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Livro - Comunicação e Expressão, Notas de estudo de Comunicação Empresarial Eficaz

LIVRO COM TODAS AS INFORMAÇÕES SOBRE A MATÉRIA DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO, ESPERO QUE SEJA BOM PRA VOCÊS

Tipologia: Notas de estudo

2023

Compartilhado em 13/11/2023

sara-lunardelli
sara-lunardelli 🇧🇷

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Não perca as partes importantes!

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Autora: Profa. Tânia Sandroni
Colaboradora: Profa. Christiane Mázur Doi
Comunicação e Expressão
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Autora: Profa. Tânia Sandroni Colaboradora: Profa. Christiane Mázur Doi

Comunicação e Expressão

Professora conteudista: Tânia Sandroni

Doutora em Letras pelo Programa de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (2018), mestra em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2001) e graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo (1990), pela Universidade de São Paulo (USP). É professora titular da Universidade Paulista (UNIP), com atuação principalmente nos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e Propaganda e Marketing.

© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Universidade Paulista.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

S219c Sandroni, Tânia. Comunicação e Expressão / Tânia Sandroni. – São Paulo: Editora Sol, 2020. 136 p., il. Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517-9230.

  1. Elementos de comunicação. 2. Tópicos gramaticais. 3. Gêneros textuais. I. Título. CDU 801

U507.01 – 20

Sumário

APRESENTAÇÃO

Caro(a) aluno(a),

A comunicação é essencial na vida do ser humano, e o domínio da modalidade escrita é fundamental em qualquer profissão. Por isso, a disciplinaComunicação e Expressão é comum a todos os cursos da universidade.

Este material tem como objetivo apresentar orientações para que você aprimore sua comunicação escrita. Sem recorrer a muitas terminologias específicas dos estudos da linguagem, pretendemos abordar características dos bons textos escritos, a fim de que você aperfeiçoe sua forma de expressão em diferentes gêneros textuais.

No dia a dia, precisamos redigir e-mails, relatórios, trabalhos acadêmicos ou mesmo um simples bilhete. Também fazemos publicações em redes sociais, expressamos pontos de vista em comentários e conversamos por meio de aplicativos. Todas essas e outras atividades exigem a competência de saber comunicar na modalidade escrita. Ainda que haja muitas diferenças, referentes à estrutura e à linguagem dos textos citados, todos exigem que a mensagem seja transmitida sem qualquer problema.

Neste livro-texto, apresentamos o conteúdo básico, necessário à produção textual minimamente eficiente. Não temos a pretensão de abarcar todos os itens relacionados ao tema e seus desdobramentos; assim, enfatizamos a importância de que outras obras sejam consultadas. Além disso, a prática da leitura e da escrita é imprescindível para a produção de um bom texto escrito. Em outras palavras, bons produtores textuais são também bons leitores.

Ótimos estudos!

INTRODUÇÃO

O ato de escrever não é simples. Existem muitas pessoas que se expressam oralmente de maneira muito desenvolta, mas, se são cobradas para “colocar no papel”, têm dificuldades. Algumas dizem que “deu branco”, “travou”, “as palavras não vêm”.

A competência de saber se expressar bem na modalidade escrita, no entanto, é extremamente importante tanto na vida pessoal quanto na vida profissional. Claro que há atividades, como o jornalismo, a publicidade, o direito e a docência, por exemplo, em que o bom texto escrito é matéria-prima imprescindível nas tarefas diárias. Isso não significa, no entanto, que apenas esses profissionais devam “escrever bem”, pois a escrita adequada é necessária em qualquer cargo. Você deve conhecer empresas que, no processo seletivo para diversas funções, solicitam uma “redação”, seja uma autoapresentação, seja a defesa de um ponto de vista sobre algum tema. Isso ocorre porque a boa comunicação escrita é qualidade básica exigida pelas organizações.

Muitos acham que um bom texto escrito é simplesmente aquele que não apresenta “erros gramaticais”. Claro que, em situações de comunicação em que a obediência à norma padrão é necessária, os desvios

gramaticais comprometem a comunicação e a imagem do enunciador. Entretanto, não basta que um texto não tenha “erros” para que ele seja bom. Como se verá neste livro-texto, existem outras qualidades necessárias para que ele cumpra bem sua função comunicativa, como, por exemplo, a clareza. É comum que a ideia esteja clara para quem escreve, mas não para quem lê. Isso pode ocorrer por má construção sintática, pelo mau uso dos elementos de coesão, pela falta de concisão, pela inadequação, pela imprecisão da linguagem, entre outros fatores. Em muitos casos, observamos a junção desses problemas. Por isso, neste material, abordaremos as qualidades necessárias para que o texto cumpra bem sua função comunicativa.

