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Apresentando um plano de logística reversa.
Tipologia: Provas
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Elaborado por: Augusto Scifoni Bascchera Disciplina: Logística Reversa e Economia Circular Turma: 0522 - 2_
Propostas para o design ecológico Com o objetivo de consolidar a sustentabilidade como base de seu modelo de negócios e estabelecer uma cadeia de suprimentos responsável, a Bunge promove a agricultura sustentável e implementa projetos que protegem e restauram meio ambiente, desenvolvendo processos de melhoria contínua com foco na redução de resíduos e utilização racional de água e outros recursos não renováveis, segundo informações da seção de Sustentabilidade do site da Bunge. Com base em toda a sua cadeia de produção e considerando os mais diversos produtos da empresa, a Bunge estabeleceu em seu Relatório de Sustentabilidade 2022 metas em suas operações globais com o objetivo de minimizar os impactos ambientais:
A fim de apoiar a Economia Circular, a Bunge incorporou o processo de logística reversa, com o intuito de promover a responsabilidade pós-consumo. Conforme consta no Relatório de Sustentabilidade 2021, através das associações ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) e ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a Bunge é signatária do Acordo Setorial de Embalagem, o qual promove a implantação do processo de logística reversa de embalagens com base na responsabilidade compartilhada. Por meio da marca Soya, a Bunge promove desde 2006, o Programa “Soya Recicla”, com o intuito de realizar a conscientização da população sobre a reciclagem e a correta destinação do óleo de cozinha, evitando que o descarte seja feito de forma incorreta, através do sistema de esgotamento sanitário. O programa é baseado na coleta do óleo usado e na transformação deste resíduo em matéria prima para a produção de sabão biodegradável e biodiesel, segundo o site da marca Soya. De acordo com site da Soya, o programa possui aproximadamente 1400 postos de coleta, em 81 cidades e já arrecadou mais de 7,1 milhões de litros de óleo usado. O consumidor deve esperar o óleo esfriar para depois armazená-lo em garrafas PET e, por fim, levá-las em um posto de coleta. No próprio site da marca existe um local para a consulta dos postos de coleta mais próximos, em diversas regiões do Brasil. Além da transformação do óleo usado, as garrafas PET’s são encaminhadas para reciclagem em cooperativas parceiras, incluindo 100% dos resíduos gerados no processo de logística reversa. De acordo com informações extraídas no site da Bunge, em 2013, o programa Soya Recicla se desdobrou em uma campanha realizada em parceria com a Ultragaz, empresa pioneira em GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e o Instituto Triângulo, organização não governamental que promove a mobilização social através de ações sustentáveis e possui a maior rede de coleta de óleo usado no Brasil (Instituto Triângulo, setor institucional do site). Dentro da campanha “Junte óleo, Ultragaz coleta e Soya Recicla”, com o objetivo de facilitar a logística de retorno do produto pós-consumo, os caminhões da Ultragaz que realizam a entrega dos botijões de gás promovem a coleta do óleo usado. A cada dois litros de óleo coletado, o morador recebe duas barras de sabão biodegradável que é produzido a partir da reciclagem do próprio óleo de cozinha. A divulgação da campanha é feita através de faixas nos caminhões que realizam as entregas de gás e os moradores recebem também folhetos informativos e um funil para auxiliar no processo de envase do produto a ser descartado.
e renovável. Considerando esta premissa, é possível afirmar que o modelo de economia circular em que a logística reversa do óleo de cozinha usado se enquadra é o ciclo biológico, pois este resíduo se transforma em matéria-prima bioquímica para a produção de sabão ou biodiesel.
