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Números Complexos: Representação e Operações, Resumos de Matemática

Uma introdução detalhada aos números complexos, incluindo sua definição, representações algébrica, trigonométrica e exponencial, bem como as operações básicas de adição, multiplicação e divisão. São abordados conceitos importantes, como a parte real e imaginária, o conjugado de um número complexo, o módulo e o argumento. Além disso, o documento explora a extração de raízes de índice natural e a resolução de equações envolvendo números complexos. Com exemplos e explicações passo a passo, este material é uma referência valiosa para estudantes de matemática, física e engenharia que desejam compreender profundamente os números complexos e suas aplicações.

Tipologia: Resumos

2024

Compartilhado em 29/02/2024

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bg1
AN ´
ALISE MATEM´
ATICA III
Elementos de An´
alise Complexa
Licenciatura em Engenharias
Universidade Eduardo Mondlane
Faculdade de Ciˆencias
Departamento de Matem´atica e Inform´atica
*** 3 de Junho de 2021 ***
LE (UEM-FC-DMI) agina 1 Alex Marime, Msc 1/ 12
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AN ALISE MATEM ´ ATICA III´

Elementos de An´alise Complexa

Licenciatura em Engenharias

Universidade Eduardo Mondlane Faculdade de Ciˆencias Departamento de Matem´atica e Inform´atica

*** 3 de Junho de 2021 ***

Cont´eudo

1 N´umeros complexos Introdu¸c˜ao Conjunto do plano complexo. Sucess˜oes de n´umeros complexos

Resumo te´orico

O conjunto de n´umeros complexos designa-se por C e representa a totalidde de todos os

pares ordenados (x, y) de n´umeros reais x e y, para os quais s˜ao definidas as seguintes

opera¸c˜oes de adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao:

Defini¸c˜ao

Dados dois n´umeros complexos z 1 = (x 1 , y 1 ) e z 2 = (x 2 , y 2 ), tem-se:

z 1 + z 2 = (x 1 , y 1 ) + (x 2 , y 2 ) = (x 1 + x 2 , y 1 + y 2 ) ∈ C

z 1 · z 2 = (x 1 , y 1 ) · (x 2 , y 2 ) = (x 1 x 2 − y 1 y 2 , x 1 y 2 + x 2 y 2 ) ∈ C

sendo, tamb´em definida a condi¸c˜ao de igualdade de z 1 e z 2 :

z 1 = z 2 , ou seja (x 1 , y 1 ) = (x 2 , y 2 ), sse x 1 = x 2 ∧ y 1 = y 2

Nota

Dado um n´umero complexo z = (x, y) diz-se que x ´e sua parte real e y parte imagin´aria

e escreve-se x = Re z, y = Im z. Chama-se conjugado de um n´umero complexo

z = (x, y) ao n´umero z¯ = (x, −y), verifica-se ent˜ao que z · ¯z = (x^2 + y^2 , 0).

Resumo te´orico

O conjunto de n´umeros complexos designa-se por C e representa a totalidde de todos os

pares ordenados (x, y) de n´umeros reais x e y, para os quais s˜ao definidas as seguintes

opera¸c˜oes de adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao:

Defini¸c˜ao

Dados dois n´umeros complexos z 1 = (x 1 , y 1 ) e z 2 = (x 2 , y 2 ), tem-se:

z 1 + z 2 = (x 1 , y 1 ) + (x 2 , y 2 ) = (x 1 + x 2 , y 1 + y 2 ) ∈ C

z 1 · z 2 = (x 1 , y 1 ) · (x 2 , y 2 ) = (x 1 x 2 − y 1 y 2 , x 1 y 2 + x 2 y 2 ) ∈ C

sendo, tamb´em definida a condi¸c˜ao de igualdade de z 1 e z 2 :

z 1 = z 2 , ou seja (x 1 , y 1 ) = (x 2 , y 2 ), sse x 1 = x 2 ∧ y 1 = y 2

Nota

Dado um n´umero complexo z = (x, y) diz-se que x ´e sua parte real e y parte imagin´aria

e escreve-se x = Re z, y = Im z. Chama-se conjugado de um n´umero complexo

z = (x, y) ao n´umero z¯ = (x, −y), verifica-se ent˜ao que z · ¯z = (x^2 + y^2 , 0).

Respresenta¸c˜ao de n´umeros complexos

Forma alg´ebrica

z = x + iy e z¯ = x − iy, sendo que i

2 = − 1.

Forma trigonom´etrica

z = r (cos ϕ + i sin ϕ) ,

com r = |z|, ϕ = arg z, sendo v´alida a f´ormula de Moivre:

(cos ϕ + i sin ϕ) p = cos(pϕ) + i sin(pϕ), p ∈ Z

Forma exponencial

z = r · e iϕ ,

com r = |z|, ϕ = arg z, sendo v´alida a f´ormula de Euler: e

iϕ = cos ϕ + i sin ϕ.

onde r = |z| =

x^2 + y^2 ´e m´odulo do n´umero complexo dado, ϕ = arg z, −π < ϕ < π

´e argumento principal do n´umero z.

