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programacao neurolinguistica Dr.Lair ribeiro
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!






























É o estudo da estrutura da experiência subjetiva. Ela estuda os padrões (“programação”) criados pela interação entre o cérebro (“neuro”), a linguagem (“lingüística”) e o corpo.
A PNL estuda como o cérebro e a mente funcionam, como criamos nossos pensamentos, sentimentos, estados emocionais e comportamentos e como podemos direcionar e otimizar esse processo. Em outras palavras, ela estuda como o ser humano funciona e como ele pode escolher maneira que quer funcionar.
Ela estuda como se processa o pensamento. Pensar é usar os sentidos internamente. Pensamos vendo imagens internas, ouvindo sons ou falando internamente e tendo sensações. Também estuda a influência da linguagem que, embora seja produto do sistema nervoso, ativa, direciona e estimula o cérebro e é também a maneira mais eficaz de ativar o sistema nervoso dos outros, facilitando a comunicação.
Há cerca de 30 anos Richard Bandler estudava matemática e psicologia na Universidade de Santa Cruz na California. Nos finais de semana trabalhava gravando workshops e ficou muito impressionado com a habilidade de comunicação e com os resultados de dois terapeutas com que teve contato, Fritz Perls (criador da Gestalt-terapia) e Virgínia Satir (terapeuta de família). Ele ficou interessado em aprender o que eles faziam e pediu a ajuda de seu professor de lingüística, John Grinder.
Estudando os vídeos, eles começaram a decodificar os padrões de linguagem e de comportamento daqueles dois excelentes terapeutas e escreveram o livro A Estrutura da Magia , mostrando que algo que parecia magia tinha uma estrutura. Assim foi criado o primeiro modelo da PNL, o metamodelo de linguagem.
Em seguida, eles passaram algum tempo estudando com Milton Erickson, médico e psicólogo e um dos maiores hipnoterapeutas da história. E escreveram outro livro: Os Padrões de Linguagem Hipnótica de Milton Erickson. Erickson escreveu o prefácio do livro e comentou que ao trabalhar com hipnose não tinha consciência clara de como fazia e dos padrões de linguagem que usava e que foram descritos por Bandler e Grinder.
Juntamente com as esposas e amigos, eles formaram um grupo de estudo para a aplicar os modelos aprendidos e logo, mesmo sem serem terapeutas, começaram a obter os mesmos resultados daqueles que eles modelaram. Quando resolveram dar um nome para o que estavam fazendo, escolheram Programação Neurolingüística.
Então a PNL começou como um processo de modelagem. Se alguém faz muito bem uma coisa, com a PNL podemos levantar o processo, a estratégia, fazer igual e obter os mesmos resultados.
A PNL logo se expandiu para além do campo da comunicação e da terapia e começou ser utilizada no campo de aprendizagem, saúde, criatividade, liderança, gerenciamento, vendas, consultoria e treina- mento em empresas. Dos EUA ela se expandiu praticamente para o mundo todo.
Hoje, o principal lider em termos de aplicações e criação de novos modelos na PNL é Robert Dilts, que começou a fazer parte daquele grupo inicial quando tinha 20 anos e estudava Relações Internacionais na Universidade de Santa Cruz. A aplicação da PNL na Saúde, na empresa e na espiritualidade foi desenvolvida principalmente por ele.
Cada um de nós possui um “mapa” ou modelo do mundo e um conjunto de pressuposições a partir das quais nos comunicamos. Essas pressuposições pessoais são comunicadas pelo nosso comportamento na sala de aula. O tom de voz, os gestos, as frases que usamos, a espressão facial, o contato visual etc são comunicações de pressuposições subjacentes e formam um “conjunto” que determina como somos percebidos pelas pessoas a quem nos dirigimos. Essa percepção é processada principalmente pela mente inconsciente. Ë importante ficarmos atentos porque, de alguma maneira, “nós somos a mensagem!”
As pressuposições ou princípios da PNL são chamados de pressuposições porque nós pré-supomos que elas são verdadeiras e agimos de acordo. Elas não reivindicam serem verdadeiras ou universais.
