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Meio ambiente - Problemas e Soluções, Notas de estudo de zootecnia

Meio ambiente - Problemas e Soluções

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 06/08/2014

fernando-viana-nobre-9
fernando-viana-nobre-9 🇧🇷

4.6

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MEIO AMBIENTE
- PROBLEMAS E SOLUÇÕES -
Fernando Viana Nobre*
1 – INTRODUÇÃO
Entende-se por meio ambiente ou, apenas ambiente, o conjunto de
componentes da natureza atmosfera, solo, água, vegetais e animais
submetidos, constantemente, a diversas interações entre eles e com outros
elementos naturais: luz, vento, fogo, chuva, calor e frio, no rol dos mais
expressivos.
Em outras palavras, meio ambiente é o espaço onde vivem,
conjuntamente, indivíduos animais e vegetais, desde os microorganismos às
formas superiores, explorados ou não pelo homem.
As ações, entre os diversos componentes do meio ambiente, são
interdependentes; daí, a necessidade de manutenção do equilíbrio natural,
assegurando diversificação e perpetuidade às espécies vegetais e animais,
inclusive ( e sobretudo ) ao ser humano.
No, entanto, nem sempre o equilíbrio é mantido, pela ação danosa
desses mesmos agentes naturais e principalmente, do homem a quem
compete a grande missão de “administrar” a natureza.
2 PROBLEMAS
Nunca, em toda a história da humanidade, se falou tanto, como nos
últimos anos, sobre os perigos crescentes e diversificados que ameaçam,
em todo o mundo, a estabilidade da natureza, no seu conceito amplo e
moderno de meio ambiente atmosfera, solo, água, vegetais e animais,
inclusive o próprio homem.
____________________________________________________________
* Engenheiro Agrônomo, M.Sc. Técnico da Coopagro / Consultor do SEBRAE – RN
Ouve-se falar e comenta-se, diariamente, sobre as mais diversas
ocorrências, que crescem, em número e intensidade, ocasionando prejuízos
econômicos e sociais os mais variados incluindo-se, aí, a morte do homem,
principal componente da natureza. São: vulcões ativos; maremotos;
terremotos; furacões; elevação da temperatura mundial (provocando
mudanças climáticas e desequilíbrios biológicos); inundações;
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MEIO AMBIENTE

- PROBLEMAS E SOLUÇÕES -

Fernando Viana Nobre*

1 – INTRODUÇÃO

Entende-se por meio ambiente ou, apenas ambiente, o conjunto de componentes da natureza – atmosfera, solo, água, vegetais e animais – submetidos, constantemente, a diversas interações entre eles e com outros elementos naturais: luz, vento, fogo, chuva, calor e frio, no rol dos mais expressivos.

Em outras palavras, meio ambiente é o espaço onde vivem, conjuntamente, indivíduos animais e vegetais, desde os microorganismos às formas superiores, explorados ou não pelo homem.

As ações, entre os diversos componentes do meio ambiente, são interdependentes; daí, a necessidade de manutenção do equilíbrio natural, assegurando diversificação e perpetuidade às espécies vegetais e animais, inclusive ( e sobretudo ) ao ser humano.

No, entanto, nem sempre o equilíbrio é mantido, pela ação danosa desses mesmos agentes naturais e principalmente, do homem a quem compete a grande missão de “administrar” a natureza.

2 – PROBLEMAS

Nunca, em toda a história da humanidade, se falou tanto, como nos últimos anos, sobre os perigos crescentes e diversificados que ameaçam, em todo o mundo, a estabilidade da natureza, no seu conceito amplo e moderno de meio ambiente – atmosfera, solo, água, vegetais e animais, inclusive o próprio homem.


  • Engenheiro Agrônomo, M.Sc. Técnico da Coopagro / Consultor do SEBRAE – RN [email protected] / [email protected] Ouve-se falar e comenta-se, diariamente, sobre as mais diversas ocorrências, que crescem, em número e intensidade, ocasionando prejuízos econômicos e sociais os mais variados incluindo-se, aí, a morte do homem, principal componente da natureza. São: vulcões ativos; maremotos; terremotos; furacões; elevação da temperatura mundial (provocando mudanças climáticas e desequilíbrios biológicos); inundações;

intensificação dos processos de desertificação, de erosão e de redução da fertilidade dos solos; extinção de espécies animais e vegetais; poluição, sob suas mais diversas formas; redução drástica das disponibilidades de água potável; assoreamento dos cursos e fontes d’água; surgimento e ou intensificação de prejuízos, causados por pragas e doenças; além de fome e mortes, entre tantos outros males.

É comum dizer-se que estas ocorrências são respostas da natureza aos maus tratos que recebe do homem. Se isto não for verdade em toda sua plenitude, infelizmente o é em grande parte. Tem sido o homem, ao longo dos séculos em todo o mundo, o principal causador da destruição da natureza, por vários motivos – necessidade de sobrevivência; falta de mais e melhores conhecimentos técnico–científicos; imprudência e ganância de lucros crescentes, mais fáceis e imediatos.

A população, do campo e da cidade, na sua quase totalidade, deve fazer urgentes mudanças de comportamento para assegurar a disponibilidade permanente dos recursos naturais, em benefício próprio e de seus descendentes, de modo que tenham vida e riquezas em abundância.

3 – SOLUÇÕES

O homem, com sua capacidade de pensar e decidir associada à responsabilidade de seus atos, tem o dever, como cidadão e “gestor” da natureza, de praticar ações dignas, que assegurem sustentabilidade ambiental, no espaço territorial em que vive, gerando benefícios permanentes para si e para a sociedade.

