

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Consílio dos Deuses no Olimpo (p. 187). Compreensão do Texto (p.191). 1. A estrofe 19 dá início à narração. Lê-a atentamente e identifica:.
Tipologia: Exercícios
1 / 3
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!


1. A estrofe 19 dá início à narração. Lê-a atentamente e identifica: a ação que aí se enuncia; as personagens envolvidas; o espaço em que se situam. R.: A Acão enunciada nesta estrofe é a viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia. As personagens envolvidas, embora não estejam nomeadas, são os que "navegavam", os que "vão cortando as marítimas águas", ou seja os navegadores portugueses. Não é especificado o local exato em que se encontram, pois refere-se apenas que estão no "largo Oceano". 1.1. Sendo a Viagem o plano fulcral, porque não se inicia a narração com a partida, de Lisboa, das naus? R.: A narração não se inicia com a partida de Lisboa porque, de acordo com as normas da epopeia clássica, esta parte da obra deve começar por um momento já avançado da Acão (narrativa in media res ). 1.2. (Introduzi) Que expressões do discurso de Júpiter indiciam que a Viagem já se havia iniciado há muito. R.: No seu discurso, Júpiter remete os deuses para o presente e afirma que os portuguese, num “lenho leve” (embarcação com fracas condições), já passaram sem temor “por vias nunca usadas”, ou seja, por mares desconhecidos. Diz também que os lusos já vêm cansados de uma viagem na qual já passaram vários perigos, climas e céus (várias latitudes) pelo que a decisão é dar-lhes proteção naquela costa africana, no mar Índico. 2. Na estrofe 20 começa o Consílio dos Deuses no Olimpo. 2.1. Repara nas referências temporais que introduzem as estrofes 19 e 20. O que te dizem quanto ao tempo em que se desenrolam os dois planos narrativos? R.: As referências temporais dadas por "já" e "quando" indicam que os dois planos narrativos – o mitológico e o da Viagem – se desenrolam ao mesmo tempo. 3. Uma leitura atenta do episódio do Consílio dos Deuses, permite-te identificar todos os aspetos, de maior ou menos importância desta reunião: 3.1. Onde se realizou? R.: O Consílio, ou a reunião dos deuses, realizou-se no Olimpo. 3.2. Por quem foi convocada e presidida? R.: A reunião foi convocada e presidida por Júpiter. 3.3 Como se processou a convocatória dos participantes? R.: Os participantes na reunião foram convocados através de Mercúrio, o mensageiro dos deuses. 3.4. Quem constituía a assembleia? R.: A assembleia era constituída pelos deuses que governavam os Sete Céus. 3.5. Qual o critério da distribuição dos membros pela sala? R.: Júpiter, que presidia à reunião, estava num assento de estrelas e os restantes deuses estavam sentados num plano inferior. Os assentos mais próximos do trono de Júpiter, os lugares de honra, eram ocupados pelos deuses mais antigos; os outros participantes iam-se dispondo em lugares sucessivamente mais baixos de acordo com a sua importância. 3.6. Qual o objetivo desta sessão do Consílio? R.: O objetivo desta sessão era dar a conhecer uma decisão que Júpiter tomara e ouvir a opinião dos participantes: decidir o futuro dos portugueses, ajudando-os no objetivo de chegar à Índia.
3.7. Qual a decisão, previamente tomada, que Júpiter tem para anunciar à assembleia? R.: A decisão que Júpiter tem para anunciar é que pretende ajudar os marinheiros portugueses a chegar à Índia, e, como tal, determina que sejam recebidos como amigos na costa africana, onde se encontram nesse momento, para poderem descansar e reabastecer-se antes de prosseguir viagem. 3.8. Em que fundamenta essa sua decisão? R.: Júpiter fundamenta a sua decisão no facto dos navegantes já terem passado nas águas um duro Inverno, já terem enfrentado perigos imensos e estarem, portanto, exaustos. 3.9. Baco, apoiado por alguns deuses, constitui a força oponente aos desígnios de Júpiter. O que justifica esse apoio? R.: Baco não quer que os portugueses cheguem à Índia para não perder a fama, a glória, o prestígio que tem nas terras do Oriente. 3.10. Vénus lidera as forças que apoiam 8adjuvantes) a decisão de Júpiter. O que justifica esse apoio? R.: O que justifica esse apoio é o facto de Vénus gostar dos portugueses por ver neles qualidades semelhantes às dos romanos, povo que lhe é tão querido (os romanos são descendentes do seu filho Eneias). Até a língua portuguesa lhe lembra a latina. 3.11. Marte desempenha um papel fundamental no desenlace do conflito gerado entre as duas forças. a) que argumentos utiliza para convencer Júpiter a resolver de vez o conflito? R.: Marte diz a Júpiter que não deve dar ouvidos a Baco, pois a sua opinião é suspeita. O que o motiva contra os portugueses não é nenhuma razão válida, mas sim a inveja, o medo de perder a fama. Por outro lado, procura convencer Júpiter de que é sinal de fraqueza voltar atrás de uma decisão tomada. b) que motivações não confessadas estarão por trás da posição assumida por Marte., o deus da guerra? R.: Marte assume esta posição favorável aos portugueses ou por causa da antiga paixão que sente por Vénus, ou porque, como deus da guerra, admira a força e coragem dos portugueses. 3.12. Qual a deliberação final do Consílio? R.: A deliberação final do Consílio é a de ajudar os portugueses, como Júpiter tinha decidido.
4. Dá a tua opinião, devidamente justificada, sobre: 4.1. A importância do Consílio dos Deus ao nível da glorificação do protagonista de Os Lusíadas. R.: O Consílio dos Deuses glorifica e engrandece os feitos dos portugueses porque o próprio Júpiter, pai dos deuses, no seu discurso, elogia a coragem e ousadia deste pequeno povo capaz de tão grandes feitos. Mas engrandece particularmente as descobertas marítimas, pois o Consílio realiza-se exclusivamente para tomar uma decisão sobre o apoio a dar aos marinheiros portugueses que procuravam chegar à Índia por mares desconhecidos. Até os temores de Baco engrandecem o feito, já que uns simples humanos conseguem, com a sua coragem, provocar a inveja de um deus. 4.2 O papel do Consílio dos Deuses como indício das forças oponentes e adjuvantes da Viagem (1.º plano narrativo). R.: A partir do Consílio dos Deuses temos indícios de que Baco será uma força contra os nave- gantes portugueses e Vénus será uma força protetora dos mesmos. 5. Lendo as estrofes que se seguem ao Consílio dos Deuses, verificas que houve mudança de plano narrativo – retoma-se a Viagem. - A ação que se desenrola é apresentada como posterior á reunião do Olimpo? Justifica a tua resposta. R.: A Acão é apresentada como simultânea ao Consílio. Através da conjunção "enquanto", ficamos com a noção de que, ao mesmo tempo que decorre a reunião no Olimpo, os marinheiros navegavam entre "a costa Etiópica" e a "Ilha de São Lourenço", na costa oriental de África.