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MODELÁGEM MATEMÁTICA, Manuais, Projetos, Pesquisas de Matemática

Nesse artigo tratamos de analisar as soluções dos problemas propostos relacionados ao Sistema mecânico translacional, sistema físico modelável por equações diferenciais lineares, através dos métodos da Transformada de Laplace.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2011

Compartilhado em 04/08/2011

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ANÁLISE DO SISTEMA MECÂNICO TRANSLACIONAL USANDO TRANSFORMADA DE
LAPLACE
Érico Ferraz Santos
1
Airam Teresa Zago Romcy Sausen
2
RESUMO
Nesse artigo tratamos de analisar as soluções dos problemas propostos relacionados ao
Sistema mecânico translacional, sistema físico modelável por equações diferenciais lineares,
através dos métodos da Transformada de Laplace.
Palavras-chave: métodos, Transformada de Laplace, Sistema, mecânico, translacional,
equações diferenciais lineares.
ANLIS SYSTEM MECHANICS TRANSLATIONAL USING LAPLACE TRANSFORM
ABSTRACT
In this article we analyzed the solutions of problems related to the proposed translational
system mechanic, system s physical modelvel by linear differential equations, via the methods
of Laplace transform.
Keywords: methods of Laplace transform, system mechanic translational linear differential
equations.
1
Aluno do Curso de Mestrado em Modelagem Matemática, Unidade Acadêmica da UNIJUI, Ijuí,RS, E-mail:
2
Profª. Doutora, Unidade Acadêmica de Matemática, UNIJUI, Ijuí, RS, E-mail: [email protected]
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ANÁLISE DO SISTEMA MECÂNICO TRANSLACIONAL USANDO TRANSFORMADA DE
LAPLACE

Érico Ferraz Santos^1 Airam Teresa Zago Romcy Sausen^2

RESUMO

Nesse artigo tratamos de analisar as soluções dos problemas propostos relacionados ao Sistema mecânico translacional , sistema físico modelável por equações diferenciais lineares, através dos métodos da Transformada de Laplace.

Palavras-chave: métodos, Transformada de Laplace, Sistema, mecânico, translacional , equações diferenciais lineares.

ANLIS SYSTEM MECHANICS TRANSLATIONAL USING LAPLACE TRANSFORM
ABSTRACT

In this article we analyzed the solutions of problems related to the proposed translational system mechanic , system s physical modelvel by linear differential equations, via the methods of Laplace transform.

Keywords: methods of Laplace transform, system mechanic translational linear differential equations.

(^1) Aluno do Curso de Mestrado em Modelagem Matemática, Unidade Acadêmica da UNIJUI, Ijuí,RS, E-mail:

[email protected]

(^2) Profª. Doutora, Unidade Acadêmica de Matemática, UNIJUI, Ijuí, RS, E-mail: [email protected]

INTRODUÇÃO

As equações diferenciais (ED) representam uma série de fenômenos tais como: O crescimento de culturas de bactérias; competitividade entre as espécies de um ecossistema; escoamento de fluidos em dutos; o movimento dos planetas em torno do sol; trajetória de projeteis; etc.

Nesse trabalho fizemos uso dessa ferramenta (ED) para determinar as soluções dos problemas propostos relacionados ao Sistema mecânico translacional , usamos as propriedades de Transformada de Laplace para trabalhar com a (ED) que surge como Modelo Matemático para o Sistema. Para o desenvolvimento da teoria temos como referências os livros de (WILLIAN E. BOYCE; RICHARD C, 1990), (KATSUHIKO OGATA; 1982) e (ERWIN KREYSZIG; 1964).

Definição 1 : A transformada de Laplace é uma ferramenta matemática das mais eficazes para análise, ajuste e controle de sistemas lineares.

As transformadas de Laplace são definidas no domínio de uma variável complexa s dada

por:

s   j  (1)

A transformada de Laplace de uma função f   t é definida como se segue:

 (^) 

F ( s ) f ( t )  0  f ( t ) e dt

L st

O expoente st deve ser adimensional. Assim, quando a variável independente t for

tempo, a dimensão de s deve ser o inverso do tempo, isto é, freqüência. Neste caso, por ser uma

variável complexa, sé freqüentemente denominada “freqüência complexa”.

SI (ou MKS) : a dimensão de s  s ^1 ou  rad / s 

Transformada de Laplace de algumas funções simples

a- Constante: Seja K uma constante qualquer, então:

s

K s

e K ke dt K

stst^  

^   (^)    0

0 L[ ]..

donde:

s

K L[ K ] (6)

  

   1

0 u 1 t degrau unitário

s

u t

1 L[ (^)  1 ()] (7)

b- Exponencial decrescente: Seja  um número real positivo, então:

 

  

   

    ^   ^      s

e s

e e e e dt e dt t

s t t t st s t^1 [ ] [ ] 0

( )

0

( ) 0 L L (8)

c- Co-seno: Seja uma onda co-senoidal de amplitude unitária e freqüência [ rad / s ].

