Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


NORMALIZAÇÃO (parte 3), Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Atuais objetivos da normalização

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 26/11/2010

livia-emidio-10
livia-emidio-10 🇧🇷

4

(2)

10 documentos

1 / 9

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
AULA
4
Atuais objetivos da
normalização
4
A U L A
V
ocê agora vai estudar a última parte deste
assunto: os atuais objetivos da normalização. Pode-se dizer que a primeira fase
da normalização, por volta de 1900 até os anos 80, concentrou seus esforços na
criação de normas que visavam à especificação e à definição de produtos
industriais, agrícolas e outros.
Nessa fase, as normas incluíam itens como formas e tamanhos de barras de
aço, perfis e dimensões de parafusos, porcas, mancais e inúmeras outras peças.
Portanto, nesse período, a maior atenção da normalização voltava-se para a
padronização de peças utilizadas na construção de máquinas e equipamentos.
Hoje, as normas, além dos produtos em si, abrangem um universo bem
maior de temas. Esses temas, chamados de teóricos, tratam de questões relativas
a terminologias, glossários de termos técnicos, símbolos, regulamentos de
segurança, entre outros.
O aparecimento de normas específicas para temas dessa natureza é que
caracteriza a segunda fase da normalização.
Tanto no campo industrial quanto na relação entre fabricantes e consumido-
res, a Normalização deve cumprir, hoje, objetivos relacionados a:
lsimplificação;
lcomunicação;
leconomia global;
lsegurança, saúde e proteção da vida;
lproteção do consumidor e dos interesses da sociedade.
Veja a que se refere cada um desses objetivos. Sempre que possível, os
exemplos estarão relacionados às atividades da indústria mecânica.
Simplificação
Um dos mais importantes objetivos da normalização refere-se à simplifica-
ção, ou seja, à limitação e redução da fabricação de variedades desnecessárias de
um produto.
A fabricação de parafusos e porcas constitui um exemplo clássico do
emprego de normas para simplificação dos processos de produção. As normas
permitem que os fabricantes de parafusos e porcas produzam um grande lote de
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9

Pré-visualização parcial do texto

Baixe NORMALIZAÇÃO (parte 3) e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Mecânica, somente na Docsity!

A U L A

Atuais objetivos da

normalizaÁ„o

A U L A

Você agora vai estudar a última parte deste assunto: os atuais objetivos da normalização. Pode-se dizer que a primeira fase da normalização, por volta de 1900 até os anos 80, concentrou seus esforços na criação de normas que visavam à especificação e à definição de produtos industriais, agrícolas e outros. Nessa fase, as normas incluíam itens como formas e tamanhos de barras de aço, perfis e dimensões de parafusos, porcas, mancais e inúmeras outras peças. Portanto, nesse período, a maior atenção da normalização voltava-se para a padronização de peças utilizadas na construção de máquinas e equipamentos. Hoje, as normas, além dos produtos em si, abrangem um universo bem maior de temas. Esses temas, chamados de teóricos, tratam de questões relativas a terminologias, glossários de termos técnicos, símbolos, regulamentos de segurança, entre outros. O aparecimento de normas específicas para temas dessa natureza é que caracteriza a segunda fase da normalização. Tanto no campo industrial quanto na relação entre fabricantes e consumido- res, a Normalização deve cumprir, hoje, objetivos relacionados a:

l simplificação; l comunicação; l economia global; l segurança, saúde e proteção da vida; l proteção do consumidor e dos interesses da sociedade.

Veja a que se refere cada um desses objetivos. Sempre que possível, os exemplos estarão relacionados às atividades da indústria mecânica.

