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Relatório sobre a pratica 2 - Secagem
Tipologia: Trabalhos
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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS AV. Luanda Sul, Rua Lateral Via S10, Talatona – Município do Belas – Luanda/Angola
O processo de secagem é uma técnica de conservação que objectiva diminuir o conteúdo de humidade de um alimento a um nível em que o crescimento microbiológico é inibido ou onde a velocidade de uma reacção química adversa é minimizada. Quanto ao mecanismo de transferência de calor usado neste experimento foi por convecção. Foram determinados gráficos da queda de peso total da amostra, que cumpriu com o resultado pretendido decrescendo ao longo do tempo, o mesmo ocorreu com o gráfico do teor de humidade. Os gráficos das taxas de secagem não cumpriram com o padrão pretendido devido às condições de operação, porém houve um decréscimo parcial nos dois casos. PALAVRAS-CHAVE: Secagem, taxa de secagem, teor de humidade.
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A secagem é a remoção de uma substância volátil (comumente, mas não exclusivamente, água) de um produto sólido. E a quantidade de água presente no sólido é chamada de humidade. Esta definição de secagem exclui a concentração de uma solução e a remoção mecânica de água por filtragem ou centrifugação. Exclui também métodos térmicos relatados à destilação. Durante a secagem é necessário um fornecimento de calor para evaporar a umidade do material e também deve haver um sorvedor de umidade para remover o vapor água, formado a partir da superfície do material a ser seco A secagem de sólidos é uma das mais antigas e usuais operações unitárias encontradas nos mais diversos processos usados em indústrias agrícolas, cerâmicas, químicas, alimentícias, farmacêuticas, de papel e celulose, mineral e de polímeros. É também uma das operações mais complexas e menos entendida, devido à dificuldade e deficiência da descrição matemática dos fenômenos envolvidos de transferência simultânea de calor, massa e quantidade de movimento no sólido. Assim a secagem é um conjunto de ciência, tecnologia e arte, ou seja, um know-how baseado em extensiva observação experimental e experiência operacional (MENON & MUJUMDAR, 1987). As razões para a secagem são tantas quantos são os materiais que podem ser secos. KEEY (1978) descreve que um produto tem que estar capacitado para um processo subseqüente ou para ser vendido. Assim, existem materiais que necessitam de uma determinada humidade para poderem ser prensados, moídos ou peletizados. Pois necessitam ser secos a baixos conteúdos de humidade, permitindo um armazenamento satisfatório. Custos de transportes também são reduzidos pela remoção de grande parte de água contida no produto. Vegetais desidratados possuem um sabor enriquecido e são também utilizados em pratos rápidos (fast food) e caros (PAN et al., 1997).
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Secagem é a operação no qual a agua ou qualquer outro Líquido é removido de um material. Esse conceito também se aplica a evaporação, que é a concentração de soluções líquidas. As diferenças entre Secagem e evaporização são apresentados na tabela a seguir. Tabela 1. Diferença entre secagem e evaporação Secagem Evaporação Remoção de líquido de um material sólido Remoção de líquido de uma solução líquida Remoção do liquido por vaporização ou por centrifugação Remoção do líquido somente por vaporização A vaporização ocorre a uma temperatura inferior a temperatura de ebulição do líquido que se quer retirar do material sólido A vaporização ocorre na temperatura de ebulição do líquido que se quer retirar da solução líquida VANTAGENS DA SECAGEM Determinadas propriedades do alimento podem ser perdidas, principalmente as vitaminas, em processos com tratamento térmico, e com a secagem não é diferente, apesar disso vantagens podem ser atribuídas a desidratação: i. Aumento da vida útil do produto; ii. O alimento desidratado é nutritivo, apesar das possíveis perdas de alguns nutrientes o valor alimentício conserva-se por causa da perda da água; iii. Facilidade no transporte e na comercialização do produto, pois o alimento seco é leve, compacto, e suas propriedades permanecem por longos tempos; Redução nas perdas pós-colheita. (Celestino, 2010) No processo de secagem de alimentos estão associados parametros como a humidade, variação do peso, e Temperatura. Todos estes Parametros têm uma relação analítica com o tempo.