Evidentemente é real e positivo. A transformada de Laplace (TL) dessa função de acordo com a definição é:

 (^)  [cos t ] (^0)  cos( t ). e dt st L   (9)

e j^  t^  cos tjsent e e ^ j^  t^ cos tjsent

Sabe-se que

  2

cos

ej^ t e j^ t t

  

^  

então a equação (9) torna-se

 [ ] [ ] 2

1 2

[cos ] 0

st j t j t

j t j t e dt e e

e e t ^ 

   

    ^  

  

 (^)  L  (^)   L L (10)

 

  s j

e e s j

e j t j t

 

 ^

1 [ ]

1 L[ ] L (11)

Substituindo da equação (11) em (10), temos:

[cos ] 2 2 

 

s

s L t (12)

Transformadas de Laplace

Domínio “s” Domínio do Tempo

Multiplicação por tempo

Deslocamento no tempo

Deslocamento na freqüência

Teorema do Valor Inicial

Teorema do Valor Final

Transformada inversa de Laplace

O processo de se obter uma função no tempo a partir de uma transformada de Laplace é denominado transformação inversa.

f   t é a transformada inversa de F   s , matematicamente, f   t é obtida a partir de F   s

através da seguinte expressão:

  (^)    (^)   

  

 

 (^)    c jd c jd

st d

c j c j

st (^) Fse ds j

F se ds j

F s f t lim 2

1 2

1 (^1) [ ( )]  

L para t  0

Onde c é escolhido de modo que todos os pontos singulares de F   s estejam localizados à

esquerda da reta Re  sc no plano complexo s , como:

=Re(s)

j = Im(s)

Região admissível para os pontos singulares de F(s)

c

A expressão da transformada inversa é de uso complicado, e por isto é pouco utilizada na prática.

O procedimento normal é, para expressões simples de F   s , buscar a expressão da

transformada inversa em tabelas. Para transformadas mais complicadas, procura-se desmembrar

F   s numa soma ponderada (combinação linear) de expressões mais simples:

  (^)          

        

N

k

F s Ak Fk s A F s A F s AN FN s 1

1 1 2 2 ...

(2)

onde A 1 , A 2 ,... ANsão constantes. Devido à propriedade da linearidade das TL’s a transformada

inversa será dada pela mesma soma ponderada das transformadas inversas de cada parcela, ou seja:

  (^)          

        

N

k

f t Ak fk t A f t A f t AN fN t 1

1 1 2 2 ...

(3)

Este procedimento é o mais utilizado na obtenção de transformadas inversas, especialmente quando as transformadas são funções racionais.

A Transformada de Laplace serve, entre outras coisas, para resolver equações diferenciais, proporcionando aos estudiosos maior clareza e abrangência na interpretação do mundo no qual vivemos.

Sistema mecânico translacional : a figura a seguir ilustra um sistema amortecedor viscoso-mola- massa.

Este sistema consiste de um pistão de massa m envolto em um cilindro com óleo e uma

mola. Uma força externa de módulo F gera um movimento do pistão; a força de atrito viscoso do

óleo e a força elástica da mola resistem a este movimento. O amortecedor essencialmente absorve a energia, que é dissipada na forma de calor e som (o sistema como um todo é dissipativo, não acumulando nenhum tipo de energia).

A equação diferencial que governa o sistema é obtida pela Segunda Lei de Newton, é dada por (4) ( a dedução desta equação esta no estudo do Regime oscilante livre amortecido e do Regime forçado visto posteriormente).

my”(t) + by’(t) + ky(t)=F(t) (4)

onde:

 t : tempo;

 m : massa do pistão (considerando-se a massa da mola desprezível);

 (^) b: coeficiente de fricção viscosa (coeficiente de atrito do óleo);

 k : constante da mola;

m

k

F

a

y posição de equilíbrio

 F : força externa (em módulo) (excitação);

 y : posição vertical da mola em relação à posição de equilíbrio (resposta).

Neste sistema a excitação é a força externa F e a resposta é a posição vertical (amplitude de

vibração) y da massa em relação à posição de equilíbrio.

Regime oscilante livre amortecido

Numa situação que o sistema não está em equilíbrio a força total exercida no sistema tem uma resultante que depende do tempo e que se pode escrever da forma

F (^) total = P+ Fel + A (5)

onde para além do peso temos que contar com a força de atrito A. Ou seja

F total = md 2 y = mg - ky - b dy (6)

dt^2 dt

onde b é o coeficiente de atrito que depende do meio (o Óleo) em que a massa se move e da forma do objeto. A força de atrito A tem apenas um termo linear na velocidade porque as velocidades são pequenas^3. Em física utiliza-se muitas vezes uma outra notação mais compacta para as derivadas de uma função em ordem ao tempo.

