


















Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Projeto de construção de um laboratório de Química
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
1 / 26
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!



















Disciplina: Instrumentação para o Ensino da Química
Discentes:
Belém 2010
Disciplina: Instrumentação para o Ensino da Química
Projeto apresentado como requisito para a avaliação da Disciplina Instrumentação para o ensino da Química, ministrada pelo Professor Jorge Trindade.
Belém 2010
A montagem do laboratório de ensino é uma das fases críticas do processo de implantação dos cursos, já que em grande parte dos casos, as instituições de ensino se estabelecem em instalações prediais que não foram originariamente construídas para esse fim. Não são poucas as escolas que se instalaram em locais onde no passado funcionavam fábricas ou escritórios. Os obstáculos enfrentados na montagem do laboratório são sentidos também quando da ampliação e ou reforma deste. Um laboratório antigo, mesmo que tenha sido construído em acordo com as normas vigentes da época, poderá ter dificuldade para atender às normas de segurança atuais. A montagem do laboratório deve incluir todos os requisitos de segurança. Para tanto, é fundamental a elaboração de um projeto detalhado para que haja funcionalidade, eficiência, segurança e se minimizem futuras alterações. Assim, não podem ser desprezados itens como a topografia do terreno, orientação solar, ventos, segurança do edifício e do pessoal, bancadas, capelas, estufas, muflas, tipo de piso, materiais de revestimento das paredes, iluminação e ventilação do ambiente. Deve-se levar em consideração, ainda, a legislação referente aos portadores de necessidades especiais, conforme a LDB – Lei no 9.394, de 20-12-1996, capítulo V, artigos 58 a 60. Algumas orientações constantes deste Guia tomam como base as Normas Regulamentadoras (NR’s) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aprovadas pela Portaria nº 3.214, de 08-06-1978, e Normas (NBR’s), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
2 objetivo O objetivo deste projeto é orientar as instituições de ensino na montagem e instalação de laboratórios destinados às aulas práticas de Química.
3 Projeto de construção
O teto deve atender às necessidades do laboratório quanto à passagem de tubulações, luminárias, grelhas, isolamento térmico e acústico, estática. A NR-8, item 8.2 preconiza que os locais de trabalho devem ter a altura do piso ao teto, pé direito, de acordo com as posturas municipais, atendidas as condições de conforto, segurança e salubridade, estabelecidas na Portaria 3.214/78. (Redação dada pela Portaria nº 23, de 9-10-2001).
3.4 PORTAS E JANELAS
As janelas e portas devem ser amplas e distribuídas de tal forma que permitam uma boa iluminação e arejamento do laboratório. Recomendam-se janelas basculantes por apresentarem maior segurança e por serem facilmente abertas e fechadas com um só comando de mão. As janelas devem estar localizadas acima de bancadas e equipamentos, numa altura aproximada de 1,20m do nível do piso e que a área de ventilação/iluminação seja proporcional à área do recinto, numa relação mínima de 1:5 (um para cinco). Deverá haver sistema de controle de raios solares, como persianas metálicas ou breezes (anteparos externos instalados nas janelas que impeçam a entrada de raios solares, mas não impeçam a entrada de claridade). Porém, sob nenhuma hipótese deverão ser instaladas cortinas de material combustível. As janelas devem estar afastadas das áreas de trabalho e dos equipamentos, tais como cabines de segurança biológica, balanças, estufas, fornos industriais e capelas de exaustão química, entre outros que possam ser afetados pela circulação de ar. As portas deverão ser amplas com largura mínima de 1,20m e com abertura para o lado de fora do laboratório. Recomenda-se o uso de visores em divisórias, paredes, portas e onde mais for possível. Os acabamentos das portas devem ser em material que retarde o fogo. É recomendável que se tenha mais de uma saída e sempre distantes entre si. Caso não seja possível, as janelas devem favorecer a saída de emergência. Por isto, não devem ser obstruídas com armários, a fim de proporcionarem ema alternativa para saída de emergência. e com sentido de abertura da porta para a parte externa do local de trabalho.
