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Relatório 06, Notas de aula de Química

Relatório de Aula prática de Química Orgânica sobre extração de clorofila de folhas verdes da hortelã.

Tipologia: Notas de aula

2011

Compartilhado em 12/06/2011

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO- UFMA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, SAÚDE E TECNOLOGIA – CCSST
CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS
DISCIPLINA DE QUÍMICA ORGÂNICA
PROFº DR. ALAN BEZERRA
RAFAEL VILARINS SILVA
EXTRAÇÃO DE CLOROFILA DE FOLHAS VERDES COM ANÁLISE
CROMATOGRÁFICA DE EXTRATO.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO- UFMA

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, SAÚDE E TECNOLOGIA – CCSST

CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS

DISCIPLINA DE QUÍMICA ORGÂNICA

PROFº DR. ALAN BEZERRA

RAFAEL VILARINS SILVA

EXTRAÇÃO DE CLOROFILA DE FOLHAS VERDES COM ANÁLISE

CROMATOGRÁFICA DE EXTRATO.

Imperatriz – MA 2011

1. Introdução

A extração de produtos naturais e sua separação cromatográfica podem ser utilizadas para ilustrar vários fenômenos envolvendo interações moleculares ou forças intermoleculares, além de possibilitar aos estudos da química a realização de análise dessas substâncias e a designação de fatores importantes para as formas de consumo e trabalho das mesmas. O processo de extração de substancias a partir de compostos em sua forma natural trata da obtenção ou separação dos mesmos por meio da utilização de solventes adequados. Neste experimento, trata-se da extração simples de clorofila presente em folhas verdes.

A clorofila, num contexto geral, pode ser classificada como um conjunto de pigmentos fotossintéticos, presentes no interior dos cloroplastos das plantas e que confere a coloração verde às folhas. Além disso, a clorofila é capaz de converter a energia da luz solar em energia química através do processo de fotossíntese, nesse processo a energia absorvida pela clorofila transforma dióxido de carbono e água em

Foram utilizados para o procedimento experimental os seguintes materiais:

1. Reagentes

Acetato de etila

Álcool etílico

Folhas verdes de hortelã

Hexano

Iodo

2. Vidraria

Béquer

Bastão de vidro

Balança analítica

Frasco de vidro pequeno

Funil de vidro

Placa de vidro com sílica

Placa de Petry

Proveta

Tubo capilar

4. Procedimento Experimental

Parte 1

Nessa primeira parte do experimento foi realizada a extração do composto clorofila das folhas da hortelã verdes.

Para a extração, procedeu-se da seguinte forma:

1. Foi pesada uma amostra de 15 g de folhas de hortelã.

2. Com o auxílio de uma tesoura, foi realizado o corte das folhas em

pequenos pedaços para facilitar o trabalho de extração.

3. As folhas picotadas foram colocadas em um béquer.

4. Numa proveta, foram medidos 100 ml de álcool etílico P. A. sendo este

despejado sobre a amostra de folhas contida no béquer

5. Usando um bastão de vidro, agitou-se a mistura durante um período de

20 minutos.

6. Numa balança analítica foi realizada a pesagem do frasco de vidro

pequeno para a deposição do extrato. O mesmo pesara 79,8 g.

7. Usando um funil de vidro, forrado com papel de filtro pregueado filtrou-se

a mistura no vidro anteriormente pesado.

8. A solução obtida foi colocada em estufa para evaporação do solvente e

obtenção do extrato.

Parte 2

A segunda parte do procedimento trata da análise, por método cromatográfico, de uma amostra do extrato obtido. Para realização da mesma procedeu-se conforme descrito nas etapas seguintes:

1. Foi realizada a pesagem do extrato após a evaporação do solvente,

resultando em 79,37 o peso do conjunto extrato + frasco.

2. Numa proveta de 25 ml foi colocado 3 ml de álcool etílico e adicionado

ao extrato para dissolvê-lo, uma vez que havia secado.

3. Usando um béquer, foi colocada nele a mistura hexano + acetato de

etila, numa proporção de 8:2. Ao todo foram 24 ml de hexano e 6 ml de

acetato de etila.

4. Tomando uma placa preparada com sílica gel, foi colocada, com o

auxílio de um tubo capilar uma amostra de extrato de hortelã.

5. A placa com a amostra do extrato foi colocada em cuba cromatográfica,

contendo o conjunto hexano + acetato de etila como fase móvel e em

outra, de igual modo, contendo apenas hexano como fase móvel.

6. Após a passagem completa da fase móvel sobre a estacionária ( o

solvente tendo passado por toda a placa de sílica) as placas foram

retiradas das cubas e postas pra secaram.

7. Após a secagem das placas, estas foram expostas a vapores de iodo,

num processo de revelação, para tornar visíveis as substâncias incolores

presentes na amostra.

Figura SEQ Figura * ARABIC 1: Resultado de análise cromatográfica realizada com extrato de folhas verdes de cebolinha (I) e hortelã (II), tendo como fase móvel a solução hexano + acetato de etila.

Pode-se observar no resultado da análise da placa acima configurada que, da solução aplicada sobre a mesma os tons de verde mais escuro se concentram na parte superior, mediana e inferior da placa, porém com maior acúmulo centralizado. Isso se deve pelo fato de o pigmento (clorofila) apresentar menor polaridade e, assim sendo adsorvido menos fortemente, permanecendo por menos tempo na fase estacionária. O verde de tom mais claro (pigmento caroteno) é observável em todo o percurso de progressão da fase móvel, com maior visibilidade na parte inferior, próximo de onde foi colocada a solução para análise. Isso é possível devido ao seu maior potencial polar, que lhe confere maior força de adsorção e maior permanência na fase estacionária.

6. Conclusão

A realização experimento foi bem sucedida, tendo em vista ser possível a observação do mesmo em suas diferentes etapas, possibilitando as análises necessárias e facilitando os conhecimentos a cerca das técnicas e teorias empregadas na concretização deste, bem como o alcance dos objetivos impostos na aplicação da referida prática experimental.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COLLINS, Carol H.; BRAGA, Gilberto L. e BONATO, Pierina S.. Fundamentos de Cromatografia. 1ª ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2006.

Site: http://www.pqu.uem.br/arquivos/documentos/me166c.pdf. Acessado em: 30 de maio de 2011 às 20h45min.

MORRISON, Robert T.; BOYD, Robert N. Química Orgânica. 14ª ed. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 2005.

Site: http://www.scielo.br/pdf/hb/v26n4/v26n4a09.pdf. Acessado em 30 de maio de 2011 às 19h20min.