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Lesão Celular, Notas de estudo de Enfermagem

Quando as células não conseguem se adaptar, elas sofrem lesão

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 29/03/2014

lilian-magalhaes-10
lilian-magalhaes-10 🇧🇷

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LESÃO CELULAR – AULA 20/02/14
Mecanismo celular da Mitocôndria: Dentro das células existe uma organela
responsável por suprir a demanda de energia que é a Mitocôndria. Por essa
organela ser a responsável pelo metabolismo energético, a maioria das lesões
a atinge. A falta de oxigênio e energia causa lesão celular. Em uma célula
normal em estado fisiológico, o hormônio Insulina se liga ao seu receptor na
membrana celular fazendo com que a glicose entre nessa célula, ocorrendo um
processo chamado Glicólise, que é a quebra dessa glicose. Essa glicose mais
oxigênio, libera moléculas de ATP, que alimenta todas as organelas. A célula
libera energia química através da quebra de ligação desse ATP, onde libera
Fosfato + energia e calor. Por isso dizemos que nosso corpo gera calor.
Quando a célula muscular tem necessidade de uma demanda maior de
energia, a célula necessitará de mais glicose para gerar mais metabolismo, e
para isso, mais organelas. Tendo mais organelas, essa célula irá produzir mais
proteína, etc, fazendo com que essa célula fique maior. Quando não se utiliza
mais essas células, não é mais necessário essa quantidade de mitocôndrias
produzindo energia, passando então a serem lisadas, diminuindo o numero
dessas mitocôndrias. Uma outra situação é quando sofre lesão em um nervo, e
determinada célula para de receber estímulos. Essa mitocôndria que antes
passava a gerar energia fisiológica, passa a ficar só com a fisiologia basal, não
necessitando ter um tamanho de célula normal, sendo pequenótica (célula bem
pequena).
Quando as células são estressadas e não ultrapassam o limite, elas sofrem
adaptação. Se essa adaptação não fizer com que elas diminuam esse estresse,
elas então sofrem lesão. Essas lesões podem ser reversíveis e irreversíveis,
dependendo tipo, intensidade e duração do estímulo. Se eu tiver um estímulo
de baixa intensidade e pouca duração, não levará a lesão. Células diferentes
respondem de maneira diferente a estímulos diferentes. As células nervosas
quando deixam de ser irrigadas por 2 minutos, causa a morte das mesmas.
As células no fígado levam 2 horas para serem lesadas. Portanto a lesão
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LESÃO CELULAR – AULA 20/02/

Mecanismo celular da Mitocôndria: Dentro das células existe uma organela responsável por suprir a demanda de energia que é a Mitocôndria. Por essa organela ser a responsável pelo metabolismo energético, a maioria das lesões a atinge. A falta de oxigênio e energia causa lesão celular. Em uma célula normal em estado fisiológico, o hormônio Insulina se liga ao seu receptor na membrana celular fazendo com que a glicose entre nessa célula, ocorrendo um processo chamado Glicólise, que é a quebra dessa glicose. Essa glicose mais oxigênio, libera moléculas de ATP, que alimenta todas as organelas. A célula libera energia química através da quebra de ligação desse ATP, onde libera Fosfato + energia e calor. Por isso dizemos que nosso corpo gera calor. Quando a célula muscular tem necessidade de uma demanda maior de energia, a célula necessitará de mais glicose para gerar mais metabolismo, e para isso, mais organelas. Tendo mais organelas, essa célula irá produzir mais proteína, etc, fazendo com que essa célula fique maior. Quando não se utiliza mais essas células, não é mais necessário essa quantidade de mitocôndrias produzindo energia, passando então a serem lisadas, diminuindo o numero dessas mitocôndrias. Uma outra situação é quando sofre lesão em um nervo, e determinada célula para de receber estímulos. Essa mitocôndria que antes passava a gerar energia fisiológica, passa a ficar só com a fisiologia basal, não necessitando ter um tamanho de célula normal, sendo pequenótica (célula bem pequena).

