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microeconomia sebenta, Notas de aula de Economia

micro economia sebenta apontamentos

Tipologia: Notas de aula

2019

Compartilhado em 17/10/2019

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Microeconomia - Programa Detalhado da Unidade Curricular
1 . CONCEITOS BÁSICOS
1.1 O que se entende por Economia
1.2 Economia como ciência: a abstração
1.3 Os instrumentos de análise económica
1.4 A escassez e a necessidade de escolha
2. A OFERTA, A PROCURA E O MERCADO
2.1 Os mecanismos de mercado
2.2 Oferta, procura e equilíbrio
2.3 Excedente do Consumidor e do produtor
2.4 Deslocações da curva da procura e da oferta
2.5 A afetação de recursos pelo mercado
2.6 Restrições de Preços e quantidades – intervenção do estado
3. OFERTA, PROCURA, ELASTICIDADE
3.1 Preço e receita total
3.2 Elasticidade preço da procura
3.3 Elasticidade arco da procura
3.4 Fatores condicionantes da elasticidade preço da procura
3.5 Elasticidade cruzada da procura e a elasticidade rendimento
3.6 Elasticidade da procura e a receita total
3.7 Elasticidade da oferta
4. TEORIA DO CONSUMIDOR: ESCOLHA E PROCURA
4.1 Utilidade total e marginal
4.2 O equilíbrio do consumidor
4.3 O excedente do consumidor
4.4 Procura individual e procura de mercado
4.5 Escolha do consumidor e a utilidade ordinal
4.6 Abordagem ordinal e o equilíbrio do consumidor
4.7 Dedução da curva da procura
5. TEORIA DO PRODUTOR: PRODUÇÃO E CUSTOS
5.1 Custos de oportunidade
5.2 A empresa e a produção a curto prazo
5.3 A função de produção
5.4 Lei dos rendimentos marginais decrescentes
5.5 Produtos total, médio e marginal
5.6 Produção e eficiência no longo prazo
5.7 Custos da empresa a curto e longo prazos
6. CONCORRÊNCIA PERFEITA
6.1 Estruturas de mercado
6.2 Fatores condicionantes da concorrência perfeita
6.3 Curva da oferta de curto prazo da empresa e do setor concorrencial
6.4 Equilíbrio no curto prazo
6.5 A curva da oferta de longo prazo do setor competitivo
6.6 Excedente do produtor
7. MONOPÓLIO
7.1 Mercados de concorrência imperfeita
7.2 Monopólio
7.3 Equilíbrio no mercado monopolista
7.4 A discriminação de preços em monopólio
7.5 Efeitos económicos do Monopólio
7.6 A regulação do monopólio
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**Microeconomia - Programa Detalhado da Unidade Curricular

  1. CONCEITOS BÁSICOS** 1.1 O que se entende por Economia 1.2 Economia como ciência: a abstração 1.3 Os instrumentos de análise económica 1.4 A escassez e a necessidade de escolha

2. A OFERTA, A PROCURA E O MERCADO 2.1 Os mecanismos de mercado 2.2 Oferta, procura e equilíbrio 2.3 Excedente do Consumidor e do produtor 2.4 Deslocações da curva da procura e da oferta 2.5 A afetação de recursos pelo mercado 2.6 Restrições de Preços e quantidades – intervenção do estado 3. OFERTA, PROCURA, ELASTICIDADE 3.1 Preço e receita total 3.2 Elasticidade preço da procura 3.3 Elasticidade arco da procura 3.4 Fatores condicionantes da elasticidade preço da procura 3.5 Elasticidade cruzada da procura e a elasticidade rendimento 3.6 Elasticidade da procura e a receita total 3.7 Elasticidade da oferta 4. TEORIA DO CONSUMIDOR: ESCOLHA E PROCURA 4.1 Utilidade total e marginal 4.2 O equilíbrio do consumidor 4.3 O excedente do consumidor 4.4 Procura individual e procura de mercado 4.5 Escolha do consumidor e a utilidade ordinal 4.6 Abordagem ordinal e o equilíbrio do consumidor 4.7 Dedução da curva da procura 5. TEORIA DO PRODUTOR: PRODUÇÃO E CUSTOS 5.1 Custos de oportunidade 5.2 A empresa e a produção a curto prazo 5.3 A função de produção 5.4 Lei dos rendimentos marginais decrescentes 5.5 Produtos total, médio e marginal 5.6 Produção e eficiência no longo prazo 5.7 Custos da empresa a curto e longo prazos 6. CONCORRÊNCIA PERFEITA 6.1 Estruturas de mercado 6.2 Fatores condicionantes da concorrência perfeita 6.3 Curva da oferta de curto prazo da empresa e do setor concorrencial 6.4 Equilíbrio no curto prazo 6.5 A curva da oferta de longo prazo do setor competitivo 6.6 Excedente do produtor 7. MONOPÓLIO 7.1 Mercados de concorrência imperfeita 7.2 Monopólio 7.3 Equilíbrio no mercado monopolista 7.4 A discriminação de preços em monopólio 7.5 Efeitos económicos do Monopólio 7.6 A regulação do monopólio

