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Publicação do IBRAM sobre Museus Brasileiros - parte 2A
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































presidenta da república Dilma Rousseff vice-presidente Michel Temer ministra da cultura Ana de Hollanda presidente do ibram José do Nascimento Junior diretora do departamento de difusão, fomento e economia de museus Eneida Braga Rocha de Lemos diretor do departamento de planejamento e gestão interna Franco César Bernardes diretor do departamento de processos museais Mário de Souza Chagas coordenadora geral de sistemas de informação museal Rose Moreira de Miranda
Copyright© 2011 - Instituto Brasileiro de Museus Qualquer parte desta publicação pode ser reproduzida desde que citada a fonte. Tiragem: 6.000 exemplares Impresso no Brasil
unidade responsÁvel coordenação editorial Rose Moreira de Miranda coordenação de produção e anÁlise da informação Mayra Resende Costa Almeida núcleo do cadastro nacional de museus Karla Inês Silva Uzêda equipe técnica Adriana Bandeira, Alessandra Garcia, Ana Maria Moreira, Bruno Aragão, Gláucia Coelho, Isabella Biato, Jéssica Santana, Lúcia Ibrahim, Leonardo Neves, Michel Correia, Pedro Fideles, Renata Almendra, Thaisa Leite e Yris Lira estagiÁrias Ana Paula Sene, Camila Leal e Keyla Waltz consultoria técnica Lorena Vilarins dos Santos mapas Stefan Valim Menke imagens do acervo - museus ibram Sylvana Lobo - IBRAM/MINC design grÁfico e capa Marcia Mattos revisão Njobs Comunicação
endereço/distribuição: INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS – IBRAM Setor Bancário Norte, Quadra 02, Bloco N, 12º andar Brasília/DF CEP: 70040-
Telefone: + 55 (61) 2024-
www.museus.gov.br
Instituto Brasileiro de Museus Museus em Números/Instituto Brasileiro de Museus Brasília: Instituto Brasileiro de Museus, 2011. 720 p.; 29,7 cm; vol. 2 ISBN 978-85-63078-13-11. Instituto Brasileiro de Museus
Gostaríamos de registrar o nosso mais profundo agradecimento aos profissionais e instituições, que de diferentes formas, e em diferentes tempos e espaços, contribuíram para este trabalho.
Primeiramente aos museus brasileiros que, compreendendo a importância estratégica do Cadastro Nacional de Museus (CNM), compartilharam suas informações e, sobretudo, as mantiveram periodicamente atualizadas.
Aos museólogos que ao longo dos primeiros quatro anos de atividades do CNM, se dedicaram a pesquisa e registro de todas as informações utilizadas nesta publicação: Adriana Bandeira Cordeiro, Ana Paula Sene, Auriel Almeida, Emerson Castilho, Fernanda Magalhães Pinto, Gabriela Machado Alevato, Jéssica Santana, Keyla Waltz, Lucia Ibrahim, Monique Magaldi, Penélope Saliveros Bosio Loponte e Rita Gama Silva.
Aos assistentes nos Estados e todos os envolvidos com o campo, que sistematicamente contribuíram para o levantamento e conferência de informações: Adolfo Samÿn Nobre de Oliveira (RJ, ES e PE), Alice de Fátima Miranda Soares (PA), Ana Carla Clementino (AC), Carine Silva Duarte (RS), Cecília de Lourdes Fernandes Machado (SP), Dora Medeiros (PI), Elena Campo Fioretti (RR), Eliene Dourado Bina (BA), Elizabete Neves Pires (SC), Janaína Luana Louise Xavier (RN), Joana Euda Barbosa Mundurucu (TO), João Batista Gomes de Oliveira (AP), João Paulo Vieira Neto (CE), Marli Fávero (SC), Maria Regina Batista Silva (AL, PE e SE), Meiri Ana Moreira Castro e Silva (MG), Rafael Duailibi Maldonado (MS), Regina Lucia de Souza Vasconcellos (AC e AM), Sandra Valéria Felix de Santana (PB e RN), Simone Flores Monteiro (RS), Tânia Mara Quinta Aguiar de Mendonça (GO) e Wívian Patrícia Pinto Diniz (PR).
Aos profissionais que participaram do desenvolvimento desta publicação: Bruno Sadeck, Lorena Vilarins dos Santos, Nuno Duarte da Costa Bittencourt, Petras Shelton-Zumpano, Victor Hugo de Carvalho Gouvea e, em especial, a Marcia Mattos que para além de sua atuação profissional destacada, nos brindou com sabedoria, paciência e amizade no design gráfico desta obra.
