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Números Complexos, Notas de aula de Teoria dos Números Complexos

Uma introdução detalhada aos números complexos, abordando conceitos fundamentais como a representação retangular e polar, operações básicas como adição e subtração, e propriedades importantes como o conjugado de um número complexo. É um texto abrangente que explora as origens históricas dos números complexos, sua relação com as raízes de equações de segundo grau com discriminante negativo, e a interpretação geométrica dos números complexos no plano cartesiano. O documento também discute as representações trigonométrica e exponencial dos números complexos, explorando as fórmulas de euler e suas aplicações. Essa introdução detalhada aos números complexos seria útil para estudantes de matemática, física e engenharia que precisam compreender esse importante conceito matemático.

Tipologia: Notas de aula

2024

Compartilhado em 14/03/2024

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1.14 Números Complexos
1.14.1 Introdução
(a) Do mesmo modo que a generalização da noção de raiz de índice qualquer para um número
positivo exigiu a introdução do conceito de número irracional (p.ex.: K414,12 =, K732,13 =),
também a impossibilidade da determinação de raízes de índice par de um número negativo levou
à noção de número imaginário.
(b) Os números positivos e negativos recebem, em conjunto, o nome de números reais.
Em contrapartida, denomina-se número imaginário ou número complexo à toda
expressão de forma x+jy 1, na qual x e y são números reais e 1=j é a unidade imaginária.
(c) Conforme já vimos na subseção 1.6.2, as raízes de uma equação do 2º grau,
az
2
+bz +c=0
são dadas pela conhecida fórmula
a
acbb
z
2
4
2
±
=
. (12)
Obtemos, então duas raízes reais e desiguais quando o discriminante é positivo e uma
raiz real dupla se ele for nulo.
Quando o discriminante é negativo, a fórmula (12) não conduz a nenhuma raiz real e
o trinômio az
2
+bz +c=0 é sempre diferente de zero qualquer que seja o valor real que se atri-
bua à z. Por exemplo, se tentarmos resolver a equação
z
2
+4z+1 3 =0
que já havia sido abordada no Exemplo 2, item c, somos conduzidos a:
2
364
1
2
131444
2
±
=
×
××±
=z
que não representa nenhum número real. Por outro lado, se operarmos normalmente como se
1
fosse um número, teremos:
(
)
132
2
164
2
1364 ±=
±
=
±
=z
1
Os matemáticos usam i no lugar do j e os eletricistas preferem a letra j minúscula normal, já que estes últimos
usam a letra i para representar a corrente. No entanto, na Unidade 3, Matrizes, é quase que universal a notação
ij
a
para representar o elemento genérico. Assim sendo optamos por j minúscula em negrita e itálica para representar a
unidade imaginária.
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pfd
pfe
pff
pf12

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1.14 Números Complexos

1.14.1 Introdução

(a) Do mesmo modo que a generalização da noção de raiz de índice qualquer para um número

positivo exigiu a introdução do conceito de número irracional (p.ex.: 2 = 1 , 414 K, 3 = 1 , 732 K),

também a impossibilidade da determinação de raízes de índice par de um número negativo levou

à noção de número imaginário.

(b) Os números positivos e negativos recebem, em conjunto, o nome de números reais.

Em contrapartida, denomina-se número imaginário ou número complexo à toda

expressão de forma x + j y 1, na qual x e y são números reais e j = − 1 é a unidade imaginária.

(c) Conforme já vimos na subseção 1.6.2, as raízes de uma equação do 2º grau,

az

2

  • bz + c (^) = 0

são dadas pela conhecida fórmula

a

b b ac z 2

2 − ± − = (^). (12)

Obtemos, então duas raízes reais e desiguais quando o discriminante é positivo e uma

raiz real dupla se ele for nulo.

