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Determinando a Aceleração da Gravidade: Análise Experimental com Pêndulo Simples, Notas de estudo de Estatística

Descrição experimental: O experimento consiste na medição do período de oscilação de um pêndulo simples. Esse pêndulo é formado por um limão de pequena massa ( ...

Tipologia: Notas de estudo

2022

Compartilhado em 07/11/2022

Rafael86
Rafael86 🇧🇷

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Relatório do Experimento de Pêndulo Simples
Breno Pagotto Aguiar - nº USP: 11298553
Iago Santos Alves - nº USP: 11223701
Turma 1 - Grupo 1 - Diurno
Resumo do Experimento:
O pêndulo simples é um dispositivo que consiste numa massa presa à um fio
inextensível e de massa desprezível. Esse conjunto oscila em torno de um ponto
fixo e no plano bidimensional (direções “x” e “y”). Através desse dispositivo e de seu
movimento, ocorre o estudo das grandezas que se encontram atuantes e notáveis.
Dessa forma, este experimento busca analisar essas grandezas, bem como
definí-las e estabelecer relações entre si.
Introdução:
O objetivo desse experimento é avaliar e comparar grandezas provenientes da
análise mecânica de um pêndulo simples. Para isso, serão analisados o período, o
ângulo de lançamento, o comprimento do fio e a relação com o Movimento
Harmônico Simples (MHS). Com elas, será possível determinar a aceleração da
gravidade que o objeto está sujeito e também comparar os valores de tempo
encontrados com o valor almejado através do “teste z”. Além disso, a avaliação
estará mais completa por meio da formulação de gráficos cartesianos e o objetivo
será alcançado.
Descrição experimental:
O experimento consiste na medição do período de oscilação de um pêndulo
simples. Esse pêndulo é formado por um limão de pequena massa (120 g) e um fio
cuja massa é muito menor que a do objeto ,o aparato experimental foi reajustado
devido a crise da epidemia, O fato da massa do fio ser menor que a do objeto
influência que o centro de massa do conjunto: este coincide com o centro de massa
do objeto. Esse ponto será a referência utilizada para medir os períodos de
oscilação.
O movimento do pêndulo foi fornecido aos integrantes do grupo por meio de vídeos
gravados anteriormente, ou seja, a medição foi tomada com base nesses vídeos
prontos. Além disso, os períodos foram anotados através de cronômetros digitais
que podem ser encontrados em aparelhos smartphone.
Todo o experimento foi dividido em 3 situações.
Objetivos?
Método?
Resultados?
Deduçao fórmula?
Incerteza?
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Separar dados experimentais de análise de dados
7,1
pf3
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Relatório do Experimento de Pêndulo Simples

Breno Pagotto Aguiar - nº USP: 11298553 Iago Santos Alves - nº USP: 11223701 Turma 1 - Grupo 1 - Diurno

● Resumo do Experimento:

O pêndulo simples é um dispositivo que consiste numa massa presa à um fio inextensível e de massa desprezível. Esse conjunto oscila em torno de um ponto fixo e no plano bidimensional (direções “x” e “y”). Através desse dispositivo e de seu movimento, ocorre o estudo das grandezas que se encontram atuantes e notáveis. Dessa forma, este experimento busca analisar essas grandezas, bem como definí-las e estabelecer relações entre si.

● Introdução:

O objetivo desse experimento é avaliar e comparar grandezas provenientes da análise mecânica de um pêndulo simples. Para isso, serão analisados o período, o ângulo de lançamento, o comprimento do fio e a relação com o Movimento Harmônico Simples (MHS). Com elas, será possível determinar a aceleração da gravidade que o objeto está sujeito e também comparar os valores de tempo encontrados com o valor almejado através do “teste z”. Além disso, a avaliação estará mais completa por meio da formulação de gráficos cartesianos e o objetivo será alcançado.

● Descrição experimental:

O experimento consiste na medição do período de oscilação de um pêndulo simples. Esse pêndulo é formado por um limão de pequena massa (120 g) e um fio cuja massa é muito menor que a do objeto ,o aparato experimental foi reajustado devido a crise da epidemia, O fato da massa do fio ser menor que a do objeto influência que o centro de massa do conjunto: este coincide com o centro de massa do objeto. Esse ponto será a referência utilizada para medir os períodos de oscilação. O movimento do pêndulo foi fornecido aos integrantes do grupo por meio de vídeos já gravados anteriormente, ou seja, a medição foi tomada com base nesses vídeos prontos. Além disso, os períodos foram anotados através de cronômetros digitais que podem ser encontrados em aparelhos smartphone. Todo o experimento foi dividido em 3 situações.

