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Producao caju , Provas de Engenharia Agrícola

neste trabalho tem a origem, e descricao geral do cajueiro

Tipologia: Provas

2017

Compartilhado em 15/06/2017

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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE GAZA
DIVISÃO DE AGRICULTURA
CURSO: ENGENHARIA AGRÍCOLA
SEMESTRE: I/III Nível
DISCIPLINA
FRUTICULTURA
TEMA
CULTURA DE CAJUEIRO
AUTOR
Ângelo Pedro Muchanga
Chókwè, Maio de 2016
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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE GAZA

DIVISÃO DE AGRICULTURA

CURSO: ENGENHARIA AGRÍCOLA

SEMESTRE: I/III Nível

DISCIPLINA

FRUTICULTURA

TEMA

CULTURA DE CAJUEIRO

AUTOR

Ângelo Pedro Muchanga

Chókwè, Maio de 2016

Índice Pag

  • I. INTRODUÇÃO
    • 1.1. Objectivo geral:
    • 1.2. Objectivos específicos:
  • II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
    • 2.1. Origem e Distribuição
    • 2.2. Produção mundial
    • 2.3. Aspectos econômicos da cultura de cajú.
    • 2.4. Morfologia do cajueiro
    • 2.4.1. Classificação botânica
    • 2.4.2. Folhas
    • 2.4.3. Flores.........................................................................................................................................................
    • 2.4.4. Fruto
    • 2.5. Exigência Edafo-Climáticas
    • 2.6. Condições agrotécnicos
    • 2.6.1. Propagação
    • 2.6.2. Cajueiro irrigado
    • 2.6.3. Cajueiro em cultivo de sequeiro
    • 2.6.4. Espaçamento e produtividade dos dois sistemas
    • 2.6.5. Preparo do solo e plantio de mudas
    • 2.6.6. Adubação de fundo
    • 2.6.7. Adubação de cobertura
    • 2.7. Principais tratos culturais
    • 2.7.1. Desbrota
    • 2.7.2. Retirada de panículas
    • 2.7.3. Poda.........................................................................................................................................................
    • 2.7.4. Controle de infestantes
    • 2.8. Tipos de Poda
    • 2.8.1. Poda de frutificação
    • 2.8.2. Poda de rejuvenescimento
    • 2.8.3. Poda de limpeza
    • 2.9. Pragas e Doenças
    • 2.9.1. Pragas
    • 2.9.2. Doenças
    • 2.10. Maturação.................................................................................................................................................
    • 2.11. Colheita e conservação
    • 2.12. Pós-colheita
    • 2.13. Comercialização
  • III. Conclusão
  • IV. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. Origem e Distribuição

O cajueiro, planta encontrada em quase todo o mundo tropical, é originário do Brasil, onde pode ser encontrado em todo o território, não obstante concentrar-se no Nordeste, principalmente nos estados do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

2.2. Produção mundial

A produção mundial de frutas foi de 499,7 milhões de toneladas em 2007, sendo que os cinco maiores países produtores de frutas do mundo foram: China, Índia, Brasil, Estados Unidos e Itália, nesta ordem, que, juntos, representaram 45% da produção mundial de frutas (FAO, 2008).

O Brasil ocupou a terceira colocação na classificação dos principais países produtores de frutas em 2007, com a quantidade de 36,8 milhões de toneladas, ficando atrás apenas da China (94,4 milhões de toneladas) e da Índia (51,1 milhões de toneladas) (FAO, 2008). Calcula-se que o sector de fruticultura, incluídos seus diferentes segmentos e serviços agregados, responda pela geração e manutenção de 4 milhões de empregos diretos e por um PIB de US$ 11 bilhões (FERNANDES, 2003).

Maiores produtores nas décadas de 50, 60 e 70 (4/5 da produção mundial): Índia, Moçambique; Tanzânia. E em 1970-75 o maior produtor foi Moçambique com 240 mil toneladas de castanha; 40 milhões de plantas adultas; Cajueiros dispersos de pequenos agricultores; com uma média de 6 Kg de castanha/árvore. Porém, devido a razões de ordem de política e financeiras, Moçambique caiu de melhores produtores mundiais, para o nível não favorável para um país que foi um potencial produtor.