Quando o discriminante é negativo, a fórmula (12) não conduz a nenhuma raiz real e

o trinômio az

2

  • bz + c (^) = 0 é sempre diferente de zero qualquer que seja o valor real que se atri-

bua à z. Por exemplo, se tentarmos resolver a equação

z

2

  • 4 z + 1 3 = 0

que já havia sido abordada no Exemplo 2, item c, somos conduzidos a:

2 − ± − = ×

− ± − × ×

z =

que não representa nenhum número real. Por outro lado, se operarmos normalmente como se

− 1 fosse um número, teremos:

z =

1 Os matemáticos usam i no lugar do j e os eletricistas preferem a letra j minúscula normal, já que estes últimos

usam a letra i para representar a corrente. No entanto, na Unidade 3, Matrizes, é quase que universal a notação aij

para representar o elemento genérico. Assim sendo optamos por j minúscula em negrita e itálica para representar a

unidade imaginária.

ou seja

z 1 =− 2 + 3 − 1

e

z 1 =− 2 − 3 − 1

Vamos substituir tais “números” na equação original a fim de verificar se eles são re-

almente raízes. Ao procedermos desta forma devemos encarar o símbolo − 1 como se ele fosse

mesmo um número em especial, lembrando inclusive que o seu quadrado é:

2 − = −.

Temos então:

2 1

2 1

z + z + =− + − + − + − + =

e

2 2

2 2

z + z + =− − − + − − − + =

A partir de tais considerações conclui-se ser possível resolver a equação do 2º grau

mesmo quando temos 4 0

2 bac < , se operarmos com o símbolo j = − 1 como se fosse um

número. Conforme já mencionado ele deve ter a propriedade de que 1

2 j =− , e deve operar ao

lado dos números reais com as mesmas leis que regem formalmente tais números. Temos então

os números complexos da forma x + j y onde, conforme já mencionado, x e y são reais e

j = − 1 , tais como:

4 + j 6 , 2 3

j , 9

3 + j , 7

− 2 − j

onde o novo elemento j = − 1 é denominado unidade imaginária.

Utilizando tal notação, as raízes da equação que acabamos de resolver assumem as

formas seguintes:

z 1 =− 2 + j 3

e

z 2 =− 2 − j 3

e no final da subseção 1.14.3 veremos por que tais raízes constituem um par complexo conjuga-

do.

Solução:

Para ele ser um número imaginário puro devemos ter parte real nula, ou seja:

2

x

ou

x

x x x x

1.14.2 Potências de j

As potências sucessivas de j reproduzem-se periodicamente de quatro em quatro,

ou seja:

0 j =+

j = j

1

2 2 j = − =−

j = j. j =− j

3 2

4 2 2 j = j j = − − =+

j = j. j = ( − 1 )( − j ) = j

5 2 3

6 3 3 2 j = j j = − jj = j =−

j = j. j = ( − j ) ( + 1 ) =− j

7 3 4

8 4 4 j = j j = + + =+

j = j. j = ( + 1 ) ( j ) = j

9 4 5

.........................................................

Podemos escrever em geral:

4 4 = =

p p j j

j = ( j ) j = j

4 p + 1 4 p

4 2 4 2 = =−

j j j

p p

j = ( j ) j =− j

4 p + 3 4 p 3

Regra geral: para determinar o valor de uma potência de j qualquer, basta dividir o expoente

da potência por 4 e elevar j à potência determinada pelo resto da divisão.

Exemplo 1.

Efetuar as seguintes potências:

a)

7 j ; b)

513 j ; c)

1998 j ; d)

500 j

Solução:

a) 7 4 → j = j =− j

7 3

3 1

b) 5 ' 1 ' 3 ' 4 → j = j

513

11 128

33

1

c) ' ' ' ' 19 98 4 → 1

1998 2 j = j =− 39 499

38

2

d) 5 ' 0 ' 0 ' 4 → j j 1

500 0 = = 10 125

20

0

1.14.3 Representações e Formas de um Número Complexo:

a) Representações:

Um número complexo pode ser geometricamente representado por um ponto no

plano complexo ou plano de Argand-Gauss, conforme mostrado a seguir:

z = x + j y

imaginário( )

Eixo y

real( )

Eixo

x^ x

y

Complexo

Plano

Fig. 1.