Drivers e barreiras – soluções para contornar os entraves Driver: Crescimento na demanda de combustíveis renováveis, com produção a partir de óleo de cozinha usado. Barreira: Alto potencial de contaminação, devido baixa profissionalização e falta de infraestrutura na coleta. Solução: necessidade de mão de obra capacitada e investimento em infraestrutura da rede de coleta. O óleo de cozinha usado é um resíduo com alto potencial de contaminação do solo e de corpos hídricos e há um grande risco de eventuais vazamentos, caso o produto não seja manuseado de forma correta. É preciso que o resíduo seja armazenado em local e condições adequadas, até que o momento da coleta e destinação final (reciclagem). Para que este processo ocorra de maneira segura, minimizando todos os riscos para o meio ambiente e saúde pública, é preciso que seja divulgado um programa de educação ambiental nas comunidades locais e que os responsáveis pela coleta e reciclagem estejam devidamente treinados. Driver: Marketing verde e posicionamento como empresa sustentável. Barreira: Diversas etapas da cadeia produtiva envolvidas para que o ciclo biológico do produto seja completo. Solução : Construção de programas que contemplem toda a cadeia produtiva. O óleo vegetal passa por várias etapas na cadeia produtiva até se tornar óleo de cozinha usado que irá ser reciclado. O sabão e o biodiesel produzidos a partir desse resíduo muitas vezes não são reaproveitados pelo mesmo elo da cadeia que produziu o óleo vegetal e o disponibilizou para os consumidores. Por este motivo, a logística reversa deste produto é complexa e exige a mobilização de múltiplas partes. Para garantir o sucesso da LR deste produto é preciso, portanto, que se crie um programa integrado de sensibilização e cooperação de toda a cadeia produtiva, fazendo com que o consumidor do óleo descarte o produto em local adequado, que exista um coletor capacitado para manusear esse resíduo e que se garanta também que empresas estejam interessadas na utilização deste material. Driver: Valor agregado do resíduo (óleo de cozinha). Barreira: Flutuação dos valores do resíduo (óleo de cozinha), de acordo com a alteração dos preços das matérias primas. Solução: Desenvolvimento de programa contínuo que estabeleça a obrigatoriedade da reciclagem do volume correspondente a quantidade de óleo vegetal que se coloca no mercado.
O óleo de cozinha usado, caso destinado de forma incorreta, possui um grande impacto no meio ambiente, pois se descartado na rede de esgotamento sanitário, pode provocar obstruções nas tubulações, causando entupimentos e mau funcionamento das estações de tratamento. Caso seja descartado dentro de sacos de lixo, dependendo do manuseio e da destinação destes resíduos sólidos, pode causar contaminação do solo, das águas superficiais e das águas subterrâneas. A fim de endereçar essa questão em consonância com os objetivos do desenvolvimento sustentável, a Bunge desenvolveu, em parceria com empresas e ONGs especializadas, um programa que visa reciclar o óleo de cozinha usado, transformando-o em sabão biodegradável ou biodiesel. Este processo de Simbiose Industrial não só gera impactos positivos no contexto socioambiental, como também receita para as empresas envolvidas. Para que os objetivos do programa sejam atingidos e todas as barreiras sejam superadas, é necessário realizar investimentos na infraestrutura da rede de coleta e a capacitação da mão de obra para manuseio durante todo o processo. Além disso, é preciso criar um projeto dentro da política de sustentabilidade da corporação que estabeleça a obrigatoriedade no processo de reciclagem do óleo que é comercializado no mercado. E por fim, a construção de programas que façam a união de todos os players envolvidos na cadeia produtiva, a fim de realizar a manutenção da qualidade de todo o processo.
BOUZON, Marina. Logística Reversa e Economia Circular. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas. BUNGE. Disponível em: . Acesso em 17/06/2022. BUNGE. Relatório de Sustentabilidade 2018. Disponível em: < https://www.bunge.com.br/sustentabilidade/2019/port/downloads/Bunge_RS19.pdf>. Acesso em 17/06/2022. BUNGE. Relatório de Sustentabilidade 2021. Disponível em: < https://www.bunge.com.br/sustentabilidade/2020/port/downloads/Bunge_RA20.pdf>. Acesso em 17/06/2022. BUNGE. Relatório de Sustentabilidade 2022. Disponível em: < https://www.bunge.com.br/sustentabilidade/2021/port/downloads/Bunge_RA21.pdf>. Acesso em 17/06/2022. FERNANDES, R. K. M., PINTO, J. M. B., MEDEIROS, O. M. de., PEREIRA, C. de A. Biodiesel a partir de óleo residual de fritura: Alternativa energética e desenvolvimento sócio-ambiental. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 2008. Disponível em: . Acesso em 17/06/2022. INSTITUTO TRIÂNGULO. Disponível em: . Acesso em 17/06/2022. SOYA. Disponível em: . Acesso em 17/06/2022.