1 - O significado da sua comunicação é a resposta que você obtém. 2 - O que o grupo percebe como tendo sido dito por você é que importa e não aquilo que você pretendia dizer. 3 - Sempre estamos comunicando e a comunicação não-verbal transporta cerca de 90% da mensagem. A comunicação é redundante e “você é a mensagem”! 4 - (^) O mapa não é o território. As pessoas reagem ao seu próprio mapa ou representação da realidade e não à realidade. 5 - Para ter rapport com outra pessoa, é essencial respeitar seu modelo de mundo_._ A chave para ensinar e influenciar as pessoas é entrar no seu modelo de mundo. 6 - Não existem pessoas sem recursos, apenas estados sem recursos. Ninguém é totalmente errado ou limitado. É uma questão de descobrir como a pessoa funciona e ver o que e como pode ser mudado para se obter um resultado mais útil e desejável. 7 - As pessoas fazem as melhores escolhas que podem a cada momento. 8 - Todo comportamento é útil em algum contexto. Onde / quando / como essa pessoa aprendeu a reagir dessa maneira? 9 - Ter escolhas é melhor do que não ter escolhas. A PNL ética expande a gama de escolhas da pessoa, sem escolher por ela. 10 - As pessoas já possuem os recursos de que precisam ou podem criá-los. A questão é saber como ajudá-las a ter acesso aos recursos, quando adequado. 11 - Qualquer pessoa pode aprender qualquer coisa. 12 - O elemento mais flexível dentro de um sistema controla o sistema. 13 - (^) A pessoa que se comunica com o maior número de opções sai ganhando. (E os outros também). 14 - Não existe fracasso, apenas informação (feedback). Utilizar tudo que acontecer para aprender, crescer e avançar. 15 - Resistência em um aluno é um sinal de falta de rapport do professor. Não existe aluno incompetente, apenas professor com falta de flexibilidade. 16 - Processamos todas as informações através de nossos sentidos_._ Usamos nossos sentidos para dar sentido ao mundo. 17 - Se você quer entender, aja. O aprender está no fazer. 18 - Modelagem de performances de sucesso conduz à excelência. Se uma pessoa pode fazer algo, é possível modelar isto e ensinar a outras 19 - Todo comportamento tem uma intenção positiva. 20 - A vida e a mente são processos sistêmicos. Mente e corpo formam um sistema. Eles interagem e influenciam mutuamente um ao outro. Não é possível fazer uma mudança em um sem que o outro seja afetado.
Nossos estados, sentimentos e emoções são criados por uma tríade : nossa fisiologia (corpo), o que nós falamos, o foco de nosso pensamento e as nossas crenças ou convicções. O estado em que estamos determina nosso comportamento.
Então, cada um de nós é responsável pelo seu estado. Se estamos alegres ou tristes, desanimados ou entusiasmados, isso não caiu de pára-quedas , somos nós que estamos criando isso através da tríade que é a fonte do estado.
A mudança ocorre através da alteração de em um ou mais elementos da tríade. Esse conhecimento pode nos tirar do papel de vítima e nos tornar mais proativos e mais no controle da nossa própria vida.
A maneira de detectar qual Sistema Representacional que uma pessoa usa conscientemente é escutar sua linguagem, as frases que gera e perceber os predicados que adota. Na linguagem, os predicados são verbos, advérbios e adjetivos que, na maioria dos casos, pressupõem um Sistema Representacional. O mais usado por cada indivíduo chama-se "Sistema Representacional Primário".
A seguir, uma lista de alguns exemplos de predicados e o Sistema Representacional ao qual pertencem.
Olhar, imagem, foco, imaginação, cena, branco, visualizar, perspectiva, brilho, refletir, clarificar, prever, ilusão, ilustrar, notar, panorama, revelar, ver, mostrar, visão, observar, nebuloso, escuro.
Frases visuais
Dizer, sotaque, ritmo, ruidoso, tom, ressoar, som, monótono, surdo, tocar, reclamar, pronúncia, audível, claro, discutir, proclamar, comentar, ouvir, tom, gritar, sem fala, oral, contar, silêncio, dissonante, harmonioso, agudo, quieto, mudo.
Frases auditivas
Tocar, manusear, contato, empurrar, esfregar, sólido, morno, frio, áspero, agarrar, pressão, sensível, estresse, tangível, tensão, toque, concreto, suave, segurar, pegar, arranhar, firme, sofrer, pesado, leve.
Frases cinestésicas
Decidir, pensar, relembrar, saber, meditar, reconhecer, assistir, entender, avaliar, processo, decidir, aprender, motivar, mudar, consciente, considerar.