Da última figura depreende-se que:

x = z cos θ≤ z (37)

y = z sen θ≤ z (38)

2 2 z = x + y (39)

x

y θ arc tg (40)

Observações:

(1ª) Nos livros de origem americana encontra-se, muitas vezes, a notação

1 tg

− ao invés de

arc tg para a função inversa da tangente. Isto também ocorre nas calculadoras eletrônicas.

(2ª) Para um dado z ≠ 0 , o ângulo (argumento) θ é determinado a menos de múltiplos in-

teiros de 360º ( 2 π rad), ou seja,

θ =θ 0 + k 360 º; k = 0 , ± 1 , ± 2...

ou

θ =θ 0 + 2 k π rad; k = 0 , ± 1 , ± 2...

O valor de θ que existe no intervalo − 180 º <θ≤ 180 º( −πrad<θ≤πrad) é

chamado de valor principal do argumento de z , e notado por θ 0 nas equações acima. Na

prática, salvo observação em contrário, estaremos sempre trabalhando com o argumento

principal.

Face às orientações de ângulos já mencionadas e levando-se em conta os inter-

valos entre os limites − 180 ºe 180º, teremos:

  • ângulos no 1º e 2º quadrantes ( 0 < θ< 180 º) serão sempre positivos e orientados no

sentido anti-horário a partir do semi-eixo real positivo.

  • ângulos no 3º e 4º quadrantes ( − 180 <θ< 0 )serão sempre negativos e orientados no

sentido horário a partir do semi-eixo real positivo.

(3ª) Levando em conta tais convenções e limites, concluímos que quando z for um número

real negativo o seu argumento principal será π rad( 180 º)ao invés de − πrad( − 180 ), uma

vez que o valor − 180 ºnão está incluído no intervalo − 180 º<θ≤ 180 º.

b) As Fórmulas de Euler e suas decorrências:

Antes de passarmos às diversas formas de um número complexo vamos instituir

as fórmulas de Euler, que são de importância capital para o prosseguimento de nosso estudo.

Admitindo que uma função F ( x )pode ser representada por uma série de potên-

cias de x , essa série deve ser da forma de McLaurin,

K ( ) +K

0 1!

1

2 3 1 n

n

F n

x F

x F

x F x F xF

em que a função e todas as suas derivadas existem para x = 0.

Desenvolvendo sen θ, cos θe

j θ e em potências de θ pela série de McLaruin te-

mos:

+ K

θ −

θ

θ θ =θ− 3! 5! 7!

sen

3 5 7

+ K

θ −

θ

θ θ = − 2! 4! 6!

cos 1

2 4 6

+ K

θ −

θ −

θ

θ

θ −

θ = + θ−

θ

2! 3! 4! 5! 6! 7!

2 3 4 5 6 7

j j j j

j e

Reagrupando os termos de

j θ e , temos:

= θ+ θ 

θ −

θ

θ

  • θ− 

θ −

θ

θ = −

θ cos sen 2! 4! 6! 3! 5! 7!

2 4 6 3 5 7

j j

j e K K.

Assim sendo temos:

= θ+ θ

θ cos j sen

j e (^) (41)

e

= θ− θ

− θ cos j sen

j e (^) (42)

conhecidas como fórmula de Euler, bem como suas decorrências:

cos

θ − θ

θ=

j j e e (43)

sen j

j θ − j θ − θ =

e e (44)

que são de grande utilidade no trato com os números complexos de um modo geral.

Observações:

1ª) Ao passarmos um complexo da forma retangular (cartesiana) para a forma polar, devemos

utilizar as equações (39) e (40). Acontece que quando esta última equação é utilizada, a determi-

nação do quadrante onde se situa o complexo z = x + j y pode ser feita pela inspeção dos sinais

de x e y , a não ser que a calculadora em uso já tenha as rotinas REC → POL e POL → REC, que

já fazem as transformações diretamente.

