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Noções de Probabilidade, Notas de aula de Contabilidade

aula e estatistica

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 01/12/2010

giovanni-armanni-11
giovanni-armanni-11 🇧🇷

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Não perca as partes importantes!

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1 Noções de Probabilidade
vimos que para se obter informações sobre alguma característica da população, podemos utilizar uma
amostra. Estudaremos agora a probabilidade, que é uma ferramenta usada e necessária para se fazer ligações
entre a amostra e a população, de modo que a partir de informações da amostra se possa fazer afirmações sobre
características da população.
As probabilidades são utilizadas para exprimir a chance de ocorrência de determinado evento. O estudo
das probabilidades é importante pois elas são a base para o estudo estatístico
A teoria de probabilidades tem por objetivo o estudo de fenômenos aleatórios. Um fenômeno é chamado
de aleatório se ele tem a seguinte propriedade: quando observado repetidamente sob as mesmas condições ele
produz resultados diferentes. Mesmo que a chance da ocorrência seja alta, os resultados não são conhecidos
antes de ocorrer, mas de certa forma, mantém uma certa regularidade, o que permite determinar a chance de
ocorrência; a Probabilidade.
Exemplos:
Jogar uma moeda repetidamente e observar o resultado da face de cima;
Jogar um dado e observar o número mostrado na face superior;
Número de filhos de um casal;
Observação: quando a possibilidade de repetir o fenômeno está na mão do experimentador, este fenô-
meno aleatório é chamado de experimento aleatório.
1.1 Espaço Amostral e Eventos
Espaço amostral (Ω) - é o conjunto de todos os possíveis resultados de um experimento.
Um espaço amostral é
Exemplo:
Lançamento de um dado não viciado. Neste caso o espaço amostral é
= {1,2,3,4,5,6}
Lançar uma moeda duas vezes e observar as faces obtidas
= {(Ca, C o),(Ca, C a),(Co, C a),(Co, Co)}
No lançamento de um dado pode-se interessar, por exemplo, somente na ocorrência de número ímpares.
O subconjunto A={1,3,5}do espaço amostral representa o evento A definido pela ocorrência de números
ímpares.
Evento - é um subconjunto do espaço amostral que representa um resultado definido.
Ponto amostral - é apenas um elemento do espaço amostral.
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1 Noções de Probabilidade

Já vimos que para se obter informações sobre alguma característica da população, podemos utilizar uma

amostra. Estudaremos agora a probabilidade, que é uma ferramenta usada e necessária para se fazer ligações

entre a amostra e a população, de modo que a partir de informações da amostra se possa fazer afirmações sobre

características da população.

As probabilidades são utilizadas para exprimir a chance de ocorrência de determinado evento. O estudo

das probabilidades é importante pois elas são a base para o estudo estatístico

A teoria de probabilidades tem por objetivo o estudo de fenômenos aleatórios. Um fenômeno é chamado

de aleatório se ele tem a seguinte propriedade: quando observado repetidamente sob as mesmas condições ele

produz resultados diferentes. Mesmo que a chance da ocorrência seja alta, os resultados não são conhecidos

antes de ocorrer, mas de certa forma, mantém uma certa regularidade, o que permite determinar a chance de

ocorrência; a Probabilidade.

Exemplos:

  • Jogar uma moeda repetidamente e observar o resultado da face de cima;
  • Jogar um dado e observar o número mostrado na face superior;
  • Número de filhos de um casal;

Observação: quando a possibilidade de repetir o fenômeno está na mão do experimentador, este fenô-

meno aleatório é chamado de experimento aleatório.

1.1 Espaço Amostral e Eventos

Espaço amostral (Ω) - é o conjunto de todos os possíveis resultados de um experimento. Um espaço amostral é Exemplo:

  • Lançamento de um dado não viciado. Neste caso o espaço amostral é
  • Lançar uma moeda duas vezes e observar as faces obtidas

Ω = {(Ca, Co), (Ca, Ca), (Co, Ca), (Co, Co)}

No lançamento de um dado pode-se interessar, por exemplo, somente na ocorrência de número ímpares.

O subconjunto A = { 1 , 3 , 5 } do espaço amostral Ω representa o evento A definido pela ocorrência de números

ímpares.

Evento - é um subconjunto do espaço amostral que representa um resultado definido. Ponto amostral - é apenas um elemento do espaço amostral.

1.1.1 Operação com eventos

Sejam A e B dois eventos de um mesmo espaço amostral O evento intersecção de A e B, denotado A∩B,

e o evento em que A e B ocorrem simultaneamente.

Dois eventos A e B são mutuamente exclusivos ou disjuntos se eles não podem ocorrer simultaneamente

A ∩ B = ∅.

