construção de uma relação construtiva e efetiva, em que se possa observar a coerência dos argumentos apresentados e assim interpretá-los (seja confrontando a ideia ou aceitando). Todavia, nota-se assimetrias nesse processo, pois, cada sujeito apresenta subjetividades singulares, concepções de vida e pré-conceitos. Isso significa que, quando dois sujeitos estão se comunicando, há uma tensão de sentidos e a mensagem pode ser compreendida de maneira diferente do objetivo inicial do emissor. Além disso, é possível inferir que, dada as diferenças existentes entre os falantes, a comunicação sequer ocorre, tendo em vista que esses consideram que o processo seria desgastante ou sem utilidade. Assim, há uma perda na troca de informações. Por isso, no texto Cogumelos na cidade, verifica-se que as personagens não compartilham as experiências e observações; e quando a fazem não é efetiva

  • já que não constroem uma ponderação coletiva sobre os possíveis malefícios dos frutos, apenas os colhem. - É possível imaginar compartilhamento de horizontes de expectativas entre profissionais de saúde e os usuários/população-alvo das ações? Sim, mas para que isso ocorra é preciso transcender a ideia de comunicação em saúde como uma ação verticalizada, isto é, em que os profissionais são os “detentores” do saber e os usuários são os sujeitos passivos que devem receber essas informações. Assim, a construção do conhecimento deve ser coletiva e integrativa, pois a população tem o papel fundamental nessa relação, a saber: no processo de territorialização em saúde, os usuários são os principais sujeitos capazes de elencar os problemas da comunidade e, portanto, suas observações devem ser consideradas; e, nesse caso, a equipe de saúde apresentará as possíveis intervenções e necessidades que precisam ser feitas (explicando como/quando/onde serão feitas e o papel/ação dos interventores).