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Nutraceuticos
Tipologia: Notas de estudo
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GLOSSÁRIO DOS FUNCIONAIS - FASCÍCULO 10
de Quebra-pedra a Sênega
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GLOSSÁRIO DE FUNCIONAIS & NUTRACÊUTICOS
GLOSSÁRIO
DOS FUNCIONAIS:
DÉCIMO FASCÍCULO
A revista Funcionais & Nutracêuticos é uma publica- ção bimestral da Editora Insumos Ltda. É dirigido a nutrólogos, nutricionistas com cargos eletivos em centros de pesquisas e universidades, processadores de alimentos e bebidas. Publicações da Editora: revista Aditivos & Ingredientes, Guia do Comprador Aditivos & Ingredientes, revista Funcionais & Nutracêuticos, Guia do Comprador Funcionais & Nutracêuticos, revista Sorvetes & Cas- quinhas, Guia do Comprador Sorvetes & Casquinhas
Tel.: (11) 5524- Fax: (11) 5685- Av. Sargento Geraldo Santana, 567 - Sobreloja 04674-225 - São Paulo, SP
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EDITORA Márcia Fani (Mtb) 19. [email protected]
DIRETOR COMERCIAL Jean-Pierre Wankenne [email protected]
INTERNATIONAL SALES MANAGER [email protected]
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ATENDIMENTO Tatiane Torales Lemos [email protected]
CEO & FUNDADOR Michel A. Wankenne, MBA [email protected]
ARTE & DIAGRAMAÇÃO Assuero Dias [email protected]
Tiragem da edição: 9.
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Quitina e quitosana [Chitin and chitosan] – A quitina é o polissacarídeo mais próximo em abundância na natureza depois da celulose. È um polímero natural composto do amino açúcar N -acetilglicosamina. A principal forma desa- cilada da quitina é a quitosana, encontrada em crustáceos como caranguejos, lagostas e camarão. Desde que a quitina e a quitosana são ativas na complexação em metais de tran- sição, pesquisadores as tem estudado como potenciais an- tioxidantes. Usando quitosanas de viscosidades diferentes, estes pesquisadores descobriram que quitosanas de baixa viscosidade exibiram forte atividade antioxidante, sugerindo seu uso como uma potencial fonte de antioxidante natural para estabilização de alimentos com conteúdo lipídico. A
quitosana também apresentou benefícios na permeabilidade intestinal, permitindo a absorção de drogas hidrofílicas. Um estudo recente, todavia, sugeriu que a ingestão de quitosana alterou a função de barreira intestinal, permitindo a entrada de substâncias potencialmente tóxicas ou alergênicas. Tam- bém foi descoberto que a quitosana melhorou a eliminação de gorduras em ratos, assim como redução de colesterol na forma dietética, sugerindo-a como um possível suplemento dietético. Um estudo clínico com voluntárias portadoras de hipercolesterolemia, entre suave e moderada, relatou que a quitosana reduziu significativamente o colesterol total e o colesterol LDL, principalmente no subgrupo com idades superiores a 60 anos.
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Rabanete [Radish, Raphanus sativus L .] – É um vegetal crucífero pertencente à família das Brassicaceae , originário da região mediterrânea, cultivado praticamente no mundo todo por suas folhas e raízes comestíveis, que podem ser avermelhadas, brancas ou pretas. Suas raízes e folhas têm sido usadas em várias partes do mundo para o tratamento de câncer ou como agentes antiviral, antimicrobiano e antifúngico. Os isotiocianatos presentes no rabanete como tioglicosídeos con- jugados têm mostrado inibir o desenvolvimento de tumores em diversos modelos experimentais investigados. É, ainda, um vegetal reconhecido como um recurso alimentar para pedras, cálculos e condições escorbúticas. O suco tem sido usado para o tratamento de cristais vesiculares (colelitíase) e para a prevenção de cálculos biliares. A glucorafanina, a precursora natural do sulforafano encontrado principalmente em vegetais crucíferos, é conhecida por sua ação na manu- tenção de uma boa saúde.
Raiz-forte [Wasabi, Wasabia japonica (Miq.) Matsum ] – Pertencente à família das Brassicaceae , é um vegetal usual- mente consumido como condimento na cozinha japonesa, que contém compostos relacionados à saúde. Pesquisadores demonstraram que a sinigrina, principal composto que contém enxofre na raiz-forte, forma, através de reações químicas, isotiocianatos que suprimiram a fase inicial de tumorigêneses
induzidas em ratos. À mesma época, outros pesquisadores também apontaram estes isotiocianatos da raiz-forte como possuidores de propriedades anticâncer e antiplaquetárias. Um estudo mais recente identificou um componente ativo no extrato etanólico da raiz-forte, com capacidade de induzir apoptose devido à sua habilidade de inibir o crescimento celular de leucemia monoblástica humana.
Rehmannia [Rehmannia, Rehmannia glutinosa ] – Também conhecida como dedaleira chinesa, a rehmannia pertence à família das Scrophulariaceae , cujo adjetivo (glutinosa) refere-se à natureza pegajosa de sua raiz, devido à presença de açúcares simples (glicose, galactose, frutose, sucrose e ma- nitol), seus principais componentes, que conferem seu sabor adocicado. É uma erva chinesa frequentemente combinada com outras ervas para tratar anemia, câncer, constipação, diabetes e, principalmente, fraturas ósseas e nervos cortados a partir de quedas. Pesquisadores relataram recentemente que os extratos Libosh de rehmannia estimularam a proliferação e as atividades de osteoblastos, enquanto inibiram a geração e as atividades resorptivas de osteosclastos. Também de- monstraram efeitos preventivos em perda óssea osteoporótica induzida por uma ovariectomia. Outros usos da rehmannia incluem tratamentos para fadiga, pressão sanguínea alta, eczema, psoríase, reações alérgicas, cortes e feridas na pele.
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principalmente em uma forma sulfatada e num conjugado glucuronídeo. Recentemente, pesquisadores relataram que o ácido elágico e a quercetina interagiram em sinergia com o resveratrol, induzindo apoptose e causando a captura de ciclos celulares transitórios em células leucêmicas humanas. Tanto o resveratrol como seu análogo, a isorhapontigenina, apresentaram inibição à oxidação de LDL e à geração de espécies reativas ao oxigênio. A capacidade de o resveratrol proteger contra a degeneração macular relacionada à idade (AMD) foi demonstrada por pesquisadores, visto que o res- veratrol reduziu significativamente a proliferação celular de uma linha de células epiteliais da retina humana.
Retinol [Retinol, v. ácido retinóico, vitamina A] – É um álcool formado da vitamina A, armazenado como ésteres de retinil e enviado dos depósitos do fígado à corrente sanguínea como retinol ligado a uma proteína. Em situações de alta demanda de vitamina A (por ex.: inflamação, doenças, período pré- natal), este fornecimento pode ser insuficiente devido ao atraso na produção de proteínas ligadas ao retinol, levando a deficiências locais e comprometimento da estrutura e fun- ção nos respectivos tecidos. Este atraso pode ser superado pelos depósitos ésteres de retinil celulares que podem ser enriquecidos através de aplicação tópica de ésteres de retinil. O metabolismo da vitamina A (retinol) para ésteres de retinil por acil-transferase lecitina:retinol tem sido relatado como substancial redutor de linhas celulares de carcinoma humano. O resultado de um determinado estudo aponta que a perda da expressão acil-transferase lecitina:retinol está associada com câncer de bexiga invasivo. Estudos alertam, todavia, que o consumo excessivo de forma regular da vitamina A podem reduzir a densidade mineral óssea, aumentando o risco de fraturas e de osteoporose.