Inicialmente, foram tomados 6 períodos para 16 oscilações, isto é, foram feitas 6 medidas. Nessa questão, o comprimento do fio foi mantido (constante e igual a 60 cm), assim como o ângulo de lançamento (10º). Com isso, foi possível determinar o valor para uma única oscilação através da média dos 6 valores obtidos, bem como a gravidade terrestre através da fórmula apresentada e deduzida abaixo:

Pêndulo simples para pequenos ângulos temos: MHS

(Fórmulas utilizadas para calcular o período de um pêndulo, cuja amplitude é pequena e cujo atrito com o ar é desprezado)

Posteriormente, foram feitas e anotadas 6 medições para 16 oscilações, porém com 6 valores de comprimento diferentes. Ou seja, 6 medições para cada um dos 6 comprimentos, totalizando 36 valores. Para isso, foi mantido o valor do ângulo de lançamento ou abertura do fio em 10º. Assim, foi possível obter os valores de tempo para uma oscilação. Além disso, utilizando os valores da raiz quadrada para assim linearizar a função, cada um dos 6 comprimentos (raiz L) e de suas respectivas incertezas (inc raiz L), foi feito um gráfico relacionando ambas grandezas, o qual será apresentado ao decorrer do relatório.

Porém, esse arranjo experimental foi formulado pelo professor responsável do grupo e foram fornecidas diversas gravações para as quais as medições foram feitas, logo, o grupo não obteve contato com os materiais utilizados.

● Resultados obtidos:

A seguir há tabelas relacionando todos os períodos obtidos das medições com suas situações:

Situação 1 (determinação de g):

ang0 (graus) inc ang0 (graus) L (cm) inc L (cm) 10 1 60,00 0,

T16(1) (s) T16(2) (s) T16(3) (s) T16(4) (s) T16(5) (s) T16(6) (s)

24,69 24,72 24,69 24,69 24,66 24,

inc T inst (s)

T16 med (s)

inc T med (s)

incf (s) T1 (s) inc T1 (s)

g (m/s²) inc g (m/s²) teste z

9,9 0,2 0,

O valor da incerteza do ângulo foi deduzido sendo igual a 1º devido à imprecisão ao realizar a abertura, bem como a imprecisão no lançamento (o pêndulo não foi solto com um valor exato, por isso precisamos adotar uma incerteza). Assim, essa incerteza corresponde à 10% do valor desejado, ou seja, 10% de 10º. Já para o valor da incerteza do comprimento foi deduzido através da estimativa de um valor razoável, considerando a imprecisão na montagem do experimento. O valor da incerteza instrumental do período foi deduzida com base no conceito de que a incerteza no período equivale em um valor entre 0,15 s e 0,45 s e, como o tempo de reação humana para marcar o início e o término da contagem é um pouco rápido, foi adotado o valor de 0,25 s por ser um valor um pouco abaixo do intermediário.

Além disso, o valor médio do período para 16 oscilações (T16 med) foi calculado fazendo a média dos 6 tempos medidos: soma de todos e divisão desse resultado por 6. Com isso, calculou-se a incerteza da média: é à razão entre o desvio padrão das 6 medições e a raiz do número 6 (por serem 6 medições). Esse valor da incerteza da média corresponde à incerteza estatística. Por fim, obteve-se o valor do período para uma oscilação através da divisão do valor médio de 16 oscilações pelo número 16 (T1 = T16 med / 16). Com as incertezas instrumental e estatística, foi possível calcular a incerteza final, a qual deu-se por meio da raiz quadrada da soma dos quadrados, isto é, incf = raiz((inc Tinst)^2 + (inc T16 med)^2). Por fim, tendo a incerteza final, calculou-se a incerteza de T1: inc T1 = incf / 16 (a divisão pelo número 16 decorreu de haverem 16 oscilações). Como já dito, a gravidade foi obtida utilizando a fórmula para o período. Já a sua incerteza foi obtida através da propagação de incertezas. Logo, a fórmula final encontra-se abaixo:

O “teste Z” realizado foi utilizado para a comparação de compatibilidade entre o valor da gravidade (g) e sua incerteza (inc g) experimental e o valor conhecido pelo instituto do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo): g = 9,78641 ± 0,00001 m/s²

As incertezas para os valores de “raiz de L” foram encontradas através do princípio de propagação de incertezas, como segue abaixo:

A seguir está o gráfico que relaciona a raiz de L com o período T:

Os pontos experimentais, bem como suas incertezas, foram inseridas no gráfico, e com os pontos obtidos é possível obter uma função experimental. Usando o método dos mínimos quadrados (MMQ) conseguimos achar os melhores parâmetros para os coeficiente angular e linear da reta ( a e b , respectivamente).

