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Modelagem Neurolinguística: Princípios e Técnicas, Manuais, Projetos, Pesquisas de Linguística

A modelagem neurolinguística (pnl), um sistema de modelagem de comportamento humano que se baseia na análise de padrões de comunicação e percepção. A pnl é utilizada em diversos campos, como aprendizagem, saúde, criatividade, liderança, gerenciamento, vendas, consultoria e treinamento em empresas. O documento aborda os pressupostos da pnl, técnicas de comunicação efetiva, rapport, backtracking, memória e estratégias mnemônicas.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2024

Compartilhado em 20/03/2024

thais-oliveira-antunes-avelar-thais
thais-oliveira-antunes-avelar-thais 🇧🇷

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Baixe Modelagem Neurolinguística: Princípios e Técnicas e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Linguística, somente na Docsity!

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

Prezado aluno!

O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil. Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que lhe convier para isso. A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser seguida e prazos definidos para as atividades.

Bons estudos!

2 O QUE É PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA-PNL?

Surgida na Califórnia (EUA) no início da década de 1970, a Programação Neurolinguística (PNL) é um processo educacional sobre como usar melhor o cérebro, é o estudo da estrutura da experiência subjetiva. Ela estuda os padrões (“programação”) criados pela interação entre o cérebro (“neuro”), a linguagem (“linguística”) e o corpo. A PNL estuda como o cérebro e a mente funcionam, como os pensamentos são criados, assim como os sentimentos, estados emocionais e comportamentos e como podemos direcionar e otimizar esse processo. Em outras palavras, ela estuda como o ser humano funciona e como ele pode escolher a maneira que quer funcionar.

Ela estuda como se processa o pensamento. Pensar é usar os sentidos internamente. Pensamos vendo imagens internas, ouvindo sons ou falando internamente e tendo sensações. Também estuda a influência da linguagem que, embora seja produto do sistema nervoso, ativa, direciona e estimula o cérebro e é também a maneira mais eficaz de ativar o sistema nervoso dos outros, facilitando a comunicação. (AMORIM, Kássia. Programação Neurolinguística , 2018)

Fonte: dlportugal.com

Ao escrever o prefácio do livro, Erickson relata que ao trabalhar com hipnose ele não possuía consciência clara de como fazia e dos padrões de linguagem que usava e que foram descritos por Bandler e Grinder. Junto com família e amigos, eles formaram um grupo de estudo para a aplicar os modelos aprendidos e dessa forma, mesmo sem serem terapeutas, começaram a obter os mesmos resultados daqueles que eles modelaram. Quando resolveram dar um nome para o que estavam fazendo, escolheram Programação Neolinguística. Então a PNL começou como um processo de modelagem. Se alguém faz muito bem uma coisa, com a PNL podemos levantar o processo, a estratégia, fazer igual e obter os mesmos resultados. Com os estudos, descobriram que os terapeutas tinham personalidades diferentes, mas usavam padrões muito semelhantes. O’Connor (1995) cita que Bandler e Grinder reformularam os modelos estudados e criaram padrões próprios de linguagem com técnicas incríveis. Através destas técnicas eles conseguiam realizar mudanças que as terapias convencionais demoravam anos, fazendo com que seus participantes alcançassem resultados imediatos, apenas facilitando acesso aos recursos próprios que estavam adormecidos em suas mentes. A modelagem se tornou, então, o núcleo central da PNL, pois ela trazia à tona os padrões comportamentais de pessoas bem-sucedidas. O’Connor (1995, p. 193) diz: “ A modelagem pode ser definida simplesmente como um processo de duplicação da excelência humana ”. Logo a PNL se expandiu para além do campo da comunicação e da terapia e começou a ser utilizada no campo de aprendizagem, saúde, criatividade, liderança, gerenciamento, vendas, consultoria e treinamento em empresas. Dos EUA ela se expandiu praticamente para todo o mundo. Mancilha afirma que atualmente, o principal líder em termos de aplicações e criação de novos modelos na PNL é Robert Dilts, que começou a fazer parte daquele grupo inicial quando tinha 20 anos e estudava Relações Internacionais na Universidade de Santa Cruz. A aplicação da PNL na Saúde, na empresa e na espiritualidade foi desenvolvida principalmente por ele.

