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matemática-função e logaritmo-ensino médio, Manuais, Projetos, Pesquisas de Matemática

matemática-função e logaritmo-ensino médio

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 30/06/2020

luciano-pinto-3
luciano-pinto-3 🇧🇷

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– FUNÇÃO E LOGARITMO
Os conhecimentos sobre Função podem ser
utilizados em várias áreas de conhecimento. Por
exemplo, a escala Richter é uma escala logarítmica,
usada na astronomia para medir o brilho das
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II

PP PPPor que apror que apror que apror que apror que aprender função?ender função?ender função?ender função?ender função?

Onde usar os conhecimentOnde usar os conhecimentOnde usar os conhecimentOnde usar os conhecimentOnde usar os conhecimentos sobros sobros sobros sobros sobreeeee

função?função?função?função?função?

As funções exponenciais e logarítmicas estão presentes no estudo de fenômenos que envolvem taxas de crescimento e de decrescimento.

- FUNÇÃO E LOGARITMO

Os conhecimentos sobre Função podem ser utilizados em várias áreas de conhecimento. Por exemplo, a escala Richter é uma escala logarítmica, usada na astronomia para medir o brilho das estrelas.

Capítulo 1

FUNÇÃO

Na Antiguidade, os matemáticos utilizavam tabelas de quadrados e de raízes quadradas e cúbicas tentando relacionar, por exemplo, a altura do som emitido por cordas submetidas a seu comprimento. Nessa época, o conceito de função não era claro.

No século XVII, Descartes e Pierre de Fermat visualizaram números, relacio- nando-os e inventando o plano cartesiano (sistema de eixos coordenados), quan- do se tornou possível transfomar problemas geométricos estudando funções.

Portanto, a introdução de coordenadas permitiu a criação de novas curvas, iniciando o estudo de funções definidas por relações entre variáveis.

Recordando Produto Cartesiano

Dados os conjuntos A= {2, 3, 4} e B={5, 6}. Construiremos um novo conjunto, formado por todos os pares ordenados, em que o primeiro elemento pertença ao A e o segundo elemento pertença ao B.

Esse conjunto chama-se Produto Cartesiano. A X B (Lê-se: A cartesiano B) A X B={(2, 5), (2, 6), (3, 5), (3, 6), (4, 5), (4, 6)} Portanto: Produto Cartesiano é o conjunto formado por todos os pares ordenados (x, y), onde x ∈ A e y ∈ B, ou seja: A X B = {(x, y) / x ∈ A e y ∈ B} Representamos esse produto na forma de diagrama.

Sistema Cartesiano

Podemos representar pares ordenados no plano cartesiano.

Exemplo: O ponto C (–1, 2) dado na página anterior está no 2º quadrante.

Relação Sejam os conjuntos A={2, 3, 4} e B={5, 6}, em que

A X B={(2, 5), (2, 6), (3, 5), (3, 6), (4, 5), (4, 6)}

Consideremos alguns subconjuntos de A X B:

a)

R 1 = {(3, 5), (4, 6)}

b)

R 2 = {(2, 5)}

COORDENADAS

Descartes visualizou os números relacionando-os com o plano cartesiano. O plano cartesiano é fácil e mais claro visualmente. Ele é importante na resolução de problemas da vida prática, como para determinar área de terrenos, o crescimento anual da população de um país, a temperatura de um local a cada hora, e no próprio desenvolvimento da Matemática.

c)

R 3 = {(2, 6), (3, 6), (4, 5)}

Esses subconjuntos de A X B são relações.

Definindo: Relação é qualquer subconjunto do produto cartesiano. Uma relação ¸ de A em B pode ser determinada por meio de uma lei de formação. Com relação aos conjuntos A e B dados, podemos ter as seguintes relações:

R 4 ={(x, y) ∈ A X B / x < y} ou R 4 ={(3, 5), (4, 6), (2, 5), (2, 6), (3, 6), (4, 5)} R 5 ={(x, y) ∈ A X B / x + 2} ou R 5 ={(3, 5), (4, 6)}

Ou também por meio de gráficos. R 1 ={(3, 5), (4, 6)} R 3 ={(2, 6), (3, 6), (4, 5)}

Reconhecimento de Gráfico de Função

Observe cada gráfico e diga em quais deles y é uma função de x: a) b)

COMO PODEMOS APLICAR

A FUNÇÃO NA QUÍMICA?

Perceba como a linguagem matemática pode ser empregada pela Química. Podemos relacionar o conjunto A, formado por água do mar, oxigênio, gasolina, álcool, água destilada, nitrogênio e prata com sua classificação B: substância pura simples, mistura ou substância pura composta, obtendo assim uma função em que para cada elemento há sempre um único elemento correspondente.

Nos exemplos a e b, cada valor possível de x corresponde a um único y.

c)

O exemplo c não é um gráfico de uma função, pois com um mesmo x não podemos encontrar dois pontos na curva. Um modo prático para reconhecermos se um gráfico representa ou não uma função é traçarmos uma reta vertical sobre o gráfico (paralelo ao eixo y). Se essa reta intercepta o gráfico em mais de um ponto, ele não representa uma função. Resumindo: Na representação gráfica de uma função y=f(x), podemos visualizar as- pectos importantes do comportamento da função, tais como:

  • seu domínio e sua imagem;
  • suas raízes;
  • intervalos em que ele é crescente ou decrescente;
  • pontos de máximo, de mínimo e de inflexão.

Domínio, Contradomínio e Imagem de uma Função

Consideremos os conjuntos A = {1, 2, 3}, B = {3, 4, 5, 7} e a função f de A em B, definida por f (x) = x + 2, com x ∈ A e y ∈ B.

No exemplo dado, temos:

  • 3 é imagem de 1, x=1, y=3 ou f(1)=
  • 4 é imagem de 2, x=2, y=4 ou f(2)=
  • 5 é imagem de 3, x=3, y=5 ou f(3)=

Obs.: Im ⊂ CD (o conjunto imagem é um subconjunto do contradomínio).

Outros exemplos:

  1. Sendo A={1, 2, 3} e B {1, 3, 5, 6, 7, 9}, determine o conjunto imagem da função f: A → B, definida por f(x) = 2x + 1

Solução:

f(1) = 2 · 1 + 1 = 3 f(2) = 2 · 2 + 1 = 5 f(3) = 2 · 3 + 1 = 7 Im(f) = { 3, 5, 7}

  1. Verifique se os diagramas dados representam uma função de A em B. Em caso afirmativo, determine o domínio, o contradomínio e a imagem.

a)

Representa uma função D = {1, 3, 5, 7} CD = {0, 1, 2, 3, 4, 5} Im = {1, 2, 4}

b)

Não representa uma função

  1. Seja f uma função de ¸ em ¸, definida por f(x)=2x 2 – 1, calcule: a) f(–1) Solução: f(–1) = 2. (–1) 2 – f(–1)=2 – 1 f(–1)=

b) (^) f 1 2

Solução:

  1. Nos gráficos a seguir, indique o domínio e o conjunto imagem das se- guintes funções: a)

D = {x ∈ ¸ / 0 ≤ x ≤ 6} Im = {y ∈ ¸ / –1 ≤ y ≤ 2}

Em alguns casos, é necessário excluirmos valores de x para que f(x) seja definida.

Exemplos: Nas funções reais abaixo, determine o domínio: a) f(x) = x 2 + x – 1 D(f)= ¸ pois, para qualquer x ∈ ¸, existe x^2 + x – 1 ∈ ¸

b)

f(x) x 2

Observe que f(x) só será definida para x – 2 ≠ 0.

Note que

f(2) 2 2 0

, ou seja, ∃^ f(2).

Devemos excluir do domínio os valores de x que anulem o dominador. D(f) = {x ‚ ¸ / x n 2} c) (^) f(x) = 3x − 5 Observe que f(x) só será definida para 3x – 5 ≥ 0. Resolvendo a inequa- ção, temos:

Sempre que x aparece no radicando de um radical par de uma função, devemos excluir do domínio os valores de x que o tornam negativo.

3x 5 0 3x 5 5 x 3

Então, (^) D(f) x / x 5 3

d)

3x f(x) x 1

f(x) só será definida para x –1 > 0. x–1 > 0 x > 1 Então, D(f) = {x ∈ ¸ / x > 1}

e) (^) f(x) = 3 5x + 10

D(f) = ¸, pois quando x aparece no radicando de um radical ímpar, pode- mos colocar qualquer valor de x ∈ ¸.

f) x f(x) x 2 x 1

Solução: Devemos ter simultaneamente: x – 1 > 0 x + 2 ≥ 0 x > 1 x ≥ –

Colocando esses resultados na forma de intervalo, a solução será a inter- secção dos intervalos na reta real.

Assim:

D = {x ∈ ¸/ x > 1}

Classificação das Funções

Função Injetora

Uma função será injetora se a cada elemento distinto do conjunto A cor- responder elementos distintos do conjunto B. Exemplo:

A função inversa de f, indicada por f –1^ , é obtida invertendo a ordem dos elementos de cada par ordenado da função dada:

f –1^ = {(1, 2), (4, 5)}

Na prática, na resolução de exercícios envolvendo função inversa, basta trocar x por y e isolar o novo y.

Exemplos: a) y = x – 4. Trocando x por y, em y = x – 4, temos: x = y – 4 y = x + 4 Isolando y, vem:

b) y = 3x + 5 Trocando x por y, temos: x = 3y + 5 3y = x – 5 Isolando y, vem: x 5 y 3

c) (^) x 1 y , com x 3 x 3 y 1 x Trocando x por y, temos : y 3 x(y 3) y 1 xy 3x y 1 xy y 3x 1 y(x 1) 3x 1 3x 1 y x 1

− = ≠ −

  • = −
  • = − − = − − − = − − − − = −

Função Composta Dadas duas funções, f e g, podemos obter uma nova função, representada por (g o f)(x) = g[f(x)] chamada de função composta de g com f.

Exemplos:

  1. Dadas as funções f e g definidas por: f(x) = x + 3 e g(x) = 2x + 5, determine as funções compostas fog(x), gof(x) e fof(x). Solução: fog(x) = f[g(x)] fof(x) = f[f(x)] N g(x)

f[g(x)] = 2x + 5 + (^3) f[f(x)] = x + 3 + 3

f[g(x)] = 2x + 8 f[f(x)] = x + gof(x) = g[f(x)]

f(x)

g[f(x)] = 2(x + 3) + 5

g[f(x)] = 2x + 6 + 5 g[f(x)] = 2x + 11

  1. Dadas as funções f(x) = 2 + 3x e g(x) = x + a, determine o valor de a de modo que f[g(x)] = g[f(x)].

Solução: f[g(x)] = 2 + 3(x + a) g[f(x)] = 2 + 3x + a f[g(x)] = 2 + 3x + 3a Sendo: f[g(x)] = g[f(x)] (^2) + 3x+ 3a (^) = 2 + 3x+a 3a – a = 2 – 2 2a = 0 ⇒ a = 0

Função Constante

Chamamos de função constante toda função do tipo: f(x) = b Exemplos:

a) b)

f(x) = 2 f(x) = – Observe que na função constante o domínio é D(f) = ¸ e Im = {b}.

Função Identidade

Chamamos de função identidade toda função do tipo: f(x) = x. Sendo a ordenada igual à abscissa, o ponto (x, x) passa pela origem dos eixos.

Na função identidade f(x) = x, temos D(f) = ¸ e Im(f) = ¸.

Função Linear

Chamamos de função linear toda função do tipo: f(x) = ax, com a ∈ ¸ e a ≠ 0. A representação gráfica será uma reta que passa pela origem do sistema de eixos.

Note que, se a > 0, então f(x) = ax é crescente.

Se a < 0, então f(x) = ax é decrescente.

Exemplos:

a) f(x) = 2x

Atribuindo valores para x, temos: f(0) = 2. 0 = 0 f(–1) = 2. (–1) = – f(2) = 2. 2 = 4