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Relatório Papel, Provas de Química Industrial

Esta prática tem como objetivo aprender as análises físico-mecânicos do papel.

Tipologia: Provas

2012

Compartilhado em 10/06/2012

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larissa-souza-5 🇧🇷

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ENSAIOS MECÂNICOS EM PAPEL
César Augusto Gonçalves
Jackeline Souto
Larissa Ciro
Maria Thalita Siqueira
Recife, Novembro de 2011
RESUMO
Este mostra a prática realizada no Laboratório de Controle de Qualidade da
Universidade Federal de Pernambuco, onde foram feitas análises da gramatura,
resistência ao estouro, resistência ao rasgo, porosidade e absorção de água.
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ENSAIOS MECÂNICOS EM PAPEL

César Augusto Gonçalves Jackeline Souto Larissa Ciro Maria Thalita Siqueira

Recife, Novembro de 2011 RESUMO

Este mostra a prática realizada no Laboratório de Controle de Qualidade da Universidade Federal de Pernambuco, onde foram feitas análises da gramatura, resistência ao estouro, resistência ao rasgo, porosidade e absorção de água.

Palavras-chaves : Papel, Ensaios físico-mecânicos.

Sumário

1 INTRODUÇÃO........................................................................................... 3

2 OBJETIVOS................................................................................................ 5

2.1 OBJETIVO GERAL.................................................................................... 5

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS...................................................................... 5

Elmendorf, no qual os corpos de prova de dimensões especificadas são presos entre duas garras. O pêndulo é solto de forma a completar o rasgo iniciado, sendo o trabalho despendido nesta operação marcado em uma escala graduada de 0 a 100 gf, fixada no próprio aparelho. A figura 1 mostra um aparelho de Elmendorf. A força média necessária para rasgar uma só folha com a distância fixada é expressa em mN e é calculada da seguinte maneira:

R = 16 x L n

onde: R = resistência ao rasgo em mN; L = média das leituras feitas; n = número de folhas ensaiadas em conjunto

Figura 1. Aparelho de Elmendorf.

  • A porosidade é o tempo necessário para um certo volume de ar atravessar, sob pressão constante, uma determinada área de papel.Tal como a permeabilidade ao ar, quantifica a capacidade que o papel tem em se deixar atravessar pelo ar. A figura 2 mostra o aparelho para a determinação da porosidade. Unidades: s/100 ml (pode ser medido para 50 ml ou 200 ml)

Figura 2. Aparelho para a determinação da porosidade.

  • A resistência ao estouro é definida como a pressão necessária para produzir o arrebentamento do material, ao se aplicar uma pressão uniformemente crescente, transmitida por um diafragma elástico, de área circular. O corpo de prova,

submetido ao ensaio, é preso rigidamente entre dois anéis concêntricos. O esforço ao qual o material está submetido simula o emprego prático do papel, em forma de sacos, papel de embrulho e outros. A pressão limite no momento da ruptura, chamada de resistência ao arrebentamento, é expressa em kPa. Para sua determinação utiliza-se o aparelho Mullen (figura 3).

Figura 3. Aparelho de Mullen.

2. OBJETIVOS

2.1. OBJETIVO GERAL

Esta prática tem como objetivo aprender as análises físico-mecânicos do papel.

2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Esta prática tem como objetivos específicos a realização dos seguintes parâmetros do controle da qualidade em papeis:

  • Gramatura
  • Resistência ao estouro
  • Resistência ao rasgo
  • Porosidade
  • Absorção de água.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

2.3. Materiais utilizados

Cortou-se dez corpos de provas com dimensões de 7,0 X 7,0 cm. Suspendeu-se o cilindro móvel sustentando-o pela haste. A amostra foi colocada entre os discos de vedação e baixou-se o cilindro móvel suavemente até que flutue. Cronometrou-se o tempo necessário para que 200 para 100 mL de ar atravessasse o corpo de prova. Após o ensaio, retirou-se a amostra e o cilindro móvel voltou para o suporte da haste.

