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Apostilas de Pontes
Tipologia: Notas de estudo
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Para a análise da resistência e da estabilidade de uma estrutura, em geral, necessitam-se: a) conhecer todas as forças que atuam ou poderão ser aplicadas na estrutura b) determinar as reações destas forças e verificar se resulta em equilíbrio estável c) determinar as tensões solicitantes e verificar se são admissíveis para o material que constitui a peça
As cargas externas podem ser agrupadas em:
São aquelas que, uma vez, construída a ponte, mantêm-se atuantes.
4.2.1 Peso próprio
O peso próprio dos elementos estruturais é avaliado em função do material a empregar, por meio de fórmulas empíricas, pela observação de estruturas anteriormente projetadas. Este procedimento é conhecido por PRÉ-DIMENSIONAMENTO.
As variações entre o peso próprio no dimensionamento final e aquele do pré-dimensionamento, de acordo com a norma brasileira, são as seguintes:
Aço ............ 3% Concreto ........... 5% Madeira ............10%
- Empuxo de terra
Determinados conforme os princípios da Mecânica dos solos.
F 0 B 7 Considerar os empuxos ativos e de repouso nas situações mais desfavoráveis e o empuxo passivo quando sua ocorrência for garantida ao longo da vida útil da obra.
- Empuxo da água
F 0 B 7 F 0 estudo dos níveis máximo e mínimo do curso d'água e do lençol freático B 7 empuxo d'água é considerado se não houver sistema de drenos adequados.
4.2.3 FORÇA DE PROTENSÃO
Consideradas de acordo com a NBR 7197 relativo às obras de concreto protendido. 4.2.4 DEFORMAÇÕES IMPOSTAS
c) Deslocamentos de apoio (recalques)
É um dos critérios para a escolha do sistema estrutural. Quando são previstos recalques excessivos, evita-se estruturas hiperestáticas.
São as que ocorrem com valores que apresentam variações significativas em torno de sua média, durante a vida da construção.
Ocorrência - pontes de eixo curvo, através do atrito das rodas com o pavimento. C = força centrífuga para cada eixo do veículo R = raio de curvatura do eixo da estrada v = Velocidade do veículo M = massa do veículo onde, Q = peso do veículo (kN) v = km/h R = m
Na prática admite-se, segundo a NBR-7187, as seguintes forças centrífugas, uniformemente distribuída :
a) pontes rodoviárias C = 0,25 do peso do veículo-tipo para R 300 m. C = do peso do veículo-tipo para R > 300 m. C atua na superfície de rolamento.
b) pontes ferroviárias
- bitola larga (1,60 m) C = 0,15 da carga móvel para R 1200 m C = da carga móvel apara > 1200 m - bitola estreita (1,0 m) C = 0,10 da carga móvel para R 750 m C = da carga móvel para R > 750 m C atua no centro de gravidade do trem (suposto 1,60 m acima do topo do trilho).
Efeito da força centrífuga sobre a ponte - no caso, haverá aumento de solicitação nas vigas à direita da seção, e uma diminuição nas vigas situadas à esquerda.
F 0 B 7 F 0 solicitação vertical é pequena, exceto para estruturas leves. B 7 solicitação horizontal requer contraventamento lateral, dada pela laje ou tabuleiro.
4.3.2 IMPACTO LATERAL
Surge apenas nas pontes ferroviárias devido à folga entre o friso das rodas e o boleto do trilho.
q = K .v 2 onde,
q = pressão estática equivalente em kN/m 2 v = velocidade da água em m/s K = é um coeficiente dimensional determinado experimentalmente
Equipamentos e estruturas provisórias de montagem e lançamento de elementos estruturais.
São ações de curta duração e baixa probabilidade de ocorrência: choque de veículos contra elementos estruturais, explosões, enchentes, sismos etc.
A transposição de obstáculos pelos veículos é a função principal das pontes ou dos viadutos. Como se sabe, existem vários tipos de veículos transitando nas estradas. Por motivos econômicos, as pontes são construídas para determinadas classes de veículos. Fica a critério dos órgãos governamentais, fundamentadas em dados sobre a circulação de veículos, a escolha da classe das pontes. Para cada classe de ponte, esses mesmos órgãos estabelecem cargas máximas por eixo, na chamada "lei da balança".
A ABNT fixa as cargas móveis a serem consideradas no cálculo de pontes, por meio das seguintes normas:
Pontes rodoviárias NBR 7188 Pontes ferroviárias NBR 7189
4.3.10.2 - PONTES RODOVIÁRIAS ( Ver Figs. 4.6 e 4.7)
Segundo a NBR-7188 as cargas de veículos utilizadas no cálculo de pontes são de três classes:
classe 45. veículo-tipo de três eixos com peso total de 450 kN, sendo 150 kN por eixo.
. carga uniformemente distribuída em toda a pista de rolamento, inclusive no acostamento, e exceto na área ocupada pelo veículo-tipo igual a q = 5kN/m 2
classe 30. veículo-tipo de três eixos com peso total de 300 kN, sendo 100 kN por eixo.