O evento União de A e B, denotado A ∪ B, e o evento em que A ocorre ou B ocorre (ou ambos).

O evento complementar de A, denotado Ac, é o evento em que A não ocorre.

Exemplo: Seja o espaço amostral Ω = { 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 } e considere os eventos:

A = { 1 , 3 , 5 } B = { 2 , 4 , 6 } C = { 3 , 4 , 5 , 6 }

Vamos fazer as seguintes operações:

A ∩ B = ∅ Conjuntos mutuamente exclusivos ou disjunto A ∩ C = { 3 , 5 } A ∪ B = { 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 } = Ω A ∩ Bc^ = { 1 , 3 , 5 } = A os elementos de Ω que não estão no conjunto B ⇒ Bc{ 1 , 3 , 5 }

1.2 Probabilidade

Probabilidade - freqüência relativa associada a um variável descritora de uma população. Num espaço

amostral Ω, a probabilidade de ocorrer um evento A, representado por P (A), é dado pela medida de A em

Ω nas seguintes condições: Exemplo: A probabilidade de ocorrer face ímpar no lançamento de um dado não

viciado é

P (A) = n N

=^3

=^1

Sempre que calculamos P (A|B), estamos essencialmente calculando P (A) em relação ao espaço amostral

reduzido devido a B ter ocorrido, em lugar de faze-lo em relação ao espaço amostral original Ω.

Dados dois eventos A e B , a probabilidade condicional de A dado que ocorreu B é representada por

P (A|B) e definida por

P (A|B) = P^ (A^ ∩^ B) P (B)

, P (B) 6 = 0.

Isso significa que a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocorreu, é igual à probabilidade de ocorrência

simultânea de A e B dividida pela probabilidade de ocorrência de B.

Exemplo: Na tabela a seguir temos dados referentes a alunos matriculados em três cursos de uma uni-

versidade em dado ano.

Tabela 1: Dados referentes a alunos de uma dada universidade. Cursos Sexo Total Feminino Masculino Administração 70 40 110 Psicologia 10 20 30 Geologia 20 15 35 Total 100 75 175

Qual a probabilidade de escolhermos um aluno ao acaso e ele ser:

  • Homem (H) e da Administração (Adm)?

P (H ∩ Adm) = 40 175

b) Homem (H) ou da Administração (Adm)?

P (H ∪ Adm) = P (H) + P (Adm) − P (H ∩ Adm) = 75 175

+^110

=^145

  • Psicologia (P si) ou Geologia (Geo)?

P (P si ∪ Geo) = P (P si) + P (Geo) − P (P si ∩ Geo) = 175 30 + 17535 − 0 = 175 65 = 0, 3714

  • De ser um aluno da psicologia dado que é mulher.

P (P si|M ) = P^ (P si^ ∩^ M^ ) P (M )

=

10 175 100 175

Das expressões acima resulta a regra do produto, que se refere ao cálculo da probabilidade do evento

interseção,

P (A ∩ B) = P (A|B).P (B)

A ordem do condicionamento pode ser invertida. Para três eventos, por exemplo, pode-se escrever:

P (A ∩ B ∩ C) = P (A).P (B|A).P (C|A ∩ B) (1)

Dois eventos A e B são independentes se a ocorrência de um não altera a probabilidade de ocorrência

do outro, isto é, P (A|B) = P (A) ou P (B|A) = P (B), ou ainda, a seguinte forma equivalente:

P (A ∩ B) = P (A).P (B)

1.3 Árvores de probabilidade

A contrução de uma árvore de probabilidade fornece uma ferramenta muito útil para a solução de

problemas envolvendo duas ou mais etapas. A árvore consiste em uma representação gráfica na qual diversas

possibilidades são representadas, juntamente com as respectivas probabilidades condicionadas a cada situação.

Isso permite, pela utilização direta da regra do produto das probabilidades, associar a cada nó terminal da árvore

a respectiva probabilidade.

O uso das árvores de probabilidade ajudam e simplificam o entendimento da aplicação de dois teoremas

que serão apresentados a seguir, conforme será visto no exemplo.

Exemplo: Em certo colégio, 5% dos homens e 2% das mulheres têm mais de 1,80m de altura. Por outro

lado, 40% dos estudantes são homens. Sorteando-se um estudante aleatoriamente, qual a probabilidade de:

  • Ser mulher (M ) e ter mais de 1,80m?