Quando as células são estressadas e não ultrapassam o limite, elas sofrem adaptação. Se essa adaptação não fizer com que elas diminuam esse estresse, elas então sofrem lesão. Essas lesões podem ser reversíveis e irreversíveis, dependendo tipo, intensidade e duração do estímulo. Se eu tiver um estímulo de baixa intensidade e pouca duração, não levará a lesão. Células diferentes respondem de maneira diferente a estímulos diferentes. As células nervosas quando deixam de ser irrigadas por 2 minutos, já causa a morte das mesmas. As células no fígado levam 2 horas para serem lesadas. Portanto a lesão

depende do tipo de célula, do estado que essa célula está e do modo com que ela se adapta. Existem células que conseguem ficar sofrendo esse estresse e não morrer.

REVERSÍVEL: Quando o estresse cessa e o estímulo volta a normalidade da morfostase e homeostase. É um processo adaptativo. As células se adaptam àquela injúria tendo a possibilidade de voltar ao normal. Pode ser causada pela falta ou diminuição da demanda de oferta de oxigênio.

  • Edema (quebra do equilíbrio hidroeletrolítico): Saída do líquido do meio intersticial da célula. Pode ocorrer pela diminuição do aporte de oxigênio. Como ocorre? No citoplasma da célula, nós temos uma bomba chamada de bomba de sódio e potássio. Se eu tenho diminuição do aporte de oxigênio, não é possível produzir energia, pois essa bomba tem alto gasto de energia. Não tendo energia, ela não funciona, não sendo possível jogar o Sódio para fora, ficando acumulado no espaço intracelular. O Potássio tem que ficar no espaço extracelular para equilibrar o volume de água entre o espaço extra e intra celular. Então se eu tenho diminuição de aporte de oxigênio, não é possível realizar Glicólise (transformação de glicose em ATP, necessitando de oxigênio). Se não chega oxigênio na célula, não é possível transformar glicose em ATP. Se não tem ATP a bomba de Sódio e Potássio não funciona, ela não funcionando não tem como externar o Sódio, que fica acumulado no espaço intracelular atraindo moléculas de água, ficando assim a célula edemaciada. Se o fluxo de sangue foi reestabelecido normalmente, voltará a fornecer junto com ele o oxigênio, que fará voltar a funcionar essa bomba de sódio e potássio, que irá externar esse sódio, levando com ele toda essa água acumulada no meio intracelular, voltando a célula ao seu estado fisiológico. Mas se essa lesão continuar ocorrendo por muito tempo, a tendência é que essa célula se rompa tornando se uma lesão irreversível.

Macroscopicamente: Aumento de volume e peso, devido ao excesso de água e perda do brilho.

virando neoplasia. O problema quando ocorre essa mutação, é a probabilidade dela gerar células cancerígenas e é a apoptose que faz com que essas células não se propaguem.

Estímulo fisiológico – Mais comum nas células epiteliais, pois estas estão sempre se renovando. Quando morrem, essas células se queratinizam, formando uma barreira contra bactérias que estão na superfície celular.

Estimulo patológico – Quando minha célula recebe muita radiação, primeiro essa célula tenta se adaptar aumentando a produção de melanina. Se não conseguir se adaptar, esse excesso de radiação leva a essas células entrarem em apoptose, pois o DNA dessas células foram lesadas.

Como ocorre a Apoptose: A célula está normal. Sofre um estímulo apoptótico, dispara o mecanismo de apoptose, começa a se retrair, condensar a cromatina, prolongar a membrana celular, o núcleo entra em colapso, cria corpus aptóticos e então uma célula responsável por fagocitar essa célula, lisam esses corpus apoptóticos. Não há exteriorização de conteúdo celular.

Quando temos defeito numa proteína que sinaliza pra apoptose (P53), essas células não sofrem apoptose, passando a se multiplicarem, dando origem as neoplasias.

