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Apostilas de Português sobre Platão, Modelo político de Platão, Pedagogia platônica, Lógica de Aristóteles e a teoria do silogismo.
Tipologia: Notas de estudo
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para entende-lo. Assim o Estado concebido por ele seria governado por magistradosfilósofos, pois só estes seriam capazes de compreender e por em prática a virtude da justiça. Platão defende no homem uma alma imortal, racional, livre, espiritual. Admite a metempsicose. Em ética: toda felicidade consiste na contemplação das idéias e, sobretudo, da idéia suprema do bem. Seu conceito político (Estado totalitário, igualdade social dos sexos, supressão da família, educação nacional da juventude) ele próprio rejeitou mais tarde, desde que os governados são seres humanos, não deuses. Sua doutrina, em geral, é tão elevada que informou até a mística católica. Assim como há um rigoroso paralelismo entre a psicologia platônica e sua ética,há também uma perfeita correspondência entre sua ética e a sua política. A morte de Sócrates e suas experiências políticas na Sicília levaram Platão a verificar que não é possível ser justo na cidade injusta, e que a realização da filosofia implica não só a educação do homem, mas a reforma da sociedade e do Estado. A pedagogia platônica, que incluía não só a formação intelectual, mas também os exercícios físicos, a disciplina do corpo,revelam-se, assim, uma propedêutica da política, pois sua razão de ser é a formação do homem de acordo com a Paidéia (modelo ou ideal de cultura) e sua preparação para a vida na cidade. Assim, como o amor é um demônio, um intermediário entre os deuses e os homens, assim também o filósofo é um mediador entre o sábio e o ignorante. O sábio não precisa filosofar porque já tem a sabedoria, e o ignorante porque não a tem e não experimenta a necessidade de tê-la. Só pode filosofar aquele que, não sabendo, tem consciência de que não sabe e, por isso mesmo, quer saber. Amor da sabedoria, e não sabedoria propriamente, a filosofia é o caminho que nos deve conduzir do mundo das aparências ao mundo da realidade, da contemplação das sombras à visão das idéias, imutáveis e eternas, iluminadas pela idéia suprema do Bem. Aristóteles Aristóteles viveu no período da história grega em que a hegemonia da Macedônia se estendia sobre toda a Grécia. Nasceu em 384 a.C. , em Estagira, cidade da Calcídica. Embora estivesse situada distante de Atenas e em território pertencente à Macedônia, era na verdade uma cidade grega, onde se falava o grego. Aristóteles, desde o nascimento, estava estreitamente vinculado à corte macedônica: seu pai, Nicômaco, era médico do Rei Amintas II, pai de Filipe. Cerca de 366 a.C., Aristóteles , então com 16 anos, vai para Atenas – na
época, o centro político e intelectual da Grécia. Ali, duas correntes de pensamento se contrapunham, traduzindo-se em duas linhas pedagógicas opostas: de um lado, Isócrates pretendia ser a retórica a melhor preparação para a vida política, bastando que se aprendesse a “emitir opiniões prováveis a respeito de coisas úteis”; já Platão, em sua academia, mostrava que a preparação para a vida pública exigia mais do que opiniões e recursos retóricos – deveria ter fundamentos científicos. Aristóteles preferiu o caminho apontado por Platão e, durante 20 anos, freqüentou a Academia. Em 347 a.C., morrendo Platão, Aristóteles deixa Atenas e vai para Assos (na Ásia Menor), onde Hérmias, antigo escravo e ex-integrante da Academia, era agora o Tirano. Hérmias foi contudo assassinado três anos depois, e Aristóteles abandonou Assos, levando consigo Pítias, sobrinha do tirano, que se tornará sua primeira esposa. Em 343 a.C., Filipe da Macedônia chama-o à sua corte, confiando-lhe a educação de seu filho, futuro “Alexandre O Grande”. Morto Filipe, Alexandre sobe ao trono e prepara uma expedição ao Oriente. É o momento de Aristóteles voltar à