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Relatório da aula de psicologia institucional. Este semestre eu termino as disciplinas necessárias para concluir o curso de Formação de Psicólogo, ALELUIA! Parece um sonho! Mas é quase um pesadelo. Espero que o despertador não toque, ou que alguém me belisque.
Tipologia: Trabalhos
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Não perca as partes importantes!






















Este semestre eu termino as disciplinas necessárias para concluir o curso de Formação de Psicólogo, ALELUIA! Parece um sonho! Mas é quase um pesadelo 1. Espero que o despertador não toque, ou que alguém me belisque. Estar terminando o curso me causa uma tensão muito grande, uma ansiedade nunca sentida. Pegar uma matéria não obrigatória agora, e tendo completado os créditos das eletivas, parece um desafio, e uma carga a mais, mas já que estou a tempo demais neste curso quero aproveitar mais um pouco também as oportunidades de ter mais aulas. Imagino se este horário seria mais bem aproveitado trabalhando a monografia, mas quero arriscar. A verdade é que o tempo que não passo aqui acabo mesmo é na escola trabalhando. Por outro lado, minha carga horária acaba sempre comprometida tanto lá quanto aqui; nesta disciplina e em mais uma obrigatória, terei aula em horário de trabalho e deverei cumprir 75% da freqüência, apenas, para conciliar o horário de trabalho com o horário de faculdade. Então decidi mesmo por pegar mais uma disciplina. Caso a minha intenção de terminar a monografia fique prejudicada, terei tempo só para a monografia no final das aulas e acredito que será mais fácil terminá-la.
Aula do dia 13/08/2008 2 O horário da disciplina encaixou bem entre as aulas de ética profissional e os horários de supervisão da monografia, com a mesma professora (coincidência?) foi a princípio um bom motivo para assistir as aulas de psicologia institucional. No entanto, acredito que a disciplina me será útil por seu enfoque no trabalho assim como deste na saúde do trabalhador, por uma razão que já esclareço: trabalho em instituição pública escolar; acredito que muito do que será apresentado e discutido aqui irá de encontro com as situações por mim mesma vividas ou presenciadas no ambiente de trabalho, bem, assim espero.
UNIDADE I – REFERENCIAIS TEÓRICOS
Andréa Liliam
(^1) .Não se trata de forma alguma de um surto psicótico, mas da tensão de final de curso. (^2) O material produzido durante a aula encontra-se em anexo
os excedentes sequer são explorados. Alguns críticos dirão que provavelmente se o número de excedentes cresce, a sociedade esteja passando por um processo de mudança em seu modelo de emprego assalariado que não deve mais ser pensado como o principal vetor de integração. Mas para Castel o que há é sim uma tendência para a redução da carga horária do trabalho. Devido a precarização das relações de trabalho, o trabalhador está cada vez mais sujeito a formas de emprego que mobilizam toda a sua pessoa e deixam pouco tempo para as atividades de lazer. O sofrimento e o superinvestimento continuam sendo duas componentes essenciais das relações de trabalho atuais. Ainda mais, o aumento da precarização nas relações de trabalho também redunda no medo do trabalhador de perder o emprego. Mas é ainda sobre o trabalho, quer se o tenha, quer este falte, quer seja precário ou garantido, que continua a se desenrolar hoje em dia, o desterro da grande maioria dos atores sociais. E nesse sentido pode-se continuar a falar da centralidade do trabalho, pois este permanece positiva ou, muitas vezes, negativamente, no centro das preocupações da maior parte das pessoas.
Aula do dia 17/08/ Pensando a Organização do Trabalho: Taylorismo, Fordismo e Toyotismo O toyotismo surge e se mostra como uma forma de trabalho consolidada, não quero falar sobre terceirização, mas a flexibilização do trabalho é algo percebido claramente no meio trabalhista. Um bom exemplo é o dos motoristas de ônibus que hoje, é cada vez mais comum, além de dirigir o ônibus, executam a tarefa de trocador e secretário (preenchendo formulários para os passageiros com direito a gratuidade, mas que não possuem o cartão vale-transporte). Há aqueles que acreditam que num futuro não muito distante, ale de dirigir e trocar dinheiro, os motorista ainda terão que tocar e cantar para o entretenimento dos passageiros, exagero? Talvez, mas com certeza demonstra como mais fluidas vem se tornando a atividade de trabalho, que não têm mais funções delimitadas ou específicas.
Aula do dia 10/09/ Impactos do Trabalho: Acidentes e Doenças
Andréa Liliam
Diz um ditado popular: “O trabalho enobrece o homem”, mas eu costumo ouvir: “O trabalho enlouquece o homem”. Em uma conversa informal uma professora comentava que sua terapeuta havia lhe dado alta depois de 20 anos de terapia, ao ouvi-la sua colega complementou:
Aula do dia 17/09/ Psicopatologia e Psicodinâmica do Trabalho Uma professora comentou comigo, certa vez, que nuca tira licença se for motivo de problemas com sua voz. Como pretende tomar posse de outra vaga de professora e assim acumular duas matrículas na mesma prefeitura a professora sabe por ocasião da investidura no cargo, passará por avaliação médica, e um histórico de licenças por problemas nas pregas vocais poderia lhe impedir de tomar posse da desejada segunda matrícula.
“... o trabalho é aquilo que implica, do ponto de vista humano, o fato de trabalhar: gestos, saber-fazer, um engajamento do corpo, a mobilização da inteligência, a capacidade de refletir, de interpretar e de reagir às situações: é o poder de sentir, de pensar e de inventar...” Dejours (2004).
O que me impressiona na reflexão sobre os textos lidos é como o medo de perder o emprego, ou ocupação permeia a conduta dos trabalhadores. Na situação da professora que não tira as licenças por motivos que envolvam sua voz, é possível notar um estratagema interessante. Provavelmente depois de conseguir a segunda matrícula as preocupações com essa questão diminuam, pois a condição de servidora lhe trará alguma proteção, levando a professora a poder tirar as benditas licenças quando necessitar.
AVALIAÇÃO DA UNIDADE I
Portfólio – Nos Bastidores das Aulas de Psicologia Institucional
comunicação entre os colegas de trabalho, para que estes só trabalhassem. Na hora do almoço, os engenheiros podiam dispor de um refeitório. Mas, adivinhem! Lá estavam os boxes também, “dessa forma os engenheiros podiam fazer a refeição sem se preocupar em ser incomodado por ninguém”, e tão logo terminassem poderiam voltar ao box de trabalho. O conforto visual também era nulo, pois a core dos boxes era branca. A cobrança era alta dos superiores e não havia reconhecimento, e nem satisfação no trabalho. Rafael acabou desenvolvendo sintomas como: cansaço recorrente, dificuldades em acordar pela manhã para ir trabalhar, dores nas pernas, depressão, a ponto de recorrer a ajuda profissional de um psiquiatra. Precisou fazer uso de psicotrópicos, mas reagiu bem ao tratamento. Rafael largou aquele emprego, e está trabalhando em uma outra empresa, é preciso mencionar que os sintomas diminuíram bastante, e em seis meses conseguiu parar com a medicação. Na empresa atual Rafael tem satisfação no trabalho.
Hoje é dia 1º de outubro de 2008 Estamos assistindo ao filme: “Brigada 49” A tarefa de hoje é fazer anotações sobre o filme e relacioná-las á matéria das aulas. É para trazer na próxima aula e anexar ao portfólio.
Próxima aula:
Anotações Sobre o Filme: (O filme se passa como fatos que são lembrados pelo personagem principal, enquanto este espera por socorro após um desabamento, sendo assim, no texto abaixo os trechos sublinhados referem-se ao momento atual da vida do personagem).
Bombeiros precisam de equipamento de proteção que suportem o calor, precisam de equipamento de ar para não inalar a fumaça dos incêndios e ficarem intoxicados.
Um desabamento no 12º andar no prédio em chamas, deixa Jack machucado, caído, esperando socorro e inalando forte cheiro. A equipe que estava com ele morre. Não há acesso fácil,
Portfólio – Nos Bastidores das Aulas de Psicologia Institucional
a passagem está impedida pelos escombros, há fogo também e os colegas se desesperam. Labaredas caem na rua, queimando carros.