2.2 Pressupostos da PNL

A PNL tem como princípios básicos alguns pressupostos que servem para guiar todo o trabalho. Já no princípio da estruturação, os autores Bandler e Grinder criaram alguns desses pressupostos; outros ainda estão progredindo juntamente com os estudos sobre as mais variadas funções humanas. Segundo Passos (2016, p. 100), “ Acabam formando um conjunto de princípios éticos para a vida e que podem ser empregados em diversas situações, inclusive na educação, na mediação dentro da sala de aula; no relacionamento professor e aluno ”. De acordo com o autor, os pressupostos da PNL são:

  • Cada indivíduo tem uma percepção diferente da mesma realidade;
  • É melhor ter alternativas do que não ter;
  • As pessoas já possuem todos os recursos de que necessitam;
  • As pessoas são capazes de encontrar recursos internos para resolver situações;
  • Em um comportamento pode haver diversas intenções aparentemente negativas, contudo haverá pelo menos uma positiva;
  • As pessoas optam pela melhor alternativa que dispõem no momento;
  • Resultados diferentes requerem atitudes diferentes, se continuar a fazer a mesma coisa terá o mesmo resultado;
  • Nos comunicamos todo tempo, mesmo no silêncio a comunicação continua através do corpo;
  • A interpretação da comunicação é dada por quem recebe;
  • Se algo é possível para alguém, também é possível para você;
  • Pode-se aprender qualquer coisa, basta ser exposta da maneira correta;
  • Por mais que os resultados não sejam satisfatórios, eles não devem ser considerados fracassos, e sim Feedback de que se deve fazer ajustes para melhorá- los;
  • A forma como se vivencia o mundo é apenas um modelo de compreensão.

Tais pressupostos são empregados de forma a ampliar a visão de mundo dos indivíduos e trazer mudanças significativas. Eles operam como agentes possibilitadores quando transformados em crenças. Segundo O’Connor (1995, p. 99):

A aprendizagem envolve, pois, a capacidade de estabelecer mapas cognitivos e experiências de referência e perceber o estado do ambiente para que os mapas e experiências adequados sejam ativados, produzindo os resultados desejados no contexto em causa. Na PNL, considera-se que a aprendizagem ocorre através de programas neurolinguísticos, isto é, a pessoa constrói mapas cognitivos dentro do seu sistema nervoso, conectando-os com observações do ambiente e respostas comportamentais. Mapas cognitivos são construídos por influência da linguagem e de outras representações que ativam padrões coerentes no sistema nervoso. A aprendizagem acontece através de um ciclo "orgânico" no qual mapas cognitivos e experiências de referência de comportamento são agregados para formar sistemas maiores de programas coordenados que produzem desempenho competente. A aprendizagem de "como aprender" envolve a aquisição de um conjunto de estratégias e aptidões que apoiam esse processo em vários contextos, visando acelerá-lo e melhorar sua eficácia. A adoção dessas técnicas de aprendizagem facilita a transferência de habilidades do contexto onde foram aprendidas para outras situações da vida pessoal de cada um. Para tanto, duas áreas de atuação são fundamentais: 1 - Estabelecer metas : A capacidade de criar metas de aprendizagem em passos viáveis no ambiente atual e que sejam motivantes o suficiente para manter o interesse. 2 - Metacognição: A capacidade de se observar, tornando-se consciente dos seus próprios processos de pensamento enquanto aprende ou participa de uma atividade ou tarefa.