Ao Ministério da Cultura da Espanha e à Organização dos Estados Ibero-Americanos, que patrocinaram as atividades de implantação do CNM nos anos de 2006 e 2007.
Por fim, gostaríamos de registrar nossos agradecimentos especiais a José do Nascimento Junior, Mário de Souza Chagas, Eneida Braga Rocha de Lemos, Claudia Storino e Marcio Rangel pelo incentivo, apoio e contribuição expressiva em todas as etapas do processo de concepção e implantação do CNM, sobretudo durante os anos de 2005 e 2006.
Sumário
02 acre 24 amapá 45 amazonas 71 pará 97 rondônia 115 roraima 121 tocantins
140 alagoas 166 bahia 191 ceará 216 maranhão 238 paraíba 263 pernambuco 289 piauí 313 rio grande do norte 340 sergipe
364 espírito santo 389 minas gerais 415 rio de janeiro 442 são paulo
472 paraná 497 rio grande do sul 523 santa catarina
550 distrito federal 575 goiás 603 mato grosso 627 mato grosso do sul
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Mais do que uma compilação de dados estatísticos, procurou-se analisar os dados levantados pelo Cadastro Nacional de Museus com um olhar multidisciplinar, compreendendo as particularidades do campo museo- lógico brasileiro.
Procuramos produzir indicadores que respaldem o planejamento, a imple- mentação, o acompanhamento e a avaliação das políticas voltadas para museus, apontando rumos possíveis à ação dos gestores públicos e privados.
Nossa expectativa é a de que os dados e análises aqui apresentados ofereçam parâmetros orientadores para a ação dos museus do Brasil e para a investiga- ção relacionada a este campo, além de estímulo ao envolvimento da sociedade civil, que poderá avaliar as políticas e ações voltadas aos nossos museus e propor novos rumos.
Ana de Hollanda Ministra da Cultura
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Museus e seus desafios
As políticas públicas devem sempre buscar a construção de indi- cadores que permitam avaliar sua abrangência e seu desenvolvimento. Essa necessidade é ainda mais premente na área da gestão cultural, que tem pouca tradição na construção de números que demonstrem sua importância para o desenvolvimento humano.
A discussão do tema da cultura como fator de desenvolvimento passa pela ampliação dos mecanismos de conhecimento das dinâmicas existentes nos diversos setores que compõem o campo cultural, entendendo suas complexi- dades e diversidades. É necessário compreender que trabalhamos com recur- sos – sejam eles simbólicos, históricos, sociais e econômicos – que com- põem o universo dos fenômenos culturais, cada dia mais entrelaçados em um mundo globalizado.
A produção de indicadores para o campo do patrimônio cultural, em especial o patrimônio museológico, não pode se restringir somente à mensuração de público, visando ao aumento de rankings de visitação. A busca de elementos que permitam planejar melhor os impactos de todos os tipos de investimen- tos nessa área somente será possível a partir de conteúdos informacionais que permitam aos gestores decidir como e onde os recursos públicos devem induzir o desenvolvimento das nossas instituições e cidades.
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do fazer; é o lócus do conhecimento, das histórias, das identidades. Enquanto espaço social, o museu reflete dinâmicas sociais e nos lembra de que não basta olhar para a economia para avaliar o grau de desenvolvimento de uma sociedade, como bem nos lembra o sociólogo francês Pierre Bourdieu. É pre- ciso avaliar também seu capital cultural.
Desde a criação da Política Nacional de Museus, em 2003, e com impulso ainda maior após a entrada em cena do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) em 2009, o Ministério da Cultura tem empreendido esforços no sentido de fortale- cer o setor museal brasileiro. O objetivo não é outro senão o de produzir parâme- tros capazes de dialogar com a realidade do campo e indicar novos caminhos.
O lançamento de Museus em Números representa parte essencial desse projeto. Produto de quatro anos de um trabalho de pesquisa e análise que envolveu mais de 30 profissionais de diversos campos de conhecimento, esta publicação traz um resultado inédito: pela primeira vez na história, o Brasil conta com um estudo aprofundado sobre a quantidade e as características de seus museus.
Os dados apresentados nas páginas a seguir evidenciam o inegável cresci- mento do campo museal brasileiro, a juventude da maior parte das institui- ções, seu caráter eminentemente público e o aumento da visitação. Apontam, por outro lado, discrepâncias regionais, concentrações, dificuldades de acesso e outros desafios relacionados à democratização da experiência museal.
O Instituto Brasileiro de Museus acredita que esta publicação torna-se desde já instrumento obrigatório para o diagnóstico e enfrentamento dos descom- passos do setor museológico, ao permitir o acesso da sociedade civil a infor- mações pertinentes sobre o tema, além de estimular a produção de conhe- cimento relacionado à área e possibilitar uma gestão mais qualificada dos museus do Brasil.
José do Nascimento Junior Presidente do Instituto Brasileiro de Museus
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dessa ferramenta na divulgação dos museus brasileiros. Assim, após 11 anos da impressão do último catálogo de instituições museológicas, foi lançado em maio deste ano o Guia dos Museus Brasileiros , contendo informações sobre 3. instituições mapeadas (incluindo 23 museus virtuais). A segunda publicação tem o objetivo de produzir e analisar dados sobre o setor museal brasileiro. O resultado desse trabalho constitui e dá vida ao Museus em Números.
A publicação é fruto da ação de uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais oriundos da Museologia, Estatística, Geografia, Antropologia, Sociologia, História, Pedagogia e Jornalismo, que se comprometeu a enfrentar o desafio de processar e analisar 545 variáveis que pudessem ser decodificadas em informações claras e objetivas para o setor museal; desse total, optamos por trabalhar com 337 variáveis, apresentadas em frequências simples e cru- zadas, oriundas de respostas auto-declaradas, prestadas por 1.500 instituições ao questionário do CNM.
Buscando cumprir um dos dez princípios fundamentais da produção de esta- tísticas oficiais, formulados pela Comissão de Estatística das Nações Unidas^1 , buscamos conhecer padrões de disseminação no campo das estatísticas muse- ais. Nesse sentido, raros foram os referenciais estatísticos localizados e con- sultados. O baixo número de publicações contendo estatísticas museais esti- mulou ainda mais nosso trabalho, tendo em vista o imperativo de conhecer um segmento que cresce em números substanciais.
No Brasil, apesar dos importantes avanços realizados na geração de indicado- res econômicos e sociais, é recente a preocupação na construção de instru- mentos de aferição quantitativa e qualitativa do universo das expressões cul- turais. Nessa direção, ressaltamos o convênio estabelecido entre o Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2004, com o objetivo de “desenvolver uma base consistente e contínua de informações relacionadas ao setor cultural, de modo a fomentar estudos, pes-
(^1) unsd/methods/statorg/FP-English.htm. Acesso em: 12 mai. 2011. UNITED NATIONS STATISTICS DIVISION. Fundamental Principles of Official Statistics. Disponível em: http://unstats.un.org/
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quisas e publicações (...)”^2. Dessa ação resultaram duas publicações: o Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2003 (lançado em 2006) e o Perfil dos Municípios Brasileiros: Cultura 2006 (lançado em 2007).
No mesmo ano de 2007, a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura começou a reunir informações quantitativas sobre os diferentes seg- mentos do setor cultural, incluindo os museus, cujos dados foram fornecidos pelo CNM. Os resultados foram divulgados na publicação Cultura em Números , com edições realizadas em 2009 e 2010.
A seguir, sintetizamos algumas informações históricas, fundamentais para o entendimento do processo de construção do Museus em Números.
I - Coleta e estruturação de InforMações MuseaIs: anteCedentes InternaCIonaIs e naCIonaIs O período posterior à 2ª Guerra Mundial é caracterizado por estudiosos de diferentes áreas do conhecimento como um marco para significativas mudan- ças na história do pensamento. Permeado por uma aceleração ímpar na pro- dução de tecnologias de comunicação e informação, observa-se a ocorrência de transformações paradigmáticas na sociedade, que afetaram diretamente instituições, sobretudo as de caráter cultural e educacional.
O museu, enquanto expressão cultural, também foi impactado por esse pro- cesso, tendo atravessando profundos questionamentos. Novos referenciais teórico-conceituais, desdobrados em estratégias e métodos diferenciados, visavam o desenvolvimento de uma função social dessa instituição. Por outro lado, nessa mesma época, surgiram iniciativas de abrangência nacional e transnacional, que buscavam conferir organicidade ao setor museal.