SimplificaÁ„o

Um dos mais importantes objetivos da normalização refere-se à simplifica- ção, ou seja, à limitação e redução da fabricação de variedades desnecessárias de um produto. A fabricação de parafusos e porcas constitui um exemplo clássico do emprego de normas para simplificação dos processos de produção. As normas permitem que os fabricantes de parafusos e porcas produzam um grande lote de

A U L A

4

peças suficientemente iguais, em tamanho, forma e desempenho. Além disso, a padronização possibilita que as peças sejam substituídas com maior facilidade e com a mesma eficiência. Essa característica é denominada intercambiabilidadeintercambiabilidadeintercambiabilidadeintercambiabilidadeintercambiabilidade. A Norma NBR 6215 é um exemplo de simplificação dos produtos pelo uso de uma Norma. Ela fixa a terminologia a ser aplicada aos produtos siderúrgicos. Por seu intermédio, fabricantes e consumidores utilizam uma linguagem co- mum para uma série de termos técnicos. Por exemplo:

l (^) aramearamearamearamearame - produto maciço de secção circular ou outras, obtido por trefilação de fio máquina. l (^) produto planoproduto planoproduto planoproduto planoproduto plano - produto de secção transversal retangular constante, com largura maior que duas vezes a espessura. l chapachapachapachapachapa - produto plano de aço com largura superior a 500 mm, laminado a partir de placa. l (^) blocoblocoblocoblocobloco - produto não-plano, cuja secção transversal constante é quadrada e possui área superior a 22.500 mm² e relação entre largura e espessura superior a dois. l (^) folhafolhafolhafolhafolha - produto laminado a frio, plano, com espessura igual ou inferior a 0,30 mm e largura superior a 500 mm. l (^) placaplacaplacaplacaplaca - produto plano com espessura superior a 80 mm, obtido por lami- nação de desbaste ou lingotamento contínuo. l produto siderúrgicoproduto siderúrgicoproduto siderúrgicoproduto siderúrgicoproduto siderúrgico - produto de ferro ou aço obtido por meio de lingota- mento, moldagem, laminação, forjamento, trefilação, extrusão etc. l (^) chapa finachapa finachapa finachapa finachapa fina - produto cuja espessura é igual ou inferior a 5 mm e superior a 0,30 mm.

A utilização de uma linguagem comum evita confusões nos pedidos, nas especificações e nos estoques.

ComunicaÁ„o

A comunicação é fundamental em qualquer atividade do ser humano. Também nos meios produtivos, a comunicação clara e objetiva é indispensável para evitar transtornos. Uma das funções das normas é facilitar o processo de comunicação entre fabricantes, fornecedores e consumidores. Veja o exemplo: na fabricação de um motor para automóvel, o fabricante do motor utiliza produtos fornecidos por outras indústrias. O bloco do motor, geralmente, é encomendado a uma empresa especializada em fundição. Essa encomenda, por sua vez, se baseia num conjunto de normas, tais como:

l dimensões e tolerâncias; l composição química do material empregado na fabricação do bloco; l métodos de ensaio para avaliação do produto.

Como você pode perceber, a norma é o meio de comunicação que possibilita o atendimento aos requisitos exigidos para a fabricação de determinado produto

  • no caso, um bloco de motor. Para o usuário do automóvel, cujo motor foi fabricado de acordo com os padrões técnicos estabelecidos, a norma representa maior segurança e confiabilidade no produto adquirido.

A U L A

4

Economia global

Como você pôde notar, a normalização, cada vez mais, se torna uma “ferramenta” imprescindível à indústria, para que ela possa atingir os seus objetivos. Dificilmente um fabricante conseguirá exportar seu produto, se não basear seu sistema produtivo em normas técnicas internacionaisnormas técnicas internacionaisnormas técnicas internacionaisnormas técnicas internacionaisnormas técnicas internacionais. Se, numa fase inicial, a implantação de normas exige investimentos por parte do fabricante, certamente o retorno lhe será garantido, pois racionalizam os procedimentos de produção e garantem produtos com melhor nível de qualidade. Um produto com melhor qualidade deixa o cliente satisfeito e, conseqüen- temente, proporciona maior confiabilidade do produto.

SeguranÁa

Diversas normas tem por objetivo proteger a saúde e a vida humana. São as chamadas normas de segurançanormas de segurançanormas de segurançanormas de segurançanormas de segurança. Tais normas estão à frente de projetos de novos produtos, com o objetivo de dar segurança aos usuários. Exemplos disso são:

l cinto de segurança para usuários de veículos automotores; l veículos automotores que não são acionados se o usuário não estiver usando o cinto corretamente; l capacete de segurança; l extintores de incêndio; l chuveiros elétricos com carcaça isolante; l fios elétricos envolvidos por camada isolante (anti-chama).

