Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


relatório experimento, Trabalhos de Física

relatório experimento mhs Neste relatório foi estudado a energia relacionada ao comportamento dos movimentos harmônicos simples em diferentes meios e situações. Através de 2 ensaios laboratoriais realizados pelo professor Élcio, objetivando comprovar a conservação de energia mecânica e estudar a variação das energias potencial e cinética de um corpo em MHS. Através dos materiais disponibilizados, foram realizados cálculos para a provação das teorias, visando fixar o conteúdo ap

Tipologia: Trabalhos

2021

Compartilhado em 20/11/2023

samuel-marques-siqueira-silva
samuel-marques-siqueira-silva 🇧🇷

1 documento

1 / 21

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ
Eduardo Custódio Silva de Almeida – 2020000870 – Turma 07
Lucas Vinicius Inácio Pires – 2020000610 – Turma 01
Samuel Marques Siqueira Silva – 2021002412 – Turma 03
Ytalo Ysmaicon Gomes – 2019000223 – Turma 07
ENERGIA NO MHS
ITAJUBÁ
2021
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15

Pré-visualização parcial do texto

Baixe relatório experimento e outras Trabalhos em PDF para Física, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ

Eduardo Custódio Silva de Almeida – 2020000870 – Turma 07

Lucas Vinicius Inácio Pires – 2020000610 – Turma 01

Samuel Marques Siqueira Silva – 2021002412 – Turma 03

Ytalo Ysmaicon Gomes – 2019000223 – Turma 07

ENERGIA NO MHS

ITAJUBÁ

RESUMO

Neste relatório foi estudado a energia relacionada ao comportamento dos

movimentos harmônicos simples em diferentes meios e situações. Através de 2

ensaios laboratoriais realizados pelo professor Élcio, objetivando comprovar a

conservação de energia mecânica e estudar a variação das energias potencial e

cinética de um corpo em MHS. Através dos materiais disponibilizados, foram

realizados cálculos para a provação das teorias, visando fixar o conteúdo

aprendido.

Figura 1: Energia no MHS.

Logo, temos que a soma da energia cinética com a energia potencial tem

como resultado uma energia mecânica constante:

௠௘௖â௡௜௖௔

௖௜௡é௧௜௖௔

௣௢௧௘௡௖௜௔௟

A energia potencial no MHS é definida como uma energia armazenada no

sistema por consequência da ação de uma força externa, que realiza trabalho

contra a força conservativa presente no sistema, ou seja, a energia que um corpo

acumula ao ser deslocado do seu ponto de equilíbrio. Como a energia potencial

gravitacional no sistema é nula, a energia potencial elástica que influência o

sistema, obedecendo a Lei de Hooke. Logo a equação que rege a energia

potencial no MHS é:

௣௢௧௘௡௖௜௔௟

Substituindo a equação (1) na equação (5):

௣௢௧௘௡௖௜௔௟

A energia cinética do sistema está associada a velocidade v de

deslocamento do corpo de massa m, que é dada por:

௖௜௡é௧௜௖௔

Substituindo a equação (2) na equação (6):

௖௜௡é௧௜௖௔

Em um sistema corpo-mola, valida a seguinte relação:

Logo, a equação que rege a energia cinética no MHS pode ser escrita da

seguinte forma:

௖௜௡é௧௜௖௔

Para comprovar a validação da equação da energia mecânica no sistema

conservativo, substituí a equação (6) e (10) na equação (4), logo:

௠௘௖â௡௜௖௔

௖௜௡é௧௜௖௔

௣௢௧௘௡௖௜௔௟

௠௘௖â௡௜௖௔

௠௘௖â௡௜௖௔

[𝑐𝑜𝑠

)]

௠௘௖â௡௜௖௔

Portando, pela equação (11) a energia mecânica tem o seu valor

constante, pois depende apenas das grandezas constantes k e A,

diferentemente da energia potencial e cinética que dependem de grandezas

variáveis como ω e o tempo t.

Utilizando o embasamento teórico visto no decorrer deste tópico

introdutório, é possível dar continuidade na execução do trabalho, juntamente

com ensaios laboratoriais e cálculos teóricos tendo em vista colocar em pratica

o assunto aprendido.