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS AV. Luanda Sul, Rua Lateral Via S10, Talatona – Município do Belas – Luanda/Angola E o gráfico esperado é: Fig 2: Humidade referente ao tempo. Fonte: (Química cientifica, 2010) Considerando que a desidratação, consiste em remover a água do material, pressupõe-se que ao longo do tempo havera menor quantidade de água a ser removida do material ( tomate). Para uma interpretação analítica, espera-se o seguinte gráfico : Fonte: (Química cientifica, 2010) E para o gráfico que representa a curva da taxa de secagem, que pode ser melhor ilustrado por derivação tem-se:
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS AV. Luanda Sul, Rua Lateral Via S10, Talatona – Município do Belas – Luanda/Angola Figura 4. Curva da taxa de secagem em função do tempo. Fonte:(Passei direito, s.d.) Podem observar-se dois fenómenos ocorrendo simultaneamente quando um sólido é submetido à secagem: Ø Transferência de energia (calor) do ambiente para evaporar a umidade superficial. Esta transferência depende de condições externas de temperatura, humidade do ar, fluxo e direcção de ar, área de exposição do sólido (forma física) e pressão. Ø Transferência de massa ( humidade), do interior para a superfície do material e sua subseqüente evaporação devido ao primeiro processo. O movimento interno da humidade no material sólido é função da natureza física do sólido, sua temperatura e conteúdo de humidade. Não se deve confundir a secagem da desidratação. Uma amostra é considerada desidratada quando o seu teor de humidade não passa de 2,5%, já na secagem esse valor pode ser ultrapassado.
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Com o objectivo de usar a secagem por convecção para secar o tomate, foram usados dois procedimentos. O primeiro foi por via manual, no qual após as duas unidades de tomate terem sido pesados em conjunto com a bandeja, o sistema tomate-bandeja foi posto a secar no secador. Os dados eram todos apresentados no painel de controlo e eram anotados em cada um minuto durante uma hora, totalizando 50 medições. O segundo procedimento foi por via de um software PC AC 130. As tabelas a seguir, ilustram os dados obtidos ao longo do experimento e os do software. Tabela 2. Dados obtidos experimentalmente. Tempo (h) T 1 [ºC] (^) 𝜑/[%] 𝑋/[g/Kg] T 2 [ºC] (^) 𝜑 1 [%] 𝑋 1 [g/Kg] m[g] 5,243 30,15 73.8086 20,5 29,3 71.2333 18,7 486, 5,259 32,8 61.4453 19,0 30,5 68.5338 18,7 485, 5,276 34,8 48.0957 17,2 32,0 61.7257 18,8 484, 5,293 36,3 42.3437 16,4 33,2 56.6685 18,2 483, 5,310 37,4 38.9551 15,5 34,4 53.0622 18,5 482, 5,326 38,1 36.9434 15,8 35,2 50.2581 18,9 481, 5,343 38,6 35.8008 15,5 35,7 48.1306 17,6 481, 5,360 38,9 35.0391 15,0 36,2 46.7983 17,5 480, 5,376 39,1 34.7168 14,5 36,6 45.6961 17,2 479, 5,393 39,2 34.4629 14,5 36,7 44.9847 17,2 478, 5,410 39,4 34.4141 14,0 37,1 44.5452 17,2 476, 5,426 39,6 34.0332 14,4 37,3 44.3359 17,2 476, 5,443 39,8 33.7109 14,7 37,5 43.7849 17,0 475, 5,460 39,9 33.5156 14,8 37,7 43.4570 17,0 474, 5,476 40,0 33.4863 14,8 37,9 43.2757 17,0 473,