4.1 Iluminação As luminárias devem, sempre que possível, ser embutidas no forro, ter lâmpadas fluorescentes e proporcionarem nível de iluminamento de no mínimo 500 lux, sobre as áreas de trabalho.
Nas áreas que se manipulam produtos explosivos ou inflamáveis, as luminárias e interruptores deverão ser a prova de explosão. Nota: Para os laboratórios que possuem equipamentos e/ou produtos químicos sensíveis à luz solar, deve-se projetar a construção (ou reforma) excluindo-se a luz solar direta sobre o laboratório.
4.2 Instalação Elétrica
4.5 BANCADAS DE TRABALHO
As bancadas deverão serão construídas de acordo com a disposição de cada tipo de laboratório, classificadas em quatro tipos:
Orienta-se, ainda, prever um espaço de aproximadamente 0,40m entre bancadas laterais e a parede e, também, no meio das bancadas centrais, a fim de permitir a instalação
e manutenção de utilidades e evitar corredores muito extensos e sem saídas, para não criar áreas de confinamento. Evitar bancadas centrais com comprimento superior a 5 metros. Outros apoios, como prateleiras superiores, castelos, racks e volantes para colocação de materiais de pequeno volume e peso, devem ser utilizados apenas durante a realização dos procedimentos laboratoriais e para disponibilizar soluções de uso contínuo. Para evitar ofuscamentos e cansaço visual, as bancadas devem receber iluminação de forma que os raios de luz incidam lateralmente em relação aos olhos do usuário do laboratório, e não frontalmente, ou em suas costas.
4.6 ARMÁRIOS PARA REAGENTES
O laboratório deve possuir armários para guardar reagentes com 3,8m x 2m com paredes resistentes a explosão, sistema de exaustão e bandeja de retenção de líquidos, a fim de que se possa armazenar, principalmente os reagentes sensíveis a iluminação e inflamáveis.
4.7 ARMARIOS PARA VIDRARIAS
O laboratório de química deve conter armários com dimensões 1,70m x 1,5m para guardar somente vidrarias limpas e descontaminadas.
4.8 CAPELAS
As capelas devem ser localizadas nas paredes laterais para que não sofram influência de corrente de ar proveniente de tráfego de pessoas, proximidade de grelha de ar condicionado e equipadas com exaustores para evitar explosão, liberação de gases e vapores tóxicos e na manipulação de quaisquer produtos químicos. O laboratório deve conter duas capelas com dimensões 1,7m x 1,5m de altura.
4.9 PIAS As pias devem ser inox com dimensões 60cm x 60cm e estar acoplada nas extremidades das bancadas.
Fonte:http://www2.ufpa.br/quimdist/livros_2/livro_quim_inorg_experimental/ 1a%20%20aula_edo%20lab_qu%edmica.pdf
6 INDICADORES ÁCIDO-BASE
Indicadores convencionais Indicadores alternativos
Fenolftaleína Suco de feijão preto Papel de tornassol Suco de repolho roxo Alaranjado de metila Suco de açaí Azul de bromotimol Suco da papoula vermelha Vermelho de metila Suco de beterraba
7 segurança no laboratório o laboratório de Química deve apresentar os seguintes materiais de segurança:
7.1 CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS
Em um laboratório de química é necessário ter uma caixa de primeiros socorros, sendo a sua localização de preferência em local de fácil acesso. Estas caixas devem conter:
7.2 EXTINTORES DE INCÊNDIO
Os laboratórios devem estar equipados com extintores de combate a incêndios devidamente sinalizados, bem como mantas anti-fogo e recipientes com areia. O extintor é um instrumento simples de manusear, portátil e eficiente. A utilização de cada tipo de extintor depende do tipo de incêndio. Existem quatro classes de fogos – A, B, C e D – com características diferentes, logo com formas de extinção diferentes. O conhecimento do tipo de fogo na maior parte dos casos leva a uma extinção apropriada.
