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Respostas de alguns exercícios que eu resolvi
Tipologia: Exercícios
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Encontre a taxa de câmbio real para os seguintes casos: (A) Suponha que a cesta representativa de bens e serviços europeus custe € 40,00 e a cesta representativa dos EUA custe US$ 50,00 e a taxa de câmbio dólar/euro é de US$ 0,90 por euro. Assumindo Taxa de câmbio real é calculada por:
𝑃∗
𝑒 = 0. 90 ( 40 50 ) = 0. 90 ∗ 0. 80 = 0. 72 (B) Suponha que a cesta representativa de produtos europeus custe € 150,00 e a cesta representativa dos EUA custe US$ 90,00 e a taxa de câmbio dólar/euro seja US$ 0,80 por euro. 𝑒 = 0. 80 ( 150 90 ) = 0. 80 ∗ 1. 66667 = 1. 3333 (C) Suponha que a cesta representativa de produtos europeus custe € 150,00 e a cesta dos EUA representativa custe US$ 200,00 e a taxa de câmbio dólar/euro seja US$ 1,20 por euro. 𝑒 = 1. 20 ( 150 200 ) = 1. 20 ∗ 0. 75 = 0. 90 (D) Explique a diferença entre a taxa de câmbio nominal e a real. O que está por trás da definição do câmbio real? Utilize os cálculos acima para a explicação. A taxa câmbio nominal é o preço relativo entre duas moedas, enquanto a taxa de câmbio real é a média ponderada entre duas moedas. Essa média ponderada informa o poder de compra de um país em termos de bens e serviços de um país estrangeiro. Enquanto o câmbio real for menor que $1, vale mais a pena comprar no país estrangeiro. O resultado do cálculo do câmbio real informa quantos % um bem é mais caro ou mais barato no exterior. Considerando os EUA como país doméstico e o país da europa como estrangeiro, temos: No primeiro caso, 1 – 0.72 = 0.28, significa que o produto importado é 28% mais barato que o produzido internamente, ou de forma relativa, que o produto doméstico está 28% mais caro do que o Europeu. Então faz US$ 50 * 0. 72 = 36 (que é o preço que se pagaria se comprasse no exterior); 36 – 50 = – 14 (diferença em dólares na moeda doméstica do que seria pago no exterior). Apesar de o câmbio nominal se mostrar valorizado perante o euro, os preços nos Estados Unidos estão inflacionados. No segundo caso, 1.33 – 1 = 0.33, significa que o produto importado é 33% mais caro do que o produzido internamente. Então faz US$ 90 * 1 .33 ≅ 120 (preço que se pagaria no exterior); 120 – 90 = 30 (diferença em dólares na moeda doméstica do que seria pago no exterior). Isso é importante para entender o poder de compra de uma moeda em outros países, mesmo que na teoria não leve em conta os custos logísticos ou outras tarifas, é um meio de escolher qual local vale mais a pena adquirir um bem, além de verificar a inflação de preços. Quando a demanda é direcionada para o exterior (importação/saída de divisas), os preços do exterior sobem e a moeda interna desvaloriza (taxa de câmbio valoriza, pois são necessárias mais moedas domésticas para comprar moeda estrangeira). Os preços e taxas de câmbio variam conforme o direcionamento da demanda dos consumidores e tendem a atingir uma paridade no longo prazo. (E) Como o câmbio nominal deveria se ajustar se a taxa de câmbio real da questão (C) fosse a desejada, dada a variação de preços de (A) e (B)? Que teoria está por trás dessa explicação?
e = 0.90, p(a) = US$ 50, p(a) = € 40, p(b) = US$ 90 , p(b) = € 150. 0.90 = E (40/50) E = 0.90/0.80 = 1. 0.90 = E (150/90) E = 0.90/1.666 = 0. 150 – 40 = 110, 2. 90 – 50 = 40 0.90 = E (110/40) E = 0.90/2.75 = 0. 40 = q 0.33 110 q = 1. Paridade do poder de compra. Que a taxa cambial tem diferença de 10% do que seria o ideal para haver paridade. EXERCÍCIO 2 Apresente e explique a Abordagem Monetária da Taxa de Câmbio (utilize as equações e gráficos). Para analisar o efeito do câmbio e as políticas monetárias aplicadas, o primeiro ponto importante a ser considerado é que os ajustes são feitos com o objetivo de manter a paridade do poder de compra, se faz então relevante entender que a taxa de juros interna é igual a taxa de juros externas mais a depreciação da moeda: De forma prática, não temos controle sobre a taxa de juros externas, contudo, podemos alterar a taxa de juros interna através da emissão ou demanda por moeda. O Banco Central tem o poder de intervir nessa dinâmica de oferta de moeda, que diga-se de passagem é inelástica em relação a taxa de juros, através da emissão de títulos, alterando o percentual de depósitos compulsórios, políticas de redesconto e mudanças no controle de crédito, essas medidas com efeito podem alterar os preços, manipulando também a demanda agregada. Sabendo que as políticas monetárias do Banco Central afetam a taxa de juros interna, logo, essas alteram a taxa de câmbio R$/US$. No curto prazo os preços são fixos, uma variação na oferta de moeda, no sentido de expansão por exemplo, leva a uma redução da taxa de juros, causando assim uma depreciação da moeda. Já no cenário de longo prazo, como observado nos gráficos abaixo, esse aumento de oferta de moeda ocasiona uma inflação, levando ao reajuste do câmbio em sentido a apreciar a moeda local. (considerar que no gráfico abaixo o dólar é considerado moeda local e o euro moeda externa).