Tabela 1: Mola 1.

O procedimento foi realizado novamente, todavia utilizando a mola 2, os

dados obtidos foram:

Tabela 2: Mola 2.

4.2 Observação do MHS na mesa de ar

No segundo e último ensaio, foi inicializado nivelando a mesa de ar com

auxílio de um nível de bolhas, em seguida foi medida as dimensões do puck e o

comprimento da trajetória na mesa de ar. O próximo passo, foi a construção de

um oscilador com duas molas que prendem o puck entre ambas. As molas foram

presas a mesa de ar utilizando parafusos laterais. A montagem pode ser

observada na imagem a seguir:

Figura 2: Oscilador sobre a mesa de ar.

Foram realizadas, oscilações com diferentes configurações de massa

sobre o puck, o sistema em movimento foi filmado pelo o professor e enviado

aos alunos. A mola foi esticada com uma amplitude inicial posicionando o puck

fora do ponto de equilíbrio e em seguida foi solto iniciando movimento oscilatório.

Primeiramente o procedimento foi realizado sem nenhum peso adicional,

em seguida foi adicionado duas massas e por último adicionada quatro massas,

onde as massas utilizadas foram peças anelares de cobre.

As tabelas a seguir contêm os dados obtidos analisando o comportamento

de movimento oscilatório sistema:

𝐷𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑜 𝑝𝑢𝑐𝑘 = (99 ± 1) [𝑚𝑚]

𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑚𝑒𝑠𝑎 = (464 ± 1) [𝑚𝑚]

Tabela 3: Massa do puck.

Tabela 5: Segundo puck.

Tabela 6: Terceiro puck.

5 RESULTADOS

5.1 Constantes elásticas das molas

Para os cálculos, foi necessário a conversão de medias para o Sistema

Internacional de medidas (S.I.), convertendo a massa dada em gramas (g) para

quilogramas (Kg) e os valores de comprimento dados em milímetros (mm) em

metros (m).

Tabela 7: Dados da mola 1 convertidos para (S.I.).

m (Kg) x (m)

Tabela 8: Dados da mola 2 convertidos para (S.I.).

m (Kg) x (m)

a)

Tabela 9: Forças exercidas pela mola de acordo com as massas.

Força Exercida Mola 1 (N) Força Exercida Mola 2 (N)

c)

De acordo com os coeficientes angulares das retas obtidas nos gráficos

acima, os coeficientes de elasticidade das molas são:

𝑀𝑜𝑙𝑎 1: (5,1583 ± 0,0008) [𝑁/𝑚]

𝑀𝑜𝑙𝑎 2: (5,3073 ± 0,0009) [𝑁/𝑚]

d)

 Associação em série das molas na vertical:

௥௘௦

௠௢௟௔

௠௢௟௔ଶ

௠௢௟௔ଵ

௠௢௟௔ଶ

௥௘௦

= (2,6159 ± 0,0003) [N/m]

 Associação em paralelo das molas na vertical:

௥௘௦

௠௢௟௔ଵ

௠௢௟௔ଶ

௥௘௦

= (10,465660 ± 0,000001) [N /m]

 Associação com ambas molas na horizontal presas em lados opostos com o

corpo entre elas:

Neste caso, temos uma situação equivalente para o caso da associação

de molas em paralelo na vertical, logo usando novamente a equação (12), temos:

௥௘௦

= (10,465660 ± 0,000001) [N /m]

5.2 MHS

a)

Através dos períodos observados por meio das filmagens realizadas em

laboratório e das massas associadas às condições, calculou-se as constantes

elásticas associadas com o uso da equação (13). Os resultados dos cálculos

são apresentados na tabela 10.

Tabela 10: Constantes elásticas experimentais.

Ao analisar-se a média dos resultados obtidos e realizar a comparação

com o valor para a constante elástica equivalente para a atual associação

horizonte nos extremos com as molas 1 e 2, que calculamos anteriormente,

temos uma proximidade bem considerável.

b)

A partir da tabela 6, com exceção do primeiro ponto, utilizou-se os 15

demais pontos referentes as posições em função do tempo, e utilizando-se o

software Origin, construiu-se o gráfico associado e ajustou-se a função para um

comportamento senoidal, de formato conforme a equação (14). O resultado

gráfico é exposto na figura 5.

