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Lesões Celulares, Notas de estudo de Enfermagem

Necroses diversas no interior da Célula

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 25/04/2013

wellington-junio-domingos-1
wellington-junio-domingos-1 🇧🇷

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LESÕES CELULARES
Faculdade Pitágoras
Campus Poços de Caldas
Curso de Enfermagem
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LESÕES CELULARES

Faculdade Pitágoras

Campus Poços de Caldas

Curso de Enfermagem

Ruptura do equilíbrio

homeostático das células:

sofrer um processo regressivo,

perder sua função e acumular

uma série de substâncias no

citoplasma, porém com caráter

reversível

não conseguir se

adaptar e caminhar

progressivamente

se adaptar^ para a morte

A apoptose é um fenômeno espontâneo fisiológico presente em vários processos,

como se as células cometessem suicídio, uma vez que sua função não é mais

necessária.

Exemplos: involução de estruturas embrionárias; involução do corpo lúteo;

renovação dos tecidos; atrofia dos órgãos hormono-dependentes; necrose de

muitas neoplasias; necroses secundárias a vírus e nas mediadas por imunidade

celular.

LESÕES CELULARS: acúmulo de substâncias no

citoplasma

1) Degeneração hidrópica ou Edema celular → lesões celulares

com acúmulo de água falta de oxigênio (anoxia ou hipoxia –

estados de choque que leva a hipotensão prolongada) ou falta de

substrato (glicose, aminoácidos, ácidos graxos – desnutrição grave) ou

destruição das enzimas de oxidação (ATPase – estados

infecciosos).

Retenção de Na+^ no citoplasma, deixando escapar o K+, levando ao

aumento de água citoplasmática, e consequente inchaço da célula ,

que se torna volumosa e pálida, vista com mais frequência no

parênquima dos rins, fígado e coração.

Faltará ATP para a bomba Na/K e a

membrana celular não conseguirá

fazer a extrusão do Na+

LESÕES CELULARS: acúmulo de substâncias no

citoplasma

3) Degenerações hialinas → lesões celulares onde o metabolismo

protéico está alterado, com consequente acúmulo de proteína.

Ocorrem nas paredes dos

vasos, arteríolas

(arteriolosclerose) e

capilares glomerulares

(isquemia, atrofia, e

encapsução), em caso de

hipertensão, diabetes

(microangiopatia diabética),

lúpus eritematoso,

glomerulonefrites etc.

Podem atingir o tecido conjuntivo

fibroso, encontradas em cicatrizes

antigas decorrentes de processos

inflamatórios.

Cicatrização: vista nas úlceras de pele,

incisões cirúrgicas, queimaduras; às

vezes se torna exuberante, composta

por tecido consistente, branco-

amarelado ou avermelhado (quelóide)

NECROSE TECIDUAL

É a soma de várias células necróticas, ou seja, um

“somatório de necroses celulares individuais”.

Se vários tecidos morrem ao mesmo tempo, tem-se a

necrose de uma parte do órgão ou eventualmente de todo

o órgão.

Diferentemente de morte do organismo como um todo,

onde se denomina morte somática e não morte tecidual.

A expressão morfológica da necrose vai depender do tecido

morto e da agressão sofrida.

A morte da célula não significa desaparecimento imediato do

seu arcabouço – existem diferentes vias de dissolução que se

seguem após a morte celular.

A identificação do tipo de necrose leva à sua provável causa.

1) Necrose por coagulação → o tipo mais comum – há obstrução de

ramo arterial no órgão = necrose isquêmica, observadas nos infartos

cardíacos, renais, esplênicos e nos tumores de rápido crescimento.

A célula morta passa de estado líquido para gel (estado sólido) como

resultado da perda de água e coagulação protéica (ação de enzimas

ativadas pelo cálcio que atuam sobre as proteínas estruturais).

O foco necrótico vai sendo desfeito e os restos das células mortas vão

sendo fagocitados por macrófagos.

A célula perde o núcleo mas preserva a forma, permitindo o

reconhecimento dos contornos celulares e da arquitetura do tecido,

tornando possível o diagnóstico do órgão.

Rim

3) Necrose caseosa → a estrutura necrosada assemelha-se a uma

massa grumosa esbranquiçada, amorfa, de

consistência pastosa e seca.

É uma combinação da necrose de coagulação com a necrose de

liquefação, sendo resultado da agressão celular pelo bacilo de Koch,

portanto, da tuberculose.

Pulmão

4) Necrose gordurosa → é a esteatonecrose – necrose do tecido

adiposo, como resultado da ação das enzimas

pancreáticas ou como consequência da agressão

mecânica traumática no tecido gorduroso.

Em ambos os casos, a aparência é de pingos de vela ou de giz branco

sobre o tecido adiposo, com contornos imprecisos da célula gordurosa

morta cujo conteúdo lipídico foi lipolisado.

Mama

Recém-

nascido

6) Necrose gangrenosa (=gangrena) → é uma forma de evolução

da necrose de coagulação.

Ocorrem às custas do somatório de 2 fenômenos: isquemia e liquefação

por ação de bactérias e leucócitos, levando a putrefação do tecido

necrótico, mais comumente acometendo as extremidades dos membros

inferiores decorrentes de tromboses ou tromboembolias arteriais,

aterosclerose, arteriopatia diabética, traumatismos.

Há necrose da pele, dos músculos e de todas as estruturas do pé e/ou

perna, com presença de bactérias junto com inflamação supurativa nas

bordas vivas marginais à área necrótica.

pé/perna direita

CONSEQUÊNCIAS DA NECROSE

São extremamente variáveis e dependem da causa da necrose, da extensão da

área lesada e do local onde ocorrem.

 (^) Baço: vastas áreas de necrose não levam a maiores consequências para a

saúde do indivíduo e na maioria das vezes ocorrem sem nenhuma manifestação

clínica.

 (^) Outras áreas: pequenas necroses podem determinar a morte do paciente, como

quando ocorre isquemia com morte tecidual atingindo o sistema e condução do

coração.

 (^) Cérebro: intermédio destes extremos - necrose com encapsulamento interno

podendo causar hemiplegia.

 (^) Rim: pode produzir hipertensão.

 (^) Área de necrose é pequena: o foco necrótico pode sofrer absorção pelos

tecidos vivos circunvizinhos, através da fagocitose por macrófagos.

 (^) Drenagem do foco necrótico: através das vias excretoras normais (árvore

brônquica, intestino, colédoco etc) ou neoformadas (=fístulas).

 (^) A necrose pode ser substituída por cicatriz fibrosa ou ser calcificada por

depósito de sais de cálcio no tecido morto, ou ainda, virar cisto (= pseudocistos ).