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Introdução. Questões ambientais; concorrência, redução de custos; O processo de logística reversa; conceito de ciclo de vida; eficiência do processo de logística reversa.
Tipologia: Notas de estudo
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Introdução. Questões ambientais; concorrência, redução de custos; O processo de logística reversa; conceito de ciclo de vida; eficiência do processo de logística reversa.
Usualmente, pensamos em logística como o gerenciamento do fluxo de produtos de seu ponto de aquisição até o seu ponto de consumo. No entanto, existe também um fluxo logístico reverso, do ponto de consumo ao ponto de origem, que precisa ser gerenciado. (^) Este fluxo logístico reverso é comum para uma boa parte das empresas. Por exemplo os fabricantes de bebidas têm que gerenciar todo o retorno de embalagens(garrafas) dos pontos de venda até seus centros de distribuição.
(^) Existe uma clara tendência de que a legislação ambiental caminhe no sentido de tornar as empresas cada vez mais responsáveis por todo o ciclo de vida de seus produtos. (^) Isto significa ser legalmente responsável pelo seu destino após a entrega ao cliente e pelo seu impacto no meio ambiente. Um segundo aspecto diz respeito ao aumento da consciência ecológica dos consumidores, que começam a identificar e dar preferência de compra a produtos de empresas que tenham também esta preocupação ambiental, as chamadas ecologicamente corretas.
Os varejistas acreditam que os clientes valorizam as empresas que possuem políticas mais proativas de retorno de produtos. Esta é uma vantagem percebida em que os fornecedores e varejistas assumem os riscos pela existência de produtos danificados. (^) Isso envolve,é claro,uma estrutura para recebimento, classificação e expedição de produtos retornados. Essa é uma tendência que se reforça pela existência de legislação de defesa dos consumidores, garantindo-lhes o direito de devolução ou troca.
(^) A vida de um produto, do ponto de vista logístico, não termina com sua entrega ao cliente.Produtos se tornam obsoletos, danificados, ou não funcionam e devem retornar ao seu ponto de origem para ser adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados. (^) Do ponto de vista financeiro fica evidente que além dos custos de produção, e distribuição da logística “tradicional” o ciclo de vida de um produto inclui também outros custos relacionados ao gerenciamento do fluxo reverso. (^) Do ponto de vista ambiental esta é uma forma de avaliar o impacto ambiental de um produto no meio ambiente durante todo o ciclo de vida útil do produto.
(^) No caso de produtos, os fluxos de logística reversa se darão pela necessidade de reparo, reciclagem, ou porque simplesmente os clientes os retornam. (^) As taxas de retorno são bastante variáveis por indústria e que , em algumas delas, como na venda por catálogos, o gerenciamento eficiente do fluxo reverso é fundamental para o negócio. (^) O fluxo reverso de produtos também pode ser usado para manter os estoques reduzidos, diminuindo o risco com a manutenção de itens de baixo giro. Esta é uma prática comum na indústria fonográfica. (^) Como o mix de produtos desta indústria é muito grande, os varejista tem receio de ficarem com estoques elevados, a indústria então incentiva a venda de todo o mix, e aceita a devolução dos itens que não tiverem um bom comportamento de vendas.
No caso de embalagens, os fluxos de logística reversa acontecem basicamente em função de sua reutilização ou devido a restrições legais, como na Alemanha, que impede seu descarte no meio ambiente. Existem uma grande variedade de embalagens retornáveis, mas que tem um custo de aquisição maior que as embalagens one way. Entretanto quanto maior o número de vezes que se usa a embalagem retornável, menor o custo por viagem, que vai tendendo a ficar menor que o custo da embalagem one way.
Fatores Críticos que Influenciam a Eficiência do Processo de Logística Reversa (^) Dependendo de como o processo de logística reversa é planejado e controlado, ele terá maior ou menor eficiência. Bons Controles De Entrada Processos Padronizados e Mapeados Reduzido Tempo de Resposta de Ciclo Sistemas de Informação Acurados Rede Logística Planejada Relações Colaborativas entre clientes e Fornecedores
Uma das maiores dificuldades na logística reversa é que ela é tratada como um processo esporádico, contingencial e não como um processo regular. Ter processos devidamente mapeados e procedimentos padronizados é condição fundamental para se obter controle e conseguir melhorias. Geralmente a improvisação gera custos elevados e serviços de qualidade duvidosa.
Tempo de resposta de ciclo se refere ao tempo entre a identificação da necessidade de reciclagem, disposição ou retorno do produto e seu efetivo processamento. Tempos de resposta longos adicionam custos desnecessários porque atrasam a geração de caixa (pela venda de sucata, por exemplo) e ocupam espaço. (^) Os fatores que levam a altos tempos de resposta são, controles de entrada ineficientes, falta de estrutura (equipamentos, pessoas) dedicada ao fluxo reverso e falta de procedimentos claros para tratar as exceções, que são na verdade bastante freqüentes.
(^) Da mesma forma que no processo logístico direto, a implementação de processos logísticos reversos requer a definição de uma infra- estrutura logística adequada para lidar com fluxos de entrada de materiais. (^) Instalações de processamento e armazenagem e sistemas de transporte devem ser desenvolvidos para ligar de forma eficiente os pontos de consumo onde os materiais usados devem ser coletados até as instalações onde serão utilizados no futuro. (^) Questões de escala de movimentação e até mesmo falta de correto planejamento podem fazer com que as mesmas instalações usadas no fluxo direto, sejam utilizadas no fluxo reverso, o que nem sempre é a melhor opção. (^) Instalações centralizadas dedicadas ao recebimento, separação, armazenagem, processamento, embalagem e expedição de materiais retornados, pode ser a solução desde que haja escala.
No contexto dos fluxos reversos que existem entre varejistas e indústrias, em que ocorrem devoluções causadas por produtos danificados, surgem questões relacionadas ao nível de confiança entre as partes envolvidas. De quem é a culpa pelos danos causados aos produtos? (^) Em situações extremas, isso pode gerar disfunções como a recusa de aceitar devoluções, o atraso para creditar as devoluções e a adoção de medidas de controle dispendiosas.