Riboflavina [Riboflavin] – Veja vitamina b 2
Ribose [Ribose] – Ou D-ribose, é um monossacarídeo que compreende a espinha dorsal do RNA, um biopolímero base da transcrição genética. Ela está relacionada à desoxirribose, como encontrada no DNA. Uma vez fosforilada, a ribose pode se tornar uma subunidade da adenosina trifosfato (ATP), nicotinamida adenina dinucleotídeo (NADH), e vários outros compostos que são essenciais para o metabolismo. D-ribose é muitas vezes comercializada como um suplemento para fisiculturistas, justificando seu consumo pelo aumento da resistência e recuperação muscular em indivíduos saudáveis, embora alguns estudos não tenham encontrado evidências de benefícios significativos. D-ribose também tem sido usada para reduzir a fadiga na fibromialgia (FM) e a síndrome da fadiga crônica (CFS). Um estudo piloto em 2006 sugeriu que a suplementação com D-ribose (5g três vezes ao dia) pode ser eficaz no tratamento da FM e CFS. Os autores relataram que 66% dos 41 participantes notaram a utilidade do suplemento
melhorando a eficiência energética, o sono, a clareza mental, a intensidade da dor, e o bem-estar. Entretanto, devido à falta de um grupo de controle, um estudo mais aprofundado é necessário para excluir um efeito placebo. Ribose tem sido utilizada, ainda, como um ingrediente para o alívio de ansiedade e stress.
Rodiola [Golden root, Rhodiola rosea L .] – É uma planta da família Crassulaceae , que cresce em regiões frias do mundo. Além de seu uso na medicina tradicional chinesa, tem sido utilizada na Rússia e em países escandinavos para lidar com o frio e com a vida estressante. Estudos piloto em humanos demonstraram melhora no desempenho físico e mental, podendo reduzir a fadiga. Os potenciais efeitos da rodiola estão relacionados com a otimização dos níveis de serotonina e dopamina, devido à inibição da monoamina oxidase e sua influência sobre peptídeos opióides, como beta-endorfinas, embora esses mecanismos neuroquímicos específicos não tenham sido claramente documentados com estudos científi- cos. Ela está incluída entre uma classe de derivados vegetais chamados de adaptogênios, que diferem de estimulantes químicos, como a nicotina, e não têm os mesmos efeitos fisiológicos. A rodiola contém uma variedade de compostos fitoquímicos que podem contribuir aos seus efeitos benéficos na depressão e demência senil, como a classe das rosavinas. Além destes, outros constituintes fenólicos antioxidantes são encontrados no extrato de rodiola como proantocianidinas, quercetina, ácido gálico, ácido clorogênico e kaempferol.
Romã [Pomegranate, Punica granatum L .] – Fruto da ro- manzeira, pertencente à família das Punicaceae , a romã é um fruto associada à fecundidade e às paixões desde a Antigui- dade. Sua pele contém grandes quantidades de polifenóis e é utilizada em tinturas, cosméticos, formulações terapêuticas e em receitas culinárias. Seu suco também é uma fonte rica de antioxidantes de efeitos antiaterogênicos em humanos e animais. Entre seus extratos, o metanólico exibiu a maior atividade antioxidante num estudo com modelos in vitro. Por outro lado, o extrato aquoso foi o que exibiu a maior atividade antimutagênica. Pesquisadores isolaram e caracterizaram recentemente a punilagina, um composto fenólico do extrato metanólico da romã, que exibiu uma potencial atividade de eliminação de radicais através da doação de elétrons aos radicais livres.
Rosa mosqueta [Rosa mosqueta, Rosa affinis rubiginosa ] – Pertence à família das Rosaceae , e possui aproximadamente 70 espécies diferentes em todo o mundo. Originária da área do Mediterrâneo e da Europa Central, foi trazida para a América do Sul pelos colonizadores espanhóis, e cresce na região sul e central do Chile como uma planta selvagem, em solos secos de baixo valor agrícola. Na medicina popular é amplamente utilizada em terapias para problemas da pele. As
Tabela 44 – COmPOSiçãO nUTRiCiOnal da ROmã (PORçãO de 100G) Fonte: USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 22 (2009) Tabela 45 – COmPOSiçãO nUTRiCiOnal dO RUibaRbO CRU (PORçãO de 100G) Vitamina C (ácido ascórbico Ácidos graxos, total Ácidos graxos, total Ácidos graxos, total
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S-adenosilmetionina (SAM) [S-adenosyl methionine (SAME)] – Descoberta na metade do Século XX, é um co- fator envolvido na transferência de grupos metila, formada pela adenosina trifosfato e metionina através da enzima metionina adenosiltransferase. Apesar das vias metabólicas que utilizam a SAM ocorrerem em todo o corpo humano, ela é produzida e consumida no fígado. Tendo em vista a sua importância na formação e manutenção de diversos substratos, tem sido comercializada como um suplemento nutricional. Diversos experimentos e pesquisas apontam benefícios para tratamentos da depressão, doenças hepáticas e sintomas da osteoartrite, mas os resultados ainda carecem maiores investigações para comprovação efetiva dos efeitos alegados. Estudos preliminares sugerem que a SAM pode ter potencial terapêutico no tratamento de pacientes com doença de Alzheimer (AD) e um estudo recente utilizan- do um modelo com ratos portadores de AD resultou que a suplementação com SAM impediu danos oxidativos e disfunção cognitiva.
S-alil-l-cisteína (SAC) [S-allyl-L-cisteine (SAC)] – A SAC é um composto organo-sulfúrico que, junto com a alixina e seu análogo, age como ativo antienvelhecimento, na melho- ra do aprendizado e da memória, tem efeitos neurotróficos e atividade antioxidante quando associada com o extrato
envelhecido de alho. Pesquisadores obtiveram resultados positivos no tratamento da doença de Alzheimer em razão de sua proteção seletiva aos neurônios. Tal seletividade na regulação de óxido nítrico, quando em conjunto ao extrato de alho, podem contribuir ao seu efeito antiinflamatório e capacidade em prevenir a aterosclerose. Como antioxidante, a SAC reduziu o estresse oxidativo através da preservação de manganês superóxido dismutase (Mn-SOD), glutationa peroxidase e atividades da glutationa redutase.
Sabugueiro [Elderberry, Sambucus nigra L .] – Nativo de regiões temperadas a sub-tropicais, o sabugueiro é um gênero entre 5 a 30 espécies de arbustos ou pequenas árvores perten- centes à família das Caprifoliaceae. Suas flores encontram uso como extratos para bebidas não alcoólicas e xaropes, enquanto que suas bagas são usadas para a produção de vinhos, geléias e marmeladas. A medicina popular tem utiliza- do o extrato de sabugueiro no tratamento dos sintomas gripais, tendo demonstrado eficiência contra a Influenza B. Pesquisas afirmaram que os flavonóides do sabugueiro estimulam o sistema imunológico, enquanto que outros componentes, como as antocianinas, têm um efeito antiinflamatório, o que poderia explicar o seu efeito em dores e febres. A casca, folhas, sementes e frutos verdes contêm a sambunigrina, um glicosídeo cianogênico, que é potencialmente tóxico.
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Salgueiro-branco [White willow, Salix alba L .] – É uma espécie de salgueiro, pertencente à família das Salicaceae , nativa da Europa e da Ásia Central e Oriental. Escritos da Antiguidade mencionam o uso do extrato da casca do salgueiro-branco para tratamento de dores e sofrimentos e no controle de estados febris. O extrato de salgueiro-branco contém uma substância bioativa importante, a salicina, da qual deriva o ácido salicílico, elemento ativo de amplo uso na indústria farmacêutica.
Salsinha [Parsley, Petroselinum crispum (Mill.) Nyman Ex A.W. Hill ] – Uma erva da família das Apiaceae , a salsinha, além da sua aplicação culinária como tempero, tem uma vasta tradição na medicina popular como estomática, carminativa, emenagoga e abortiva. Como uma erva, ela é amplamente reconhecida como um diurético, contando provavelmente com suas propriedades hipotensivas. O mecanismo do seu efeito diurético aparenta ser a mediação através da inibição da bomba de sódio e potássio que comanda a uma redução na absorção destes elementos, resultando num fluxo osmótico da água pelo lúmen e diurese. O papel laxativo foi confirmado pela inibição do sódio e subseqüente absorção da água através da inibição da bomba de sódio e potássio e pela estimulação do transportador NaKCl e aumento da secreção de água e eletrólito. Pesquisadores isolaram e caracterizaram um novo monoterpeno da região aérea da salsinha, que possui uma atividade estrogênica consideravelmente potente. Outra pesquisa demonstrou as propriedades antibacterianas das folhas da salsinha. As furocumarinas fotoativas extraídas das folhas inibiram patógenos humanos como E. coli , Listeria mo- nocytogenes e organismos deteriorados, Erwinia carotovora e Listeria innocua. Na Turquia é considerada como uma erva medicinal para uso em indivíduos diabéticos, com alegação de atuar na redução da pressão sanguínea.
Sálvia [Sage, Salvia officinalis ] – A sálvia é uma planta aromática e medicinal comum, pertencente à família das Lamiaceae , nativa dos países mediterrâneos, mas é cultivada atualmente em diversos países do mundo, além da Europa e América do Norte. Tanto o odor quanto o seu sabor aromático devem-se ao seu óleo volátil. O valor medicinal da sálvia reside nas suas folhas esmagadas e secas e no óleo extraído de suas flores, folhas e talos. Ela exibe qualidades antibacte- rianas, inibe o crescimento viral e fúngico, reduz perspiração e outras secreções e age como adstringente, contraindo e secando os tecidos. A sálvia tem sido usada como erva me- dicinal por muitos séculos. Tem sido sugerido, com base na medicina popular, nas suas propriedades colinérgico-ligadas in vitro e na modulação do humor e no rendimento cognitivo de humanos, que a sálvia pode prover potencialmente uma novo tratamento natural para a doença de Alzheimer. Ácido caféico, ácido rosmarínico e oligômeros do ácido caféico, com múltiplos grupos catecóis, são todos constituintes da sálvia,
Tabela 46 – COmPOSiçãO nUTRiCiOnal da SalSinha CRUa (PORçãO de 100G) nutrientes Unidade Quantidade Água g 87, Energia kcal 36, Proteína g 2, Lípides totais (gordura) g 0, Cinzas g 2,
Cobre mg 0, Manganês mg 0, Selênio mcg 0, Vitamina C (ácido ascórbico total) mg^ 133, Vitamina B1 mg 0, Vitamina B2 mg 0, Vitamina B3 mg 1, Vitamina B5 mg 0, Vitamina B6 mg 0, Vitamina B9 (folato total) mcg 152, Colina, total mg 12, Vitamina A, RAE mcg_RAE 421, Beta-caroteno mcg 5054 Vitamina A, IU IU 8424 Luteína + zeaxantina mcg 5561 Vitamina E (alfa-tocoferol) mg 0, Gama-tocoferol mg 0, Vitamina K (filoquinona) mcg 1640 Ácidos graxos, total saturados g^ 0, Ácidos graxos, total monoinsaturados g^ 0, Ácidos graxos, total poliinsaturados g^ 0, Fitosteróis mg 5, Aminoácidos, totais g 2, Fonte: USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 22 (2009)
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efeitos hepatoprotetores, atividades cardíacas, atividade anti- trombóticas, atividade hipolipêmica, atividade no sistema ner- voso central e atividade endócrina. As saponinas triterpênicas obtidas da albízia africana ( Albizia adianthifolia ) mostraram um efeito citotóxico em células leucêmicas T humanas por indução de apoptose. Ações hipoglicêmicas foram relatadas para os triterpenos de platicodon ( Platycodon grandiflorum (Jacq.) A. Dc. ), bupleurum ( Bupleurum falcatum L. ), poligala ( Polygala senega L. ) e ginseng ( Panax ginseng ).
Sarcofitol A [Sarcophytol A] – É um diterpeno tipo cembrene isolado do coral Sarcophyton glaucum, que mostrou efeitos anticâncer e câncer-protetor em dois modelos animais: células de câncer pancreático humano transplantadas em camundongos nus e carcinogênese pancreática induzida em hamsters doura- dos. O sarcofitol A (SaA) também promoveu uma significativa proteção contra a indução de danos genéticos em células de pulmão humano expostas a nitrosaminas específicas do tabaco.
Secoisolaricirresinol diglicosídeo [Secoisolariciresinol di- glycoside, v. lignanas] – O Secoisolariciresinol diglicosídeo (SDG) é uma lignana vegetal mais notadamente encontrada na semente da linhaça, classificada como um fitoestrogênio com uma fraca atividade estrogênica. Após a ingestão, o SDG é convertido em aglicona secoisolariciresinol, a qual é então metabolizada para enterolactona mamária e entero- diol. A maior parte dos efeitos do SDG oral é mediada pela enterolactona e pelo enterodiol. O SDG, a enterolactona e o enterodiol exibem um número considerável de atividades antioxidantes, incluindo a inibição de peroxidação lipídica e eliminação de radicais hidróxidos. Em pesquisas, o SDG inibiu o desenvolvimento de tumores mamários, bem como retardou a progressão de tumorigênese mamária induzida. A suplementação com SDG reduziu a metástase pulmonária em células melanômicas de ratos e inibiu o crescimento de tumores metastáticos formados nos pulmões.
Segurelha [Savory, Satureja hortensis L .] – É uma erva anual da família das Lamiaceae , usada como condimento, bem como na medicina popular para o tratamento de doenças in- fecciosas. Testes antimicrobianos e antioxidantes mostraram que o seu óleo essencial exibiu atividades antimicrobianas contra 23 bactérias e 15 espécies de fungos e leveduras tes- tados, enquanto que a oxidação do ácido linoléico foi inibida em 95%. Recentemente demonstrou-se as propriedades antio- xidantes de um extrato cru da segurelha e de sua fração puri- ficada a partir de materiais extraídos da parte aérea. Pesqui- sadores relataram que os óleos essenciais extraídos das es- pécies de segurelha representaram um fonte inexpressiva de compostos antibacterianos naturais com uso potencial em sistemas alimentícios, a ponto de prevenir o crescimento de bactérias alimentares e de estender o tempo de prateleira de alimentos processados. A atividade antimicrobiana de diver-
Tabela 48 – COmPOSiçãO nUTRiCiOnal da SeGURelha CRUa (PORçãO de 100G) nutrientes Unidade Quantidade Água g 9, Energia kcal 272, Proteína g 6, Lípides totais (gordura) g 5, Cinzas g 9, Carboidratos, por diferença g 68, Fibra dietética total g 45, Cálcio mg 2132 Ferro mg 37, Magnésio mg 377, Fósforo mg 140, Potássio mg 1051 Sódio mg 24, Zinco mg 4, Cobre mg 0, Manganês mg 6, Selênio mcg 4, Vitamina C (ácido ascórbico total) mg 50, Vitamina B1 mg 0, Vitamina B3 mg 4, Vitamina B6 mg 1, Vitamina A, RAE mcg_RAE 257, Vitamina A, IU IU 5130 Ácidos graxos, total saturados g 3, Fitosteróis mg 31, Fonte: USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 22 (2009)
sos óleos essenciais, inclusive o de segurelha, mostraram efetividade contra microrganismos vaginais responsáveis por doenças ginecológicas infecciosas.
Segurelha-de-inverno [Winter savory, Satureja montana L .] – É uma erva aromática e medicinal usada como remédio popular para muitas doenças, que cresce ao longo da costa Adriática e em partes da Croácia. Contém uma série de compostos biologicamente ativos que incluem triterpenos, flavonóides e ácido rosmarínico, que a caracterizam como altamente antioxidante. A atividade antimicrobiana de am- plo espectro do óleo essencial e dos extratos etanólicos da segurelha-de-inverno foi demonstrada em diversos estudos, incluindo sua capacidade de controlar patogênicos potenciais e leveduras deterioradas.
Segurelha-de-verão [Summer savory, Satureja hortensis L .] – É uma erva anual usada na região oriental da Turquia
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como medicamento popular para tratamento de diferentes doenças infecciosas e distúrbios. Na medicina popular irania- na é utilizada como atenuante em dores musculares e ósseas. Pesquisas sugerem que o extrato da segurelha-de-verão pode ter potencial como um agente antiinflamatório e no tratamen- to de rinossinusite. Os resultados de testes antimicrobianos mostraram que seu óleo essencial tem grande potencial em ati- vidades antimicrobianas contra diferentes espécies de bacté- rias, fungos e leveduras. Os principais componentes no óleo essencial da segurelha-de-verão são o timol (29%), carvacrol (26,5%), γ-terpineno (22,6%) e p-cimeno (9,3%). Ensaios in vitro sugerem que o óleo essencial pode ter benefícios clínicos para o tratamento de alguns distúrbios gastrintestinais, devido sua atividade antiespasmódica e relaxante. A porção polife- nólica e o óleo essencial da segurelha-de-verão mostraram possuir efeitos antinociceptivo e antiinflamatório.
Selênio [Selenium] – É um oligoelemento por excelência, que, como um componente da glutationa peroxidase, atua no controle e combate aos peróxidos. A atividade catalítica do selênio é reforçada na presença da vitamina E, que é também indispensável na redução dos radicais livres. Sua associação aparece, pois, como fundamentalmente neces- sária às células na prevenção de seu sofrimento e de sua degeneração. Por outro lado, o selênio possui um efeito de antídoto com relação aos metais pesados tóxicos, como o mercúrio, o chumbo, o arsênico e o cádmio. Pesquisas em curso colocam em evidência as propriedades anti- inflamatórias e imunoestimulantes do selênio. No homem, a suplementação em selênio parece ser benéfica para melhorar a forma geral e lutar contra o envelhecimento. Um estudo em futebolistas mostrou um aumento de 20% das perfor- mances (maior resistência e recuperação mais rápida) após um mês de tratamento com a associação selênio-vitamina E. Notou-se, também, uma melhora na vitalidade de pes- soas idosas graças a esta suplementação. Experimentos em animais mostraram que o selênio em baixas doses inibiu o progresso dos tumores mamários nas ratazanas e diminuiu o desenvolvimento do câncer do cólon. No entanto, em altas doses, o selênio é tóxico e cancerígeno.
Sena [Senna, Cassia angustifolia Vahl .] – Da família das Fabaceae , a sena é um medicamento tradicional chinês com múltiplas atividades farmacológicas. Em particular, ela pode promover a motilidade e a secreção no trato gastrintestinal, porém o seu uso é firmemente restrito devido à sua toxicidade. Suas plantas são pequenos arbustos das Leguminosae cultiva- dos na Somália, na península arábica e nas proximidades do Rio Nilo. As vagens são colhidas durante o mesmo período que a coleta das folhas, sendo então desidratadas e separadas em diversas qualidades. Os constituintes ativos nas folhas e nas vagens são similares, entretanto estão presentes em maio- res quantidades nas vagens. Quinquangulina e rubrofusarina são dois produtos antimicobacterianos naturais conhecidos extraídos dos talos e frutos da sena.O alcalóide piperidina cassina é outro composto antimicrobiano isolado das folhas da variedade Senna racemosa.
Sênega [Senega, Polygala senega L .] – Da família das Polyga- laceae , a sênega é uma erva perene que cresce no centro e no oeste da América do Norte. O nome de seu gênero, Polygala , significa “muito leite”, aludindo às suas secreções profusas e aos seus efeitos. O nome “Senega” é derivado da tribo de índios norte-americanos Sêneca, entre os quais as raízes desta planta eram usadas como um remédio para as picadas de co- bras. A raiz contém ácido poligálico, ácido virginéico, ácidos péctico e tânico, cor amarela, sabor amargo, resina, traços de óleo volátil (uma mistura de éter valérico e metil salicilato), açúcar, senegina, fibras, sais, alumínio, sílica, magnésio e ferro, entre outros componentes. A raiz fresca tem um aroma agra- dável devido ao seu conteúdo de aproximadamente 0,1% de metil salicilato. O ingrediente ativo, entretanto, é uma mistura complexa de saponinas triterpenóides numa concentração que varia de 8 a 16%. No início do Século XIX a raiz de sênega era usada como um remédio expectorante para tosse. Atualmente é utilizada para tratar bronquite, traqueíte, enfisema e inflamação do trato respiratório. Recentemente, as saponinas da sênega foram relatadas como ostentando atividade de imunopoten- ciação para antígenos protéicos e virais, sugerindo seu papel potencial como vacina, auxiliando no aumento de respostas imunológicas específicas.