Além das características da comunicação escrita eficiente, serão abordados elementos constitutivos de diferentes gêneros textuais, necessários em situações diárias e na trajetória universitária.

Enfim, o objetivo deste livro é ajudar o(a) aluno(a) a aprimorar sua competência na escrita de variados textos.

Unidade I

O código, por sua vez, é a linguagem. Para que a comunicação ocorra, é necessário que emissor e receptor tenham conhecimento do mesmo conjunto de signos. Por meio da linguagem, o ser humano representa o mundo, constrói a realidade, organiza e dá forma a suas vivências. A linguagem revela aspectos históricos, culturais e sociais.

Linguagem é um conjunto de signos verbais ou não verbais. Língua é um tipo de linguagem, composto por signos verbais (palavras).

O esquema a seguir representa, de forma linear, sob a perspectiva clássica, o processo de comunicação. A mensagem é transformada em código pelo emissor (codificação) e, por meio de um canal, atinge o receptor, que a decodifica, ou seja, realiza a compreensão e a interpretação dela.

Feedback Resposta

Ruído

Emissor Codificação MensagemMídia Decodificação Receptor

Figura 1

Após decodificar a mensagem, o receptor dá o feedback ao emissor. Se a comunicação foi eficiente, esse retorno será o esperado. Caso haja algum ruído (qualquer problema no processo de comunicação), a resposta do receptor será diferente da desejada pelo emissor.

1.2 Funções da linguagem

Com base nos seis elementos da comunicação, o linguista Roman Jakobson definiu as funções da linguagem. Sua classificação tem como critério o elemento de comunicação que predomina em dada situação.

Quadro 1

Elemento da comunicação em destaque Função da linguagem Emissor Emotiva ou expressiva Receptor Apelativa ou conativa Mensagem Poética Código Metalinguística Canal Fática Referente Referencial

COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO

Quando a comunicação é centrada no emissor, no eu , fala-se na função emotiva ou expressiva. Trata-se de situações em que a subjetividade de quem emite a mensagem se encontra em evidência. Veja, como exemplo, o trecho da música “Até o fim”, de Chico Buarque.

Até o fim

Quando nasci veio um anjo safado O chato dum querubim E decretou que eu tava predestinado A ser errado assim Já de saída a minha estrada entortou Mas vou até o fim

Inda garoto deixei de ir à escola Cassaram meu boletim Não sou ladrão, eu não sou bom de bola Nem posso ouvir clarim Um bom futuro é o que jamais me esperou Mas vou até o fim [...]

Fonte: Buarque (s.d.).

Observe que o emissor está em evidência na letra. A mensagem é centrada na sua história de vida e no modo como a encara. A presença da primeira pessoa é essencial para a intencionalidade da composição.

Observação

A intencionalidade relaciona-se ao modo como o enunciador constrói seu texto para alcançar seus objetivos de comunicação. Esses objetivos podem ser informar, emocionar, convencer, solicitar, elogiar, criticar, entre outros.

Quando a comunicação tem como foco o receptor, com o uso de pronomes como “você” e “seu” ou de verbos no imperativo, tem-se a função apelativa ou conativa. Trata-se de uma função muito frequente na publicidade: “Beba Coca-Cola”, “Abuse e use”, “Você e sua família merecem”, entre muitos outros exemplos. Devemos observar que o uso da função apelativa é muito importante na construção da persuasão que caracteriza o texto publicitário, pois ela cria efeito de proximidade com o receptor, tornando-o mais inclinado a absorver a mensagem. Tomemos como exemplo o anúncio a seguir:

COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO

e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José?

Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José? [...]

Fonte: Drummond de Andrade (1975, p. 165).

Repare no ritmo dos versos, nas frases precisas, na escolha cuidadosa das palavras, no uso do sentido figurado. Tudo isso confere ao texto literariedade. A função poética encontra-se em textos literários, mas não é exclusividade deles. Há textos publicitários e jornalísticos, por exemplo, em que a função poética da linguagem está presente.

Observação

Literariedade, conceito elaborado pelos estudiosos formalistas, refere-se ao conjunto de características que permitem considerar um texto como literário.

Em alguns textos, há a preocupação de utilizar o código para explicá-lo. Temos, então, a função metalinguística. Um exemplo clássico é o dicionário, que utiliza palavras para explicar o significado das próprias palavras. Maurício de Sousa e outros desenhistas também utilizam bastante essa função em seus quadrinhos quando mostram a atuação do artista nas histórias. É o que observamos no texto a seguir, de Alexandre Beck.