2.3. Aspectos econômicos da cultura de cajú.

No agronegócio do cajú encontram-se inseridas em diversas actividades econômicas que vão desde a produção agrícola, passam pelo processamento do pedúnculo e da castanha, pelo segmento de embalagens, transportes, armazenamento, movimentando nos mercados internos e externos, grande volume de recursos (ARAÚJO, 1995). A cadeia produtiva de cajú mobiliza muita mão de obra da zona rural, é uma melhor opção para manutenção das populações rurais. A matéria-prima castanha alimenta um parque industrial formado por uma dezena de fábricas

de grande porte e mini-fábricas, responsáveis pela obtenção da amêndoa de castanha de caju - ACC, destinada em sua maioria à exportação, gerando em média divisas que contribuem para o valor do PIB de um país (OLIVEIRA, 2008).

2.4. Morfologia do cajueiro

2.4.1. Classificação botânica

De acordo com (ALMEIDA et al , 1984) Há Diversas espécies que foram descritas, sendo possível, no entanto, a existência de espécies ainda desconhecidas, como também uma superposição entre as conhecidas, necessitando, portanto, de mais estudos na área de sistemática para melhor classificação taxonómica do gênero. A quase totalidade das espécies encontra-se no Planalto Central e na Amazônia; o cajueiro pertence a: Família: Anacardiaceae Género: Anacardium Espécie: Anacardium occidentale L. Outros géneros e espécies da família Anacardiaceae Manga ( Mangifera indica L.) Pistácio ( Pistacia vera L.) Canho ( Sclerocarya birrea )

2.4.2. Folhas

As folhas são simples, inteiras, alternas, de aspecto subcoriáceo, glabras, ovadas, obtusas, onduladas, pecioladas (curto), roxo- avermelhadas quando novas, verde-amareladas quando maduras, caindo após atingir a maturação completa. (ALMEIDA et al, 1984).

2.4.3. Flores

As flores são pequenas, curto-pediceladas, pálidas, avermelhadas ou purpurinas (após a fertilização), dispostas em panículas terminais, pedunculadas, ramificadas e bracteadas na parte inferior. Os dois tipos de flores, masculinas (estaminadas) e hermafroditas, variam em quantidade e proporções entre plantas e até mesmo entre panículas de uma mesma planta, com o número de flores por panícula variando normalmente de 200 a 1.600 e a percentagem de flores hermafroditas de 0,5 a 25% do número total de flores. (ALMEIDA et al, 1984).

casos, a exploração da área somente poderá ser feita, mesmo com restrições, se existirem cajueiros com bom comportamento, indicando boa adaptabilidade na região.

2.5.2. Humidade

A faixa de humidade relativa do ar mais apropriada para a cultura situa-se entre 70-80%. Em regiões de grande concentração de plantios, valores superiores a 80%, notadamente no período de florescimento, são bastante prejudiciais às plantas por favorecerem às doenças fúngicas, especialmente a antracnose. Devem ser evitados locais com humidade relativa do ar abaixo de 40%, principalmente no período de florescimento e frutificação, em razão das perdas por secamento e queda de flores e frutos jovens. (SILVA, 2005).

2.5.3. Temperatura

Por ser o cajueiro uma planta de clima tropical, exige para seu desenvolvimento regime de altas temperaturas, sendo a média de 27^0 C a mais apropriada para o cultivo. Suporta, no entanto, temperaturas médias mais elevadas (33^0 - 35^0 C), sendo porém sensível a períodos prolongados sob temperaturas abaixo de 220 C, uma vez que as plantas jovens são prejudicadas pelo frio. (SILVA, 2005).

2.5.4. Ventos

Deve-se evitar o cultivo em regiões demasiadamente fortes, pois provocam a queda de flores e jovens, assim como o tombamento de plantas novas. Neste caso, é aconselhável o emprego de quebra-ventos, além da manutenção constante de cobertura da terra, ou seja, redução das gradagens para o controle do mato. De modo geral, as regiões onde registram-se ventos frequentes, com velocidade superior a 7m/seg, não são apropriadas para o cultivo racional do cajueiro. (SILVA, 1998).