Particularizando-se o Produtor Rural, sua sublime missão de produzir alimentos e outros bens (para o campo e cidade) exige permanente zelo e conhecimento para que seja garantida a exploração harmônica dos recursos naturais, de modo a assegurar sua sustentabilidade ambiental, econômica e social.

Como recomendações gerais são sugeridos aos Produtores Rurais (agricultores e ou criadores) alguns comportamentos e práticas, modernamente denominadas de agroecológicas, que se seguem, considerando-se todos os componentes do meio ambiente – atmosfera, solo, água, vegetais e animais:

3.1 – Atmosfera / Solo / Água / Vegetais / Animais

  • aquisição de conhecimentos teóricos e práticos sobre educação ambiental compatível com a realidade edafo-climática e socioeconômica da região e do estabelecimento rural;
  • não adoção de práticas agropecuárias e ou atitudes, que contribuam para o aumento da poluição do ar, da água e do solo, como: queimadas; uso excessivo e ou incorreto de
  • construção correta de fontes água superficiais e submersas – açudes, barragens vertedouras e submersas, poços, cacimbas e outros;
  • prevenção e correção do assoreamento de rios, açudes, lagoas, olheiros e outros;
  • prevenção e replantio das matas ciliares das fontes e cursos d’água, como forma de reduzir e ou evitar a erosão e o assoreamento;
  • cultivo de espécies vegetais (forrageiras ou não) em áreas úmidas e ou alagadas para reduzir a evaporação e ou a salinização, além de possibilitar a obtenção de forragens e outros produtos;
  • adoção de medidas para evitar e ou reduzir a poluição das águas, por meio do manejo correto dos lixos, dos estercos, das embalagens de medicamentos e de defensivos agropecuários, dos animais mortos e das ossadas, entre outros;
  • uso de medidas rigorosas para racionalização do uso da água;
  • conhecimento e cumprimento da legislação sobre captação, proteção e uso da água.

3.4 – Vegetais

  • manejo adequado da vegetação nativa e exótica, qualquer que seja a finalidade – agricultura, silvicultura, pecuária;
  • exploração da agricultura agroecológica, além do rigoroso controle do uso de produtos químicos, se não forem dispensados;
  • conhecimento e avaliação técnica e econômica do manejo de agroecossistemas, no controle biológico de pragas;
  • conhecimento e avaliação técnica e econômica do método de cultivo direto, face às condições ambientais do estabelecimento rural;
  • cultivo de plantas medicinais e de uso na agropecuária;
  • escolha correta de espécies vegetais, em função da exploração e de sua adaptabilidade ao ambiente. Nesta tarefa, dedicar especial atenção na avaliação de espécies nativas;
  • florestamento e ou reflorestamento de clareiras naturais e áreas desmatadas, usando diversas espécies, nativas e ou exóticas, comprovadamente indicadas;
  • sombreamento de instalações diversas e pastagens com árvores e ou arbustos de folhagens persistentes, no estio e nas secas;
  • cultivo de vegetais perenes, que produzam alimentos humanos e animais, sobretudo no estio e nas secas;
  • conhecimento e cumprimento da legislação sobre conservação e preservação da flora.

3.5 – Animais

  • proteção para multiplicação (em condições naturais) das espécies de animais silvestres, nativas e exóticas, presentes na região;
  • escolha correta de indivíduos e espécies de animais domésticos, plenamente adaptados ao ambiente. Nesta tarefa, dedicar especial atenção na avaliação de espécies, raças e ou tipos raciais nativos (naturalizados);
  • estabelecimento de condições ambientais confortáveis para os rebanhos – bons alimentos, sanidade,sombras, espaços amplos, higiênicos e sem riscos de acidentes, entre outros;
  • exploração da pecuária agroecológica, além do rigoroso controle do uso de produtos químicos, se não forem dispensados;
  • estimativa das necessidades de alimentos para os rebanhos, de forma a assegurar o manejo correto das forrageiras cultivadas ou não, sem os riscos de sua degradação ou desertificação;
  • manejo correto dos rebanhos e das diversas instalações, de forma a não contribuírem para a poluição e depredação do ambiente;
  • conhecimento e cumprimento da legislação sobre proteção dos animais silvestres, nativos ou não, existentes na região.

4 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Espera-se que o exposto seja motivo de alerta para que o pior não aconteça. Igualmente, deseja-se que se constitua em instrumento de reflexão e de estímulo para que muitos ( Produtores Rurais ou não ) mudem

vez menos numerosos, viverão miseravelmente e serão

eliminados da face da terra”.

O DESTINO DO MEIO AMBIENTE DEPENDE DA

CONSCIÊNCIA E DAS AÇÕES DE CADA UM DE NÓS,

DO CAMPO OU DA CIDADE.

5 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A ÁGUA é um bem de todos: Legislação sobre os recursos hídricos do Estado do Rio Grande do Norte, Natal: Secretaria de Recursos Hídricos,

BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Rideel, 2000.

CONTROLE biológico de pragas através do manejo de agroecossistemas. Brasília: MDA, 2007.

FAZENDO a agroecologia: construindo processos de transição agroecológicos. Natal: AACC – RN, 2006.

FERNANDES, Maurício Roberto; RODRIGUES, Roberto Antônio. Água, solo e vida. 2.ed. Brasília: Ministério da Agricultura, 1980.

INSTITUTO GIRAMUNDO MUTUANDO. A cartilha agroecológica. Botucatu / SP: Criação, 2005

O MEIO ambiente e o produtor rural. Fortaleza: Banco do Nordeste,