7.2.1 Classes de incêndio
Classe A - são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibras, etc.;
Classe B - são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleo, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.;
7... Extintor de água – pressão injetada
Fixado na parte externa do aparelho está um pequeno cilindro contendo o gás propelente, cuja a válvula deve ser aberta no ato da utilização do extintor, a fim de pressurizar o ambiente interno do cilindro permitindo o seu funcionamento. O elemento extintor é a água, que atua através do resfriamento da área do material em combustão. O agente propulsor (propelente) é o CO 2
Fonte: Cipa/Puc-Rio
7.2.3 Uso de extintores
O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B. O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado, preferencialmente, nos fogos das Classes B e C, embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início.
O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas. Nos incêndios Classe D, será usado o extintor tipo "Químico Seco", porém o pó químico será especial para cada material.
O extintor tipo "Água Pressurizada", ou "Água-Gás", deve ser usado em fogos Classe A, com capacidade variável entre 10 e 18 litros.
Em um laboratório de Química o ideal é que se tenham todos os tipos de extintores de incêndio, caso não, devem conter preferencialmente o extintor tipo "Dióxido de Carbono" o qual é usado para fogos das classes B e C.
Fonte: CPNSP As luvas devem ser utilizadas para a proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes.
Respirador purificador de ar (descartável) Respirador purificador de ar (com filtro) Fonte: CPNSP
É necessário o uso de máscaras de proteção, par evitar a inalação de vapores tóxicos liberados por algumas substâncias.
LENTE INCOLOR LENTE COM TONALIDADE ESCURA
Fonte: CPNSP
Construir um laboratório requer responsabilidade e conhecimento dos elementos e materiais combustíveis. Além disso, conhecer o manuseio da utilização dos diversos reagentes é fundamental para a segurança pessoal de professores e alunos no interior do laboratório, como por exemplo o uso de luvas,máscaras,óculos de proteção. Já em relação ao espaço físico deve haver extintores de incêndios para prevenir incêndios de origem elétrica e substâncias inflamáveis.Tudo isso deve ser explicado para as pessoas que utilizam o laboratório seja para fins de pesquisa ou simplesmente limpeza do laboratório. Desta forma a segurança no interior de um laboratório é de fundamental importância.
Dicas para elaborar um projeto de laboratório. Disponível em: < http:// www.designslaboratorio.com.br/imagens/capelas/Dicas_Montar_um_Laboratorio.PDF >. Acesso em: 12 maio 2010.
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) e Suas utilidades no laboratório. Disponível em: . Acesso em: 15 maio
Equipamentos de proteção individual CPNSP. Disponível em: . Acesso em: 15 maio 2010.
Guia de laboratório para o Ensino de Química. Disponível em: . Acesso em: 13 maio 2010.
Merck Segurança no Laboratório. Disponível em: . Acesso em : 17 maio 2010.
PEREIRA, Mariette M; Estronca, Teresa M. Roseiro; Nunes, Rui Miguel D. R. .Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Guia de segurança no laboratório de Química. Coimbra, 2006. 55p.
PROFA. DRA. SANDRA MARA MARTINS FRANCHETTI (Brasil). Departamento de Bioquímica e Microbiologia – LTARQ – IB – UNESP Rio Claro. Manual de segurança e regras básicas em laboratório. Rio Claro, 2002. 25p. Disponível em: http:// www.rc.unesp.br/ib/bioquimica/Manual.doc. Acesso em: 12 maio 2010.
REYMÃO, Fátima. Laboratório de Química inorgânica experimental. Disponível em: < http://www2.ufpa.br/quimdist/livros_2/livro_quim_inorg_experimental/ 1a%20%20aula_edo%20lab_qu%edmica.pdf>. Acesso em: 13 maio 2010.
Tipos de extintores de incêndio. Disponível em: . Acesso em: 13 maio 2010.