Unidade I

Figura 3

O último quadrinho faz referência ao gênero textual a que a tirinha pertence. Temos, assim, o uso da função metalinguística.

Em determinadas situações, o importante é simplesmente manter a comunicação, o contato. Observa-se, então, a função fática da linguagem. Um bom exemplo é a conversa de elevador. Normalmente, fala-se sobre o tempo ou sobre o trânsito. São conversas vagas, sem “conteúdo”; o objetivo é apenas manter ativa a comunicação.

Observe o trecho do livroA hora da estrela, de Clarice Lispector, em que a protagonista conversa com Olímpico.

A hora da estrela

[...] Ele: — Pois é! Ela: — Pois é o quê? Ele: — Eu só disse pois é! Ela: — Mas, “pois é” o quê? Ele: — Melhor mudar de conversa porque você não me entende. Ela: — Entender o quê? Ele: — Santa virgem, Macabéa, vamos mudar de assunto e já! [...]

Fonte: Lispector (1998, p. 41).

Veja que não há propriamente uma conversa. Os dois apenas mantêm a comunicação ativa, sem preocupação com a construção efetiva de uma mensagem.

E, por fim, temos a função referencial , em que o foco é o referente, ou seja, a preocupação é com a informação. Uma notícia de jornal, como a apresentada a seguir, é um bom exemplo de texto em que a função referencial predomina.

As Olimpíadas Especiais, chamadas de Special Olympics World Games, promovem o esporte para pessoas com deficiência intelectual e são o segundo maior evento esportivo do mundo, atrás apenas dos Jogos

Unidade I

Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: — Em que espelho ficou perdida a minha face?

Fonte: Meireles (1984, p. 63).

Repare que o eu-lírico do texto faz, como o título indica, um retrato da mudança que sofreu com a vida. Nesse caso, o foco no emissor (com o uso da primeira pessoa) é imprescindível para a mensagem. No entanto, também se trata de um texto que tem sua dimensão estética trabalhada. Assim, observamos a presença essencial das funções poética e emotiva.

Saiba mais

Para entender melhor as funções da linguagem, consulte a parte 2 do livroProdução de textos e usos da linguagem.

CAMPEDELLI, S. Y.; SOUZA, J. B.Produção de textos e usos da linguagem: curso de redação. São Paulo: Saraiva, 1998.

2 O TEXTO ESCRITO

2.1 Noções de texto

Embora usada no dia a dia, a palavra “texto” pode ser, para muitas pessoas, de difícil definição. Não basta colocarmos algumas palavras no papel para produzirmos um texto. Elas devem transmitir uma mensagem. Por isso, dizemos que qualquer texto deve ser considerado como uma unidade de sentido, como uma forma de expressar uma ideia. Nas palavras de Fiorin e Platão (2001, p. 12):

Um texto possui coerência de sentido, o que significa que ele não é um amontoado de frases. Ao contrário, é um todo organizado de sentido. A palavra texto vem de uma das formas do verbo latino texo, que quer dizer “tecer”. O texto é um tecido, não um aglomerado desconexo de fios. Nele, o sentido de cada uma das partes é dado pelo todo. O significado de uma frase do texto será depreendido da totalidade. Assim, a mesma frase colocada num contexto diferente poderá apresentar sentidos diferentes.

COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO

Estudiosos do texto e do discurso chamam de textualidade o conjunto de características que transformam uma sequência de palavras em um texto. Fiorin e Platão (1999a) valem-se de uma analogia para conceituar o texto: da mesma forma que um amontoado de ingredientes não constitui uma receita, não é um conjunto de palavras ou frases que constrói um texto.

Também se deve considerar que um texto não existe de forma isolada do seu contexto e da situação de comunicação em que se insere. Segundo Norma Discini (2005, p. 13), o texto deve ser considerado “naquilo que é dito; no como é dito; no porquê do dito; na aparência; na imanência; como signo; como História”.

2.2 Principais diferenças entre a fala e a escrita

É óbvio que escrever e falar são ações distintas. A escrita não é a mera transcrição da fala para o papel ou para a tela de um computador. Escrever exige, além do domínio do alfabeto, cuidado maior com a sintaxe e com a precisão da linguagem. Na fala, geralmente, temos menos preocupação com o vocabulário, com a clareza da referencialidade e com a construção das orações e dos períodos.