A Norma NBR 7532, por exemplo, padroniza as dimensões e as cores dos símbolos de identificação de extintores de incêndio. Veja no quadro um trecho da Norma NBR 7532 :

COMBUSTÍVEIS

SÓLIDOS

(a)

LÍQUIDOS

INFLAMÁVEIS

(b)

EQUIPAMENTOS

ELÉTRICOS

(c)

COMBUSTÍVEIS

METÁLICOS

(d)

a) COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS - letra de cor branca sobre fundo de cor verde.

b) LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS - letra de cor branca sobre fundo de cor vermelha.

c) EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS - letra de cor branca sobre fundo de cor azul.

d) COMBUSTÍVEIS METÁLICOS - letra de cor preta sobre fundo de cor amarela.

F O R M A S E C O R E S D E I D E N T I F I C A D O R E S

A U L A

4

Os símbolos apresentados pela Norma NBR 7532 permitem ao usuário escolher corretamente a classe de extintor para cada tipo de material em chamas. Além das Normas de segurança específicas para determinados produtos, existe uma série de normas que determinam os regulamentos contra incêndios, que devem ser seguidos na construção de edifícios.

Interesse do consumidor

No relacionamento fabricante-consumidor, o consumidor é a parte que mais se beneficia dos produtos normalizadosprodutos normalizadosprodutos normalizadosprodutos normalizadosprodutos normalizados. Quanto maior o número de normas implantadas para se fabricar um produto qualquer, maior a qualidade do produto e, portanto, maior a confiança do consumidor. O comércio internacional tem voltado sua atenção para o cliente. É cada vez maior, em todo o mundo, o número de associações de proteção ao consumidor, que passou a ter um papel decisivo na competição industrial. Antes de comprar determinados produtos, os consumidores de vários países têm por hábito verificar se o produto foi aprovado por alguma associaçãoassociaçãoassociaçãoassociaçãoassociação de normalizaçãode normalizaçãode normalizaçãode normalizaçãode normalização. Essa identificação é possível, pois muitos produtos possuem na embalagem a marca ou logotipo que identifica se o produto foi fabricado dentro dos padrões definidos por normas. No Brasil, essa marca é cedida pelo INMETRO e é conhecida por marca demarca demarca demarca demarca de certificaçãocertificaçãocertificaçãocertificaçãocertificação dedededede conformidadeconformidadeconformidadeconformidadeconformidade. O INMETRO, por meio de laboratórios credenciados, supervisiona o controle de qualidade dos produtos, antes que cheguem ao mercado consumidor. Veja o exemplo a seguir.

A marca de conformidade é concedida ao produto desde que ele atenda aos requisitos técnicos, exigidos pelas normas. Produtos relacionados à segurança e à prevenção de incêndios têm recebido do INMETRO a marca de certificação de conformidadecertificação de conformidadecertificação de conformidadecertificação de conformidade.certificação de conformidade Essa marca garante o produto durante sua utilização, em um prazo legal definido por norma específica. Pelo que foi estudado nesta unidade, você deve ter percebido que o campo de aplicação das normas é bastante amplo. Em seu trabalho, provavelmente, você já as utiliza ou venha a utilizá-las.

A U L A

4

Assinale com um (X) a única alternativa correta de cada questão, a seguir:

Exercício 2Exercício 2Exercício 2Exercício 2Exercício 2 A norma ABNT garante a qualidade de alguns produtos destinados à segurança pessoal do consumidor. Podemos reconhecer se um produto possui reconhecimento de qualidade por parte da norma ABNT quando apresenta:

a)a)a)a)a) (^ ) a data de fabricação.

b)b)b)b)b) (^ ) a marca do fabricante.

c)c)c)c)c) (^ ) a aprovação do SIF.

d)d)d)d)d) (^ ) a marca de conformidade.

