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Relatórios das aulas práticas de Coleta de Materiais Biológicos
Tipologia: Notas de aula
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Belo Horizonte 2012
Conhecer e aplicar as técnicas utilizadas para a coleta de sangue venoso e realizar a técnica de coleta a vácuo.
No dia 31/08 foi realizada a primeira aula prática da disciplina Coleta de Materiais, cujo assunto foi Técnicas de Coleta Sanguínea. Na presente aula, foram introduzidas as técnicas de punção venosa, com enfoque na técnica de coleta a vácuo, após as instruções dos procedimentos de higiene. Nessa técnica, após a punção da veia com a agulha, é acoplado ao adaptador um tubo que contém em seu interior uma substância, geralmente um anticoagulante, que mantém o sangue armazenado sem permitir que ele coagule ou que, o que é essencial para a qualidade da análise desse material. Para a realização da técnica, o aluno-paciente foi chamado e preparado para a punção. Garroteou-se o braço do paciente numa altura aproximada de 10 centímetros acima do cotovelo, com a finalidade de se encontrar a veia a ser puncionada. Após identificá-la e escolher o melhor ponto para a punção, a área a ser perfurada foi limpa com algodão hidrofílico e álcool 70%, com movimentos circulares em sentido horário, de dentro para fora. Na área anteriormente esterilizada, foi realizada a perfuração com a agulha, numa angulação aproximada de 30º, e logo foi inserido o tubo no adaptador. O vácuo presente no tubo fez com que o sangue fosse sugado para dentro do tubo, e após o desgarroteamento do braço do
Conhecer e aplicar as técnicas de coleta de sangue venoso utilizando a seringa e punção capilar, com a utilização de caneta e lancetas descartáveis.
No dia 14/08 foi realizada a aula prática de Coleta de Materiais, cujo tema foi Punção Venosa com Seringa. Na presente aula, foram introduzidas as técnicas de coleta de sangue venoso e punção capilar. Após as instruções dos procedimentos, foi iniciado o processo de coleta venosa com seringa, realizado por outros alunos, no qual a participação da presente aluna foi como paciente. Enquanto o aluno com a função de flebotomista realizava o procedimento, o qual não obteve o resultado esperado, pelo fato de a perfuração não ter sido funda o suficiente para alcançar a veia pretendida. Exceto por este fato, todo o procedimento realizado pelo outro aluno decorreu normalmente. Além desse procedimento, foi realizado por outro aluno, no braço oposto, uma punção a vácuo, cujos materiais também estavam disponíveis na aula. Durante a punção, o aluno no papel de flebotomista, ao realizar a punção, manteve o garroteamento do braço mesmo após o enchimento do tubo a vácuo, e ao retirar o garrote, movimentou a agulha dentro da veia puncionada. Na retirada da agulha,
houve um pequeno sangramento, e após alguns dias, ocorreu o surgimento de um hematoma no local da punção, em decorrência do pequeno trauma na veia, que provocou o extravasamento de sangue no tecido subcutâneo.
Após a observação dos procedimentos realizados pelos alunos, foi feita em outro aluno-paciente a punção capilar, com uma lanceta descartável, acoplada a uma caneta própria para esse tipo de técnica. O local escolhido para a punção foi o dedo anelar, e este foi devidamente higienizado com álcool 70% e algodão hidrofílico. Após a assepsia do local, escolheu-se a extremidade lateral superior esquerda do dedo, onde foi pressionada a caneta com a lanceta, cujo dispositivo de perfuração já estava armado. Após uma leve compressão com a ponta da caneta sobre o local a ser puncionado, o dispositivo foi pressionado, disparando a lanceta contra a superfície do dedo e provocando uma pequena perfuração. Dessa perfuração saiu uma gotícula de sangue, que foi descartada por conter possíveis impurezas, sendo a segunda gotícula a ideal para ser analisada. Ao final do procedimento, foi levemente pressionado no local um pequeno pedaço de algodão, com a finalidade de estancar o sangramento. O material utilizado foi devidamente descartados nos recipientes próprios.
Após esse procedimento, realizou-se em outro aluno a punção venosa com seringa, a qual não foi realizada pela presente aluna na aula prática anterior. Durante vários minutos houve tentativas de localizar o ponto ideal para a punção, o que foi demorado em razão da profundidade da veia do aluno-paciente. Após encontrar o ponto adequado para a perfuração, iniciou-se o procedimento de punção com seringa, utilizando uma agulha de menor calibre, pois além de profunda, a veia escolhida para a punção apresentava-se muito fina, o que poderia acarretar um colabamento da veia ou a perfuração desta. Foi coletada uma quantidade adequada de sangue, homogeneizada suavemente logo após a coleta. Ao final do procedimento, retirou-se a agulha da veia e no local, foi pressionado um pequeno pedaço de algodão, para parar o sangramento. O material foi devidamente descartado, sendo que seringa e agulha foram para o descarte acoplados.