Perfumado, mofado, fragrância, enfumaçado, fétido.
Azedo, sabor, gosto, amargo, salgado, suculento, doce.
Frases olfativas e gustativas
O pesquisador e escritor americano Howard Gardner Ph.D. identificou 8 tipos de inteligências. Todas as pessoas possuem essas inteligências mas, devido à forma de educação e às influências genéticas, familiares, ambientais, culturais etc algumas desenvolvem mais umas que outras. Com treino e foco todas podem ser desenvolvidas.
A ativação e uso de mais de uma inteligência durante as atividades de aprendizagem facilitam e aceleram o aprendizado e promovem melhor retenção das informações. Quanto mais tipos de inteligência são utilizados mais ativação cerebral acontece.
1 – LINGÜÍSTICA – relacionada à capacidade de falar e escrever com facilidade e comunicar-se bem. Oradores, escritores, atores, bons professores, em geral, têm a inteligência lingüística bem desenvol- vida.
2 – LÓGICA E MATEMÁTICA – relacionada à capacidade de pensar e raciocinar de maneira lógica e abstrata. Também relacionada à facilidade de lidar com números e fazer contas e operações matemáti- cas. Em geral, ela é bem desenvolvida em engenheiros, economistas, contadores, investigadores e juí- zes.
3 – VISUAL E ESPACIAL – relacionada à facilidade de criar imagens e visualizar, de desenhar e de ter uma boa orientação espacial. Desenhistas, arquitetos, fotógrafos, montanhistas, geralmente, tem essa inteligência bem desenvolvida.
4 – MUSICAL – relacionada à capacidade de apreciar música, tocar algum instrumento musical, cantar, compor. Músicos, compositores, cantores têm essa inteligência bem desenvolvida.
5 – CORPORAL OU CINESTÉSICA – relacionada à habilidade de usar bem as mãos e o corpo. Atletas, massagistas, dançarinos, cirurgiões, artesãos têm essa inteligência bem desenvolvida.
6 – INTERPESSOAL OU SOCIAL – relacionada à capacidade de se relacionar e trabalhar bem com pessoas. Bons terapeutas, professores, vendedores e líderes têm essa inteligência bem desenvolvida.
7 – INTRAPESSOAL – relacionada à capacidade de se perceber, de entrar em contato com seus pró- prios sentimentos e fazer auto-análise. Pessoas emocionalmente equilibradas, filósofos, bons terapeu- tas, pessoas que têm o habito de fazer meditação têm essa inteligência bem desenvolvida.
8 – NATURALISTA – relacionada à capacidade de perceber e usar bem a natureza. Essa inteligência é bem desenvolvida nos agricultores, fazendeiros, botânicos e jardineiros.
Junte-se a um parceiro
1 - Pessoa A e pessoa B ficam em pé, olhando um para o outro. B decora a posição de corpo de A , olhando e guardando-a, movimentando os olhos para cima e para a esquerda, (pessoa destra), ou para cima e para a direita (pessoa canhota).
2 - B fecha os olhos. A muda a posição de alguma parte do corpo (mão, perna, dedo, inclinação da cabeça etc) enquanto B mantém os olhos fechados.
3 - B abre os olhos, olha para cima e para a esquerda e compara o que vê agora com a imagem lembrada. B adivinha que parte do corpo A movimentou.
4 - Se B não acertar, fecha de novo os olhos. A não diz que parte mudou, apenas volta à posição original e pede para B abrir os olhos e adivinhar de novo.
5 - Troquem os papéis.
Em grupos de 4: 1 -
2 -
3 -
4 -
Formem um semicírculo em volta de A. Os Exploradores B , C e D fazem um som ou ruído (estalar os dedos, bater palmas etc), enquanto A escuta de olhos fechados. Imediatamente após fazer o som, a pessoa fala seu nome para que A possa identificar o som correspondente a cada pessoa. Agora, B , C e D reproduzem os sons em qualquer seqüência. A precisa identificar que pessoa fez o som, acertando em três rodadas. Se A errar, B , C e D repetem o som e o nome até que A possa identificar corretamente a correspondência. Troquem os papéis
Em grupos de 4: 1 -
2 -
3 -
4 -
Formem um semicírculo em volta de A que respira profundamente e olha para baixo e para a direita, para ter o acesso máximo às sensações. A fecha os olhos. B, C e D tocam A no mesmo lugar, do mesmo jeito, cada um falando seu nome logo após tocá-lo, para que A possa associar o toque ao nome. Por exemplo, pode-se tocar as costas da mão, com o dedo ou com um objeto. B , C e D, um a um, tocam A sem falar o nome. A precisa identificar quem o tocou. Se errar, repitam o passo 2 até que A possa associar e identificar corretamente a pessoa com o toque. A precisa acertar três seqüências. Troquem de papéis.
Estratégias eficazes podem ser transferidas de pessoa para pessoa. Por exemplo, dois professores, dois músicos ou dois escritores que tenham estratégias distintas para realizar o mesmo tipo de tarefa, no mesmo contexto, podem aprender uns com os outros.
Explicitar e compartilhar metas, evidências e operações podem ajudar a ampliar e enriquecer as áreas da sua atuação, aptidões e habilidades.
Junte-se a um parceiro e escolha uma tarefa ou situação que tenham em comum. Cada um vai preencher a tabela abaixo e os dois farão uma comparação das semelhanças e das diferenças das ações de cada um. Imagine como seria acrescentar novas operações, evidências, metas ou respostas às dificuldades da sua estratégia. Como poderia mudar ou enriquecer sua maneira de abordar a situação?
Quais são as suas metas?
Como você sabe que está atingindo suas metas?
O que você faz para atingir as suas metas?
O que você faz quando não está conseguindo as suas metas?
Quais são as coisas boas no meu ambiente? O que funciona para mim? O que funciona para as outras pessoas?
Quais são as coisas desagradáveis? O que não funciona para mim? O que não funciona para as outras pessoas?
O que eu faço que funciona? Isso alcança meus objetivos?
O que eu faço que não funciona? O que eu faço que não atinge meus objetivos?
Quais são as minhas melhores capacidades?
Que capacidades me faltam?
Que valores tenho que apóiam quem eu sou e para onde estou indo? Que crenças tenho que me fazem mais forte?
Que valores tenho que interferem com quem eu sou e para onde estou me dirigindo? Que crenças me atrapalham?
Quais são as coisas mais salutares sobre meu senso de identidade?
Que coisas sobre quem eu sou me enfraquecem? Como posso transformar esses elementos da minha identidade em vantagem para mim?
Quais são os benefícios do meu senso de significado na vida?
Quais são as desvantagens sobre o meu senso de significado na vida?
SPECÍFICA : Você precisa especificar exatamente o que quer no tempo presente, em uma lin- guagem que use imagens, sons e sensações, para ativar padrões neurológicos que gerem novos resultados. A sua meta precisa ser iniciada por você e depender de você.
ISTÊMICA: Você deve considerar o efeito que a realização da sua meta terá em nível sistêmico, isto é, como vai combinar com as suas outras metas, como vai afetar outras áreas de sua vida, a sua família, o seu ambiente de trabalho etc.
congruente com seus valores?
OSITIVA: A sua meta precisa ser elaborada em termos positivos. Uma meta negativa, do tipo "Eu não quero comer demais", cria um ensaio mental desse comportamento. Também se inclui nesta categoria: "Eu quero parar de...," "Eu quero viver sem...”
VIDÊNCIA: Você precisa ter uma evidência de que conseguiu a sua meta e precisa ter "feedback" durante o processo para se autocorrigir.
ECURSOS: Você precisa identificar que recursos já tem e que recursos precisa para levá-lo do estado atual para o estado desejado.
mais eu preciso?
AMANHO: A sua meta precisa ser trabalhada com um enfoque de tamanho adequado. A meta grande demais precisa ser dividida em áreas a serem trabalhadas separadamente.
O que me impede de alcançar o objetivo? Que efeito positivo a realização desta meta vai gerar na minha vida?
LTERNATIVAS: A sua meta precisa ter opções no plano de ação. Uma opção é limitada; duas cria um dilema e, três, permite a escolha.
Rapport ou empatia acontece quando você equipara o comportamento, o pensamento e o nível de ener- gia da outra pessoa. Você a está encontrando no modelo de mundo dela. O rapport acontece natural- mente quando as pessoas tomam consciência um do outro e começam a se comunicar. É como uma dança na qual uma pessoa conduz e a outra segue. Pessoas em rapport têm uma maneira cooperativa e harmoniosa de estarem juntas, um senso de reconhecimento mútuo e sabem que está bem ser quem elas são.
