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Modulação: tipos e conceitos
Tipologia: Notas de estudo
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Compartilhado em 23/02/2013
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Trabalho referente à disciplina de tópicos de comunicações do Curso Superior de Tecnologia em Eletrônica do 7º período da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e realizado pelos alunos: Gustavo Theodoro Laskoski, Maicon Marcondes e Oscar Szeremeta. Orientado pelo: Drº Jean Carlos Cardozo da Silva.
A modulação corresponde a um processo de conversão de sinais para fins de transmissão, sendo definido como um sistema que recebe duas entradas ( informação e portadora) e fornece um sinal de saída que será utilizado no transporte da informação. Os tipos de modulações existentes são definidos de acordo com a natureza dos sinais de entrada do sistema, na tabela 1 são descritos os principais tipos de modulações existentes.
TABELA 1 – PRINCIPAIS TIPOS DE MODULAÇÕES EXISTENTES MODULAÇÃO INFORMAÇÃO PORTADORA EXEMPLOS Analógica Analógica Analógica AM, FM, PM Digital Digital Analógica ASK, FSK, PSK Pulso Analógica Digital PAM, PWM, PPM Fonte: Autoria própria
A portadora é o sinal de entrada do sistema responsável pelo transporte de informação no meio de transmissão, de acordo com a tabela 1 a portadora poderá ser um sinal analógico (geralmente correspondente a um sinal senoidal) ou digital. As principais características da modulação são: redução de ruído e interferência, facilidade de irradiação eletromagnética, ou seja, a portadora tem como característica possuir uma frequência maior que a frequência do sinal de informação, diminuindo o tamanho das antenas. Além disso, a modulação possibilita uma melhor designação de frequência, ou seja, permite selecionar uma determinada portadora com frequência favorável para um determinado projeto. A modulação digital utiliza uma portadora analógica que tem uma ou mais características alteradas de acordo com uma informação digital, sendo chamada também de modulação chaveada.
A modulação por chaveamento de amplitude (ASK) consiste em alterar o nível de amplitude da portadora em função de um sinal de entrada com níveis de amplitude discretos. O princípio da modulação ASK pode ser definido pela modulação por chaveamento de amplitude – binário (BASK), ou seja, o sinal modulante assume um dos dois níveis discretos existentes da fonte de informação (nível lógico “0” ou “1”). Na figura 1 é apresentado um sinal modulado BASK, a menor amplitude corresponde ao nível lógico “0” e a maior amplitude corresponde ao nível lógico “1”.
FIGURA 1 – SINAL MODULADO BASK Fonte: Unisinos. Disponível em: (2006)
O sinal BASK pode ser definido de acordo com a equação 2.1, podendo ser representado por uma função com frequência frequência fundamental fixa correspondente ao sinal da portadora e com variação de amplitude correspondente ao sinal de infomação do sistema em funçào do tempo.
Considerando a utilização da banda mínima necessária (Bmín na figura 2) para a transmissão de informação, pode-se definir o sinal BASK conforme a equação 2.3.
2.1 Modulação OOK
A modulação ASK – OOK é um caso particular da modulação BASK. Nesse modulação a portadora assume um determinado nível de tensão para o nível lógico “1” e nível de tensão nulo para o nível lógico “0”. Portanto, o módulo do índice de modulação é unitário. Na figura 3 é apresentado um sinal modulado ASK – OOK.
**FIGURA 3 – SINAL MODULADO ASK – OOK Fonte: USP. Disponível em: **
2.2 Modulação MASK
A quantidade de informação transportada pela modulação chaveada pode ser aumentada pelas técnicas da teoria da informação. Um método simples para aumentar a capacidade de transmissão de um canal é o aumento da variedade de uma fonte de informação. A variedade de um fonte é descrita na equação 2.4.
v = m log 2 n (equação 2.4)
Sendo:
Para o sistema um sistema BASK, a variedade corresponde a uma unidade, ou seja, existe um bit de variedade, podendo assumir um dos dois valores da fonte de informação. A modulação multi-nível ASK (MASK) tem variedade maior que uma unidade, apresentando maior quantidade de níveis discretos de amplitude, na figura 4 é apresentado um sistema dibit de um sinal modulado MASK.