3.5.5. Solo

Os solos considerados ideais para cultivo do cajueiro são profundas, sem pedras e sem camadas endurecidas, até dois metros de profundidade, que apresentem composição arenosa, sejam bem drenadas e não apresentem risco de encharcamento. (SILVA, 2005).

2.6. Condições agrotécnicos

2.6.1. Propagação

A propagação do cajueiro pode ser feita pelos métodos sexuados e assexuado. A propagação sexuada é feita através do plantio da semente (castanha), enquanto a propagação assexuada é feita utilizando as partes vegetativas da planta, como garfos, gemas e estacas. A propagação assexuada ou vegetativa é a mais recomendada porque assegura a obtenção de plantios mais uniformes, com características desejáveis e mais produtivos. Na produção de mudas, o primeiro passo é a formação de jardins clonais para o suprimento de propágulos (borbulhas, preferencialmente, ou garfos) de superior qualidade. (OLIVEIRA, 2008). Para os porta-enxertos, as sementes devem ser colectadas de plantas de cajueiro-anão-precoce produtivas, vigorosas e livres de doenças e pragas. No caso de sementes armazenadas, recomenda-se mergulhá-las em água, por uma noite, antes da sementeira para a pré- embebição das sementes.

A sementeira da castanha (semente) deve ser realizada directamente no saco de plástico, na posição vertical, com a ponta voltada para baixo e enterrada a uma profundidade máxima de 3cm abaixo da superfície do solo. (OLIVEIRA, 2008).

Entre os processos de propagação vegetativa, a borbulhia é actualmente o mais indicado pelos índices de pegamento de enxerto (70% - 90%) que oferece, pelo maior número de propágulos que permite ser obtido da planta-mãe e pela época de oferta de muda, uma vez que é possível a sua realização em, praticamente, todo o ano. O processo empregado é a borbulhia em "chapa", com lenho, e pode ser feita a céu aberto, uma vantagem a mais em relação à enxertia por garfagem. (SILVA, 1998).

A propagação vegetativa por meio de garfagem à inglesa simples também constitui outra alternativa ainda bastante utilizada, não obstante ser limitada em relação à época de oferta da muda que é após iniciado o período chuvoso, além de serem os índices de pegamento inferiores aos obtidos com a borbulhia. (SILVA, 1998).

Para que sejam mantidas as características do clone, ou seja, da planta que se deseja reproduzir, recomenda-se cultivar apenas mudas enxertadas de boa qualidade, as quais referem-se não somente ao aspectos fruticultural, mas principalmente à identidade, genética do material utilizado, que pode ser obtida através da aquisição de mudas selecionadas e produzidas em instituições idôneas ou viveiristas credenciados (SILVA, 1998).

Dentre os métodos de irrigação actualmente em uso a microirrigação (irrigação localizada) é o mais recomendável para o cajueiro anão em função das seguintes vantagens: economia de água (maior eficiência de irrigação e redução de perdas de água por evaporação), economia de energia (trabalha com vazões e pressões menores), possibilidade de aplicação de fertilizantes via água de irrigação (fertirrigação). (SOARES, J.B,1986).

2.6.4. Espaçamento e produtividade dos dois sistemas

Quanto ao espaçamento, recomendam para o cajueiro anão o espaçamento de 7 x 7 m quando cultivado em sequeiro (204 plantas/ha) ou 7 x 8 m quando sob irrigação (178 plantas/ha) Crisóstomo et al, 2001). A produtividade esperada por hectare, para o cajueiro-anão precoce sob sequeiro, é cerca de 1.000 kg de castanha e 10.000 kg de pedúnculo, enquanto, sob irrigação, pode chegar a 3. kg de castanha e 30.000 kg de pedúnculo (OLIVEIRA, 2008).

2.6.5. Preparo do solo e plantio de mudas

As operações de preparo do solo para o plantio do cajueiro podem ser efectuadas manualmente, mecanicamente ou de uma forma mista, dependendo da extensão da área a ser trabalhada e do terreno escolhido. (ROSSETI et al, 1998) Geralmente, o cajueiro é explorado em solos onde não é recomendável o uso de arado, razão pela qual o preparo da área é feito através de gradagem, geralmente em duas direções. Em locais com declive, onde a chuva pode carrear toda a parte superficial, recomenda-se fazer curvas de nível da ocorrência de plantas daninhas e doenças foliares, não interfere nas pulverizações, capinas e colheitas; (CRISÓSTOMO et al, 2001).

