



Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Estudo baseado no artigo de Manoel Sérgio
Tipologia: Notas de estudo
1 / 7
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!




Este trabalho nos leva a refletir mais sobre a complexidade do homem em seu ambiente. Estudar antropologicamente o Ser homem, é fazer também associações ao desenvolvimento no mundo que o cerca. É necessário analisar o meio e os métodos que são impostos aos homens e a partir daí detectarmos evoluções e involuções, para concluirmos determinadas ações e reações.
Resumo baseado no tratado científico de Manoel Sérgio
O autor começa nos dando uma visão humana para tentar entender o Ser do homem, diz ser impossível uma ciência da Motricidade Humana sem entender seu universo, bem como suas complexidades, seus movimentos, sua dinâmica, etc. Faz-se necessário, para entendermos esse novo paradigma na área do conhecimento, estudar os teóricos que apontam para uma educação física capaz de entender o que antes não poderia ser entendido, falamos em uma ciência dos paradoxos, na qual é capaz de inverter posições. Falamos de Foucault, que na sua visão, a episteme tradicional contemporânea rotularia os homens em um mesmo paradigma, já Bachelard e Koyré, entendiam que essa visão científica, era tolerável no ponto de vista do progresso, porém o autor destaca uma relação de traços científicos que, como resultado, alicerça a ciência da Motricidade Humana e apresenta a gênese antropológica contemporânea: a revolução industrial humana, a revolução mental da Aufklãrung, a revolução política francesa ( demolidora das estruturas petrificadas ), as descobertas e os estudos no âmbito da anátomo-fisiologia, A revolução Nietzschiana de Zaratustra, a revolução Freudiana, o aumento da longevidade, os progressos no campo da etnologia e da etnografia, os tempos livres, a concentração urbana, visando a chamada sociedade consumista, onde a sociedade é massificada pela força da mídia, a monarquia do sexo, as contribuições da fenomenologia e da hermenêutica, a industrialização e a urbanização, onde o ócio surge diante de qualquer movimentação sócio-desportivas, o reconhecimento generalizado, a medicina preventiva e curativa e o anti-dualismo nas teorias atuais sobre o homem e a integração de suas complexidades. Nasce um novo homem, mais complexo, porém mais voltado para si mesmo, para crescer, mudar, buscando sempre a plenitude e os desafios. Isso justifica a motricidade, então, podemos até mesmo afirmar que a ciência da Motricidade Humana é constituída da própria antropologia, porém sabemos que ainda é pouquíssima explorada como ciência essa episteme. Como resultado desse resumo científico, e já sabendo que se torna impossível tentar compreender a motricidade sem ter um conhecimento do homem e suas complexidades, o autor ressalta inicialmente o pensamento, como elemento
porcos, galinhas, crianças...).
Neste capítulo o autor, João Batista Freire, traz uma crítica reflexão sobre a forma que as crianças estão sendo educadas nas escolas brasileiras. Desde cedo, confinadas, as crianças são cada vez menos estimuladas a pensar, a criar, a transgredir, ou seja, são tolhidas no desenvolvimento de sua autonomia. Submetidas ao poder dos professores, coordenadores, diretores, enfim, de todos os atores que compõem o sistema da educação brasileira, nossas crianças são monitoradas em suas idéias e também em suas ações corporais.
Segundo o autor, “O fascismo, que nunca desapareceu, sabe que idéias e ações corporais são a mesma coisa e, se quiser controlar as idéias, basta controlar os corpos. Quem tem o controle do corpo, tem o controle das idéias e dos sentimentos. Quem fica confinado em salas apertadas, sentado e imóvel em carteiras, milhares de horas durante boa parte da vida, aprende a ficar sentados nas cadeiras, de onde talvez nunca mais venha a se erguer”. Justifica-se então, o fato de a Educação Física ser tão pouco valorizada em nossas escolas. Afinal, para que estimular corpos se não é interessante estimular a autonomia, as idéias, os comportamentos transgressores, a prática da liberdade e expressão corporal de nossas crianças...
Para o autor, essa forma autoritária de “educar” é conseqüência histórica dos métodos de vigilância adotados nas prisões, manicômios, hospitais... Métodos que “invariavelmente cerceiam e ritualizam a vigilância até que a sentinela se instale simbolicamente dentro do vigiado. Daí para a frente a tarefa se simplifica, e somente aí ela se cumpre”.
O método de ensino pedagógico adotado nas escolas precisa ser revisto, repensado especialmente quando direcionado as crianças, que devem ser vistas e tratadas como crianças, que riem, que gritam, que choram, que correm, que pulam, que fazem barulho... Não se deve engessá-las ao ponto de torná-las imóveis, polidas, silenciosas tornando-as ideais e não reais. O autor faz uma analogia entre a forma que
os criadores de animais, homens do campo, encontraram para economizar espaço e mão-de-obra e aumentar a produtividade e os lucros e a forma como o sistema escolar lida e trabalha com crianças, tornando-as quietas, bondosas, enrijecidas, confinadas, gordas e econômicas. Para ele, é possível educar sem confinar, trabalhar em cima do conceito da motricidade humana, e é humana por ser impregnada de símbolos, de história, de cultura. Motricidade humana rejeita a idéia de previsibilidade, de simplificação e acolhe a idéia de complexidade, de caos, de incerteza. Trabalhar com o sujeito complexo e contemplar seus aspectos biológico, físico, emocional, ambiental, cultural, histórico, social.
O autor encerra o texto partilhando o resultado de uma investigação que realizou em seu doutoramento e destaca que, a máxima realização individual das crianças ocorreu a partir da máxima realização coletiva, ou seja, houve uma socialização da motricidade, o uso social das habilidades individuais. A organização e interação de sentimentos, movimentos, conhecimentos e habilidades de cada pessoa de um grupo complementam-se sem que a identidade do indivíduo seja ameaçada em nome do coletivo. Investir e incentivar o uso social das habilidades individuais para formar indivíduos autônomos em seus pensamentos, idéias e expressões corporais.
Em concluindo, podemos avaliar que é pertinente analisar melhor os métodos de ensino. Os autores têm demonstrado através dos seus estudos, que é possível