Atenas. Lá, próximo ao templo dedicado a Apolo Liceano, abre uma escola, o Liceu, que passou a rivalizar com a Academia, então dirigida por Xenócrates. Do hábito – aliás comum em muitas escolas da época – que tinhas os alunos de realizar seus debates enquanto passeavam, surgiu o termo de peripatéticos (que significa “os que passeiam”) para designar os discípulos de Aristóteles. Ao contrário da Academia platônica, voltada fundamentalmente para investigações matemáticas, o Liceu se transformou num centro de estudos mais dedicados às ciências naturais. Aí, Aristóteles trabalhou, escreveu e ensinou durante 12 anos. A partir de declarações do próprio Aristóteles, sabe-se que ele realizou dois tipos de composição: as endereçadas ao público, redigidas em forma mais dialética do eu demonstrativa, e os escritos ditos filosóficos ou científicos, que eram lições destinadas aos alunos do Liceu. Estas foram as únicas obras que chegaram até nós, embora constituam pequena parcela do que lhe é atribuído. Tratando de vários assuntos no campo da filosofia e da ciência, as principais obras de Aristóteles são: Categorias; Sobre a Interpretação; Analíticos; Tópicos; Metafísica; Física; Sobre a Geração e a Corrupção; Sobre a Alma; História dos Animais; Ética à Nicômaco; Política; Retórica; e Poética. Nos últimos anos de sua vida, as relações com seu fiel discípulo perturbaram em conseqüência da desavença entre Alexandre e um parente do filósofo que se
Nicômaco, na Ética a Eudemo, na Ética Magna e na Política. A psicologia é tratada no livro Da Alma; depois vem a Retórica e a Poética. Quanto às ciências físicas e naturais, nas quais sobressaía-se Aristóteles, fala-se delas nas obras intituladas: Física, História natural dos animais; das Partes dos animais; da Geração dos animais; Meteorologia; Tratado do céu, etc. Aristóteles é o fundador da anatomia e da fisiologia comparadas. Seus conceitos sobre a natureza são os contidos nos seguintes pontos: Natureza da Existência – O objeto da filosofia é o ser, dizia Platão; Aristóteles chama também a “filosofia primeira” (ou metafísica) a ciência do ser. Porém o que se deve entender por verdadeiro ser? Não devemos distinguir primeiramente o ser que existe em si mesmo, por exemplo, das formas de ser que não existem senão em outra coisa é a substância ou o ser verdadeiro; o que não existe senão em outra coisa são os modos ou maneiras de ser. Estas se reduzem a três grupos principais: qualidades (como a beleza ou fealdade), quantidades (como a extensão ou duração) e relações (como a igualdade ou desigualdade, superioridade ou inferioridade). Substância, qualidade, quantidade, relação, são os quatro grupos principais em que se classificam todas as nossas noções; são os quatro princípios ou categorias do pensamento. Aristóteles eleva algumas vezes, até dez o número de categorias, mas tudo termina por reduzir-se às quatro primeiras. Onde há pluralidade, há vários seres e uma relação entre eles. Toda substância verdadeira é uma e indivisível. “Tudo o que existe – diz Aristóteles – é um, e tudo o que é um, existe”. Sobre este primeiro ponto, Aristóteles está de acordo com Platão. O que se deve entender por esta unidade que constitui o ser ou a substância? É aí que começa a discordância. Segundo Platão, é o universal o que constitui o ser. Assim, nossa idéia universal da humanidade é a essência dos diferentes homens. Contudo, segundo Aristóteles, o verdadeiro ser não é algo universal. Sócrates, por exemplo, é Sócrates, não pelo que tem de comum com todos os homens, mas pelo que tem de particular. Existe nele alguma simples e indivisível pelo que se opõe a todo o resto e se distingue dele. Somente os indivíduos são verdadeira e propriamente seres, substâncias, unidades, pois somente eles existem em si. No indivíduo mesmo, o que constitui a existência real é a atividade. Ser é agir e agir é existir. Com que direito diríamos que um ser existe, se não se nos revelasse