A apoptose serve também pra fazer com que as células que ultrapassaram os seu tempo de vida, entrem em apoptose, para que novas células surjam. Por ex: células epiteliais – estão sempre se renovando. Quando se renovam, essas células que estão morrendo sofrem queratinização e são substituídas por outras células, mas não

gera inflamação. Não há extravazamento de material genético. Devido a constante renovação celular, a apoptose ocorre a todo momento

Função da Apoptose:

  • Manter a homeostase entre a taxa de proliferação e morte celular: Por exemplo, durante a gestação, o útero sofre hipertrofia e hiperplasia. Após o nascimento, essas células uterinas entram em apoptose, fazendo com que o útero retorne ao seu tamanho normal. O mesmo ocorre com os seios.
  • Desenvolvimento embrionário: Enquanto embrião, temos uma camada de pele que liga os dedos. Essa camada some através de apoptose.
  • Mecanismo de Defesa: Algumas enzimas e algumas células de defesa, por exemplo as NK (Natural Killers), quando enxerga que as células estão cheias de vírus, liberam algumas citocinas que fazem com que essas células entrem em apoptose e junto com elas vão os vírus.
  • Necrose: Lesão celular irreversível. Alterações celulares que ocorrem após a morte das células, causando necrose naquele tecido. Chamado necrose tecidual, porque a necrose de uma célula causa a necrose de todo o tecido. É sempre patológico. Essas alterações costumam ser vistas microscopicamente e depois com o desenvolvimento dessas alterações ela passa a ser visto em microscópio óptico e finalmente a olho nu. Existe a necrose seca e a necrose líquida, que está cheia de colônias de bactérias. Geralmente esse tipo de lesão se dá devido a falta de oxigenação e nutrição nas células. Ocorre quando as células tentam se adaptar e não conseguem. Mas como o estímulo não cessa, elas sofrem necrose. Em muitos casos, as bactérias se aproveitam desse ambiente para se multiplicarem devido o sangue estar cheio de energia (glicose). Isso ocorre principalmente em pacientes portadores de Diabetes, que estão com Pé Diabético o que pode levar a amputação do membro afetado para que não ocorra sepse (infecção generalizada que

Os nutrientes, glicose, oxigênio estão todos no sangue. Eles chegam até as células através da Linfa, pois os vasos não estão em contato com as células. A Linfa banha o espaço extracelular levando esse nutrientes, oxigênio, glicose. Quando ocorre diminuição do leito vascular, não levará a quantidade necessária para essa célula desses nutrientes e etc. Tendo uma diminuição, ocorre uma lesão reversível pois elas ainda tentam se adaptar.

  • Ateroma, Êmbolo e Trombo.

HIPÓXIA: Diminuição do aporte de oxigênio.

Ex: Anemia Falciforme – A Hemácia não consegue transportar oxigênio pois causa obstrução nos pequenos vasos. Essa hemácia não tem a mesma elasticidade para conseguir entrar na microcirculação. Nesse caso ocorrerá tanto isquemia quanto hipóxia, pois não terá oxigenação devido a interrupção do fluxo sanguíneo.

AÇÕES QUE FAZEM COM QUE A CÉLULA ENTRE EM NECROSE

Alteração da Permeabilidade da Membrana: alteração no funcionamento da bomba de sódio e potássio que causará edema. Se o estímulo parar, a bomba volta a funcionar normalmente, o sódio será expulso do meio da célula, desaparecendo o edema.

Manutenção da Integridade dessa Membrana Celular: ???????

Respiração celular: Faltou oxigênio, as células morrem.

Síntese de Enzimas: Se minhas enzimas forem liberadas dentro das células, causará morte celular por essas enzimas. Algumas toxinas de bactérias fazem isso, lisam justamente os envoltórios onde estão essas enzimas e as células são literalmente digeridas por essas enzimas.

Conteúdo Genético: Ex. Na lesão por HPV, o vírus modifica o DNA da célula. Normalmente as células entram em apoptose. Quando há um defeito nesse controle, ocorre o câncer.

TIPOS DE NECROSE

De acordo com a causa da necrose esse tecido lesado pode ter aspectos variados.

NECROSE ISQUÊMICA:

Quando é de coagulação é chamada de necrose isquêmica. Esse tecido estará macroscopicamente amarelo pálido, pois não há aporte de sangue, sem brilho e limites mais ou menos precisos triangular ou retangular dependendo do órgão atingido.

NECROSE POR LIQUEFAÇÃO:

Só acontece nos tecidos do Sistema Nervoso. Ocorre por isquemia. Liberação de enzimas hidroeletrolíticas.

NECROSE CASEOSA: