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Notas de aula - Materiais Semicondutores
Tipologia: Notas de aula
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Professor Lucas Tenório de Souza Silva
Sumário Introdução aos semicondutores Diodo e Simbologia Junção do Diodo Principio de funcionamento e Polarização do diodo Curva Característica do Diodo Teste de diodos Modelos do Diodos Aplicações com diodos Retificadores Diodo emissor de luz (LED) Fotodiodo Diodo zener e Características
A eletrônica é bastante presente em nosso dia-dia. É utilizada para: Diagnosticar doenças , desenvolver métodos de cura e salvar vidas , Lazer e ao comodismo das pessoas Substituir a mão de obra onde as condições são sub humanas e acelerar processos antes feitos de forma artesanais. Equipamentos Bélicos (infelizmente);
Assim, é importante:
Saber manejá-las de forma adequada; Entender para quem e para que serve Ter o poder de crítica , para avaliar a real utilidade das novas tecnologias em prol do bem social.
O átomo é formado basicamente por 3 tipos de partículas elementares: elétrons, prótons e nêutrons. A quantidade destas é diferente para cada tipo de elemento químico. Número Atômico: Z (nº de prótons = nº de elétrons) Número de Massa: A (nº de prótons + nº de neutrons) Exemplo: Átomo de Silício: Z=14 = nº de prótons = nº de elétrons; A = 28 = nº de prótons + nº de neutrons; nº de neutrons; = 14 Átomo de Germânio : Z=32 = nº de prótons = nº de elétrons; A = 70 = nº de prótons + nº de neutrons; nº de neutrons; = 38
O posicionamento dos elétrons dentro da obita esta relacionado ao equilíbrio entre a força centífuga (Fc – relacionada à velocidade do elétron) e a força eletrostática (Fe – força de atração elétrons e prótons). Por conta disto, existe um número máximo de elétrons por camada.
A última camada é chamada de camada de valência. Quando o elétron desta camada ganha energia (calor, luz ou outro tipo de radiação), o mesmo deixa a camada do átomo para a camada de condução, e se torna um elétron livre.
O elétron livre são os elétrons de valência, que formam a corrente elétrica quando ele estão sob a ação de um campo elétrico (fonte de tensão).
É na camada de valência que ocorre as reações (ligações) entre os átomos.
A estrutura atômica se torna mais estável quando a camada de valência possui 8 elétrons (exceto se possui apenas a camada K, que será 2).
NaCl
Os materiais semicondutores são constituídos por de átomos tetravalentes , ou seja, possui 4 elétrons na camada de valência.
Átomos dos materiais semicondutores tendem a se agrupar formando cristais e, neste caso, os elétrons da camada de valência estão presentes nas camadas de dois átomos simultaneamente. Este tipo de ligação é chamada de ligação covalente.
Materiais compostos por apenas um tipo elemento químico semicondutores são chamados de semicondutores intrínsecos ou puros (estado natural).
Em baixas temperaturas , o material é considerado isolante. Com o aumento da temperatura algumas ligações se rompem, elétrons ficam livres e permitem a passagem de corrente.
A liberação de elétrons ( elétrons livres ) faz o átomo ficar ionizado positivamente. Esta falta de elétron é identificado como se existisse uma lacuna (buraco) com sinal positivo.
A dopagem é um processo químico, realizado em laboratório, que tem finalidade colocar no interior da estrutura cristalina uma quantidade de impurezas para que o cristal passe a ter condutividade elétrica conforme as condições desejadas.
Com a dopagem pode obter dois tipos de materiais: Tipo N – material semicondutor dopados com átomos pentavalentes (Fósforo-P, Arsenio-As, Antimônio- Sb) e que tem como portadores majoritários de carga elétrica elétrons livres. Tipo P – material semicondutor dopados com átomos trivalentes (índio-In, Boro-B, Alumínio–Al, Galio-Ga) e que tem como portadores majoritário de carga elétrica as lacunas (falta de elétrons livres).
O cristais semicondutores que N e P, por conterem impureza, são denominados de s emicondutores extrínsecos.
A junção (conexão) de materiais semicondutores (Si, Ge) do tipo N com tipo P é a estrutura básica de muitos componentes eletrônicos.
Tipo N Átomo Pentavalente: Fósforo
Tipo P Átomo Trivalente: Boro
Para determinar o número de buracos no material dopado, basta usa a constante do produto (pn):
Exemplo 02: Considerando que o material possui os dois tipos de impurezas (Adoador e Aaceitador), então o número de elétrons livres pode ser determinado por:
Consequentemente, o número de buracos no material dopado, é calculado pela constante do produto (pn):
(^)
n
p cm
n
p cm T K germânio
silício 26 6
20 6
5 , 7 10
2 , 2 10 300
n Ad Aa
4 3 16 3
20 6 20 6 2 10 cos/ 1 , 1 10 /
2 , 2 10 2 ,^210 bura cm elétrons cm
pn cm p cm silício (^) ^
Difusão – é o processo natural de deslocamento, em os portadores buscam a uniformidade da concentração de portadores no material.
Deriva (Drift) – é o processo que utiliza o campo elétrico para forçar o deslocamento dos portadores em um sentido. Quando não estão sobre influencia do campo, os portadores se deslocam de forma aleatória.
Ao efetuar a união das duas pastilhas, tipo P com a tipo N, ocorre a difusão dos portadores através da junção, ou seja, movimentação dos elétrons para ocupar as lacunas, esse processo é conhecido como recombinação.
A recombinação neutraliza as cargas (um elétron se anula com uma lacuna).
Apesar de neutralizar as cargas, os átomos das impurezas se tornam íons , chamadas de cargas descobertas.
A região em torno da junção é chamada de camada de depleção ( região de transição ).
O carregamento das impurezas, faz surgir um campo elétrico na região da junção, uma diferença de potencial chamada de barreira de potencial (V), que impede que o processo de difusão e a recombinação continue.