I. Conceitos básicos – Lesson 1 1.1. - O que se entende por Economia: esta ocupa-se das questões que surgem em relação à satisfação das necessidades dos indivíduos e da sociedade. A satisfação de necessidades materiais (alimentação, vestuário, habitação) e não materiais (educação, lazer) de uma sociedade obriga os seus membros a levar a cabo determinadas atividades produtivas. Mediante estas atividades obtêm-se os bens e serviços necessários. Bem: todo o meio capaz de satisfazer uma necessidade tanto dos indivíduos como da sociedade. A ECONOMIA é a ciência que estuda a forma como as sociedades utilizam recursos escassos, passíveis de usos alternativos, para produzir bens com valor e de como os distribuem entre os vários indivíduos. Na base desta definição estão 2ideias fundamentais: A Escassez A Eficiência Considerando a Escassez: Se pudessem ser produzidas quantidades infinitas onde todos os bens ou se os desejos humanos fossem complemente satisfeitos, quais seriam as consequências?

  • dado que cada um poderia ter tanto quanto lhe apetecesse, ninguém se preocuparia com a repartição do rendimento entre os diferentes indivíduos e classes. Neste caso, não existiriam bens económicos , isto é, bens que são escassos ou têm oferta ilimitada. Todos os bens seriam livres (ex. areia do deserto e a agua do mar). Os preços e os mercados seriam irrelevantes. No entanto, na realidade, os bens são limitados enquanto que os desejos são ilimitados. Dada a existência de desejos ilimitados, é importante que uma economia faça o melhor uso dos seus recursos limitados → Eficiência – esta corresponde à utilização mais eficaz dos recursos de uma sociedade na satisfação dos desejos e das necessidades da população. A economia está a produzir de forma eficiente - quando o bem-estar económico de um individuo não pode aumentar sem prejudicar o bem-estar de outro indivíduo. A essência da economia é compreender a escassez e em seguida prescrever como deve a sociedade organizar-se de modo a proporcionar o uso mais eficiente dos recursos. 1.1.1. – A Economia Positiva Vs Normativa: A Economia Positiva: define-se como a ciência que procura explicações objetivas sobre o funcionamento dos fenómenos económicos. É a análise dos factos e do comportamento de uma economia, ou do “modo como as coisas são”. A Economia Normativa : oferece prescrições para a ação baseadas em juízos de valor pessoais e subjetivos. Esta considera “o que deveria ser”. 1.2. – A Economia como ciência: a abstração: o principal objetivo da ciência económica é compreender como funcionam as economias dos diferentes países. Esta compreensão exige que se utilizem teorias que expliquem o funcionamento dos fenómenos económicos. Para tal, é necessário à abstração. 1.2. – As Teorias: uma teoria é uma explicação do mecanismo subjacente aos fenómenos observados. É uma simplificação deliberada das relações observadas que pretende explicar essas mesmas relações. As teorias
  • por um lado pretendem explicar porque se observam no mundo real determinados acontecimentos ou porque se dá uma relação entre variáveis
  • por outro lado facilitam a previsão das consequências de alguns acontecimentos.