(A) Concentrando-se apenas no quadrante inferior direito, discuta os efeitos de uma mudança na inflação esperada os EUA. O quadrante inferior direito representa o equilíbrio de mercado norte americano, mostra que antes do aumento no crescimento da oferta de moeda norte americana, a taxa de juros em dólar iguala R (PONTO 1). O efeito Fisher nos diz que um aumento em DeltaX na fatura de crescimento de oferta de moeda norte americana, com todo resto, aumentará a taxa de juros nominal em dólares para Rs2 - Rs1 + Deltar. O aumento na taxa de juros nominal de dólar reduz a demanda por moeda e, portanto, uma queda será necessária para reestabelecer o equilíbrio na oferta real de moeda. Mas o estoque nominal de moeda não muda no curto prazo. (B) Concentrando-se apenas no quadrante inferior esquerdo, discuta a relação entre a oferta de moeda real dos EUA e a taxa de câmbio dólar euro, 𝐸𝑈𝑆$/€. A abordagem monetária supõe a paridade de poder de compra, implicando que ao passo P.usa aumenta, a taxa de câmbio dólar/euro E deve aumentar (uma depreciação do dólar). A oferta nominal é inalterada nos Estados Unidos e um nível de preço inalterado na Europa. Com a equação do PPC com a hipérbole inclinada para baixo, podemos observar a queda na oferta real da moeda norte americana, de M1usa/P1usa é associada com a depreciação do dólar na qual a taxa de câmbio nominal dólar/euro aumenta. O quadrante superior esquerdo nos permite observar a mudança na taxa de câmbio dada no quadrante que estamos atuando para o eixo vertical do quadrante superior direito. EXERCÍCIO 4 Um investidor estrangeiro tem a opção de investir certo montante (em dólares) em seu país à taxa de juros de 6%, ou em um ativo de risco equivalente no Brasil à taxa de 3% por determinado prazo. Sabendo-se que a taxa de câmbio no início do período é de R$ 2/US$ 1, qual deve ser a menor expectativa de desvalorização cambial no final do período para que aquele investidor aplique seus recursos no Brasil? Atribuindo US$ 1000 de capital para o investimento, temos: Investimento p/ fora do Brasil: 6% 10001,06= 1060 US$ Investimento p/ o Brasil: 3% 10001,03 = 1030 US$ * 2 (taxa de câmbio atual) = 2060 R$ (1060*2/2060) - 1 = 0,03 * 2 = 2, Em comparação ao Dólar o Real é uma moeda fraca, por esse motivo só fara sentido para o estrangeiro investir no Brasil caso haja uma depreciação cambial de 3%, logo o investimento será vantajoso se o real chegar a 2,06 em comparação ao Dólar.
Crises cambiais são episódios nos quais a taxa de câmbio deprecia substancialmente durante um pequeno espaço de tempo. A ocorrência generalizada desse tipo de crise, em especial na década de 1990, fez surgir uma extensa literatura sobre o assunto. Os modelos teóricos de crises cambiais são frequentemente categorizados em gerações. Explique as crises cambiais, usando exemplos e comente como essa literatura está relacionada com a reportagem selecionada. Dica: comente sobre a relação entre câmbio flutuante e fixo, relações com reservas internacionais, nível de preços e política monetária. As crises cambiais possuem múltiplas variedades de causa e podem ser divididas em 3 gerações. Segundo o modelo de Krugman, as crises da primeira geração acontecem quando a política fiscal é inconsistente com a manutenção de uma taxa de câmbio fixa, levando a perda de reservas até terminar em uma crise no balanço de pagamentos. Isso acontece por exemplo quando um país quer manter sua taxa de câmbio fixa, e é necessário se manter utilizando suas reversas. A medida em que as reservas vão diminuindo, é necessário deixar o sistema de câmbio fixo e passar para o sistema de câmbio flutuante, resultando em uma enorme desvalorização. O déficit fiscal pode levar ao esgotamento dessas reservas, e consequentemente é necessário um aumento nos títulos públicos, aumentando a base monetária e causando uma desvalorização da moeda perante ela mesma e perante a moeda estrangeria. Além disso, quando as reservas caem a níveis em que o público é capaz de prever um colapso, as pessoas passam a converter grandes valores da moeda local em ativos do exterior, gerando uma perda de reservas ainda maior. Um exemplo é a crise da Argentina em 2000.Também é importante destacar que enquanto a taxa de câmbio for fixa, a inflação é próxima a zero, já quando o câmbio é flutuante, sua base monetária aumenta e a inflação começa a subir. No caso dos modelos da segunda geração, segundo o modelo de Obstfeld, as expectativas dos agentes têm um papel fundamental, sendo possível vários equilíbrios. Isso porque os agentes sabem que existe um custo de defesa do câmbio fixo. Ao prever uma crise cambial, os agentes podem demandar taxas de juros mais altas, aumentando o custo do governo, e quanto maior o custo, mas as chances do regime acabar. Um exemplo é a crise Mexicana, enquanto o país vivia instabilidades políticas internas e possuía um regime de câmbio fixo, começou a sofrer “ataques” por parte dos agentes, diminuindo a reserva e levando a flutuação do cambio e a desvalorização. E por último, os modelos da terceira geração tem como exemplo a crise asiática que é baseada numa crise financeira de origem bancária. A crise bancária pode ser individual ou sistêmica, e a última geralmente acontece quando o setor bancário não consegue cumprir suas obrigações (por inadimplência por exemplo), quando há retirada em massa de depósitos e o governo é obrigado a intervir. Há também a chamada crise gêmeas, que é a crise bancária