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Apostilas sobre Linguagem e Comunicação, Comunicação Verbal e Não-Verbal, Comunicação Pública e Particular, Comunicação em 1 sentido e em 2 sentidos, situação de Comunicação.
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 26/11/2013
4.4
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A propaganda é uma forma de comunicação. Trata-se de um conceito muito amplo, e para termos uma idéia mais precisa do que nele se inclui, temos que observar algumas atividades que a expressão compreende. Três distinções se destacam: Comunicação verbal e não verbal Propaganda Comunicação pública e particular Comunicação em 1 sentido e em 2 sentidos
A linguagem verbal é o nosso veículo de comunicação mais importante. A linguagem não – verbal consiste nos gestos, nas posturas que nos acompanha quando dialogamos. O emprego simultâneo de linguagem verbal e não – verbal faz parte da nossa cultura e encontra-se no teatro, no cinema, na TV, HQ e na maior parte dos anúncios.
Comunicação Particular: conversa entre pessoas que se conhecem (ex: amigos) Comunicação Pública: - tem um público anônimo (ex: jornais – artigos, romances, filmes, propagandas)
O redator / locutor emite uma comunicação pública para um público anônimo, que não pode lhe responder. Portanto, a propaganda constitui uma forma pública de comunicação verbal a não – verbal = cinema, TV, HQ... Uma obra de arte como um todo representa a comunicação do artista com seu público – é comunicação pública em 1 sentido. Porém, dentro da obra, há um diálogo entre os personagens – comunicação particular em 2 sentidos. Há casos em que a propaganda emprega o mesmo recurso.
Comunicação em 1 sentido
Comunicação em 2 sentidos
TEXTO: é o objeto de estudo que passa entre os participantes do processo de comunicação. No estudo do texto devem ser feitas as seguintes observações: - o texto existe numa situação particular de comunicação;
EMISSOR: quem fala a mensagem (anunciante) RECEPTOR: quem recebe (leitor) SIGNIFICADO: refere-se ao produto (tentativa de induzir o leitor a adquirir o produto CÓDIGO: no anúncio impresso é a linguagem, mas há o código visual (imagem) CANAL: por onde a mensagem passa CONTEXTO: inclui aspectos como a situação do leitor (já tem o produto? Tem condições de adquirí-lo?). O leitor tem que saber que aquele texto é um anúncio. É por isso que às vezes escreve-se “informe publicitário” no alto da página.
diferente para cada situação como dêiticas , e sua função é ancorar o texto numa situação concreta.
Função Poética: Uso poético torna-se evidente quando se utilizam rimas, ritmo, metáforas, mas não é preciso que eles estejam presentes para que se diga que se trata de função poética. A metáfora causa a ambiguidade da mensagem, e isso é motivo de atenção, pois deve se considerar que o uso da metáfora em propaganda pode dar margem à significados não desejados ou fora do contexto. Portanto, a função poética está voltada ao mesmo tempo para o código e para o significado: o código é empregado de forma especial, a fim de comunicar um significado que, de outra maneira, não seria um objeto comunicacional.
Coesão e Coerência
Coesão é a ligação formal entre duas orações. Coerência é o nexo lógico interno nos textos.
Nem todo texto é ao mesmo tempo coesivo e coerente. É perfeitamente normal e comum um texto ser coerente sem ser coesivo. Também acontece o contrário.
Exemplo de Coesão: Propaganda da meia “Segreta” O texto é coerente e eficaz, mas se você quisesse obter uma coesão formal entre cada frase, teria que anexar as palavras em vermelho:
“A única meia de compressão com transparência, que é sucesso em mais de
40 países, acaba de chegar ao Brasil”
“...Podendo apresentar-se nos modelos suave, média ou (Em)
forte compressão, a meia Segreta previne celulites...”
(Ela)
Ainda nesta propaganda, percebemos o erro do “a” na frase “...proporcionar a mulher...” que deveria conter crase.
Exemplo de Coerência: Propaganda da Payot
As duas frases que compõem o título do anúncio não têm coerência de idéia.
A estrutura do texto de um anúncio, além de conter coesão e coerência entre as frases, deve Ter uma estrutura de informação dentro das frases, que faça com que cada frase adquira um grau de importância diferente devido à informação que apresenta. Três pares de conceitos devem ser analisados:
“Ame o sol.
Respeite sua pele.”
O princípio básico em que toda a comunicação se baseia é o de que nada se diz se não há razão para dizê-lo. Do relativo do relativo grau de certeza com que tais deduções são feitas , é possível distinguir três graus de conteúdo implícito: Ilação, Pressuposição e Expectativa.
Ilação: é aquilo que se pode concluir logicamente de um a declaração.
Ex 1: Paulo saiu há dois minutos.
Implica que: Paulo não está no momento.
Pressuposição: É aquilo que é obrigatório para que um enunciado seja verdadeiro. Dessa forma, no exemplo 1 , pressupõe-se que João estava aqui há dois minutos.
Uma particularidade da pressuposição é que ela é mais difícil de ser negada do que uma afirmação direta. Agora veremos um exemplo de uma
afirmação direta
PERSONAGEM 1: “Você ás vezes batia na sua mulher”’
PERSONAGEM 2: “ É claro que não , isso é uma mentira”
Nesse mesmo caso se uma pressuposição fosse utilizada, a resposta do personagem 2 tornar-se-ia mais complexa. Observe o exemplo abaixo:
PERSONAGEM 1: “Quando é que você deixou de bater na sua mulher?”
PERSONAGEM 2: “Escute, essa é uma pergunta absurda: nunca bati na minha mulher e é isso de fato, que você está insinuando.”
Podemos perceber como a situação torná-se embaraçosa e constrangedora.
Expectativa: se apoia no princípio da “boa razão”. Sempre que alguma coisa é dita, presume-se que deva haver uma boa razão para dizê-la.