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Apostilas de Português sobre Platão, Modelo político de Platão, Pedagogia platônica, Lógica de Aristóteles e a teoria do silogismo.
Tipologia: Notas de estudo
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por alguma ação que não seja própria? Como poderia revelar-se a si mesmo, senão pela consciência de sua ação? É, pois, a atividade o que constitui o fundamento da existência. Aristóteles restabelece esta noção como fundamento de toda a sua filosofia. Princípios da Existência: Matéria, Forma, causa eficiente e causa final. A atividade em nós e em torno de nós não é perfeita; isto se prova pela constante mudança, ou no sentido antigo da palavra, ou pelo movimento. O ser que muda e se move realiza em si mesmo qualidades que anteriormente eram apenas possíveis; por exemplo, quando passo da ignorância à ciência, converto em reais ou atuais por esta mudança os conhecimentos que existiam em mim anteriormente apenas como possíveis ou virtuais. Assim, sucede com toda mudança; todo movimento é o trânsito da possibilidade à realidade, isto é, da potência ao ato. Por isso mesmo há de se reconhecer, em toda a existência sujeita a mudanças, dois princípios internos: as possibilidades que a envolve em si mesma, isto é, suas potências, e a realização destas possibilidades, ou seja, o ato, A estátua , por exemplo, existe no mármore bruto em potência, ou virtualmente; o escultor a realiza, a faz passar ao ato. E este trânsito é a mudança , o movimento. Toda mudança, todo movimento explica-se apenas ao ato a que tende. Por exemplo, quando raciocino e meu pensamento se move com esforço através das idéias diversas, não encontra seu complemento e sua realidade senão no ato final, pelo qual se chega ao verdadeiro; e esse ato já não é um movimento, mas o término a que chega e onde expira o movimento. Da mesma maneira, enquanto desejo um objeto ausente e me movo para ele o prazer ainda não é em mim atual ou real; será quando eu me encontro na posse do objeto desejado; também cessa o movimento e meu prazer vira um ato imóvel, estático. Por esta imobilidade do ato não se deve entender a inércia ou a inação; deve-se entender, ao contrário, a plenitude e o complemento da ação, possuindo-se por si mesma e possuindo o objeto, não tendo já necessidade de esforço nem de movimento para alcança-lo. Nisso, segundo Aristóteles, está a realidade, a atividade, a existência verdadeira. O ser imperfeito é aquele que está ainda incompletamente em ato, e que encerra em si potências ainda não realizadas; o ser perfeito é aquele que está plenamente em ato, que é ato puro. O ato é verdadeiramente o que constitui o ser. A potência, considerada com relação ao ato, é o que não tem atualmente forma,
mas que pode tomar tal ou qual forma; assim, o bronze ou o bloco de mármore contém a estátua e ainda não tem esta ou aquela forma determinada, como a forma de Apolo ou de Minerva; esta potência informe, que pode tomar todas as formas, Aristóteles chama de matéria. A matéria e a forma são mais dois nomes da potência e do ato. Além disso, o que é uma matéria com relação a tal ou qual forma – como o mármore com relação a estátua de Minerva – pode ter, entretanto, já certa forma, e qualidades próprias. Deste modo, o mármore já tem sua forma e suas qualidades. III. Formas da Existência: Movimento e progresso da natureza. A Natureza não pode satisfazer-se com nenhuma forma imperfeita. Um desejo infinito a inquieta e a faz remontar sem cessar até o melhor. O mineral aspira ao vegetal; o vegetal à vida humana e o homem aspira a Deus. Todos os termos deste progresso estão subordinados uns aos outros de maneira tal que o termo superior resume, superando-o, o inferior. O vegetal, por exemplo, se parece ao mineral porque resume suas qualidades; mas ao mesmo tempo difere porque o supera, aperfeiçoa e completa. E da mesma maneira, o animal resume e supera o vegetal; o homem resume e supera o animal e, por conseguinte, resume a natureza inteira que nele se amplia e completa. Esta semelhança e esta diferença universais se conciliam na lei da continuidade, que faz com que cada termo da série de coisas superando aos precedentes, fique unido a eles sem deixar vazio algum. Posto que o superior explica o inferior, será o ato mais perfeito o que deve se explicar os atos menos perfeitos. Assim, temos que o ato mais perfeito que conhecemos é o do pensamento contemplando seu objeto e aproveitando sua imediata presença. O desejo mesmo, segundo Aristóteles, é um pensamento imperfeitamente unido ao seu objeto, porém aspirando uma união mais completa; o movimento por sua vez , é um desejo e tudo é movimento na natureza. Por conseguinte, o que constitui o fundamento de todas as coisas é o pensamento, mais ou menos desenvolvido, mais ou menos chegado ao ato. Desta maneira, temos o verdadeiro nome do ser, sabemos em que consiste a verdadeira substância e a verdadeira individualidade: o ser é o pensamento. A potência intelectiva é a que infunde primazia ao homem. Quanto maior seja o progresso da natureza, mais se aproximará ao pensamento, mais inteligível e inteligente será. Cada passo que dá, cada degrau que sobe, faz-se compreender melhor, mostra o sentido de seu ser e se compreende
haviam dado os estóicos; nesse novo contexto, a fonte do direito não seria mais a natureza, mas a alei e o Direito Positivo deixaria de ser concebida de maneira pragmática como obra de júris prudência – a busca do justo conforme natureza – e passaria a constituir um sistema formal, onde as soluções jurídicas seriam resultado do trabalho racional, dedutivo, a partir dos princípios expressados nas regras. É deveras sintomático que no momento em que se pretende restaurar a autenticidade do pensamento aristotélico, se descobre na Tópica e na teoria da argumentação dialética, a gênese do modo de pensar característico da jurisprudência.
MARTINETTI, Piero. Antologia platônica. 2ed Torino: G.B. Paravia, MORRAL, Jonh B. Aristóteles. 2ed. Brasília: UnB, 1985 PEREIRA, Otaviano José. Aristóteles: o equilíbrio do ser. 3ed. São Paulo: FTD, VÁRIOS AUTORES. Enciclopédia Mirador Internacional. 3 e 16 vol. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1975 VÁRIOS AUTORES. Enciclopédia Abril. 1 e 9 vol. SãoPaulo: Victor Civita, 1973