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descrição das etapas de estágio II
Tipologia: Provas
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Não perca as partes importantes!












































Relatório apresentado à disciplina Estágio de Ensino Fundamental I do Curso de Pedagogia da Universidade Salvador – UNIFACS, como requisito parcial para conclusão da disciplina. Orientador (a): Luiza Seixas Tutora: Ana Cristina Bispo lima
O estágio curricular é um elemento de consolidação dos processos de aprendizagem, permitindo ao aluno o levantamento de situações, problemas, fatos, objetivos e a elaboração de sugestões úteis e coerentes com a sua prática. O estágio constitui-se numa atividade teórico-prática, em interação com os demais componentes do curso, o objetivo é contribuir para a formação de um profissional reflexivo, pesquisador, comprometido com o pensar/agir diante das problemáticas educacionais evidenciadas nos espaços escolares das crianças, lócus de ação profissional do futuro licenciado. O Estágio configura-se, assim, como um espaço de produção do conhecimento que favorece a pesquisa e contempla a formação do pedagogo, capaz de atender às demandas de uma realidade que se renova e se diferencia a cada dia. Partindo desse pressuposto esse relatório tem a função de documentar as atividades propostas no projeto de estágio, bem como o seu resultado. O presente trabalho está divido em seis partes dentre elas, identificação da organização, onde descreve a estrutura física e administrativa da instituição, bem como seus objetivos e metas, desenvolvimento das atividades, contendo descrição das etapas de observação, coparticipação e regência, cumpridas no estágio, avaliação profissional e dimensão normativa do estágio.
Mônica Mota Colaboradores administrativo: Ionice Maria Silva Edvani Vilas Boas Lucicleide de Jesus Dermerval dos Santos Junior Edemildes Santos Vera Lucia Pereira Santos Maria Eunice Santana Raquel Andrade Maria Aparecida Santos Luzinete de Oliveira Tereza Gonzaga Maricelia Márcia Luciano Arcanjo Santos Claudio Luis Seixas Adailton INFRAESTRUTURA DO CAMPO DE ESTÁGIO A escola é dotada de 16 salas , sala de diretoria, sala de professores, Laboratório de informática, cozinha, biblioteca, banheiro dentro do prédio, dependências e vias adequadas a alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, sala de secretaria, banheiro com chuveiro, refeitório, despensa, almoxarifado, pátio coberto e pátio descoberto.
2 Descrições das atividades 2.1 Observação O período de observação iniciou-se primeiramente conhecendo a estrutura da escola, bem como suas dependências. De acordo com Moretto (2003, p. 79), Quando o sujeito observa, ele faz comparações entre experiências; as já vividas e cuja representação construída constitui suas estruturas cognitivas (seus conhecimentos), com a experiência que ele faz no momento, isto é, a representação que ele está construindo na sua interação com o mundo das limitações. Desse modo, a observação serve de base para adquirir informações referentes à como ocorre na prática à rotina escolar. Na observação em sala de aula, fui recebida pela professora regente de Língua portuguesa e Matemática que me apresentou aos seus alunos e explicou-lhes o motivo da minha presença ali. Percebi que eles ficaram curiosos, porque logo todos se juntaram ao meu redor pra perguntar se eu seria a nova professora deles. No período de observação notei que as paredes da sala continham espaços para produções dos alunos e uma pequena estante com livros de estórias, pude perceber também que havia uma rotina composta pelas seguintes atividades: Correção das atividades de casa do dia anterior, e logo após iniciava-se a aula, onde era explicado o assunto e a realização de uma atividade relacionada ao assunto dado. A professora regente se enquadrava num perfil mais tradicional, onde ela aplicava as atividades e deixava que eles fizessem sozinhos, só intervindos quando era solicitada. Pude ver também que ela era mais reservada com os alunos e isso os deixava um pouco retraídos. A turma era composta de 28 alunos, mas que raramente todos estavam presentes diariamente. Notei que os mais dedicados sentavam sempre na frente e participavam mais das aulas, enquanto outros tinham dificuldade de aprendizado necessitando constantemente de orientação e havia também aqueles desmotivados e isso para não dizer desinteressados.
