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Comunicação e educação em saúde
Tipologia: Notas de estudo
Oferta por tempo limitado
Compartilhado em 26/02/2013
4.4
(7)11 documentos
1 / 22
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Em oferta
Conceitos
A comunicação é entendida, como um processo de
compreender, compartilhar mensagens enviadas e
recebidas, sendo que as próprias mensagens e o modo
como se dá seu intercâmbio exercem influência no
comportamento das pessoas nele envolvidas, a curto,
médio ou longo prazo, estas mudanças podem ocorrer
no ambiente em que a comunicação é efetuada ou
quando as pessoas se encontram isoladas, distantes
umas das outras ou no contexto.
Isto permite afirmar que as pessoas se encontram
constantemente envolvidas por um campo interacional.
ROZEMBERG inTratado de Saúde Coletiva, 2006
Funções da Comunicação
Conhecer a si mesmo e ao outro
Estabelecer relacionamento significativo
Examinar e estimular mudança de atitude e de
comportamento
Arnold;Boggs(1989)
Inclusão (aceitação pelo outro, (“ estar com o outro”)
Controle (ocorre quando se experimenta a sensação de
ser responsável e capaz de se adaptar ao meio)
Afeição (necessidade de expressar e receber amor)
Gamble (1987)
Ruídos da Comunicação
O ruído pode interferir ou distorcer nossa habilidade de
enviar ou receber mensagens
Como os ruídos podem contribuir na
relação entre usuários e profissionais?
Paciente : Eu gosto mais quando o médico prescreve soro
do que comprimido
Enfermeira: Não é o que tenho observado, gostaria de
falar sobre isto?
São experimentados sentimentos de indecisão,
insatisfação e insegurança (barreiras para a comunicação)
Comunicação não Terapêutica
Não saber ouvir
Dar conselhos ou dizer o que ele deve fazer
Julgar o comportamento
Manter-se na defensiva
Induzir as respostas do paciente
Pôr o paciente a prova
Mudar de assunto inadequadamente
Comunicação Unidirecional
Divulgação permanente de informações sobre as ações
de promoção, sobre os serviços de prevenção e assistência
do SUS, assim como das informações epidemiológicas de
interesse para a população;
Democratizar as informações científicas e
epidemiológicas, garantindo ampla divulgação dos
conhecimentos, programas e projetos da comunidade
científica para a saúde individual e coletiva, estimulando a
discussão crítica e pública da ciência, tecnologia e saúde;
Garantia de acesso às informações e espaços de
discussão nos serviços e ações de saúde;
Destaques
Utilização de todos os meios de comunicação: a grande
imprensa, Internet, as rádios AM e FM, rádios
comunitárias, televisão aberta, TVs comunitárias, boletins,
jornais de bairro, veículos próprios dos governos, das
entidades, movimentos sociais e de todos os segmentos
envolvidos com o controle social;
Considerar as necessidades dos portadores de
deficiências, desenvolvendo estratégias de comunicação
específicas;
Os planos e ações de comunicação devem ser
aprovados nas instâncias do SUS, com objetivos,
orçamentos e formas de avaliação claramente definidos.
Sobre a comunicação nos serviços, ações
e equipes de saúde
Todas as unidades de saúde, inclusive as contratadas,
devem afixar placas com o logotipo do SUS, em lugar
visível e acessível, informando sobre os serviços
prestados, as normas e horários de trabalho dos
profissionais,nome do gestor responsável e formas de
contato;
Desenvolver estratégias de comunicação, integrando
profissionais, serviços e usuários, visando a melhoria da
qualidade e o compartilhamento de informações;
implementar caixas de coleta de sugestões, críticas e
opiniões que devem ser analisadas e respondidas pelo
gestor e pelo conselho.
Superar a visão instrumental da comunicação e as
práticas campanhistas
Mais comunicação no SUS: descentralizada, inclusiva
e plural
Mais saúde na mídia
Democratizar o acesso às tecnologias de comunicação
Investir em pesquisa e ensino
Desafios
Onde se quer chegar com Educação na
Saúde?
Articulação Saúde e Educação 2003
Criação da Secretaria de Gestão do Trabalho e da
Educação na Saúde (SGTES) , no Ministério da Saúde
Entre as missões da SGTES:
1- motivar e propor a mudança na formação
técnica, de graduação e de pós-graduação.
2- promover um processo de educação permanente dos
trabalhadores da saúde, a partir das necessidades de
saúde da população e de fortalecimento do SUS
Destaques
Reafirma os princípios da Educação Permanente em
Saúde como norteadores para a construção dos Planos
Regionais de Educação Permanente em Saúde e das
ações educativas na saúde.
Recoloca a questão de que as demandas para a
formação e desenvolvimento dos trabalhadores no SUS
não sejam definidas somente a partir de uma lista de
necessidades individuais de atualização e da
capacidade de oferta e interesse de uma instituição de
ensino, mas considerem, prioritariamente, os
problemas cotidianos referentes à atenção à saúde e
à organização do trabalho.
Reafirma a compreensão e tratamento da gestão da
educação na saúde (formação e desenvolvimento) não
como uma questão simplesmente técnica, mas de
natureza tecnopolítica, uma vez que envolve mudanças
nas relações, nos processos, nos atos de saúde, nas
organizações e nas pessoas. Implica, portanto, na
necessidade de articulação intra e interinstitucional
que crie compromissos entre as diferentes redes de
gestão, de serviços de saúde e educação e do controle
social, possibilitando o enfrentamento criativo dos
problemas e uma maior efetividade da ações de saúde e
educação.