III – A Escassez e a Necessidade de Escolha - Lesson 2

3.1. – Fatores Produtivos e sistema produtivo O problema económico surge porque as necessidades humanas são virtualmente ilimitadas, enquanto que os recursos económicos (logo os bens económicos) são limitados. A escassez é um conceito relativo, no sentido de que existe um desejo de adquirir uma quantidade de bens e serviços maior do que os disponíveis. Os indivíduos tentam satisfazer inicialmente necessidades biológicas ou primárias (alimentação, habitação, vestuário). Tentam também satisfazer necessidades relacionadas com a assistência médica, educação, transporte. Note-se que Escassez não é sinónimo de Pobreza. 3.1.1. – Os fatores produtivos – são os recursos e serviços (recursos naturais, trabalho, capital) empregues nos processos produtivos (para produzir bens e serviços). Recursos Naturais: Terra, minerais, recursos energéticos. Os recursos podem ser distinguidos entre: Renováveis – aqueles que podem ser utilizados de forma reiterada na produção Não renováveis – aqueles que se esgotam ao serem empregues no processo produtivo. O Trabalho – é o tempo e as capacidades intelectuais que os indivíduos dedicam às atividades produtivas. Em economia ao referir o fator trabalho é frequente fazê-lo com capital humano. Este é entendido como educação e formação profissional que aumentam o rendimento do trabalho. Os gastos em educação e formação profissional contribuem para aumentar a capacidade produtiva dos trabalhadores. O Capital – Maquinas / ferramentas / computadores / edifícios / etc. Os recursos de capital formam os bens duradouros de qualquer economia. Os bens de capital não estão concebidos para satisfazer diretamente as necessidades humanas, mas sim para serem utilizados na produção de outros bens. Enquanto que o trabalho e recursos naturais são fatores originários, existem. Em geral, em virtude de forças físicas e biológicas- O capital, por sua vez, foi produzido no passado, isto é, é um produto da Economia. 3.2. – A Fronteira de Possibilidades de Produção (FPP) O problema económico de base, isto é, a facto de que os recursos estão disponíveis em quantidades limitadas e a necessidade consequente de escolher, pode ser expresso através da representação gráfica da FPP.

A curva da transformação ou FPP mostra a quantidade máxima de bens ou serviços que uma determinada economia pode produzir, dados os recursos e a tecnologia de que dispõe e dadas as quantidades de outros bens e serviços que também produz. Para simplificar o problema de escolha, considere-se: → uma economia que dispõe de uma dotação fixa de fatores produtivos → todos os fatores estão a ser empregues → apenas se produzem 2bens: alimentos e vestuário. Se a partir de uma dada situação, se decide produzir mais alimentos e se orientam os esforços nesse sentido, terá de se estar disposto a produzir menos vestuário. Deste modo o aumento da produção de alimentos tem um custo para a sociedade em termos de vestuário que se deixou de produzir. Todos os pontos da FPP são em princípio igualmente desejáveis. De certo modo, as posições mais interessantes são as intermédias, dado que tanto a alimentação como o vestuário são necessidades humanas. 3.2. 1. – Custo de Oportunidade Se todos os recursos estão a ser plena e eficientemente utilizados, a economia enfrenta uma questão: Num mundo de escassez para produzir uma quantidade superior de um bem é necessário reduzir a produção de outro. E essa quantidade que se reduz é o designado custo de oportunidade. Custo de oportunidade de uma decisão é o valor do bem ou serviço de que se prescinde. Exemplo: De B para C o custo de oportunidade de produzi mais uma unidade de alimentos é o de 3unidades de vestuário. 3.2. 2. – A forma da FPP Curva descendente : com inclinação negativa. ( AV) Curva Côncava: Com os fatores produtivos não são igualmente aptos para a produção dos bens, os valores do custo de oportunidade aumentam à medida que se vai substituindo cada vez mais um bem por outro. 3.2.3. – A Lei dos Rendimentos Decrescentes A concavidade da FPP e portanto o aumento do custo de oportunidade, pode justificar-se recorrendo a Lei dos Rendimentos Decrescentes. Esta lei refere-se à relação entre fatores produtivos e os bens obtidos no processo produtivo.

 O Crescimento Económica

A FPP traça o limite das opções viáveis, com os recursos disponíveis os níveis de produção acima da FPP são inatingíveis. Com o decorrer do tempo tais pontos podem ser alcançados se, se incrementar a capacidade produtiva económica. O crescimento entendido com uma deslocação da FPP para a direita, pode ter lugar em resultado de um qualquer dos seguintes acontecimentos:  melhoria tecnológica no sentido de novos e melhores métodos para produzir bens e serviços  aumento do volume de capital  aumento da força do trabalho  descoberta de novos recursos naturais

 O Consumo Presente e Consumo Futuro

A acumulação de capital pode aumentar a capacidade produtiva da economia. Para incrementar o capital a sociedade tem que sacrificar consumo presente e dedicar os seus recursos à produção de bens de capital que torna possível a produção de bens como de consumo no futuro. 3.3. – Os Problemas Económicos Fundamentais e a Troca