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Discussões Os dados foram obtidos por via manual e por via automática (software). Quando se analisa o decréscimo da massa nos dois casos, consegue-se verificar que a ordem na qual ela decresce é similar, embora tenha se dado início em temperaturas diferentes. Essa variação de temperatura nos dois tipos de manuseio se deve: Ø Ao facto de no manuseio manual, a contagem da secagem ter-se dado após a temperatura se tornar diferente da ambiental, isto é, quando a temperatura aumenta; Ø Já no software, a contagem da secagem deu-se já desde o princípio, isto é, desde a temperatura da secagem igual a do ambiente até à temperatura da secagem maior que a do ambiente. Por haver essas diferenças entre as temperaturas nos dois manuseios, teve-se por consequência, valores diferentes da humidade absoluta, pois esta depende da temperatura do bulbo seco, que é a que está apresentada nas tabelas, e da humidade relativa. Para a obtenção da humidade absoluta da forma manual, usou-se o diagrama de Mollier, onde a temperatura e a humidade relativa foram os pontos de entrada para a sua determinação no diagrama. Caso no experimento dessem as temperaturas do bulbo seco (que indica a temperatura do ar) e do bulbo húmido (que indicam a humidade relativa do ar, se ele está seco ou húmido), teria-se que determinar para além da humidade absoluta, a humidade relativa bem como a temperatura de orvalho. Para a humidade relativa deveria se prestar atenção a dois aspectos: Ø Se as duas temperaturas (do bulbo seco e do bulbo húmido) fossem iguais, aí teria- se uma humidade relativa a 100%, que indicaria uma saturação, o ar é húmido de tal maneira que não permita que haja mais movimentação de calor para secar o mesmo.
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE TECNOLOGIAS E CIÊNCIAS AV. Luanda Sul, Rua Lateral Via S10, Talatona – Município do Belas – Luanda/Angola Os tipos de gráficos, no que diz respeito às curvas, podem variar, pois os dados obtidos variam segundo às condições de operação. TEOR DE HUMIDADE O teor de humidade é um parâmetro muito importante no processo de secagem, pois mede o grau de humidade que uma massa possui, ao longo da secagem. Para calculá-la manteve-se a massa seca pesada de 441,0g usando-se a sua fórmula: 𝑋 2 = 𝑚 4 ú 6789 − 𝑚:;< 𝑚:;< Com a fórmula, foi obtido o seguinte gráfico: Discussões Embora não se consiga obter a curva pretendida na literatura, vê-se que há um decréscimo no teor de humidade, pois o declive da recta cumpre esse decréscimo (negativo, tal como na queda de peso), tanto que no minuto 60, o teor de humidade foi quase nulo. y = - 0,1226x + 0, R² = 0, 0 0, 0, 0, 0, 0, 0, 5,2 5,3 5,4 5,5 5,6 5,7 5,8 5,9 6 6,1 6, TEOR DE HUMIDADE TEMPO (s)
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A taxa de secagem é importante na secagem, pois demonstra a velocidade com a qual a massa da amostra se reduziu em função do tempo. Para a determinação da taxa de secagem, usou-se a fórmula do teor de humidade e dividiu-se-lhe pelo tempo,isto é: 𝑉 6 =
A sua representação gráfica foi: Discussões Como a taxa de secagem depende do teor de humidade, o gráfico obtido também foi influenciado pelos seus dados. Porém, como se verificou no gráfico, houve um decréscimo parcial no seu comportamento (no minuto 60, onde o último valor da taxa de secagem, também foi quase zero) e não como requerido na literatura (um decréscimo total ao longo do tempo). Essas alternâncias devem-se: 0 6,06; 0, 0, 0, 0, 0, 0, 5,3 5,4 5,5 5,6 5,7 5,8 5,9 6 6, TAXA DE SECGEM (g/g.s) TEMPO (s)
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À seguir, tem-se os dados obtidos a partir do software. Tabela 6. Dados da taxa de secagem obtidos no software.