1.4.. Resistência ao rasgo

Deslocou-se o sistema pendular em sua posição inicial (100g) fixando a trava. Centrou-se a amostra nos encaixes com o lado inferior cuidadosamente ajustado na base da garra. Fixou-se as folhas nas garras de modo que a largura do corpo de prova de 63 mm fique na vertical. Utilizou-se a mesma pressão em ambas as garras. Realizou-se o corte inicial de 20 mm. Adicionou-se a navalha do aparelho. O pêndulo foi solto tão rápido quanto possível e anotou-se a leitura e o prendeu no retorno sem alterar a posição do ponteiro.

1.5.. Resistência ao estouro

Cortou-se 10 corpos de prova de 65 mm X 65 mm. Certificou-se que o aparelho estivesse totalmente descarregado e que o ponteiro carregador do manômetro indicasse zero. Fixou-se o corpo de prova no aparelho e aplicou-se pressão hidráulica até ocorrer o estouro. Realizou-se a leitura da resistência ao estouro pelo ponteiro indicador, voltando o mesmo a seguira parar a carga zero. Executou-se mais 4 ensaios para o mesmo lado do papel.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

2.4. Gramatura

No ensaio de gramatura, com o papel na dimensão de 10 x 10 cm, obtivemos os seguintes dados:

Tabela 1 – Gramatura do papel Amostra P A G

média 11.6 10000 7773.

Onde: P é o peso do papel em g. A é a área em mm² G é a gramatura em g/m², calculada por G = 10 6 * P A

2.5. Absorção de água (Teste de COBB)

No teste de COBB (Absorção de água) construíram-se as tabelas abaixo com os dados obtidos:

Tabela 2 – Absorção de água (Parte porosa para cima)

Amostra m1 m2 m2-m1 A

1 1.92 2.35 0.43 43 2 1.93 2.34 0.41 41 3 1.95 2.32 0.37 37 média 1.933333 2.336667 0.403333 40.

Tabela 3 – Absorção de água (Parte porosa para baixo)

Amostra m1 m2 m2-m1 A

1 1.94 2.33 0.39 39 2 1.93 2.32 0.39 39 3 1.95 2.32 0.37 37 média 1.94 2.323333 0.383333 38.

Onde:

Tabela 6 – Resistência a rasgo n x E 3 19 156. 4 23 117. 5 32 93. 6 43 78. L 29.

E = 16 x L onde: E - Resistência ao rasgo em gf n L - Média das leituras obtida n - Número de folhas ensaiadas de cada vez

2.8. Resistência a estouro

Tabela 7 – Resistência ao estouro Provas x M 1 3.3 3. 2 3. 3 3. 4 3. 5 3. Soma 17. Onde: x é a leitura feita no experimento M é a resistência ao estouro

5. CONCLUSÕES

O presente experimento foi bastante enriquecedor, pois proporcionou o conhecimento de uma ferramenta muito utilizada no dia-a-dia, o papel. Mas não se pode

esquecer a presença de algumas imprecisões durante o experimento que deixaram o mesmo impreciso, como por exemplo, erros do analista e de equipamento.

Através das análises realizadas, pode-se conhecer os processos de determinação das propriedades do papel como sua gramatura, absorção e porosidade, alem de testes de qualidade como resistência a rasgo e resistência a estouro.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • M.A.M. Brasil. VARIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS E DAS PROPRIEDADE FÍSICO-MECÂNICAS COM REFINAÇÃO DA CELULOSE SULFATO DE MADEIRA DE Eucalyptus saligna SMITH. IPEF n.5, p.33-45, 1972.
  • Polpa e Papel. Disponível em: < www.madeira.ufpr.br/.../ polpaepapel /introdprocessos.ppt> Acesso em 20 de novembro de 2011.