O rapport funciona melhor quando está fora da consciência e acontece espontaneamente. No entanto, é algo que se pode aprender e é possível você aumentar o rapport com os outros.
O rapport é um pré-requisito para uma comunicação eficaz. Então, antes de fazer qualquer coisa com uma pessoa ou um grupo, você precisa estabelecer rapport com eles. Precisa ter flexibilidade suficiente para ser capaz de entrar, de alguma maneira, na realidade do outro. Quando você faz isso, ele se sente reconhecido e estará disposto a se engajar com você. Com rapport, as pessoas tendem a ficar mais abertas e ter menos objeções e têm mais probabilidade de aceitar o que você diz.
O rapport funciona ao equiparar a outra pessoa em todos os níveis. Ao estabelecer rapport você cria semelhanças.
Você pode criar rapport com uma pessoa equiparando a sua maneira de comunicar:
Use as palavras que ela usa. Use seu jargão, seus termos preferidos, mesmo que você pense que ela está usando uma palavra errada. É o que significa para ela que interessa. Use a mesma tonalidade, velocidade e volume de voz. Fale as palavras da maneira que ela fala. Adote a mesma fisiologia. Use a mesma postura e gestos.
Fazer backtracking também ajuda estabelecer rapport. Backtracking é a repetição dos pontos-chave usando as palavras da pessoa com quem está interagindo, acompanhando-a com o mesmo tom de voz e linguagem corporal. É importante repetir as palavras-chave que assinalam os valores da outra pessoa. O tom de voz ou os gestos vão enfatizá-los.
Além de criar e demonstrar rapport, mostrando que você está ouvindo com atenção, o backtracking ajuda a reduzir mal entendidos e permite-lhe clarificar os valores da pessoa.
As pessoas criam rapport ou vínculo com outros ao encontrar experiências compartilhadas. Quando encontra alguém pela primeira vez, você faz perguntas para descobrir algo em comum: Talvez vocês tenham freqüentado a mesma escola, torçam pelo mesmo time, visitaram o mesmo lugar, gostam da mesma comida, música ou outra coisa. Logo que encontram algo em comum, o relacionamento começa a se formar. Então é provável que vocês comecem adotar a mesma postura. Isto acontece fora da consciência. Você faz isso o tempo todo, mas pode não ter tomado consciência desse fato até agora.
Você pode notar, num restaurante, por exemplo, que sempre que as pessoas estão envolvidas numa conversa ou numa atividade compartilhada elas tendem a equiparar ou espelhar uma à outra. Quando uma pessoa muda a sua fisiologia, a outra logo a acompanha.
Quando se está em rapport com alguém ele estará prestando atenção a você, aberto a ouvir o que você tem a dizer e isso facilita acordos. Então, o rapport pode facilitar a maneira de conseguir os resultados que você quer.
Preste atenção à postura da pessoa, aos gestos, aos movimentos e então equipare ou espelhe:
A posição da cabeça, ombros, braços, mãos, pernas.
Como ela está: sentada, em pé ou andando. Qual é o seu modo de andar?
Como ela está sentada: pernas cruzadas ou descruzadas?
Posição das mãos e braços: abertos ou fechados? Quanto se move, se está parada ou em movimento.
Expressão facial: está animada, sorrindo ou com o rosto sério?
Algum gesto em particular? Use os gestos da pessoa somente quando você estiver falando, não quando ela estiver falando, pois isso irá atrair atenção e ela vai ficar imaginando o que você está fazendo. E isso quebrará o rapport.
Como ela está respirando? Profunda, superficialmente? Respirar em sincronia com alguém ocorre naturalmente. Obter rapport ao equiparar a respiração é fácil. Se faz assim:
Se alguém está falando com você, ele está expirando. Então, enquanto ele está falando você expira. Quando ele pára para inspirar, você inspira também.
Observe na sua visão periférica qualquer parte do tórax que está subindo e descendo para perceber a inspiração e a expiração.
Você não quer manter rapport o tempo inteiro; existem momentos que quer quebrá-lo. Por exemplo, quando você quer terminar uma conversa, uma sessão, quando quer continuar o seu trabalho ou, sim- plesmente, sair fora quando alguém está tomando muito do seu tempo. Para fazer isso, comece a de- sequiparar a outra pessoa no grau que for necessário: falando mais alto ou mais rápido, levantando-se etc.