Fonte: comosereformaumplaneta.files.wordpress.com

4 LISTA DE PRESSUPOSIÇÕES ÚTEIS

Fonte: sites.google.com

Cada pessoa possui um “mapa” ou modelo do mundo e um conjunto de pressuposições a partir das quais nos comunicamos. Essas pressuposições pessoais são comunicadas pelo nosso comportamento na sala de aula. O tom de voz, os gestos, as frases que usamos, a expressão facial, o contato visual etc. são comunicações de pressuposições subjacentes e formam um “conjunto” que determina como somos percebidos pelas pessoas a quem nos dirigimos. Essa percepção é processada principalmente pela mente inconsciente. É importante ficarmos atentos porque, de alguma maneira, “nós somos a mensagem! ” As pressuposições ou princípios da PNL são chamados de pressuposições porque nós pressupomos que elas são verdadeiras e agimos de acordo. Elas não reivindicam serem verdadeiras ou universais.

1 - O significado da sua comunicação é a resposta que você obtém. 2 - O que o grupo percebe como tendo sido dito por você é que importa e não aquilo que você pretendia dizer. 3 - Sempre estamos comunicando e a comunicação não-verbal transporta cerca de 90% da mensagem. A comunicação é redundante e “você é a mensagem”! 4 - O mapa não é o território. As pessoas reagem ao seu próprio mapa ou representação da realidade e não à realidade.

Fonte:encrypted-tbn1.gstatic.com

Nossos estados, sentimentos e emoções são criados por uma tríade: nossa fisiologia (corpo), o que nós falamos, o foco de nosso pensamento e as nossas crenças ou convicções. O estado em que estamos determina nosso comportamento. Assim, cada pessoa é responsável pelo seu próprio estado. Se ela está alegre ou triste, entusiasmada ou desanimada, isso não caiu de paraquedas, é ela quem está criando isso através da tríade que é a fonte do estado. A mudança ocorre através da alteração de em um ou mais elementos da tríade. Esse conhecimento pode nos tirar do papel de vítima e nos tornar mais proativos e mais no controle da nossa própria vida.

5 SISTEMAS REPRESENTACIONAIS

A linguagem que usamos revela pistas de nossa maneira de pensar. Em PNL palavras sensoriais são conhecidas como predicados. Usar palavras do sistema representacional principal do aluno é uma maneira eficiente de construir rapport, apresentando a informação do jeito que ele normalmente usa para se expressar, sem fazer esforço para uma tradução interna mais próxima da sua própria maneira de pensar. Experienciamos o mundo, colhemos e juntamos informações usando nossos cinco sentidos:

Visual: Ver Auditivo: Ouvir Cenestésico: Sentir Olfativo: Cheirar Gustativo: Gosto

Quando pensamos, “representamos” a informação para nós mesmos, internamente. A PNL denomina nossos sentidos de Sistemas Representacionais. Usamos nossos Sistemas Representacionais o tempo todo, mas tendemos a usar alguns mais do que outros. Por exemplo, muitas pessoas usam o sistema auditivo para conversar consigo mesmas, essa é uma maneira de pensar. O sistema cenestésico é feito de sensação de equilíbrio, de toque e de nossas emoções. O sistema visual é usado para nossas imagens internas, visualização, “sonhar acordado” e imaginação. O sistema auditivo é usado para ouvir música internamente, falar consigo mesmo e reouvir as vozes de outras pessoas. As pessoas tendem a ter preferências em seus sistemas representacionais. Com uma preferência visual ela pode ter interesse em desenhar, decorar interiores, moda, artes visuais, TV e filmes. Com uma preferência auditiva, ela pode ter interesse em línguas, escrever, música, treinamentos e discursos. Com a preferência cenestésica, ela pode ter interesse em esportes, ginástica e atletismo. O sistema representacional que usamos é visível através da nossa linguagem corporal. Ele se manifesta em:

Postura

Padrão respiratório

Tom de voz

Movimentos oculares

  • Mostre-me o seu ponto de vista
  • Você vai olhar para trás e rir
  • Isso vai lançar uma luz sobre o assunto
  • Isso dá cor a sua visão da vida
  • Me parece
  • Sem sombra de dúvida
  • O futuro parece brilhante
  • A solução explodiu ante seus olhos
  • Com os olhos da mente
  • Isto é um colírio para os meus olhos

6.2 Auditivo - Ouvir

Dizer, sotaque, ritmo, ruidoso, tom, ressoar, som, monótono, surdo, tocar, reclamar, pronúncia, audível, claro, discutir, proclamar, comentar, ouvir, tom, gritar, sem fala, oral, contar, silêncio, dissonante, harmonioso, agudo, quieto, mudo.

FRASES AUDITIVAS

  • Vivendo em harmonia
  • Isso é grego para mim
  • Conversa fiada
  • Ouvidos de mercador
  • Ouvir passarinho cantar
  • Entrar no tom
  • Música para meus ouvidos
  • Palavra por palavra
  • Nunca ouviu falar sobre...
  • Claramente expressado
  • Dar uma audição
  • Segure sua língua
  • Maneira de falar
  • Alto e claro

Fonte: khalanet.files.wordpress.com

6.3 Cinestésico - Toque, ação e movimento

Tocar, manusear, contato, empurrar, esfregar, sólido, morno, frio, áspero, agarrar, pressão, sensível, estresse, tangível, tensão, toque, concreto, suave, segurar, pegar, arranhar, firme, sofrer, pesado, leve.

FRASES CINESTÉSICAS

  • Eu entrarei em contato com você
  • Eu posso pegar essa ideia.
  • Segura um segundo
  • Eu sinto isso nos meus ossos
  • Um homem de coração quente
  • Um cliente frio
  • Ser insensível
  • Arranhar a superfície
  • Eu não consegui colocar meu dedo nisso
  • Quebrando aos pedaços
  • Controle-se
  • Cheira a rato
  • A situação cheira mal
  • Uma pílula amarga
  • Um gosto pela boa vida
  • Uma pessoa doce
  • Um comentário ácido

Fonte: images.orkut.com

7 ESTILOS DE APRENDIZAGEM

As pessoas são diferentes, e cada uma possui sua própria maneira de aprender. Quando o professor percebe o estilo de aprendizagem do aluno ele pode apresentar a matéria de uma maneira que torne a aprendizagem mais fácil. O conhecimento do estilo representacional preferencial de uma pessoa nos permite apresentar a informação no canal (visual, auditivo, cinestésico) que a pessoa usa mais e, assim, ela absorverá a informação com mais facilidade. Em uma aula é mais eficaz utilizar todos os sistemas sensoriais para expor a matéria porque temos participantes com diferentes sistemas preferenciais. O professor deve, então, mostrar, apresentar imagens, falar e dar atividades que envolvam o corpo. As pessoas que têm o sistema visual como preferencial, usam

mais predicativos (verbos, adjetivos e advérbios visuais) e, além disso, olham muito para cima ao pensar e raciocinar. Quem usa como sistema representacional principalmente o canal auditivo, além de usar mais predicativos auditivos, movimentam os olhos mais na linha horizontal quando estão pensando. Os de preferência cinestésica, além de usar predicativos cinestésicos, falam mais devagar, num tom mais para grave e olham mais para baixo e para direita. Existe um grupo de pessoas que pensam em palavras, através do diálogo interno e ao falar usam muitos predicativos neutros e abstratos; além disso, quando estão pensando, olham mais para baixo e para a esquerda e mantêm os braços cruzados. Este sistema representacional é chamado de auditivo digital ou apenas digital.

Fonte: supereficientemental.files.wordpress.com

8 MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS

O pesquisador e escritor americano Howard Gardner Ph.D. identificou 8 tipos de inteligências. Todas as pessoas possuem essas inteligências, mas, devido à forma de educação e às influências genéticas, familiares, ambientais, culturais etc. algumas desenvolvem mais umas que outras. Com treino e foco todas podem ser desenvolvidas.