Veja o exemplo a seguir:

Aquela menina que eu conheci ontem, ela mora ali, sabe, perto do mercado do antigo mercado bem perto daquela avenida lá. Onde tem lá aquela praça que a gente costuma ir, sabe.

O texto é perfeitamente adequado a uma conversa entre amigos. No entanto, na modalidade escrita, ele apresenta problemas. Em primeiro lugar, podemos apontar a estrutura sintática. Observe que o pronome “ela” tira a função de sujeito que teria “aquela menina que eu conheci ontem”, que, por sua vez, fica sem função sintática. Notamos, também, repetições, informações pouco precisas e marcas interacionais. Além disso, a pontuação não está adequada.

Observação

Marcas interacionais são termos que procuram manter a interação na conversa, como “né”, “aí”, “tá”, “meu”. São palavras muito comuns na fala, mas, no texto escrito, seu uso deve ser controlado.

Uma forma aceitável para o texto apresentado é a seguinte:

A menina que eu conheci ontem mora perto do antigo mercado, próximo à avenida na qual fica a praça que costumo frequentar.

Perceba que foi necessário organizar as informações e formulá-las em orações sintaticamente bem construídas, com a pontuação adequada. As repetições foram eliminadas, assim como os termos “soltos” da fala.

COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO

Texto 1 – Placa de restaurante

Figura 4

Texto 2 – Aviso de hotel

O hotel oferece café da manhã. Está incluso na diária. O desperdício, será cobrado uma taxa de 20 reais, ou por itens específicos.

Texto 3 – Trecho de artigo de opinião

Se faz necessário, uma mudança de paradigma dos sistemas educacionais onde se centra mais nos estudantes, levando em conta suas potencialidades e capacidades e não apenas as disciplinas e resultados quantitativos, favorecendo uma pequena parcela dos alunos.

Texto 4 – Trecho de trabalho acadêmico

Ao moldar a preferência do consumidor e promovendo um poder sobre ele, a publicidade cria condições para o comércio e provocando uma demanda a seus produtos, criando necessidades que antes ele não tinha, assim como o desejo por um novo aparelho ou roupa, gerando o consumismo.

Certamente, à primeira vista, o texto 1 foi o que produziu maior estranhamento, pois trata-se de um texto com erros ortográficos. No entanto, se apenas ouvirmos a mensagem, não perceberemos nenhum problema e compreenderemos o que foi dito. Dessa forma, se alterarmos algumas letras, o texto ficará “consertado”.

Figura 5

Unidade I

Você deve ter percebido que a correção foi relativamente simples, isto é, a alteração na grafia tornou o texto “bom”, ou seja, ele cumpre sua função comunicativa: convida possíveis clientes a experimentarem a comida no restaurante.

Lembrete

Erro ortográfico ocorre quando a palavra não é escrita de forma correta.

Vejamos agora o texto 2. Repare que não há erros ortográficos, mas podemos perceber problemas de pontuação e concordância, por exemplo. Se eliminarmos esses erros, o texto fica assim:

O hotel oferece café da manhã. Está incluso na diária. O desperdício será cobrada uma taxa de 20 reais, ou por itens específicos.

Note que, mesmo “consertando” erros gramaticais, ainda há algo estranho no terceiro período. A estrutura sintática dele não está correta. Tentemos mais uma mudança:

O hotel oferece café da manhã. Está incluso na diária. Em caso de desperdício, será cobrada uma taxa de 20 reais , ou por itens específicos.

Agora a estrutura ficou melhor. No entanto, há um trecho “solto”: “ou por itens específicos”. A mensagem ainda é pouco clara. Também é possível juntar as duas primeiras orações em um único período. Vamos, então, reformular o texto mais uma vez:

O hotel oferece café da manhã incluso na diária. Em caso de desperdício, cobraremos uma taxa de 20 reais ou o valor de itens específicos.

Observe que deu mais trabalho “consertar” o texto 2 do que o texto 1. Isso porque os erros ortográficos são pontuais, isto é, basta estabelecer a grafia correta. Quando o problema envolve a estrutura sintática, a correção não é tão simples. É possível que alguém alegue que a mensagem era compreensível, mesmo com os problemas. Muitas vezes, nosso conhecimento de mundo e o bom senso fazem com que compreendamos o que o enunciador quis dizer. No entanto, isso não significa que o texto tenha sido bem formulado. O bom texto não deve necessitar da “boa vontade” do leitor para ser compreendido.

Passemos agora ao texto 3. Nele, há erros gramaticais referentes à colocação pronominal, à pontuação e à concordância nominal. Vamos corrigi-los: