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Lagrangiana Clássica de Um Corpo Carregado em Um Campo Eletromagnético, Notas de estudo de Física

Este documento discute a aplicação da mecânica lagrangiana a um corpo carregado em um campo eletromagnético. A força que atua sobre a partícula depende não apenas da posição, mas também da velocidade da partícula, o que implica que os campos elétrico e magnético não são independentes. A equação de movimento da partícula é derivada e expressa na forma de uma equação de euler-lagrange.

Tipologia: Notas de estudo

2018

Compartilhado em 20/03/2018

romulo-moreira-moita-6
romulo-moreira-moita-6 🇧🇷

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bg1
1 Lagrangiana Clássica para uma Partícula Car-
regada num Campo Eletromagnético
A força que atua não necessariamente pode ser escrita pela gradiente de uma
função da posição. Por exemplo, uma partícula carregada num campo eletro-
magnético, a força depende também de velocidade da partícula (a força de
Lorentz). Consideramos o movimento de uma partícula carregada num campo
elétrico ~
E=~
E(~r; t)e magnético ~
B=~
B(~r; t). A força que atua para a partícula
com carga eé dada por
~
F=eh~
E+~v Bi:(1)
Agora, escolhendo o potencial escalar =(~r; t)e o potencial vetorial ~
A(~r; t),
podemos sempre escrever1
~
E=@~
A
@t r; (6)
~
B=r ~
A; (7)
Assim, em termos destes potenciais, a força de Lorentz é expressa por
~
F=e"@~
A
@t r+~v r ~
A#:
Mas
~v r ~
A=r(~v ~
A)(~v r)~
A; (8)
então
~
F=e"@~
A
@t r+r(~v ~
A)(~v r)~
A#:(9)
Agora, o campo vetorial ~
Adepende no tempo e na posição,
~
A=~
A(~r; t):
1A orige m dest a repre sentaçã o dos ca mpo s eletro magn éticos é q ue dentr o das 4 eq uaçõe s
de Max well,
r ~
E=
"0
;(2)
r ~
B= 0;(3)
r ~
E=@~
B
@t ;(4)
r ~
B=0~
J+0"0
@~
E
@t ;(5)
a segun da e a terc eira não d epen dem da c ondiç ão exte rna (ca rga e corr ente) e po rtanto ,
~
Ee~
Btem qu e satisf azer es sas dua s semp re. Is to suge re que n a verdad e ~
Ee~
Bnão são
indep end entes, m as exist e algo ma is básic a do que e les. C om esse p oten cial e~
A; as dua s
equa ções são a utom aticam ente sa tisfeit as.
1
pf3

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1 Lagrangiana Cl·ssica para uma PartÌcula Car-

regada num Campo EletromagnÈtico

A forÁa que atua n„o necessariamente pode ser escrita pela gradiente de uma

funÁ„o da posiÁ„o. Por exemplo, uma partÌcula carregada num campo eletro-

magnÈtico, a forÁa depende tambÈm de velocidade da partÌcula (a forÁa de

Lorentz). Consideramos o movimento de uma partÌcula carregada num campo

elÈtrico

E =

E(~r; t) e magnÈtico

B =

B(~r; t). A forÁa que atua para a partÌcula

com carga e È dada por

F = e

h

E + ~v  B

i

Agora, escolhendo o potencial escalar  = (~r; t) e o potencial vetorial

A(~r; t),

podemos sempre escrever

1

E =

A

@t

r; (6)

B = r 

A; (7)

Assim, em termos destes potenciais, a forÁa de Lorentz È expressa por

F = e

A

@t

r + ~v  r 

A

Mas

~v  r 

A = r(~v 

A) (~v  r)

A; (8)

ent„o

F = e

A

@t

r + r(~v 

A) (~v  r)

A

Agora, o campo vetorial

A depende no tempo e na posiÁ„o,

A =

A(~r; t):

1 A origem desta representaÁ„o dos campos eletromagnÈticos È que dentro das 4 equaÁıes

de Maxwell,

r 

~ E =



" 0

; (2)

r 

~ B = 0; (3)

r 

~ E =

@

~ B

@t

; (4)

r 

~ B =  0

~ J +  0 " 0

@

~ E

@t

; (5)

a segunda e a terceira n„o dependem da condiÁ„o externa (carga e corrente) e portanto,

~ E e

~ B tem que satisfazer essas duas sempre. Isto sugere que na verdade

~ E e

~ B n„o s„o

independentes, mas existe algo mais b·sica do que eles. Com esse potencial  e

~ A; as duas

equaÁıes s„o automaticamente satisfeitas.

onde ~r e t s„o vari·veis independentes. Mas a variaÁ„o temporal deste campo

dA sentida pela partÌcula carregada num intervalo do tempo, [t; t + dt] ser· dada

por

d

A 

A(~r + ~vdt; t + dt)

A(~r; t)

v x

A

@x

  • v y

A

@y

  • v z

A

@z

A

@t

dt

(~v  r)

A +

A

@t

dt;

pois a partÌcula se move a dist‚ncia, ~vdt. Assim, temos

d

A

dt

= (~v  r)

A +

A

@t

Substituindo esta express„o na Eq.(9), temos

F = e

d

A

dt

r + r(~v 

A)

A equaÁ„o de movimento da partÌcula carregada Öca ent„o,

m

d

2 ~r

dt

2

= e

d

A

dt

r + r(~v 

A)

ou

d

dt

m

d~r

dt

  • e

A

= r

n

e e(~v 

A)

o

Pela inspecÁ„o, esta equaÁ„o pode ser escrita na forma de uma equaÁ„o de

Euler-Lagrange,

d

dt

@L

d~r

dt

 (^) = rL; (14)

se escolhemos

L =

m

d~r

dt

2

  • e

d~r

dt

A e (15)

m~v

2

  • e

~v 

A

e; (16)

onde ~v È a velocidade da partÌcula. Quando comparar com a forma,

L = T U; (17)

ent„o,

U = e e

~v 

A