2.2 Etapa de Cooparticipação No primeiro dia da minha participação a professora trabalhou atividades de matemática, onde o assunto abordava a multiplicação(multiplicação por 10, por 100 e por 1000), além das resoluções de problemas, na qual o objetivo era ensinar as crianças a aprenderem as contas e resolver problemas usando as operações multiplicativas, pois, muitos alunos apresentam dificuldades quando a atividade é resolver problemas, pois ainda não conseguem entender os princípios multiplicativos. Nesse sentido, Povo (1998, p. 9) diz que, [...] ensinar os alunos a resolver problemas supõe dotá-los da capacidade de aprender a aprender, no sentido de habituá-los a encontrar por si mesmas respostas, às perguntas que os inquietam ou que precisam responder, ao invés de esperar uma resposta já elaborada por outros e transmitida pelo livro-texto ou pelo professor. Sendo assim, a melhor maneira de ajudar os alunos a entender as operações matemática não é dar explicações detalhada, mas sim criar oportunidade para que os mesmos descubram por si os seus significados. Cabe ressaltar que resolver problemas não modifica apenas a matemática, mas também aquele que os resolve, nesse caso o próprio a aluno. No período de cooparticipação fiquei encarregada de fazer as correções das atividades propostas, auxiliar e orientar os alunos nas atividades, tomar conta da sala enquanto as professoras se ausentavam. Como a sala já possuía uma rotina pré-definida, passei meus dias de cooparticipação realizando sempre as mesmas tarefas. Durante essa etapa tive a oportunidade de conhecer melhor cada aluno individualmente e perceber suas dificuldades, seus pontos fracos e fortes, além de suas preferências em relação às professoras. A relação dos alunos com as professoras de um modo geral era boa, mas devido ao perfil diferenciado de cada uma, eles se identificavam mais com uma, que com a outra. Quanto a mim, fui bem recebida pelas duas, e por incrível que pareça consegui me identificar um pouco com cada uma. A nossa relação era bem tranquila e amigável, mas claro que em alguns momentos houve um pouco de resistência na cooparticipação, mas aos poucos foi se desfazendo.
Os alunos se deram bem comigo, ainda mais que eu era um pouco mais parecida com a professora que dialogava mais com eles. Toda vez que eu chegava à sala, me perguntavam quando eu daria aulas para eles. À medida que eu os ajudava nas tarefas, eles adquiriam mais confiança em mim a ponto de me chamar o tempo todo para tirar dúvidas e até mesmo aqueles que quase nunca faziam as atividades, passaram a respondê-las naturalmente, embora sempre com meu auxilie, mas pra mim foi um grande passo para despertar o interesse desses alunos.
Ao terminar o recreio dei inicio a aula de matemática sobre multiplicação, com dobro e o triplo. Como sempre fazia na etapa de cooparticipação, procurava orienta-los em suas atividades, visto que eles ainda tinham muita dificuldade nesse assunto. Os dias de regência se seguiram nesse ritmo, as segundas e quintas, aulas de história, geografia, ciências e artes e terça, quartas e sextas. Aulas de português e matemática. Devido ao cronograma anual de assuntos a serem trabalhados na escola, não tive muitas oportunidades de trabalhar no projeto elaborado por mim. sendo assim trabalhei no projeto aproveitando as aulas de artes e algumas de português. Para dar inicio ao meu projeto levei os alunos a uma sala que foi decorada exclusivamente para uma leitura mais divertida e relaxamente, para que pudéssemos ler as revistas em quadrinhos. Após a leitura os levei de volta a sala de aula e conversamos sobre os seus personagens preferidos e pedir que eles os desenhassem. Nem preciso dizer que eles adoraram a ideia. As professoras regentes só permaneciam na sala nos momentos em que eu administrava seus conteúdos de aula, mas sem intervir na minha regência. Elas ficaram na sala apenas nos primeiros dias de regência e me davam algumas dicas de como agir com determinados alunos, porque alguns deles eram difíceis de trabalhar. Mas mesmo assim eu conseguir fazer com que todos fizessem as atividades propostas, inclusive aqueles que nunca faziam nada, o que foi um fato surpreendente para as professoras regentes. Trabalhar com alunos do fundamental I é mais trabalhoso do que com os alunos da educação infantil, acredito que por causa das dificuldades de aprendizagem, pelas implicâncias que uns tinham com os outros, e pelas brincadeiras e conversas paralelas durante a aula a ponto de ter de muda-los de lugar. O meu relacionamento com eles era amigável e algumas alunas queriam ficar comigo o tempo todo. Sempre quando chegava à sala recebia abraços e elogios e todos queriam ser meu assistente e isso às vezes me deixava numa saia justa por não saber quem escolher, mas optava sempre pelos que mais conversavam durante a aula.