Dado que os fatores produtivos estão disponíveis em quantidades limitadas e que as necessidades humanas são ilimitadas surge a necessidade da escolha. Esta evidencia-se quando se consideram 3 problemas fundamentais a que toda a sociedade deve dar resposta:  O que produzir?  Que bens produzir e em que quantidades?  Investir em bens de consumo ou em bens de capital?  Produzir bens de consumo com muita qualidade, mas em nº reduzido, ou com fraca qualidade e em nº elevado?  Bens materiais ou serviços?  Como produzir?  Com que recursos e técnicas?  Que pessoas irão levar a cabo cada uma das atividades?  A energia advirá de centrais hidráulicas, térmicas, nucleares ou solares?  A produção será artesanal ou mecanizada?  Para quem produzir?  Quem consumirá os bens e serviços produzidos?  Como se distribuirá a produção nacional pelos indivíduos?  A distribuição do rendimento: igualitário ou diferenciada? 3.3.1. – A Troca Para determinar o que produzir e como produzir as sociedades recorrem à troca uma vez que esta permite a especialização. Cada individuo possui capacidades e recursos distintos e deseja consumir bens diversificados. Neste sentido a tendência natural é colocar-se em contato com os restantes indivíduos para trocar aquilo que possui em abundância por aquilo que não tem retirando-se, deste modo, um benefício mútuo da troca. A troca possibilita a especialização dado que permite dar saída aos excedentes que se geram quando os indivíduos se especializam na produção de um bem em concreto. Para além disso, desta forma se contribui para a eficiência considerada no seu duplo sentido: → alcançar a combinação correta dos recursos → obter com a mínima quantidade possível de recursos o maior volume de produção possível.  Troca sem moeda Existem quando os indivíduos trocam entre si um bem por outro. Oferecem o produto que têm em excesso e adquirem os produtos que necessitam. Inconvenientes: → processo demorado (requer coincidência de necessidades)

2.1 – Os mecanismos de mercado Sistema Económico – é o conjunto de relações básicas, técnicas e institucionais que caracterizam a organização económica de uma sociedade e condicionam o sentido geral das suas decisões fundamentais e as causas predominantes da sua atividade. O mercado é o mecanismo que responde a 3 questões fundamentais que se colocam a todo o sistema económico:

**- o que produzir?

  • como produzir?
  • para quem produzir? Mercado** é toda a instituição social, que corresponde ou não a um lugar físico em que os bens e serviços, bem como os fatores produtivos se trocam livremente. Preço de Mercado de um bem é o nº de unidades monetárias necessárias para se obter em troca uma unidade do bem.
  • Em qualquer tipo de mercado o preço é o instrumento que permite que as transações se realizem com ordem.
  • O preço cumpre funções básicas de administrar a informação e fornecer incentivos. Agentes do mercado – compradores e vendedores. **Tipos de Mercado:
  • Mercados Transparentes** – quando há apenas um ponto de equilíbrio. - Mercados Opacos – quando devido à existência de informação imperfeita entre os agentes existe mais do que uma situação de equilíbrio. - Mercados Livres – submetidos ao livre jogo das forças da oferta e da procura. - Mercados com Intervenção – quando agentes externos ao mercado (ex. autoridades económicas) fixam preços. - Mercados de Concorrência perfeita – quando existe muitos vendedores e compradores, e nenhum deles, pelos seus meios é capaz de impor e manipular os preços. - Mercados de Concorrência Imperfeita – quando existem poucos vendedores ou compradores existem grandes possibilidades de colocar os preços de acordo com os seus interesses. 2.2 – Oferta /Procura / Equilíbrio A Procura Existe uma serie de fatores que determinam as quantidades que os consumidores desejam adquirir de cada bem por unidade de tempo: Rendimento / Preços dos Restantes Bens / Preço do Próprio Bem Preferências Nos casos em que relacionamos a quantidade procurada de um bem e os fatores que a influenciam num determinado período de tempo referimo-nos à Função Procura ou Curva da Procura (representação gráfica da função D).

Ceteris paribus, existe uma relação precisa entre o preço do mercado de um bem e a quantidade procurada desse bem. Esta relação é designada por função procura-preço. Lei da Procura com Inclinação Negativa – ceteris paribus, quando o preço de uma mercadoria aumenta os compradores tendem a consumir uma menor quantidade dessa mercadoria (Se P  - D ) Razões:

- Efeito Substituição – quando o preço de um bem aumenta vai ser substituído por outros similares (Ex. coca-cola e a Pepsi). - Efeito Rendimento – quando o preço sobe ficamos de certa forma mais pobres do que anteriormente, de modo que se deve abrandar o consumo do bem. A Oferta Existem vários fatores que influenciam a oferta da empresa individual: Preço do Bem / Preço dos Outros Bens / Preço dos Fatores Produtivos (K, T, L) (r) / Tecnologia / Preferências dos Produtos Ceteris paribus, a relação que existe entre o preço de mercado de um bem e as quantidades que os produtores desejariam/ estão dispostos a produzir e vender desse bem num determinado período de tempo é denominada de Função Oferta-Preço ou Curva da Oferta.