O trabalho toma muito tempo e entra na vida pessoal, Jack está em um pub numa hora de folga comemorando o dia de São Patrício, fardado, com os colegas, quando recebe a notícia que vai ser pai. Os companheiros desconfiaram quando a esposa de Jack recusou bebida e bateram com a língua nos dentes.
De repente, uma explosão, um colega é atingido pelas chamas na frente dos companheiros, e nenhum deles pode fazer nada. O desespero leva um a pular, correr em direção ao fogo para socorrer, e naturalmente é contido.
A única coisa que podem fazer é baixar a bandeira em homenagem ao bombeiro morto e ir ao enterro. Depois disso é “voltar para a viatura”, assim disse o capitão para motivar os homens, “homenagear Dennis”.
Ver o colega morrer em trabalho, morrer no trabalho, um risco alto na vida de um bombeiro. Jack deseja sair da função de esguicho e ir para a viatura, o capitão diz que não é uma boa idéia, não é seguro, pois ele não terá água para se proteger, a mangueira de incêndio, também protege o bombeiro.
Ao chegar em casa Jack parece um pouco alegre por causa da bebida. “O álcool é uma dose de energia, mais psicológica que física, que ajuda a enfrentar as condições de trabalho” (Dejours, 1992) 3.
O local começa a ficar instável, há água caindo e desabamentos pequenos, está caindo pedras, pedaços da estrutura, tijolos.
A festa de aniversário dos filhos de Jack está cheia dos colegas bombeiros com suas respectivas famílias. Até mesmo as horas de laser é compartilhada com os companheiros da brigada. “A cooperação é um meio poderoso para conjurar a solidão social temida por muitos
Andréa Liliam
(^3). DEJOURS, C. A Loucura do trabalho. São Paulo (SP): Cortez; 1992.
Aula do dia 08/10/ Dia de prova, interessante método: fazer uma leitura, anotações, tudo em posse das perguntas de prova, e depois respondê-las. A prova por mais fácil sempre me deixa nervosa, preciso cuidar da minha homeostase para não ter muito comprometimento no desempenho, geralmente há algum, mas acho que dei conta, embora por causa do lanchinho que tive que fazer tenha perdido algum tempo para fazer uma pequena parte das anotações. Bem, era isso ou coisa pior! Eu esqueci a resposta de uma pergunta, embora não tenha tido tempo de anotar, eu havia estudado, e sabia a resposta, mas não lembrei.
Aula do Dia 10/10/ Clínica da Atividade A atividade não é tarefa, inclui toda a produção de subjetividade. O objetivo da clínica do trabalho não é a produtividade, mas a qualidade do trabalho, não se limita à tarefa, e interfere no trabalho.
Glossário Sobre a Clínica da Atividade Conação^7 é a tendência mentalsomática ao movimento ou empenho na dinamização dos processos mentais. Inclinação, tendência, intenção, esforço dirigido para realizar algo ativa e deliberada^ 0 01 F mente. Muitos psicólogos distinguem três ca0 01 F tegorias de funcionamento mental: o cognitivo (perceptivo e intelectual), o emocional e o co^ 0 01 F nativo. A conação inclui instintos, impulsos, de^ 0 01 F sejos, anseios etc. Protociência 8 - En la filosofía de la ciencia, el término protociencia se usa para describir una nueva área de esfuerzo científico en proceso de consolidación. A veces los escépticos científicos se refieren a estos esfuerzos como ciencias patológicas****. Protociencia es un término a veces usado para describir una hipótesis que aún no ha sido probada adecuadamente por el método científico, pero que es por lo demás consistente con la ciencia existente o que, donde no lo es, ofrece una razonable cantidad de inconsistencia como por ejemplo la teoría de cuerdas.
Andréa Liliam
(^7). www.wikipedia.org (^8). www.wikipedia.org
O texto a seguir, em itálico, foi extraído de “ALVES, VA & CUNHA, DM. Aspectos metodológicos de uma análise situada da atividade docente: a autoconfrontação cruzada. UFMG” 9. Método do sósia - proposto por Clot é uma variação das instruções do sósia de Oddone. “No método do sósia, a compreensão da dimensão narrativa e seus recursos reflexivos é imprescindível para a realização do trabalho de análise” (Vieira, 2004, p.221). As instruções dadas pelos participantes da atividade ao analista da situação de trabalho em resposta à pergunta “Suponha que amanhã eu o substitua...” são gravadas e transcritas. Posteriormente os participantes terão um segundo encontro com o analista, onde serão confrontados com suas instruções e poderão comentá-las, inclusive, por escrito. O diálogo é voltado para a transmissão de instruções, instaurando uma situação dialógica particular que faz com que os interlocutores focalizem a descrição da ação, e não os seus motivos. No exercício do sósia, o sujeito tem a oportunidade de um contato social consigo mesmo, ele se torna um estranho a si próprio quando se vê diante da necessidade de instruir um sósia seu. Essa situação em que o sujeito dialoga consigo mesmo por meio do diálogo com o outro, o leva a ‘estranhar’ sua própria experiência, redescobrindo-a para então reorganizá-la sob um outro ponto de vista (Clot, 1998, p.181). Método da autoconfrontação cruzada - representa um esforço de “estabelecer a relação entre as características observáveis e dedutíveis da atividade verbal e as demais dimensões da atividade em geral” (Faïta, 2002, p.49) na análise das situações de trabalho. De acordo com Vieira (2004) e Faïta e Vieira (2003) o método se estrutura em cinco fases: I – O filme É nesse primeiro momento que se dá a constituição de um grupo de análise representativo do meio de trabalho associado à pesquisa. Constituição que deve ser precedida de um longo trabalho de observação das situações e meios profissionais. As seqüências de atividade que serão filmadas e submetidas à autoconfrontação devem ser cuidadosamente escolhidas, garantindo que os indivíduos que serão confrontados sejam trabalhadores que desempenhem funções próximas (as seqüências devem ser o mais homogêneas possíveis, retratando a atividade de trabalhadores que exerçam a mesma função, que tenham um mesmo cargo). II – Autoconfrontação simples Produção, por cada um dos protagonistas, de um discurso referente à atividade observada. O indivíduo é confrontado às imagens de sua própria atividade. Abertura de um espaço para que
Portfólio – Nos Bastidores das Aulas de Psicologia Institucional
(^9). Disponível em www.google.com.br
seu lugar no processo de autoconfrontação, não se deixando confundir com o lugar do ator observado.
Referências Para Os Seminários BARBOSA, MS. A. & COLS (2007). A vida do trabalhador antes e após a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho (DORT). Revista brasileira de enfermagem, v.60 n.5 Brasília set./out. 2007. www.scielo.br FERENHOF, I. A. & FERENHOF, E.A. (2002) Burnout em professores. ECCOS - Revista Científica – Avaliação e mudanças – Centro Universitário Nove de Julho. São paulo, v. 4, n. 1, p 131/151. sepia.no.sapo.pt/Sepia_ECCOS_junho_2.pdf MILITÃO, A. G. & RAFAELI, E. A. (?) Neuropatias por intoxicação ocupacional. Santa Catarina: Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFSC. www.eps.ufsc.br. MACIEL, R. H. & COLS (2007). Auto relato de situações constrangedoras no trabalho e assédio moral nos bancários: uma fotografia. Psicologia & Sociedade, v.19 n.3 Porto Alegre set./dez. 2007. www.scielo.br KASSOUF, A. L. (2005). Trabalho infantil: causas e conseqüências. Estudo realizado para a apresentação no concurso de professor do Deptº de Economia, Administração e Sociologia da ESA/USP em 9 de novembro de 2005 www.cepea.esalg.usp.br/pdf/texto.pdf BRUSCHINI, M. C. A. (2007). Trabalho e gênero no Brasil nos últimos dez anos. Fundação Carlos Chagas, Grupo de Pesquisas Socialização de Gênero e Raça. Cadernos de Pesquisa, v.37, n.132, set/dez, 2007. [email protected], www.oei.es/genero/trabalho-genero- trabalho.pdf VILELA, R. A. G. & COLS (2001). Experiência do Programa de Saúde do Trabalhador de Piracicaba: desafios da vigilância em acidentes do trabalho. Informe Epidemiológico do Sus, v.10, n.2, Brasilia, junho de 2001.
Aula do Dia 22/10/ O seminário de hoje é sobre BURNOUT
Portfólio – Nos Bastidores das Aulas de Psicologia Institucional
Burnout – tornar-se exausto após excessiva demanda de energia ou força. Síndrome de exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização profissional que pode ocorrer entre indivíduos que trabalham com pessoas.
O título do texto apresentado hoje pela Vanessa é “ Síndrome de Burnout em Residentes da Universidade Federal de Uberlândia ” e traz uma pesquisa sobre a ocorrência de burnout entre médicos. Segundo a pesquisa, é alta a freqüência em que ocorre a síndrome no meio da classe médica. Os cirurgiões são os mais afetados pelo problema.
Aula do dia 24/10/ Esta aula eu faltei. O tema para o seminário de hoje é: Esforço Repetitivo. Aula do dia 29/10/ Trabalho e Intoxicações Texto: “ Trabalho Rural e Saúde: Intoxicação Por Agrotóxicos No Município de Teresópolis ” Hoje o texto principal do seminário é o meu. O texto me chamou a atenção por se tratar de lavouras produzidas no município de Teresópolis, e por que tais lavouras acabam abastecendo o mercado nas metrópoles. Enquanto os trabalhadores se arriscam com o uso de agrotóxicos nas lavouras, nós aqui no município do Rio de Janeiro, nos arriscamos fazendo uso da alimentação. Chamou - me também muito a atenção do comentário da professora, ao mencionar que pessoas de baixa renda não têm acesso à produtos orgânicos, no entanto custo-me a acreditar que no “sujinho” as iguarias, servidas aos estudantes no campus da praia vermelha nas horas de almoço e lanches, sejam preparadas com produtos orgânicos. Referência: SOARES, W. L.; FREITAS, E. A. V. & COUTINHO, J. A. G. (2005). Trabalho Rural e Saúde: Intoxicação Por Agrotóxicos No Município de Teresópolis. Rev. Econ. Sociol. Rural, v.43, n.4, Brasília out/dez. 2005.
Glossário Sobre Intoxicação Intoxicação 10 :
Andréa Liliam
(^10). www.google.com.br
que nesse caso, eliminar o trabalho infantil pode levar as crianças e seus pais a uma condição de maior pobreza e com risco de inanição. Durante a aula percebi que fui contestada veementemente pelos colegas de classe, achei que exageraram. Não perdi tempo e revidei na oportunidade certa. Quando levo algum material para comentar, é porque antes fiz alguma pesquisa, não tiro as coisas da minha cabeça e alguma consideração e respeito é indispensável. Sendo assim também não vou ficar quieta quando fizerem afirmações não comprovadas empiricamente, ou bem fundamentadas teoricamente. Mesmo porque se tratando de trabalho infantil ninguém aqui nessa turma conhece melhor do eu, que já vivi a situação.
Aula do dia 14/11/ Hoje fui para o trabalho, não estou em aula. Minha superior está reclamando muito do meu horário. Graças a Deus falta pouco para terminar o semestre e consequentemente não terei mais disciplinas para fazer.
Nesta unidade acredito que houve maior envolvimento da minha parte, mesmo com meu problema de horário e conseqüentes faltas. Pois a formatação da apresentação dos seminários me fizeram ler diversos assuntos além do tema só do meu seminário sobre intoxicações. Na verdade estive muito envolvida com todos os temas. Mas o tema que eu escolhi me deixou muito excitada e porque não dizer hiperativa 11 , devido aos artigos e textos que encontrei em minha pesquisa. No meio de tanta fartura e não sabendo o que escolher me decidi por um texto onde percebi uma linha com as seguintes palavras: As culturas de destaque são: alface, chicória, couve, jiló, couve- flor, agrião, brócolos, coentro e pimentão. Todas as dúvidas que rolavam na minha cabeça se extinguiram, pois decidi por um motivo que me lembra prazer, como comida. Ficaram marcados os riscos que mesmo uma boa alimentação pode trazer. Também não posso deixar de registrar o que a “Clínica Da Atividade” trouxe de novo para mim: uma redescoberta de Vigotsky que embora eu tenha estudado muito no meu estágio de licenciatura em psicologia, não tive a visão que tenho dele agora, que ficou limitada a atuação do
Andréa Liliam
(^11). Para não dizer “pinto no lixo”.
professor na sala de aula. É incrível eu posso utilizar Vigotsky para a escuta no campo do trabalho em suas interfaces com a qualidade de vida, bem-estar e saúde.
Aula do dia 19/11/ Hoje a turma fez a avaliação do curso levando em consideração os tópicos sugeridos pela Rita Louzada, como textos, seminários, portal, avaliação, portfólio, glossário e relatos do mundo do trabalho. Foi uma avaliação qualitativa que levou em conta pontos negativos e positivos. Cada aluno relatou sua impressão sobre o curso assim como suas apreensões e sugestões. Eu, particularmente, cheguei à conclusão que foi a melhor escolha ter optado por fazer a disciplina, e percebi que não foi esta a causa do meu atraso na monografia. A disciplina psicologia institucional veio a complementar o programa de outras disciplinas que eu peguei este semestre, que também abordaram a área de trabalho, como psicologia do trabalho, psicologia escolar e ética profissional, cada uma segundo sua proposta, e este período foi particularmente enriquecido devido às aulas de psicologia institucional, contribuindo principalmente para o estabelecimento da idéia de nexo entre saúde e trabalho em minha formação acadêmica. Um ponto observado por mim e que me trouxe dificuldades foi que um texto muito maior trazia dificuldades para terminar a leitura, pois me cansava. No mais pude aproveitar bem os textos e conhecer autores como Dejours, Clot e Mendes. Gostei do texto do Castel também embora já conhecesse o autor. Os seminários foram motivadores uma vez que puderam mobilizar a todos os alunos tanto com a pesquisa quanto a elaboração de pensamento crítico.
O relato que elaborei para entregar foi retirado de minha própria vivência no ambiente de trabalho, não por facilitar a minha vida, mas porque além do teor catártico, como acabou tendo todo o portfólio, me levou a avaliar as relações de trabalho que vivo. Na capacitação no RH da prefeitura do Rio ficou claro que embora a função de agente educador herdasse um ranço da extinta função de inspetor, as duas funções ainda eram distintas, mas da boca da diretora eu ouvi que o agente educador é o antigo inspetor que mudou de nome, o problema aqui está numa instância que não sei se posso dar conta, mesmo porque acredito que ficarei pouco tempo no cargo
Portfólio – Nos Bastidores das Aulas de Psicologia Institucional
Re: ARTIGOS PARA OS SEMINÁRIOS por Midori Takanaca de Decco - s1 8A 1 do, 25 outubro 2008, 12:
ANDRÉA E RAFAEL
Portfólio – Nos Bastidores das Aulas de Psicologia Institucional
Ambos escolheram o MESMO ARTIGO para o seminário de TRABALHO REPETITIVO. Um dos dois terá que trocar. Como vocês escolhem? Um dos dois já tem outro artigo em mente?
Re: ARTIGOS PARA OS SEMINÁRIOS por Andréa Liliam Silva Paixão - s1 8A 1 do, 25 outubro 2008, 13:
Já enviei a minha segunda opção:
MONTEIRO, J. C. www.eps.ufsc.br/disserta97/monteiro/cap1.htm - 19 k
Re: ARTIGOS PARA OS SEMINÁRIOS por Andréa Liliam Silva Paixão - s1 8A 1 do, 25 outubro 2008, 14:
Gostaria de trocar a indicação para o seminário de 4ª feira sobre intoxicação e trabalho:
Rev. Econ. Sociol. Rural v.43 n.4 Brasília out./dez. 2005
Trabalho rural e saúde: intoxicações por agrotóxicos no município de Teresópolis - RJ
Na verdade me identifiquei mais com este artigo.
Beijos.
por Midori Takanaca de Decco - s�bado, 1 novembro 2008, 15:
Andréa Liliam