2ª) Cumpre ressaltar que no caso da transformação acima citada, as calculadoras científicas mais

sofisticadas fornecem diretamente z e θ 0 (argumento principal), seguindo para este último as

regras de orientação de ângulos já descritas na 2ª observação da subseção 1.14.3.a:

  • ângulos no 1º e 2º quadrantes ( 0 < θ< 180 º ou 0 < θ<πrad) sempre positivos, e orientados

no sentido anti-horário a partir do semi-eixo real positivo.

  • Ângulos no 3º e 4º quadrantes ( − 180 º <θ< 0 ou − πrad <θ< 0 ) sempre negativos, e orien-

tados no sentido horário a partir do semi-eixo real positivo.

Exemplo 1.

Exprimir cada um dos seguintes números complexos na forma polar:

a) 20 4

π j e ; b) 3

2

10

π − j e ; c) 6

5

2

π j e

Solução:

a) (^20 4) = 20 j^ π e 4

π = 2045 °

b) (^10 )

2

j^ π e (^) 3

− 2 π = 10 − 120 °

c) (^2 )

5

j^ π e 6

5 π = 2 150 °

Exemplo 1.

Passar os seguintes números complexos da forma polar para a forma retangular:

a) (^53) , 0 160 °

b) (^0) , 050 − 20 °

c) (^0) , 156 170 °

Observação: se a sua calculadora tem as rotinas RET → POL e POL → RET você pode e deve

fazer as transformações diretamente, e depois voltar à forma original a fim de checar seus resul-

tados.

Solução:

Pelas equações (34) , (37) e (38) temos que:

a) (^53) , 0 160 °= 53 , 0 cos 160 º+ j 53 , 0 sen 160 º=− 49 , 8 + j 18 , 1

b) 0 , 050 − 20 °= 0 , 050 cos( − 20 º) + j 0 , 050 sen(− 20 º) = 0 , 047 − j 0 , 017

c) 0 , 156 170 ° = 0 , 156 cos( 170 º) + j 0 , 156 sen( 170 º) =− 0 , 154 + j 0 , 027

Exemplo 1.

Converter os seguintes números complexos da forma retangular para a polar:

a) 3 + j 4

b) − 3 + j 4

c) − 3 − j 4

Solução:

Se a sua calculadora não possuir as rotinas REC → POL e POL → REC, você de-

ve tomar cuidado com os sinais das partes real e imaginária dos complexos, a fim de identificar

com acerto o quadrante onde estão situados os números. A figura seguinte é de grande utilidade.

x

y

0

− 4

− 3

− 2

− 1

4

(^123)

z 3 =− 3 − j 4

z 2 =− 3 + j 4 z 1 = 3 + j 4

3

2

1

− 3 −^2 −^1

5

5

5

θ 3 θ 2 θ 1

α

β

Fig. 1.

a) Pelas equações (39) e (40) temos que:

e

θ 3 = 180 º+β= 233 , 1 º

o que implica em

z 3 (^) = 5 233 , 1 °, que não é uma forma usual, visto que o argumento principal deve estar entre

os valores − 180 º<θ≤ 180 º, o que nos leva então a escrever (^5) z (^) 3 = − 126 , 9 ° (que é a res-

posta da calculadora CASIO fx-82LB).

Vamos a seguir apresentar as rotinas de operações para as transformações RET → POL e

POL → RET para duas minicalculadoras usuais no mercado

1.º) CASIO fx-82LB

a) RET → POL:

x a^ y b^ 2nd^ F a^ | z | b^ θ

b) POL → RET:

| z | a^ θ b^ 2nd^ F b^ x b^ y

2.º) CASIO fx-6300 G

a) RET → POL:

SHIFT + (^) x SHIFT ( (^) y ) EXE (^) | z | ALFA ) EXE (^) θ

b) POL → RET:

SHIFT − (^) | z | SHIFT ( (^) θ ) EXE (^) x ALFA ) EXE (^) y

(*) Em Português → Retangular (RET)