2.6.6. Adubação de fundo

Deve ser feita com 120 g de P 205 (fósforo) e 20g de K 2 0 (potássio), juntamente com esterco de curral bem curtido (ou outra fonte de matéria orgânica). Não é recomendada a aplicação de nitrogênio. (CRISÓSTOMO et al, 2001).

2.6.7. Adubação de cobertura

De acordo com (CRISÓSTOMO et al., 2001), Para a adubação dos cajueiros, após o plantio, devem ser seguidas as recomendações:

 A adubação nitrogenada deve ser parcelada em três aplicações, durante o período das chuvas.  Todo o fósforo deve ser aplicado de uma só vez, sempre no início das chuvas, e, quando possível, deve ser empregado, preferencialmente, o superfosfato simples por ser uma fonte de enxofre, elemento também importante para o cajueiro;  A adubação potássica deve ser feita de três vezes, em doses iguais (1/3 de cada vez). A primeira dose deve ser aplicada junto com todo o fósforo recomendado e com a primeira dose do nitrogênio, no início das chuvas. As outras doses devem ser aplicadas durante o período chuvoso;  A partir do 4o^ ano devem ser levadas em consideração a produtividade da cultura e a análise de solo, de forma que seja possível suprir melhor as necessidades de nutrientes das plantas;  Até o 4^0 - ano, os fertilizantes devem ser aplicados em cobertura sobre a projeção da copa da planta ou, ainda, em faixas mais próximas aos troncos das árvores. A partir do 5 o^ ano devem-se distribuir os adubos a lanço entre as linhas das plantas e incorporá-los subsuperficialmente ao solo

2.7. Principais tratos culturais

Os principais tratos culturais recomendados para o cajueiro são: desbrota, retirada de panículas, poda, controle de plantas invasoras e coroamento. Essas operações são fundamentais para que a planta expresse todo o seu potencial produtivo, assegurando o retorno econômico do investimento (CRISÓSTOMO et al, 2001).

2.7.1. Desbrota

Consiste na retirada das brotações laterais inferiores da planta, próximas aos cotilédones ou desenvolvidas no porta-enxerto. Efectua-se logo após o período chuvoso, no ano de instalação do pomar. As principais vantagens são: menor desgaste da planta no período seco pela redução da área foliar, equilíbrio entre o sistema radicular e a parte aérea e redução dos custos da poda nos anos subseqüentes. (PARENTE & OLIVEIRA, 1995).

A partir do quinto ano de instalação do pomar ocorre uma sensível redução da população de plantas daninhas, principalmente em áreas cultivadas sob sequeiro, em função do sombreamento natural produzido pelos cajueiros e da cobertura morta formada pela queda de folhas. (SILVA, J.F, 2005).

2.8. Tipos de Poda

Os pomares jovens devem ser conduzidos de modo a formar uma copa compacta, com ampla superfície produtiva, livre de entrelaçamento e da concorrência de plantas daninhas e, ainda, facilitar a mecanização dos cultivos, as operações de adubação de manutenção e calagem, roçagem (manual e mecânica), além da inspeção do sistema de irrigação, quando o cultivo é irrigado (OLIVEIRA & BANDEIRA, 2001).

Nos pomares sob sequeiro, deve-se realizar a poda de formação a partir do segundo ano, eliminando-se ramos emitidos próximos ao solo ou no porta-enxerto e, anualmente, aqueles com crescimento lateral anormal. Isso possibilitará maior eficiência aos tratos culturais e posterior colheita, evitando problemas de entrelaçamento de galhos e dificuldade de mecanização. Neste particular, deve-se manter a primeira ramificação, na fase produtiva, próxima a 0,5 m da superfície do solo, no tipo anão precoce e a 1,0 m, no comum. (PARENTE & OLIVEIRA, 1995).

Em pomares adultos, deve-se efetuar um adequado balanço entre o crescimento vegetativo e a frutificação. Como a produção do cajueiro é periférica e concentrada nos 2/3 inferiores da copa, há necessidade de se manter a planta livre e com adequada iluminação, principalmente nas laterais, onde ocorre a quase totalidade da floração e frutificação (PARENTE & OLIVEIRA, 1995).