Respresenta¸c˜ao de n´umeros complexos

Forma alg´ebrica

z = x + iy e z¯ = x − iy, sendo que i

2 = − 1.

Forma trigonom´etrica

z = r (cos ϕ + i sin ϕ) ,

com r = |z|, ϕ = arg z, sendo v´alida a f´ormula de Moivre:

(cos ϕ + i sin ϕ) p = cos(pϕ) + i sin(pϕ), p ∈ Z

Forma exponencial

z = r · e iϕ ,

com r = |z|, ϕ = arg z, sendo v´alida a f´ormula de Euler: e

iϕ = cos ϕ + i sin ϕ.

onde r = |z| =

x^2 + y^2 ´e m´odulo do n´umero complexo dado, ϕ = arg z, −π < ϕ < π

´e argumento principal do n´umero z.

Opera¸c˜oes especiais de n´umeros complexos

Argumento principal de um n´umero complexo

ϕ = arg z =

arctg

y x

caso x = Re z > 0 π + arctg

y x

caso x = Re z < 0 ∧ y = Im z ≥ 0 −π + arctg

y x

caso x = Re z < 0 ∧ y = Im z < 0 π 2 caso x = Re z = 0 ∧ y = Im z > 0 − π 2 caso x = Re z = 0 ∧ y = Im z < 0

Extra¸c˜ao de ra´ızes de ´ındice natural

n

z = n

r

[

cos

ϕ + 2πk n

  • i sin

ϕ + 2πk n

]

, n ∈ N, k = 0, 1 , 2 ,... , (n − 1)

Eleva¸c˜ao a um expoente racional

√ n zp^ = n^ √ rp

[

cos

p · ϕ + 2πk n

  • i sin

pϕ + 2πk n

]

, p ∈ Z, n ∈ N, k = 0, 1 , 2 ,... , (n − 1)

Opera¸c˜oes especiais de n´umeros complexos

Argumento principal de um n´umero complexo

ϕ = arg z =

arctg

y x

caso x = Re z > 0 π + arctg

y x

caso x = Re z < 0 ∧ y = Im z ≥ 0 −π + arctg

y x

caso x = Re z < 0 ∧ y = Im z < 0 π 2 caso x = Re z = 0 ∧ y = Im z > 0 − π 2 caso x = Re z = 0 ∧ y = Im z < 0

Extra¸c˜ao de ra´ızes de ´ındice natural

n

z = n

r

[

cos

ϕ + 2πk n

  • i sin

ϕ + 2πk n

]

, n ∈ N, k = 0, 1 , 2 ,... , (n − 1)

Eleva¸c˜ao a um expoente racional

√ n zp^ = n^ √ rp

[

cos

p · ϕ + 2πk n

  • i sin

pϕ + 2πk n

]

, p ∈ Z, n ∈ N, k = 0, 1 , 2 ,... , (n − 1)

Opera¸c˜oes gerais de n´umeros complexos

Sobre dois n´umeros complexos dados na forma alg´ebrica, isto ´e, z 1 = x 1 + iy 1 e

z 2 = x 2 + iy 2 , efectuam-se as seguintes opera¸c˜oes:

1 Adi¸c˜ao z 1 + z 2 = (x 1 + x 2 ) + i(y 1 + y 2 )

2 Multiplica¸c˜ao

z 1 · z 2 = (x 1 x 2 − y 1 y 2 ) + i(x 1 y 2 + x 2 y 1 )

z · ¯z = x

2

  • y

2

3 Divis˜ao z 1 z 2

z 1 · z¯ 2 z 2 · z¯ 2

z 1 · z¯ 2 x^2 + y^2

, (x 2 , y 2 ) 6 = (0, 0)

Exemplo

Dado

3 − i 1 − 2 i

, efectue opera¸c˜oes com n´umeros complexos e apresente a solu¸c˜ao na

forma alg´ebrica.

Resolu¸c˜ao:

( 3 − i 1 − 2 i

[

(3 − i) · (1 + 2i) (1 − 2 i) · (1 + 2i)

] 3

5 + 5i 5

= (1 + i) 3 = −2 + 2i

Exemplo

Ache os valores de ra´ızes e potˆencias de expoente racional de

3 i.

Resolu¸c˜ao: Atendendo a que | 2 − 2

3 i| = 4, arg (2 − 2

3 i) = arctg

π 3

obtemos

2 − 2

3 i = 4

[

cos

π 3

  • i sin

π 3

)]

A seguir, achamos

z =

3 i =

[

cos

π 3

  • i sin

π 3

)]

[

cos

π 3 + 2πk 2

  • i sin

π 3 + 2πk 2

)]

, k = 0, 1.