Exercício 3Exercício 3Exercício 3Exercício 3Exercício 3 As normas internacionais permitem que vários países utilizem terminologia, simbologia, padrões e procedimentos comuns para avaliar e garantir a qualida- de dos produtos comercializados entre os diferentes países. As mais importan- tes associações internacionais responsáveis pela elaboração de normas váli- das para diversos países do mundo são:

a)a)a)a)a) (^ ) ISO, ABNT.

b)b)b)b)b) (^ ) ISO, IEC.

c)c)c)c)c) (^ ) IEC, ABNT.

d)d)d)d)d) (^ ) ABNT, DIN.

INMETRO. Treinamento básico em gestão da QualidadeTreinamento básico em gestão da QualidadeTreinamento básico em gestão da QualidadeTreinamento básico em gestão da Qualidade. Rio de Janeiro, 1991.Treinamento básico em gestão da Qualidade INSTITUTO EUVALDO LODI. Novo modeloNovo modeloNovo modeloNovo modeloNovo modelo para elaboração de Normaspara elaboração de Normaspara elaboração de Normaspara elaboração de Normaspara elaboração de Normas técnicas no Brasiltécnicas no Brasiltécnicas no Brasiltécnicas no Brasiltécnicas no Brasil. Rio de Janeiro, 1993. (Cadernos IEL, vol.5). KAISER, Bruno. 10.000 anos de descobertas10.000 anos de descobertas10.000 anos de descobertas10.000 anos de descobertas10.000 anos de descobertas. 3 a^ edição. Tradução de Roberto Luiz F. de Almeida. São Paulo, Melhoramentos, s d. MINEI, Ciro Y. e PRIZENDT, Benjamin. Normalização para a QualidadeNormalização para a QualidadeNormalização para a QualidadeNormalização para a QualidadeNormalização para a Qualidade. São Paulo, SENAI-SP, 1994. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Departamento de Assuntos Uni- versitários. MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO. Secretaria Executiva do CONMETRO. NormalizaçãoNormalizaçãoNormalizaçãoNormalizaçãoNormalização - ---- Histórico e informaçõesHistórico e informaçõesHistórico e informaçõesHistórico e informaçõesHistórico e informações. Brasília, 1978. SARDELLA, Antonio e MATEUS, Edgar. Dicionário escolar de químicaDicionário escolar de químicaDicionário escolar de químicaDicionário escolar de química.Dicionário escolar de química São Paulo, Ática, 1981.

Bibliografia

NormalizaÁ„o

A U L A

4

Aula 2Aula 2 Aula 2Aula 2Aula 2 - ---- A primeira fase da normalizaçãoA primeira fase da normalizaçãoA primeira fase da normalizaçãoA primeira fase da normalizaçãoA primeira fase da normalização 1.1.1.1.1. Normalização são critérioscritérioscritérioscritérios estabelecidos entre as partes interessadascritérios - técnicos, engenheiros, fabricantes, consumidores e instituições - para padroni-padroni-padroni-padroni-padroni- zar produtos, simplificar processos produtivoszar produtos, simplificar processos produtivoszar produtos, simplificar processos produtivoszar produtos, simplificar processos produtivoszar produtos, simplificar processos produtivos e garantir um produto confiável, que atenda a suas necessidades. 2.2.2.2.2. c ) 3.3.3.3.3. a)

Aula 3Aula 3Aula 3Aula 3Aula 3 - ---- Normalização no BrasilNormalização no BrasilNormalização no BrasilNormalização no BrasilNormalização no Brasil 1.1.1.1.1. ABNT 2.2.2.2.2. Procedimento Especificação Padronização Terminologia Simbologia Classificação Método de ensaio 3.3.3.3.3. ASTM, SAE, AISI

Aula 4Aula 4Aula 4Aula 4Aula 4 - ---- Atuais objetivos da normalizaçãoAtuais objetivos da normalizaçãoAtuais objetivos da normalizaçãoAtuais objetivos da normalizaçãoAtuais objetivos da normalização 1.1.1.1.1. c) d) e) ( ) a) b) 2.2.2.2.2. d) 3.3.3.3.3. b)

Gabaritos

NormalizaÁ„o