𝑥(𝑡) = 𝐴 ∙ sin(𝜔𝑡 + 𝜙

Tabela 11: Velocidade em função do tempo.

Figura 6: Velocidade em função do tempo.

c)

Utilizando a média da constante elástica, oriunda das informações da

tabela 10, e com a massa do puck com os 4 anéis, foi possível calcular a Energia

Potencial, a Energia Cinética e a Energia Mecânica total, através das equações

(5), (7) e (4), respectivamente. Os valores obtidos são apresentados na tabela

௘௫௣

= (8,97 ± 0,18) [N /m]

Tabela 11: Energias envolvidas no sistema em função do tempo.

Apesar de alguns valores serem contestáveis, principalmente os valores

referentes a velocidade e, consequentemente, também da energia cinética - o

que podemos atribuir às inconsistências e falta de mais informações nos dados

fornecidos da tabela 6 e também devido aos processos anteriores de ajuste de

função temporal da posição e da função temporal de velocidade – se o foco é

destinado em uma análise qualitativa da tabela acima, podemos atribuir uma

certa coerência comportamental.

Com os dados da tabela acima, elaborou-se os gráficos associados a

cada tipo de energia, esses são apresentados através das figuras 7, 8 e 9.

Figura 9: Energia Mecânica.

d)

A energia cinética é máxima quando a velocidade associada é máxima,

assim como é possível prever através da análise da equação (7).

Experimentalmente, em consideração ao gráfico da figura 8, podemos

comprovar que, de fato, que nos momentos em que o puck passa pelo ponto de

equilíbrio, temos velocidade e energia cinética em níveis máximos.

e)

De acordo com a análise da equação (5), a energia potencial é máxima

quando temos o deslocamento máximo, o que implica o fato da velocidade ser

nula. Novamente, no experimento, assim como podemos ver nos gráficos das

figuras 7 e 8, quando temos energia cinética em níveis mínimos, ou seja, temos

velocidades do puck bem próximas de serem consideradas nulas, em

contrapartida, temos a energia potencial em seus maiores valores.

f)

Não há conservação de energia. Como podemos ver no gráfico da figura

9 e da última coluna da tabela 11, apesar de possuirmos valores relativamente

próximos, há pequenas dissipações de energia durante os intervalos de tempo

  • devido ao atrito e outras formas de perde que nos impedem de possuirmos um

comportamento constante.

g)

Se houvesse um maior rigor nos dados, poderíamos dizer que o sistema

se aproxima de um comportamento de MHS. Aliás, outro fator que nos

demonstra tal aproximação é que podemos notar que houve uma dissipação de

energia mecânica razoavelmente pequena, porém, nas condições da realidade

que nos encontramos, este sistema seria modelado de forma mais correta como

uma oscilação amortecida.

CONCLUSÃO

Observando o comportamento da energia cinética podemos analisar que

ela é máxima quando a elongação das molas é nula (x=0), e portanto a

velocidade é máxima. Em compensação, quando as molas estão na posição e

elongação máxima, tanto positiva quanto negativa, a energia cinética se

apresenta mínima. Isso pode ser relacionado a mudança no sentido do

movimento, e a velocidade do sistema se torna nula.

Referente a energia potencial, pode-se observar que ela tem valor

máximo quando as elongações são máximas, ambos positiva e negativa, ou

seja, quando as amplitudes do movimento são máximas também. Entretanto

quando a amplitude tem valor nulo, e consequentemente a elongação, a

energia potencial é mínima.

Tendo em vista os dados expressos na Tabela 11 e nos Gráfico das

figuras 7, 8 e 9, obtidos através dos valores experimentais de posição, a

energia mecânica permanece numa faixa constante durante todo período de

oscilação. É notável perceber que a energia mecânica não se manteve

perfeitamente conservada, porém houve uma tendência dela manter-se

relativamente próxima a um valor médio com pequenas variações em torno

dele. Possíveis razões para o tal ocorrido podem ser o fato de que as

condições da realização do experimento não serem totalmente ideias, a