P (M ∩ > 1 , 80) = 0, 60 × 0 , 02 = 0, 012

As probabilidade dos pontos amostrais são:

P (CCC) =

5 =^

P (CCE) =

5 =^

P (CEC) =

5 =^

P (CEE) = 1

P (ECC) = 4

P (ECE) = 4

P (EEC) = 4

P (EEE) = 454545 = 12564

Pode-se construir uma tabela, em que X é o número de questões corretas e f(x) é a probabilidade de

ocorrer o resultado X.

x 0 1 2 3 f(x) 64/125 48/125 12/125 1/

Nesta tabela X assume os valores (X = 0, 1 , 2 , 3) que são valores numéricos que descrevem os resulta-

dos da experiência, logo os valores de X são de uma variável aleatória.

Uma função que transforma em resultados de um espaço amostral em números reais, chama-se variável

aleatória.

  • X é o nome da variável aleatória definida. Ex. número de questões corretas;
  • x são os valores assumidos pela variável. Ex. x = 0, 1 , 2 , 3.

1.5 Função de Probabilidade Discreta

É uma função f (x) que associa a cada valor x da variável aleatória a sua respectiva probabilidade. Esta

função deve atender duas condições:

  1. f (x) ≥ 0 ;

f (x) = 1

Ex.: Para a três questões, considerando X número de acertos e x=(0,1,2,3)

x 0 1 2 3 f(x) 64/125 48/125 12/125 1/

Verificação da duas condições:

  1. f (x) ≥ 0 ;
  • Para x < 0 → f (x) = 0
  • Para 0 ≤ x ≤ 2 → f (x) > 0
  • Para x > 2 → f (x) = 0

f (x) =

125 +^

Uma função de probabilidade discreta pode ser representada por

f (x) ou P (x) ou P (X = x)

Outra forma de representar uma distribuição de probabilidade de uma variável aleaória é por meio de sua

função de distribuição acumulado, que é definida por

F (x) = P (X ≤ x) =

∑^ n

i=

P (X = xi)

Utilizando o exemplo das questões, temos que a função de distribuição é

x 0 1 2 3 f(x) 64/125 48/125 12/125 1/

Assim a função de distribuição acumulado é dada por

x 0 1 2 3 F(x) 64/125 112/125 124/125 125/

E sua representação gráfica:

1.5.1 Esperança Matemática e Variância de uma VAD

Definição: Seja X uma V.A.D., com valores possíveis x 1 , x 2 , ..., xn; Seja P (xi) = P (X = xi), i =

1 , 2 , ..., n. Então, o valor esperado de X (ou Esperança Matemática de X), denotado por E(X) é definido como

E(X) =

∑^ ∞

i=

xiP (xi)

Ex.: O tempo gasto, em minutos, por um estudante para responder a uma questão de um teste é uma

variável aleatória contínua com função dada por

f (x) =

{ (^) x 4 para^1 ≤^ x^ ≤^3 0 para outros valores

Pela notação verifica-se que o estudante gasta um tempo entre 1 e 3 minutos. Verificar as duas condições

  1. f (x) ≥ 0 ∀x ∈ R

    • Para x < 1 → f (x) = 0
    • Para 1 ≤ x ≤ 3 → f (x) > 0
    • Para x > 3 → f (x) > 0

R

f (x)dx = 1

∫ (^) ∞

−∞

f (x)dx =

−∞

x 4

dx =

1

x 4

dx =^1 4

1

xdx =^1 4

x^2 2

] 3

1

=^1

2 2

=^1

=^1

Para obter a probabilidade utiliza-se a integral, por exemplo,

P (2 < x < 3) =

2

x 4 dx

=

2

xdx

= 14 x

2 2

] 3

2 = 1 4

2 2

=^5

1.6.1 Esperança Matemática e Variância de uma fdp

Definição: Seja X uma V.A. continua, com fdp f (x). Então, o valor esperado de X (ou Esperança

Matemática de X), denotado por E(X) é definido como

E(X) =

−∞

xf (x)dx

esta expressão é também denominado o valor médio de X.

Definição: Seja X uma V.A.D.. Define-se a variância de X, denotada por V (X) ou σ X^2 , da seguinte

maneira:

V (X) =

−∞

(x − E(X))^2 f (x)dx ou V (X) = E(X^2 ) − (E(X))^2

em que

E(X^2 ) =

−∞

x^2 f (x)dx

e a raiz quadrada positiva de V(X) é denominada o desvio-padrão de X, e denotado por σX.

No exemplo da o tempo gasto, em minutos, por um estudante para responder a uma questão de um teste,

temos que:

E(X) =

−∞

xf (x)dx =

1

x x 4

dx = 2, 17

V (X) =

−∞

(x − E(X))^2 f (x)dx =

1

(x − 2 , 17)^2 x 4

dx = 9, 70

E(X^2 ) =

−∞

x^2 f (x)dx =

1

x^2

x 4 dx^ = 0,^30 V (X) = E(X^2 ) − (E(X))^2 = 5 − (2, 17)^2 = 0, 30