Tabela MMQ (raiz de L):

Com isso, foi possível descobrir os melhores parâmetros para a equação experimental e, assim, testou-se a coerência com os valores esperados, sendo que a equação teórica tem início na origem do sistema e contém o coeficiente angular a = 2π / raiz de g. Dessa forma, o valor obtido para a foi de 0,2008483023 e para g foi de 978, cm/s² = 9,7822 m/s². Esse resultado foi comparado com o valor da aceleração da gravidade fornecido pelo IAG-USP (g=9,78641 ± 0,00001) m/s². Logo, foi possível perceber que os valores encontrados com suas incertezas englobam os valores esperados.

Checando os ajustes:

Os resíduos têm por função verificar a distância dos pontos experimentais à reta ajustada, e com isso determinar se existe pontos experimentais “errados”, isto é, fora de três sigmas de compatibilidade.

Resíduos:

Absoluto: Res abs = ( Yi - F(xi) ) Reduzido: Res red = ( Yi - F(xi) ) / inc Ra

Situação 3 (dependência do período com o ângulo inicial):

Nessa situação, o comprimento do fio foi mantido constante e igual à 50 cm e o ângulo foi variado. para assim testar a dependência do período em função do ângulo inicial.

ang0 (º) inc ang0 (º)

T10(1)

(s)

T10(2)

(s)

T10(3)

(s)

T10(4)

(s)

T10(5)

(s)

T10(6)

(s)

5 1 13,97 13,97 14,03 13,97 14,22 14, 10 1 13,97 13,96 14,09 13,96 14,10 13,

15 1 14,04 13,90 14,02 13,97 13,95 14, 20 1 13,96 14,10 14,06 14,07 14,05 14,

30 1 14,33 14,33 14,33 14,28 14,31 14, 45 1 14,61 14,47 14,48 14,43 14,43 14,

ang (º)

T

med (s)

inc T med (s)

incf (s) T1 (s) inc T (s)

Tteóri co (s)

inc Tteo (s)

teste z

O período teórico foi calculado através da fórmula teórica a seguir, já mostrava anteriormente e utilizamos o valor da gravidade disponibilizado pelo IAG:

A sua incerteza foi deduzida por meio do princípio de propagação de incertezas e é dado com a fórmula a seguir:

A seguir está o gráfico que relaciona o ângulo de lançamento (ang0) com o período (T):

Através da análise do gráfico, notou-se que todos os pontos com suas incertezas se encontram dentro da função esperada. Porém, os pontos com maiores ângulos se diferenciam dos demais. Fato esse que se deu pois a igualdade presente na equação para pêndulos simples é válida apenas para pequenos ângulos de abertura e para eventos em que o atrito com o ar é desprezado (no experimento realizado, ocorre o atrito com o ar, logo, o evento não é ideal).

Absoluto: Resabs = ( Yi - F(xi) ) Reduzido: Resred = ( Yi - F(xi) ) / inc Ra

● Discussões e conclusões:

De acordo com a situação 1 apresentada no relatório, o valor obtido para a aceleração da gravidade é compatível com o valor almejado (fornecido pelo IAG-USP). Ambos são compatíveis em 1 sigma, devido ao teste z realizado resultar em um número menor do que 1. A aceleração do experimento foi de g=(9,9 ± 0,2) m/s², enquanto que o IAG-USP forneceu g=(9,78641 ± 0,00001) m/s². Logo, o teste z resultou em 0,7856. Quando comparados os resultados da situação 1 com o da situação 2, também pode-se notar uma proximidade entre ambos. Na situação 2, foi analisada a relação do período com o comprimento do fio e, através do gráfico de T vs raiz L foi possível obter o valor do coeficiente angular da reta aproximada e, com esse valor, obteve-se a aceleração da gravidade: g=9,7822 m/s², enquanto que na situação 1, a aceleração obtida foi de g=(9,9 ± 0,2) m/s². Através da dependência do período com o comprimento, pode-se concluir que a fórmula utilizada para eventos com pequenos ângulos e cujo atrito com o ar é desprezado é adequada ao experimento. Isso também é possível devido à compatibilidade entre os resultados obtidos, tanto numéricos quanto gráficos. Além disso, o fato de terem sido realizadas várias medições para os períodos foi essencial no aumento da precisão dos resultados, uma vez que quanto mais medições são feitas maior é a precisão. Pela relação do pêndulo com o Movimento Harmônico Simples (MHS), foi possível concluir que a aproximação feita do seno e da tangente de um ângulo só é válida para ângulos de até 30º aproximadamente: a partir desse ponto, ocorre uma diferença notável para o seno e a tangente.

A equação do período pode ser efetuada para ângulos até 10º por meio da alta proximidade dos valores de seno e tangente. Porém, para valores até cerca de 30º, pode ser induzida a igualdade entre as funções trigonométricas e, assim, o uso da equação se estende. Logo, o experimento do pêndulo simples é coerente para a obtenção da aceleração da gravidade terrestre. Nele, também foi possível analisar as grandezas envolvidas no movimento oscilatório.