. carga uniformemente distribuída q = 5 kN/m 2
classe 12. veículo-tipo de dois eixos, com peso total de 120kN, sendo 40 kN para o eixo dianteiro e 80 kN para o eixo traseiro.
. carga uniformemente distribuída q = 4 kN/m 2
OBS.:. Todos os veículos tipos têm 3m de largura e 6m de comprimento
. O conjunto das cargas do veículo-tipo e a carga "q" é denominada TREM-TIPO. . Nos passeios das pontes considera-se uma carga uniformemente distribuída q' = 3 KN/m 2 , relativos a multidão, desde que essa carga produza efeitos desfavoráveis no elemento estudado.
IMPORTANTE - O veículo tipo, q e q' serão colocados na posição mais desfavorável para o cálculo do elemento estrutural, não considerando a porção do carregamennto que provoque redução das solicitações
São constituídas por carretas de grandes dimensões, destinadas a transportes de turbina, transformadores, e os caminhões "fora de estradas" com cargas totais entre 1000 kN a 2000 kN. (ver exemplos em PFEIL - VOL.1)
4.3.10.3 - PONTES FERROVIÁRIAS ( Ver Fig. 4.8)
A norma NBR-7189 estabelece quatro classes de trens brasileiros: TB 360 - Ferrovias para transportes de minérios ou equivalentes (cimento areia) TB 270 - Ferrovias para transportes de cargas em geral TB 240 - adotado para verificação e projeto de reforço de obras existentes TB 170 - Ferrovias para transportes de passageiros em regiões urbanas ou suburbanas.
TB Q (kN) q (kN/m) q' (kN/m) a (m) b (m) c (m)
360 360 120 20 1,00 2,00 2,
270 270 90 15 1,00 2,00 2,
240 240 80 15 1,00 2,00 2,
170 170 25 15 11,00 2,50 5,
Carga uniformemente distribuída q = 5 kN/m 2
4.3.10.5 - COEFICIENTE DE IMPACTO ( Efeito dinâmico das cargas móveis)
O deslocamento das cargas ao longo de uma estrutura produz oscilações desfavoráveis à sua estabilidade. As causas, em geral, são as irregularidades das pistas e a aplicação bruscas das cargas.
Embora, a análise dos efeitos deva ser feita pela teoria da dinâmica das estruturas, permite-se majorar as cargas móveis, através do coeficiente de impacto, e considerá-las como se fossem aplicadas estaticamente.
A NBR 7187 adota as seguintes expressões empíricas do coeficiente de impacto:
Pontes rodoviárias
para =1, tem-se =57m
Pontes ferroviárias
p/ = 1,2, tem-se = 169 m
onde: a) viga simplesmente apoiada
onde, F Gi,k = valores característicos das ações permanentes. = valor característico da ação variável admitida como principal. = valor reduzido de combinação de cada uma das demais ações variáveis = coeficientes de ponderação, respectivamente, das ações permanentes e das ações variáveis
a) Para as ações permanentes formadas pelos pesos próprios
Peso da estrutura 75% do peso total permanente
= 1,4 para efeitos desfavoráveis = 0,9 para efeitos favoráveis
Peso da estrutura > 75% do peso total permanente (situação mais comum em pontes)
= 1,3 para efeitos desfavoráveis = 1,0 para efeitos favoráveis
b) Para as ações permanentes formadas pelas deformações impostas (recalque de apoio, retração, fluência)
= 1,2 para efeitos desfavoráveis = 1,0 para efeitos favoráveis
c) Para as ações variáveis
cargas móveis : = 1, efeitos de temperatura: = 1,
pontes de pedestres: = 0, pontes rodoviárias : = 0, pontes ferroviárias : = 0,
OBS.: Nos casos particulares de combinações últimas excepcionais, especiais ou de construção, a norma NBR 8681 fornece outros valores de
Nestas combinações não se consideram os coeficientes de majoração , retratando-se, com estas providências, as condições reais de utilização da obra.
Os itens 1.1 e 1.2 do anexo da NBR 6118 estabelecem uma combinação de utilização para cada verificação do estado limite de utilização, tais como:
a) Para verificação do estado limite de fissuração (abertura de fissuras) - Combinação frequente de utilização.
b) Para verificação de estado limite de formação de fissuras - Combinação rara de utilização. c) Para verificação de estado limite de deformação excessiva (flecha) - Combinação quase-permanente de utilização.
4.4.3.2 COMBINAÇÕES QUASE-PERMANENTE (longa duração) DE UTILIZAÇÃO
onde, os valores dos fatores de combinações são os seguintes:
pontes de pedestres pontes rodoviárias pontes ferroviárias
OBS.: Os fatores de combinação levam em conta que é muito baixa a probabilidade de ocorrência simultânea dos valores característicos de duas ou mais ações variáveis de natureza diferentes.