Deslocação da Curva da Procura e da Oferta Quando variam os fatores que anteriormente estavam sob a condição ceteris paribus, como são afetadas  As Curvas da ProcuraAs Curvas da OfertaE o Equilíbrio de Mercado?

Deslocação da Curva da Procura

Ao determinar a quantidade procurada a diferentes preços supomos que permanecem constantes, todos os fatores que podem afetar a procura à exceção do preço.

- Dentro desses fatores os mais importantes são:  Rendimento dos Consumidores  Preço dos Bens Relacionados  Preferências dos Consumidores No entanto quando estes fatores se alteram originam deslocações da curva da procura. Alteração no rendimento dos Consumidores

 Y   Q D 

 Y  Q  D 

Assim, em geral, é de esperar que os movimentos na procura se deem no mesmo sentido que os movimentos do rendimento. Bem Normal – quando em resultado do aumento do rendimento a quantidade procurada a cada preço aumenta. Bem Inferior – quando em resultado do aumento do rendimento dos consumidores a quantidade procurada diminui. Alteração nos Preços e Bens Relacionados

Bens Complementares – quando em resultado do aumento do preço de um dos bens a quantidade procurada do outro diminui. Bens Substitutos – quando em resultado do aumento do preço de um dos bens a quantidade procurada do outro qualquer que seja o seu preço. Alterações das preferências dos Consumidores

Se maior preferência: Q D 

Se menor Preferência : Q  D 

Deslocações e Equilíbrio

Deslocação da Curva da Oferta os consumidores não são os únicos que condicionam a evolução

do mercado.

Efeitos das deslocações das curvas da oferta e da procura Quando se desloca a curva da procura ou a da oferta os efeitos sobre preços e quantidades são previsíveis:

 D  curva da D   e Qe 

 S  curva de S   P  e Qe 

Se ambas as curvas se deslocarem os efeitos sobre preços e quantidades não são perfeitamente previsíveis. Tudo dependerá da intensidade da deslocação relativa de cada uma das curvas:

- Deslocação e Movimentos ao longo da Curva As deslocações das curvas da oferta e da procura implicam alterações nas situações de equilíbrio.

  • Deslocação da curva da procura: aumento ou Diminuição da procura
  • Deslocação da curva da oferta: aumento ou deslocação da oferta
  • Movimento ao longo da curva da procura: aumento ou diminuição da quantidade procurada
  • Movimento ao longo da curva da oferta: aumento ou diminuição da quantidade procurada

A Afetação de Recursos pelo Mercado

O mercado não coloca apenas compradores e vendedores em contato para coordenar as atividades através do sistema de preços. O sistema de preços é capaz se, se cumprirem determinadas condições sobre o comportamento dos agentes de coordenar a afetação dos recursos entre diferentes indústrias:

  • A busca de lucros por parte da empresa e o desejo por parte dos consumidores de aumentar a sua satisfação através do consumo são a chave deste processo. As fases do processo de afetação de recursos
  • os consumidores revelam as suas preferências no mercado ao comprarem umas coisas e não outras
  • os votos dos consumidores condicionam as decisões dos produtores. Desta forma: O que é Produzir?
  • Uma elasticidade elevada indica um elevado grau de respostas da quantidade procurada à variação do preço
  • Uma elasticidade baixa indica uma escassa sensibilidade às variações do preço. A Procura é:  Elástica se a elasticidade do preço da procura for superior a 1.  Inelástica se a elasticidade preço da procura for menor que 1.  Elasticidade Unitária se a elasticidade preço da procura for igual a 1.

A Elasticidade Preço de uma Curva da Procura e seu Declive

Existem diferenças entre a elasticidade de uma curva da procura e o seu declive. Analiticamente a elasticidade da procura é igual ao declive da função num ponto (∆Q/∆P) multiplicada pelo quociente (P/Q) l.e = (∆Q) x P (∆P ) Q No caso da função procura ser uma linha reta  ∆ Q /∆P será constante  Os valores da elasticidade irão depender do quociente P/Q

Elasticidade Preço de uma Curva da Procura

No caso de uma função procura linear a elasticidade num ponto é dada pelo quociente entre o comprimento do segmento de reta abaixo do ponto e o comprimento do segmento de reta acima do ponto. De forma genérica pode afirma-se que:

  • a elasticidade de uma função num ponto é igual à elasticidade da reta tangente à função nesse ponto e
  • equivale ao quociente entre a distância sobre a reta desde o ponto ao eixo das abcissas e a distância sobre a reta desde o ponto ao eixo das ordenadas. A Elasticidade Arco da Procura