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pré-sal leandro da silva, Notas de estudo de Administração Empresarial

Produção textual enviada por mim para a disciplina de Redação Técnica do curso de Técnico em Administração do IFRS.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 13/03/2011

Pipoqueiro
Pipoqueiro 🇧🇷

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Pré-sal
Por Leandro da Silva
O Estado brasileiro com a exploração da camada pré-sal, abrirá novos rumos econômicos, sem
dúvida. O Brasil poderá assim prolongar a espera de sua crise energética, com as reservas da
camada pré-sal. A crise energética é óbvia, se não houver buscas por fontes renováveis até seu
advento.
Cabe a nós, enquanto população, refletirmos sobre o processo da exploração da camada pré-sal,
analisando o caráter do Estado brasileiro.
A extração será feita por uma empresa de economia mista com inúmeros funcionários e empregados
públicos, a Petrobras, com tecnologia própria para uma extração no mar. Ao longo da extração,
serão muitos empregos gerados e haverá notável distribuição de renda. Porém, com os leilões desde
o ano de 2008 – um ano apenas depois da “descoberta” do pré-sal - a Petrobras passa parte dos pré-
ganhos para a iniciativa privada, o que seria desinteressante para a população, pois o retorno
socieconômico que o Estado é obrigado a devolver à população não é compreendido num processo
onde há benefício de cartéis privados. Uma iniciativa privada que se for analisada como pessoas,
não seria nem 0,001 % da população brasileira.
Em meio a uma crise de valores para orientar uma resposta popular ao contexto da exploração da
camada pré-sal no litoral brasileiro, é difícil abranger com eficácia toda essa complexidade. Ao
mesmo tempo em que uma solução legitimamente ambiental urge, uma solução econômica crítica
também urge.
Quando grandes corporações, ONGs, intelectuais e grande mídia trabalham para “fazer pegar” o
conceito de responsabilidade socioambiental, em uma nuvem de incertezas especulativas, respostas
imediatas na vida real não são dadas. Abdicar do petróleo pré-sal seria a alternativa mais coerente,
porém quase nenhum dos agentes políticos citados, defenderiam-a. Carbono deveria ficar embaixo
da terra, ou melhor, nesse caso – no meio do sal, pois em todo caso a extração significa danos
ambientais e na saúde geral. Por outro lado, dada a cultura, e sobretudo a cultura tecnológica atual,
onde o petróleo vale muito ainda, e é mais cômodo culturalmente usá-lo do que uma energia
renovável, somado ao fato de haver oligarquias mundiais de dominação e imposição de e pelo
petróleo: abdicar seria retirar-se da disputa, que poderia ser também o objeto dessa disputa
instrumento de luta das classes oprimidas.
Assim acontece na Venezuela, onde seus povos se usam do petróleo para se afirmar na sua
resistência.
Porém nessa alternativa, considerando a pobreza e miserabilidade de certa parcela da população
brasileira, parte dos ganhos da extração deveriam ir para a imediata erradicação dessas duas
condições em que encontra-se parcela da nossa sociedade ( a erradicação é programa
constitucional ) e, a outra parte para a viabilização de energias renováveis - em detrimento da
queima de energias fósseis - e reestruturação da malha ferroviária – em detrimento da redução de
transportes de cargas por caminhões que consomem muito petróleo, seja na combustão ou no
asfalto – financiadas também pela extração da camada pré-sal.
Agregada a tal alternativa estaria a luta jurídica para a possibilidade da Petrobras tornar-se um
empresa pública ou, com muito trabalho argumentativo, uma autarquia, somada ao fato de ser
incluído um programa de extração regressiva, a medida que a erradicação, as energias renováveis e
a malha ferroviária se consolidem.

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Pré-sal Por Leandro da Silva

O Estado brasileiro com a exploração da camada pré-sal, abrirá novos rumos econômicos, sem dúvida. O Brasil poderá assim prolongar a espera de sua crise energética, com as reservas da camada pré-sal. A crise energética é óbvia, se não houver buscas por fontes renováveis até seu advento. Cabe a nós, enquanto população, refletirmos sobre o processo da exploração da camada pré-sal, analisando o caráter do Estado brasileiro. A extração será feita por uma empresa de economia mista com inúmeros funcionários e empregados públicos, a Petrobras, com tecnologia própria para uma extração no mar. Ao longo da extração, serão muitos empregos gerados e haverá notável distribuição de renda. Porém, com os leilões desde o ano de 2008 – um ano apenas depois da “descoberta” do pré-sal - a Petrobras passa parte dos pré- ganhos para a iniciativa privada, o que seria desinteressante para a população, pois o retorno socieconômico que o Estado é obrigado a devolver à população não é compreendido num processo onde há benefício de cartéis privados. Uma iniciativa privada que se for analisada como pessoas, não seria nem 0,001 % da população brasileira. Em meio a uma crise de valores para orientar uma resposta popular ao contexto da exploração da camada pré-sal no litoral brasileiro, é difícil abranger com eficácia toda essa complexidade. Ao mesmo tempo em que uma solução legitimamente ambiental urge, uma solução econômica crítica também urge. Quando grandes corporações, ONGs, intelectuais e grande mídia trabalham para “fazer pegar” o conceito de responsabilidade socioambiental, em uma nuvem de incertezas especulativas, respostas imediatas na vida real não são dadas. Abdicar do petróleo pré-sal seria a alternativa mais coerente, porém quase nenhum dos agentes políticos citados, defenderiam-a. Carbono deveria ficar embaixo da terra, ou melhor, nesse caso – no meio do sal, pois em todo caso a extração significa danos ambientais e na saúde geral. Por outro lado, dada a cultura, e sobretudo a cultura tecnológica atual, onde o petróleo vale muito ainda, e é mais cômodo culturalmente usá-lo do que uma energia renovável, somado ao fato de haver oligarquias mundiais de dominação e imposição de e pelo petróleo: abdicar seria retirar-se da disputa, que poderia ser também o objeto dessa disputa instrumento de luta das classes oprimidas. Assim acontece na Venezuela, onde seus povos se usam do petróleo para se afirmar na sua resistência. Porém nessa alternativa, considerando a pobreza e miserabilidade de certa parcela da população brasileira, parte dos ganhos da extração deveriam ir para a imediata erradicação dessas duas condições em que encontra-se parcela da nossa sociedade ( a erradicação é programa constitucional ) e, a outra parte para a viabilização de energias renováveis - em detrimento da queima de energias fósseis - e reestruturação da malha ferroviária – em detrimento da redução de transportes de cargas por caminhões que consomem muito petróleo, seja na combustão ou no asfalto – financiadas também pela extração da camada pré-sal. Agregada a tal alternativa estaria a luta jurídica para a possibilidade da Petrobras tornar-se um empresa pública ou, com muito trabalho argumentativo, uma autarquia, somada ao fato de ser incluído um programa de extração regressiva, a medida que a erradicação, as energias renováveis e a malha ferroviária se consolidem.