FIGURA 4 – SINAL MODULADO MASK - DIBIT Fonte: Unisinos. Disponível em: (2006)
A modulação MASK aumenta a variabilidade do sinal, porém diminui os intervalos de decisão dos níveis de amplitude, diminuindo a imunidade aos ruídos e interferências do sistema de comunicação. Outra definição da modulação MASK pode ser associada a modulação por amplitude de pulsos (PAM). Apesar do sinal PAM ser resultante da modulação entre uma informação analógica e uma portadora digital, o sinal PAM pode ser utilizado como sinal de informação da modulação MASK pois tem níveis de amplitudes discretos.
O formato de modulação FSK é o que ocupa a maior largura de faixa de todos, pois os espectros centrados em F0 e F1 não podem ser superpostos a fim de que a informação seja preservada. A modulação FSK foi originalmente desenvolvida para enviar texto através de dispositivos de radio teleimpressor. O deslocamento da portadora entre a marca e o espaço foi usado para gerar caracteres no código Baudot. No receptor, os sinais Baudot foram utilizados para produzir texto impresso para impressoras e posteriormente telas de vídeo. Com o desenvolvimento tecnológico, a modulação FSK foi utilizada para transmitir mensagens no código ASCII utilizados por computadores e permitiu o uso de caracteres caixa baixa e alta e símbolos especiais. A introdução de microprocessadores tornou possível usar o FSK para enviar mensagens com capacidade de verificação e correção automática de erros. Isto é feito através da inclusão de códigos de verificação de erro nas mensagens, permitindo que a estação receptora possa requisitar a retransmissão se uma mensagem ou os códigos de verificação de erro estiverem em conflito (ou se o código não for recebido ). Entre os modos mais comuns tais como o FSK estão a tele impressão amadora através do radio (AMTOR) e a correção adiantada de erro (FEC). A modulação FSK é o modo mais rápido de se enviar texto pelo radio, e os modos de correção de erro oferecem alta acuracidade e confiabilidade. O espaço de freqüência ocupado depende da quantidade de deslocamentos, mas um sinal típico de FSK ocupa menos que 1.5 kHz de espaço. A grande desvantagem do FSK é a necessidade de um equipamento de recepção mais elaborado. A principal característica da modulação FSK é a imunidade a ruídos, quando comparada com a ASK. A modulação FSK é utilizada em modens de baixa velocidade e transmissão via radio (na transmissão de sinais de radiocontrole).
3.1 Modulação BFSK
A modulação BFSK atribui freqüências diferentes para a portadora em função do bit que é transmitido.
Quando um bit 0 é transmitido, a portadora assume uma freqüência correspondente a um bit 0 durante o período de duração de um bit. Quando um bit 1 é transmitido, a freqüência da portadora é modificada para um valor correspondente a um bit 1 e analogamente, permanece nesta freqüência durante o período de duração de 1 bit, como mostrado na Figura 7.
FIGURA 7 –SINAL MODULADO BFSK
3.2 Modulação MFSK
O sinal multi nível FSK (MFSK) pode ser produzido pela seleção de vários geradores, no receptor podem-se usar filtros sintonizados para cada freqüência. O resultado desta filtragem equivale a um sinal OOK e pode ser demodulado com um detector de envoltória. Segundo a freqüência presente em cada instante, apenas a porta correspondente, de 1 a n, terá sinal presente. As outras portas terão apenas ruído. O regenerador tem condição de reproduzir qualquer dos estados originais e o decisor, analisando as tensões presentes nas portas, tem condição de reconhecer qual estado deverá ser produzido pelo regenerador. O conjunto de filtros funcionam como um dispositivo de resposta sensível à freqüência, podendo ser discriminando no sistema FM convencional. Na figura 8 é apresentado um sinal modulado MFSK.
de pulso que serve para suavizar a transição entre os valores dos pulsos. A figura 9 ilustra a transformação dos pulsos após passarem pelo filtro gaussiano.
FIGURA 9 – DEMOSTRAÇÃO DO FILTRO GAUSSIANO
A modulação GFSK é utilizada nos sistemas Bluetooth, uma vez que provê uma melhor eficiência espectral em relação à modulação FSK.
Neste processo, ocorre a alteração discreta da fase da portadora conforme o sinal
digital a ser modulado. Portanto, pode-se por exemplo manter a fase da portadora em 0° quando ocorrer um bit 1 e alterar a fase da portadora quando ocorrer um bit 0. Como nos casos da modulações anteriores, também tem-se o BPSK e MPSK. Em particular para o BPSK, define-se o PRK (phase reversal keying) como um PSK com 2 fases a 180º.
FIGURA 10 – REPRESENTAÇÃO DA MODULAÇÃO PSK
A constelação de símbolos de um modem é um diagrama com representação vetorial de cada símbolo transmitido pelo modem. Nesse caso, cada símbolo associado ao seu deslocamento de fase e amplitude é representado no diagrama com sendo um ponto. A distância desse ponto ao centro dos eixos corresponde à amplitude do símbolo e sua posição angular em relação ao eixo das abcissas (X) corresponde ao deslocamento de fase do símbolo. (Montoro, 1995)[SIL].
Símbolo
X
Y
∆Φ
A
x
y
A Amplitude da portadora modulada (∆Φ) Defasagem da portadora modulada com relação ao símboloanterior X A. cos (): componente da quadratura X Y A. sen (∆Φ): componente da quadratura Y
Com o auxílio dessa representação de símbolos, é possível a construção de diagramas de constelações para diversos tipos de modulações. O diagrama (a) da figura 11, mostra a representação de símbolos de uma modulação DPSK-2, com símbolos em 0º e 180º. Na seqüência, a figura 11 (b) mostra uma representação para a mesma modulação, mas com símbolos em 90º e 270º. Os diagramas (c) e (d) mostram constelações para o DPSK-4 e 8, respectivamente. Y
X 180º 0º X
90ºY
270º
X
Y 0º
90º
270º
180º X
Y 180º 0º
270º
135º 90º 45º
225º 315º 4800 bps (1600Modem V Bits baud)x y (^001000) v2/2 (^1) v2/2 0 (^010011) -v (^0) 2/2 (^) v2/2 1 (^111110) -v-12/2 (^) -v (^0) 2/ (^100101) v2/2 (^0) -v-12/
Modem V27 bis2400 bps ( Bits baud)x y (^0001 10 ) 1110 -1 0 -1 0
Modem V26 bis1200 bps Bits 0 x 0 y 1 1 0 -
(a)
(b) (c)
(d) FIGURA 11 – REPRESENTAÇÃO DE SÍMBOLOS DA MOD. DPSK
4.1 Modulação QPSK
Pode-se definir um sinal QPSK como sendo a composição de dois PRK's em quadratura de fase: PRK 1 variando de 0º a 180º e PRK 2 variando de 90º a 270º. Se τ for a duração dos pulsos elementares do sinal quaternário, os dois PRK's necessitam da mesma
Logo, o QPSK precisará da mesma banda B = 1/τ centrada em torno da portadorea, pois é a soma dos dois PRK. Como o QPSK é um sinal quaternário oriundo de uma codificação dibit, tem-se que o tempo de bit corresponde a equação 4.1.
VS = VM (log 2 4) = (VM)2 = (1/τ)2 = (2/τ) ∴ τ = 2/VS (equação 4.1)
Assim, a banda B em função da velocidade de transmissão é definida pela equação 4.2.
B = 1/τ = 1/(2/VS) = VS/2 (equação 4.2) Sendo:
Genericamente, para um sinal MPSK qualquer, estendendo o raciocínio anterior chega-se a equação 4.3. B = 1/τ = 1/(n/VS) = 1/(log 2 N/VS) = VS/log 2 N (equação 4.3)
4.2 Modulação DPSK
A Modulação Diferencial por Chaveamento de Fase (Silva, 1978) é uma variante da PSK, onde a cada bit não se associa uma fase da portadora, mas, sim, uma mudança ou não desta mesma fase, ou seja, para cada bit 0, efetua-se uma inversão de 180º na fase da
portadora e, no bit 1, não se altera a fase. As alterações de fase são realizadas tomando-se como referência a última alteração produzida. Para isso, a codificação dos estados da modulação é feita pela diferença de fase entre pulsos sucessivos. Entre as vantagens do sistema diferencial está a dispensa, na geração local (na recepção), de uma portadora para demodular os dados (o que se faz necessário no PSK convencional onde a portadora local deve ter coerência de freqüência e fase com a portadora de transmissão – esses sistema são chamados de coerentes). Além disso, o fato da modulação ser diferencial faz com que haja sincronismo na linha de comunicação quando da ocorrência, por exemplo, de longas seqüências de bits 1. A figura 13 ilustra uma forma de se obter o DPSK (parte a). Nesse caso, a cada momento a entrada de sinal (binário) é comparada com a anterior, que é armazenada com um retardo igual à duração de um pulso. Cada vez que a entrada de sinal é igual à anterior armazenada, é produzida a saída zero no codificador; cada vez que forem diferentes, é produzida a saída um.
FIGURA 13 – MODULAÇÃO DIFERENCIAL PSK