Como a escola já tinha um projeto em curso acoplei o meu projeto ao deles e o tema trabalhado na sala que eu fiquei era o da Pequena Sereia, então começamos lendo a historia da pequena sereia e depois conversamos sobre ela. Nessa conversa perguntei sobre o que eles tinham gostado e o que não, depois sugeri que eles reescrevessem a história como eles gostariam que fosse. Decidi por formar equipes visto que eles gostavam de trabalhar assim e por saber que se fizesse individual não haveria sucesso na tarefa. Das 5 equipes formadas somente 3 reescreveram a história, enquanto os outros apenas repetiram a história. Como em uma das aulas tinha que trabalhar com frases usei uma atividade com quadrinhos para trabalhar os tipos de frases e ao mesmo tempo conhecerem os tipos de balões e o que cada formato representava. Para começar a elaboração dos quadrinhos usei as aulas de artes, pedindo para eles fazerem os desenhos dos quadrinhos. Como o tema era a Pequena Sereia, os desenhos foram baseados nessa história. Aproveitando as reescrita da história deles, pedi que fizessem os balões e os diálogos dos quadrinhos. Com tanto conteúdo a ser trabalhado, ficava complicado trabalhar o meu projeto como eu gostaria, mas mesmo assim seguir adiante com meus planos. Levamos muito tempo para concluir esses quadrinhos, mas pelos menos um conseguiu ser terminado, levando ao final do meu projeto. Infelizmente não fizemos nenhuma festa para a culminância do projeto devido a tantos outros problemas de atrasos de conteúdos por conta das paralisações e feriados.
Fiquei um pouco frustrada por não conseguir realizar o meu projeto como eu gostaria, por questões alheias a minha vontade. O projeto embora não tenha correspondido as minhas expectativas, foi bastante significativo para mim. A maioria dos alunos se mostraram abertos à realização do projeto, mas faltava tempo, visto que eu tinha que seguir um cronograma pré-estabelecido pela escola, embora tenha sido bem vinda a estagiar, não achei abertura para a realização do meu projeto e considerando esse aspecto, esse foi um ponto negativo ao meu favor. As crianças eram bem receptivas e amorosas, algumas um pouco reservadas e caladas e essas eram as que mais tinham dificuldade de aprendizagem. Ao perceber essa dificuldade procurava ficar mais atenta na aplicação dos conteúdos, procurando sempre estar presente na hora das atividades propostas. Um casal de gêmeos me chamou à atenção, na sala, em meu período de observação, pois, enquanto o irmão respondia todas as atividades, ela nunca fazia as atividades, e nunca ficava até o final da aula sempre dizendo que estava se sentindo mal e aí era mais uma desculpa para não fazer as atividades, desse modo sempre viam busca-la depois do recreio e o pior é que o irmão era muito protetor e com ela se sentindo mal o levava há ficar o tempo todo com ela e consequentemente não fazer mais nenhuma atividade e com isso ele também acabava indo embora também. No meu período de regência comecei a dar um pouco de atenção a esse caso, toda vez que tinha atividade eu a auxiliava e tiravas suas dúvidas. Continuei agindo assim até entender o que faltava na vida daquela criança e o motivo de ela ter um rendimento tão baixo. Com o passar do tempo percebi que ela começou a mudar o seu comportamento, ela já fazia as atividades, ficava até o final da aula e ainda ajudava os outros alunos a responderem as atividades. Eu pude perceber que só o que ela precisava era motivação para se desenvolverem, nesse aspectos os pressupostos da disciplina Didática, foram bem proveitosos onde nos diz que a motivação está relacionada à satisfação de uma necessidade, uma falta, que no caso dela era atenção.
“Quando falamos em motivação, portanto, estamos nos referindo a um tipo de”. ação que vem dos próprios indivíduos – um tipo de ação qualitativamente diferente daquela determinada por prêmios ou punições oriundos do meio ambiente. “Trata-se, mais precisamente, de uma fonte autônoma de energia cuja origem se situa no mundo interior de cada um, e que não responde a qualquer tipo de controle do mundo exterior”. (BERGAMINI, 2003, p. 64) Esse fato para mim foi o ponto mais forte dessa etapa, por ter conseguido perceber o quanto é importante e necessário uma reflexão diária sobre nossa prática, utilizando-se de observação, pesquisas, registro, avaliação e do planejamento, além de atenção, afetividade e dedicação ao que se faz. Nesse sentido, é preciso que a prática docente em sala de aula seja planejada para alcançar um determinado objetivo, que consequentemente é o melhor aprendizado para o aluno.
BARREIRO, Iraíde Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de ensino e estágio supervisionado na formação de professores. São Paulo: Avercamp, 2006. SOUZA, Edilene Joaquinade. BERGAMINI, C. Motivação: uma viagem ao centro do conceito. RAE , São Paulo, v. 1, n. 2, nov. 2002/jan. 2003. Disponível No módulo da Unifacs de Didática ação pedagógica e avaliação/Claudia Mattos Kober, Dana Leia Alencar da silva. 2013. PERRENOUD, Philippe. – A Prática Reflexiva no Ofício de Professor: Profissionalização e Razão Pedagógica. Porto Alegre: Artemed, 2002. POZO, Juan Ignácio (Org.). A solução de problemas. Aprender a resolver, resolver para aprender. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
Apêndices