Em Inglês → Rectangular (REC)

c.5) Algumas Formas Polares Especiais

entradas

(convocamos a transformação para polares → r θ)

saída

entradas

(convocamos a transformação para retangular → xy )

saída

convocamos a transformação POL (

convocamos a ,

entradas saída

convocamos J

convocamos a transformação REC* (

convocamos a ,

entradas

convocamos J

saída

As equações (41) , (46) e (47) conduzem a uma nova interpretação para o número

imaginário puro j , anteriormente definido como sendo j = − 1 ou =− 1

2 j. Se 2

π θ = rad nas

referidas equações, j

j

π e^2 , de modo que j é um número complexo com módulo unitário e fase

igual a 90º, ou seja:

2 = =

π e

j j^90 °^ (48)

por outro lado,

2 2

j π j j

j

j

e −^90 °^ (49)

Finalmente,

1 = 1 0 °^ (50)

e

− 1 = 1 180 °^ (51)

x

y

0

− 1

j

j

− 1

1

1

− 90 º

180 º 90 º

Fig. 1.

c-6) Complexo Conjugado:

O complexo conjugado de z = x + j y é definido, na forma retangular, por

2 :

z = xj y

(52)

e tem a mesma parte real que o complexo z , porém, a parte imaginária é simétrica.

2 Alguns autores preferem usar z ao invés de

z para representar o complexo conjugado porém, na área da Eletri-

cidade a notação

z é uma unanimidade.

1.14.4 Operações com Números Complexos

a) Igualdade:

Dois números complexos z 1 (^) = x 1 + y 1 = z 1 e^1 = z 1

j θ j θ 1 e z (^) 2 = x 2 + y 2 = z 2 e^2 = z 2

j θ j θ 2

são iguais se, e somente se x 1 (^) = x 2 e y 1 (^) = y 2 ou, equivalentemente, z 1 (^) = z 2 e θ 1 =θ 2.

b) Adição e Subtração:

A adição e a subtração são facilmente efetuadas se os números estiverem na forma retangular,

embora as calculadoras mais sofisticadas (HP48GX por exemplo) sejam capazes de efetuarem

tais operações quer os números estejam na forma polar ou na retangular, e ainda darem a opção

de obter o resultado final em uma forma ou outra. Na forma retangular,

1 2 1 1 2 2 1 1 2 2

x x y y

z z x y x y x y x y

j

j j j j

e

1 2 1 1 2 2 1 1 2 2

x x y y

z z x y x y x y x y

j

j j j j

ou seja,

z 1 + z 2 = ( x 1 + x 2 ) + j ( y 1 + y 2 ) (56)

e

z 1 − z 2 = ( x 1 − x 2 ) + j ( y 1 − y 2 ) (57)

A figura 1.20, logo a seguir, ilustra as operações realizadas graficamente. Na parte

(b) da mesma é fácil verificar que z 1 (^) − z 2 = z 2 − z 1 é a distância entre os pontos do plano com-

plexo definidos, respectivamente, pelos complexos z 1 e z 2.

A partir das equações (56) e (57) decorre então que:

z z ( x y ) ( x y ) 2 x

  • = + j + − j =

e

z z ( x y ) ( x y ) 2 y

− = + j − − j = j

ilustradas na figura 1.21,

x

y

0

y 1 (^) + y 2

y 1

y 2

x 1 x 2 x 1 (^) + x 2

z 1

z 2

z 1 (^) + z 2

x

y

0

y 1

y 2

x 1 (^) − x 2

z 1 z 2

z 1 (^) + z 2

z 1 (^) − z 2

z 1 (^) − z 2

z 2

(a) (b)

Fig. 1.

ou seja,

z z 2 x 2 Re ( z )

  • = = (58a) → 2

z z x

= (^) (58b)

e

z z 2 y 2 Im ( z )

− = j = j (59a) → 2

j

z z x

= (^) (59b)

Temos também que:

z 1 (^) + z 2 = x + xj y + y = xj y + xj y

ou seja:

2

1

z 1 (^) + z 2 = z + z (60)

o que significa que o conjugado da soma é a soma dos conjugados.

Similarmente, é fácil também mostrar que

2

1

z 1 (^) − z 2 = zz (61)