dy = y ’( t) d^2 y = y” ( t) (7) dt dt^2

o que permite, reordenando os termos, escrever a equação (6) da forma

my”(t) + by’(t) – mg + k y(t)=0 ( 8 )

tem a designação de frequência própria do sistema. Um pouco à semelhança do processo do cálculo da primitiva de funções a resposta à pergunta Qual é a função Y(t) que satisfaz a equação (12)?” passa por encontar uma função cuja 1ª e 2ª derivadas seja idêntica a ela própria. Facilmente se verifica que uma função do tipo et^ satisfaz essa condição. Vejamos: se

Y(t)=Yoest^ (15)

em que Yo e s são constantes, então

Y’(t)=sY(t)

e

Y”(t)=s^2 Y(t) (16)

donde substituindo (12) e (15) em (16) obtém-se

s^2 Y(t) + 2 sY(t)+ o^2 Y(t)=0 (1 7 )

Para (17) poder ser válida para qualquer instante de tempo temos de ter

s^2 + 2 s+ o^2 =0 (18)

ou seja

s= -  ± √  (19)

Para que a equação (15) possa ser solução da equação (12) o parâmetro s tem de ser uma raiz do polinómio de 2º grau (18). Existem 3 casos possíveis: i) λ > ω 0, ii) λ = ω o e iii) λ < ω o. Os casos (i) e (ii) correspondem a valores de s reais e conduzem a funções Y(t) que são combinações lineares de exponenciais decrescentes no tempo. Nestes dois casos não são observadas oscilações no sistema. Esta situação podem encontrar-se em sistemas com atrito muito elevado. O caso (iii) é o mais interessante para este trabalho. Os valores de s são números complexos que conduzem a funções oscilantes amortecidas. De fato (19) pode ser escrita na forma

s= -  ± j √  = -  ± j  (20)

com

e a solução de (12) escreve-se então da forma

Y(t)= A 1 e-^ tej^ t^ + A 2 e-^ te-j^ t^ (22)

Se considerearmos que A1 e A2 se podem escrever da forma A 1 = ej φ , A 2 = e-j φ^ e que a partir

das expressões de Euler cos( φ )= , sin( φ )= se tem ej φ = cos( φ ) + jsin( φ )

podemos após algumas manipulações algébricas escrever a equação (2 2 ) na forma equivalente.

Y(t)= AOe-^ tcos( t + φ ) (23)

(23a)

As constantes Ao e φ só são definidas conhecendo a posição e a velocidade da massa num determinado instante do tempo (usualmente o instante inicial). T é o período de oscilação dos sistema.

Problemas propostos: ( Pela definição 3 )

  1. Usando (1), determine a função de transferência do sistema mecânico translacional passivo.

2) Suponha um sistema translacional mecânico passivo onde m  1 Kg, k  4 N/m e força

externa F ( t ) sen ( 20 t )(trata-se de um sistema não amortecido, uma vez que não existe

atrito viscoso).

a) Determine a resposta y  y ( t ) usando a equação (2) e decomposição em frações

parciais.

b) Determine a resposta y  y ( t )usando a equação (3), isto é, através de uma convolução.

Compare com o resultado obtido anteriormente.

c) Use o Matlab para traçar o gráfico de yversust.

3) Suponha um sistema translacional mecânico passivo onde m  1 Kg, k  4 N/m e força

externa F ( t )sen( 2 t )(trata-se de um sistema não amortecido, uma vez que não existe

atrito viscoso).

d) Determine a resposta y  y ( t ) usando a equação (2) e decomposição em frações

parciais.

e) Determine a resposta y  y ( t )usando a equação (3), isto é, através de uma convolução.

Compare com o resultado obtido anteriormente.

f) Use o Matlab para traçar o gráfico de yversust.

4) Suponha um sistema translacional mecânico passivo onde m  1 Kg, b  4 kg/s e k  3

N/m e força externa F^ ( t^ ) u 2 ( t ).

a) Determine a resposta y  y ( t )usando a equação (2).

b) Determine a resposta y  y ( t )usando a equação (3). Compare com o resultado obtido

anteriormente.

c) Use o Matlab para traçar o gráfico de yversust.

CONCLUSÕES

Diante dos resultados obtidos neste trabalho concluímos que: EM ANDAMENTO!

AGRADECIMENTOS

À CAPES pela bolsa de Mestrado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Equações diferenciais elementares e problemas de valores de contorno. Willian E. Boyce; Richard C. Diprima. 3ª^ Edição, Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, RJ, 1990. (Seção 3.7).

[2] Engenharia de controle moderno. Katsuhiko Ogata. Editora Prentice-Hall do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, 1982. (Capítulo 4)

[3] Advanced Engineering Mathematics. Erwin Kreyszig. Editora John Wiley & Sons, Inc. Third Printing, March, 1964. (Seção 2.14)

[4] Introdução à Física, J. Dias de Deus, M. Pimenta, A. Noronha, T. Peña, P. Brogueira, McGraw-Hill (1992).

[5] Contribuição para o Desenvolvimento do Ensino da Física Experimental no IST, A. Ribeiro, P. Sebastião, F. Tomé, Departamento de Física do IST (1996).