Em 1946 foi fundado o Internacional Council of Museums - ICOM (Conselho Internacional de Museus), uma organização não-governamental, que man- tém relações formais com a Organização das Nações Unidas para a Educação,
2 BRASIL. Sistema de Informações e Indicadores Culturais. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, 2006.
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síntese das taBelas “7 – Museus e vIsItantes” e “apêndICe – Área e população”
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vIsItantes de Museus ano M^ nuseusº de vIs^ nItantesº de^ população (1950)^ Área (kM²) 1 Estados Unidos da América 3.000 ... ... ... 151.689.000 7.828. 2 França 1.011 1951 62 3.999.000 41.934.000 551. 3 Itália 839 1950 111 1.836.000 46.272.000 301. 4 Reino Unido 698 ... ... ... 50.616.000 244. 5 Suíça 295 ... ... ... 4.694.000 41. 6 Áustria 285 ... ... ... 6.906.000 84. 7 Holanda 283 1950 283 2.789.000 10.114.000 32. 8 Japão 203 ... ... ... 82.900.000 369. 9 Suécia 202 ... ... ... 7.017.000 449. 10 Polônia 198 1950 139 6.497.000 24.977.000 312. 11 Bélgica 193 1951 1 21.000 8.639.000 31. 12 Canadá 180 ... ... ... 13.845.000 9.953. 13 Dinamarca* 169 ... ... ... 4.271.000 43. 14 Espanha 152 1949 152 1.289.000 28.287.000 503. 15 Iugoslávia 151 1951 151 2.561.000 16.250.000 257. 16 Tchecoslováquia 126 ... ... ... 12.596.000 128. 17 Brasil 116 1948 85 1.203.000 52.124.000 8.516. 18 Portugal 116 1950 88 442.000 8.490.000 92. 19 Romênia 112 ... ... ... 16.094.000 237. 20 Grécia 105 1950 101 121.000 7.960.000 133. *Excluída as Ilhas Feroe FONTE: UNESCO, 1952
Mesmo com intervalo de quatro anos de diferença entre as informações for- necidas pelos países, notam-se dados bastante expressivos quando analisados em perspectiva comparada. Destaca-se, por exemplo, o número de museus informado pelos Estados Unidos da América: 2,86% a mais do que o 20º colo- cado. É notável, também, o número de visitantes nos museus da Polônia, em comparação aos outros nove países que registraram este dado.
A pesquisa foi repetida bienalmente, sendo seus resultados periodicamente publicados. Interessante notar que já na terceira edição da investigação (1956)^7 há uma ligeira diminuição do número de países respondentes (47) e, ainda, uma amostra diferenciada, em comparação a 1952. Não há dados referen-
7 UNESCO. Basic Facts and Figures: international statistics relating to education, culture and communication. Paris, 1956.
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tes aos Estados Unidos, Itália, Reino Unido, Suíça, Suécia, Tchecoslováquia e Romênia, dificultando uma análise comparativa. Já o Brasil apresentou as seguintes informações:
síntese das taBelas “10 – Museus e vIsItantes” e “a – população e Área”
país nº de Museus
vIsItantes de Museus ano M^ nuseusº de vIs^ nItantesº de^ população (1950)^ Área (kM²) 1 Brasil 131 1952 104 1.226.000 57.098.000 8.514. FONTE: UNESCO, 1956
Dando continuidade ao trabalho, em março de 1957, a UNESCO enviou uma correspondência a 20 países para a coleta de dados. Entretanto, naquele ano o Brasil não enviou informações, sendo os dados publicados no Preliminary Report on Museum Statistics^8 compilados a partir de quantitativos disponibilizados no Anuário Estatístico do Brasil , realizado pelo então Conselho Nacional de Estatística. Segundo o referido documento, o Brasil possuía o seguinte número de institui- ções museológicas no período que compreende os anos de 1947 a 1952:
síntese das taBelas de núMero de Museus e vIsItantes (1947 – 1952)
ano 1947 1948 1950 1951 1952 nº de Museus 83 90 102 115 131 vIsItantes Nº de museus 71 85 91 99 104 Visitantes 1.013.000 1.203.000 1.576.000 1.624.000 1.226. FONTE: UNESCO, 1958
A demanda periódica de dados sobre museus e sua posterior publicação, rea- lizada pela UNESCO em parceria com o ICOM, foi fundamental para criar em nosso País uma cultura de coleta, sistematização e publicação de informações sobre os museus brasileiros, em forma de guias. Não nos parece coincidência que a data de impressão do primeiro guia de museus no Brasil tenha ocorrido
8 UNESCO. Preliminary Report on Museum Statistics. Paris, 1958.