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Métodos Construtivos de Pontes: Uma Abordagem Detalhada, Exercícios de Engenharia Civil

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Tipologia: Exercícios

2019

Compartilhado em 23/11/2019

luana-reboucas
luana-reboucas 🇧🇷

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PONTES II
Prof.º M.Sc. Caio Aguiar
2019
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Baixe Métodos Construtivos de Pontes: Uma Abordagem Detalhada e outras Exercícios em PDF para Engenharia Civil, somente na Docsity!

PONTES II

Prof.º M.Sc. Caio Aguiar [email protected]

  • Métodos construtivos
  • Superestrutura moldada no local
  • Superestrutura pré-fabricada
  • Superestrutura em balanços sucessivos
  • Superestrutura empurrada sucessivamente

Aula 2

Esse método construtivo consiste em executar a fôrma e o escoramento em toda a extensão da obra e é utilizado convencionalmente, onde o concreto é lançado segundo um plano de concretagem pré-estabelecido.

SUPERESTRUTURA MOLDADA NO LOCAL

Vantagens: Possibilidade de se elaborar fôrmas complexas tanto em planta quanto em perfil. Desvantagens:

  • Altura do escoramento de até 15 m;
  • Extensão da obra de até 400 m;
  • Inviável em grandes profundidades de massa d’água;
  • Inviável em velocidade d’água acima de 3 m/s;
  • Cronograma de execução longo.

Escoramento de madeira

Muito utilizado desde a época das construções romanas

SUPERESTRUTURA MOLDADA NO LOCAL

Vantagens: Facilidade de montagem e desmontagem; Leveza.

Desvantagens: Baixa durabilidade; Problemas ecológicos; Não é adequado para alturas superiores a 6 m.

Plano de concretagem

Deve-se estabelecer os pontos por onde deve ser iniciado o lançamento do concreto e o sentido de avanço, com a finalidade de minimizar os efeitos de retração no concreto.

SUPERESTRUTURA MOLDADA NO LOCAL

Sequência de concretagem na seção transversal:

  • Concretar laje inferior (trecho A)
  • Concretar vigas (trecho B)
  • Concretar laje superior (trecho C) *A concretagem de um trecho para o outro não deve diferir mais do que 24 horas

SUPERESTRUTURA MOLDADA NO LOCAL

Sequência de concretagem na seção longitudinal:

  • Do meio do vão avançando para os apoios (trecho A)
  • Das extremidades avançando para o apoio(trecho B)
  • Entre os trechos A e B após a concretagem de cada um (trecho C)

SUPERESTRUTURA PRÉ-FABRICADA

Lançamento com guindastes Vantagens:

  • Velocidade na montagem;
  • Prática simples. Desvantagens:
  • A lança do guindaste não alcança gabaritos muito elevados;
  • O terreno deve possuir espaço e resistência o suficiente para o trânsito do guindaste;
  • Inexistência de obstáculos que possam atrapalhar a movimentação da lança do guindaste;
  • Limite de peso das vigas de 300 kN.

SUPERESTRUTURA PRÉ-FABRICADA

Lançamento com treliças autopropelidas

É uma espécie de veículo treliçado que transportam as vigas do pátio de pré- moldagem até a treliça lançadeira para posicionar as vigas na sua posição definitiva sobre os pilares.

SUPERESTRUTURA EM BALANÇO SUCESSIVO

Esse método construtivo foi idealizado pelo engenheiro brasileiro Emílio Baumgart em 1930 para a execução do vão central de 68 m em concreto armado da ponte herval sobre o rio do peixe em Santa Catarina, recorde mundial na época.

Vantagens:

  • Não necessita de escoramento direto;
  • Não necessita interditar o transito em zonas urbanas;
  • Vence grandes vãos (60 a 240 m).

SUPERESTRUTURA EM BALANÇO SUCESSIVO

Aduelas moldadas no local

Processo executivo:

  1. Concretagem da região do apoio junto ao pilar sobre escoramento convencional;
  2. Moldagem local do trecho da superestrutura em balanço (aduela), escorada por treliça metálica autoportante (sistema isostático);
  3. Protensão 3 dias após a concretagem;
  4. Liberação da treliça para a próxima aduela;
  5. Repetição do processo até a última aduela;
  6. Fechamento do último trecho no meio do vão (sistema hiperestático).

SUPERESTRUTURA EM BALANÇO SUCESSIVO

Ponte sobre o Rio Tocantins no Pará, vão central de 140 m em concreto protendido, primeira obra em concreto protendido no Brasil (1985) e recorde mundial na época.

Ponte de Hamana no Japão com 240 m de vão central.

SUPERESTRUTURA BALANÇO SUCESSIVO

Aduelas pré-fabricadas

Processo executivo:

  1. Execução das aduelas em canteiro ou em indústria;
  2. Transporte para o canteiro de obra;
  3. Içamento para montagem;
  4. Aplicação de cola epóxi;
  5. Repetição do processo até a última aduela;
  6. Fechamento do último trecho no meio do vão (sistema hiperestático).

https://www.youtube.com/watch?v=n0h-tXZRC5Q

SUPERESTRUTURA EMPURRADA SUCESSIVAMENTE

https://www.youtube.com/watch?v=dmCMCw_xraQ