

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
numeros mágicos nucleares
Tipologia: Notas de estudo
1 / 2
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!


O modelo da gota líquida descreve adequadamente o comportamento médio dos núcleos em relação à massa e, portanto, em relação à estabilidade. Entretanto, para certos valores de Z e/ou N, temos núcleos que se afastam significativamente desse comportamento médio por serem extremamente estáveis. Esses valores de Z e N são chamados números mágicos.
A situação é análoga à estabilidade inusitada dos sistemas eletrônicos dos gases nobres que contém um dos números mágicos 2, 10, 18, 36, 54 e 86 de elétrons. Entretanto, no caso nuclear, os efeitos indicando estabilidade extra não são tão pronunciados como no caso atômico, sendo necessária a consideração de todos os efeitos para que seja demonstrado de maneira conclusiva o caráter mágico desses números. Essas considerações, devidas grandemente a Mayer (1948), são as seguintes:
A analogia entre a existência de números mágicos para núcleos e átomos fez com que muitas pessoas procurassem a explicação do fenômeno nuclear em analogia com a explicação dada para o fenômeno atômico. O leitor certamente está lembrado de que o ponto central da explicação no caso
atômico é a formação de camadas fechadas de elétrons se movendo independentemente no potencial atômico. Entretanto, quando se iniciou seriamente a discussão dos números mágicos nucleares (1948), pareceu muito difícil entender como qualquer explicação baseada em movimento de partícula independente poderia ser válido para núcleos. A razão disto foi que o muito bem sucedido modelo da gota líquida tinha sido dominante por muitos anos e, aparentemente, era essencial para esse modelo que um núcleon em um núcleo interagisse muito fortemente com seus vizinhos. Com essa interação forte, um núcleon colidiria constantemente com outros núcleons quando atravessasse um núcleo, descrevendo um movimento muito mais parecido com o movimento browniano do que com o movimento de um elétron se movendo independentemente dos outros em uma camada fechada.
Do ponto de vista que estamos adotando, não há qualquer problema para se entender o movimento de partícula independente dos núcleons em um núcleo. De fato, uma extrapolação muito razoável do modelo óptico (1952) explica esse fato.
Essencialmente, todas as colisões entre um núcleon e outro envolvem perda de energia nesse sistema de referências e, portanto, segue-se que, se o potencial for puramente real para um núcleon ligado, não pode haver colisões entre núcleons, que, portanto se movem independentemente através do núcleo.
EISBERG, Robert Martin. Fundamentos da Física Moderna. Ed. Guanabara Dois