2.8.1. Poda de frutificação A importância da poda de frutificação está intimamente relacionada com o hábito de frutificação da planta; também é importante porque é responsável pela manutenção do equilíbrio entre a parte vegetativa e a parte produtiva da planta, com isso é possível evitar diversos problemas que ocorrem quando as plantas apresentam produções desequilibradas. (PARENTE & OLIVEIRA, 1995).

2.8.2. Poda de rejuvenescimento

Tem por finalidade livrar as plantas frutíferas de ramos doentes, atacados por pragas ou renovar a copa através do corte total da mesma, deixando-se apenas as ramificações principais, com isso pode-se reativar a produtividade perdida. Normalmente, cortam-se as pernadas principais, deixando-se com 40 a 50cm, e, posteriormente, seleciona-se os ramos que irão permanecer, através da poda verde. Estes cortes maiores são realizados no inverno, ocasião em que são aplicadas pastas fungicidas no local que foi cortado. (PARENTE & OLIVEIRA, 1995).

2.8.3. Poda de limpeza

É uma poda leve, constituindo-se na retirada de ramos secos, atacados por doenças, pragas ou mal localizados. Esta prática normalmente é realizada em períodos de baixa atividade fisiológica da planta, ou seja, durante o inverno ou, como no caso das plantas cítricas, logo após a colheita das frutas. (PARENTE & OLIVEIRA, 1995).

2.9. Pragas e Doenças

2.9.1. Pragas

Mosca Branca ( Aleurodicus cocois )  Broca-das-pontas ( Anthistarcha binocularis )  Traça-da-castanha ( Anacampsis phytomiella)Pulgão da inflorescência ( Aphis gossypii )  Tripes ( Selenothrips rubrocinctus )  Lagarta saia-justa ( Cicinnus callipius Sch.)  Broca-do-tronco e das raízes ( Marshallius anacardii )

2.9.2. Doenças

Antracnose ( Colletotrichum gloeosporioides)Mofo-preto ( Pilgeriella anacardii)Mancha angular ( Septoria anacardii)Oídio ( Oidio anacardii)Resinose ( Lasiodiplodia theobromae)Queima-das-mudas ( Phytophthora heveae)

Usos, destina-se:  Agroindústrias de suco de caju integral  À ração animal;  Como fruta de mesa  Bebida de cajuína e doces

2.13. Comercialização

Independente de ser castanha ou cajú, a venda de produtos ou co-produtos do cajueiro sempre conta com a participação de intermediários ou atravessadores. A actuação desses comerciantes é criticada pelo facto dessas pessoas ficarem com uma grande margem de lucro no agronegócio do cajú. Por outro lado, esses intermediários actuam facilitando a comercialização de produtos que muitos produtores têm dificuldade de vender; assim sendo, agindo mal com produtores rurais, pior sem eles. À medida que os produtores aumentam o volume de sua produção, eles passam a consultar um maior número de compradores antes de decidirem a quem vender, reduzindo dessa forma a dependência da intermediação. (OLIVEIRA et al., 2003).

III. CONCLUSÃO

O cajú é um fruto de cajueiro ( Anacardium occidentale L.), e este fruto é designado como fruto falso, o fruto propriamente dito é a castanha, e pedúnculo floral, o pseudofruto, é um corpo piriforme, amarelo, rosado ou vermelho.

A cultura de caju é de estrema importância para a comunidade moçambicana e não só, pois além do aspecto económico, os produtos derivados do caju apresentam elevado conteúdo nutritivo. O cajú contem Cerca de 156 mg a 387 mg de vitamina C, 14,70 mg de cálcio, 32, mg de fosforo e 0,575 mg de ferro por 100ml de suco.

Moçambique possui boas condições edafo-climáticas, para o cultivo da cultura de caju, por esta planta ser de clima tropical, exigir para o seu desenvolvimento altas temperaturas, que facilmente são alcançados no nosso país.

A cultura de cajú é de extrema importância por ser uma das culturas que gera mais divisas para o país, garantir maior número de empregos, por ser base de subsistência e ao mesmo tempo tem reduzindo o êxodo rural.