Para,

k = 0 obtemos a ra´ız

z 1 = 2

[

cos

π 6

  • i sin

π 6

)]

3 − i

k = 1 obtemos a ra´ız

z 2 = 2

[

cos

5 π 6

  • i sin

5 π 6

)]

3 + i

Conjunto do plano complexo

Qualquer conjunto D do conjunto dos n´umeros complexos C representa por sua vez, um

conjunto dos n´umeros complexos que pode ser interpretado graficamente sobre o plano

complexo sob a forma de uma totalidade dos pontos de modo que entre em cada n´umero

complexo e a sua imagem geom´etrica exista uma correspondˆencia biun´ıvoca. Assim,

falando de um conjunto D dos n´umeros complexos, pode-se subentender o conjunto

respectivo dos pontos sobre o plano complexo e vice-versa.

Exemplo

Identifique a linha determinada pela equa¸c˜ao complexa

2 · |z| = Re z + 1.

Resolu¸c˜ao: A equa¸c˜ao da curva dada |z| =

x^2 + y^2 e Re z = x, obteremos

√ 2 ·

x^2 + y^2 = x + 1 ou 2(x 2

  • y 2 ) = x 2
  • 2x + 1, x ≥ − 1.

Depois das transforma¸c˜oes simples levaremos esta equa¸c˜ao para a forma

(x − 1) 2

2

y 2

1

= 1, que representa uma elipse.

Sucess˜oes de n´umeros complexos

Defini¸c˜ao

Diz-se que um n´umero complexo L ´e limite de uma sucess˜ao zn quando o n´umero real

ε > 0 existe um n´umero real n 0 , dependente de ε, tal que para todos os termos zn de

ordem n = n 0 cumpre-se a rela¸c˜ao |zn − L| < ε.

Uma sucess˜ao que tem limite diz-se convergente. Uma sucess˜ao n˜ao convergente

chama-se divergente. Uma sucess˜ao convergente tem s´o um limite.

Seja zn uma sucess˜ao de n´umeros complexos e sejam zn = xn + iyn, L = a + ib. Ent˜ao,

para que lim n→+∞

zn = L ´e necess´ario e suficiente que lim n→+∞

xn = a e lim n→+∞

yn = b.

Neste caso lim n→+∞

zn = lim n→+∞

(xn + iyn) = a + ib = L. Seja zn = rn(cos ϕn + i sin ϕn),

onde rn = |zn|, ϕn = arg (zn). Se lim n→+∞

rn = r 0 , lim n→+∞

ϕn = ϕ 0 ent˜ao

lim n→+∞

zn = r 0 (cos ϕ 0 + i sin ϕ 0 ).

Sucess˜oes de n´umeros complexos

Defini¸c˜ao

Diz-se que um n´umero complexo L ´e limite de uma sucess˜ao zn quando o n´umero real

ε > 0 existe um n´umero real n 0 , dependente de ε, tal que para todos os termos zn de

ordem n = n 0 cumpre-se a rela¸c˜ao |zn − L| < ε.

Uma sucess˜ao que tem limite diz-se convergente. Uma sucess˜ao n˜ao convergente

chama-se divergente. Uma sucess˜ao convergente tem s´o um limite.

Seja zn uma sucess˜ao de n´umeros complexos e sejam zn = xn + iyn, L = a + ib. Ent˜ao,

para que lim n→+∞

zn = L ´e necess´ario e suficiente que lim n→+∞

xn = a e lim n→+∞

yn = b.

Neste caso lim n→+∞

zn = lim n→+∞

(xn + iyn) = a + ib = L. Seja zn = rn(cos ϕn + i sin ϕn),

onde rn = |zn|, ϕn = arg (zn). Se lim n→+∞

rn = r 0 , lim n→+∞

ϕn = ϕ 0 ent˜ao

lim n→+∞

zn = r 0 (cos ϕ 0 + i sin ϕ 0 ).

Sucess˜oes de n´umeros complexos

Defini¸c˜ao

Diz-se que um n´umero complexo L ´e limite de uma sucess˜ao zn quando o n´umero real

ε > 0 existe um n´umero real n 0 , dependente de ε, tal que para todos os termos zn de

ordem n = n 0 cumpre-se a rela¸c˜ao |zn − L| < ε.

Uma sucess˜ao que tem limite diz-se convergente. Uma sucess˜ao n˜ao convergente

chama-se divergente. Uma sucess˜ao convergente tem s´o um limite.

Seja zn uma sucess˜ao de n´umeros complexos e sejam zn = xn + iyn, L = a + ib. Ent˜ao,

para que lim n→+∞

zn = L ´e necess´ario e suficiente que lim n→+∞

xn = a e lim n→+∞

yn = b.

Neste caso lim n→+∞

zn = lim n→+∞

(xn + iyn) = a + ib = L. Seja zn = rn(cos ϕn + i sin ϕn),

onde rn = |zn|, ϕn = arg (zn). Se lim n→+∞

rn = r 0 , lim n→+∞

ϕn = ϕ 0 ent˜ao

lim n→+∞

zn = r 0 (cos ϕ 0 + i sin ϕ 0 ).