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relatorio experimento 4, Provas de Química

química experimental

Tipologia: Provas

2013

Compartilhado em 08/05/2013

tiago-ferreira-18
tiago-ferreira-18 🇧🇷

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INTRODUÇÃO
TITULAÇÃO
As reações de neutralização são importantes em um procedimento de laboratório
conhecido como titulação ácido-base, no qual a concentração molar de um ácido em
uma solução aquosa é determinada pela adição vagarosa de uma solução básica de
concentração conhecida na solução do ácido. Uma solução de ácido é comumente
transferida com uma pipeta e, assim, seu volume é conhecido. A solução da base é
usualmente transferida por um tubo de medição chamado bureta, e a adição desta
solução é interrompida no ponto em que o número de mols de íons H+ do ácido é igual
ao número de mols de íons OH- da base, que foram misturados. A isto denominamos
ponto de equivalência, geralmente observado por uma mudança de cor de um composto,
chamado indicador, uma pequena quantidade que, foi adicionada previamente na
mistura reagente. No ponto de equivalência, a razão do número de mols de ácidos no
início para mols da base que foi adicionada é igual à razão estequiométrica. A bureta
permite medir o volume de base adicionado, e esse volume, juntamente com a
concentração da solução de base e o volume da solução de ácido, permite calcular a
concentração da solução de ácido.
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INTRODUÇÃO

TITULAÇÃO

As reações de neutralização são importantes em um procedimento de laboratório conhecido como titulação ácido-base, no qual a concentração molar de um ácido em uma solução aquosa é determinada pela adição vagarosa de uma solução básica de concentração conhecida na solução do ácido. Uma solução de ácido é comumente transferida com uma pipeta e, assim, seu volume é conhecido. A solução da base é usualmente transferida por um tubo de medição chamado bureta , e a adição desta solução é interrompida no ponto em que o número de mols de íons H+ do ácido é igual ao número de mols de íons OH- da base, que foram misturados. A isto denominamos ponto de equivalência, geralmente observado por uma mudança de cor de um composto, chamado indicador , uma pequena quantidade que, foi adicionada previamente na mistura reagente. No ponto de equivalência , a razão do número de mols de ácidos no início para mols da base que foi adicionada é igual à razão estequiométrica_._ A bureta permite medir o volume de base adicionado, e esse volume, juntamente com a concentração da solução de base e o volume da solução de ácido, permite calcular a concentração da solução de ácido.

Materiais e Soluções  Bureta  Fenolftaleína 1%;  Água destilada;  Balança analítica;  Balão volumétrico 250 ml;  Béquer de 250 ml;  Bastão de vidro;  Erlenmeyer 250;  Funil de vidro;  Pipeta volumétrica 2 ml;  Hidróxido de sódio diluído 1M;  Hidrogênio ftalato de potássio

Procedimento Experimental

A – Padronização da solução do NaOH Primeiramente, pesou-se em um balança analítica 1,00g de NaOH necessária para o preparo de 250 mL de uma solução 0,1 M (previamente calculada). Depois de pesado, o sólido foi dissolvido em 50 mL de água destilada. Até que todo o sólido se dissolvesse, foi necessário o uso de um bastão de vidro para mexer a solução. Transferiu-se a solução para um balão volumétrico de 250 mL, e o volume foi completado até a marca indicada no instrumento e depois se agitou o balão para a homogeneidade da solução ser totalmente completada. Este foi fechado e reservado. Pesou-se na balança analítica três amostras de KHP necessárias para reagir com 20 mL da solução de NaOH (previamente calculada) e colocadas em erlenmeyers de 250 mL distintos para o preparo das três soluções. Nos três erlenmeyer foram adicionados 100 mL de água destilada para a dissolução do composto. Em cada solução foi acrescentada duas gotas de fenolftaleína a 1% (indicador ácido-base). Lavou-se a bureta duas vezes com cerca de 5 mL da solução de NaOH.

Resultados e Discussão

A – Padronização da solução do NaOH

Cálculo da massa de NaOH para preparar 250 mL de uma solução de 0,1 M. Nº de mols Volume (L) X = 0,1x0, 0,1 1 X = 0,025 mols de NaOH X 0, Como já se é conhecida a massa molar do NaOH = 40 g/mol, se tem: Massa de NaOH (g) Nº de mols de NaOH Y = 40 x 0, 40 1 Y = 1 g de NaOH Y 0, Após realizado o cálculo das massas, as mesmas foram pesadas e as soluções preparadas. 1,00 g de NaOH foi dissolvido em 250 mL de água destilada.

Cálculo da massa de KHP para preparo de uma solução de 20 mL. NaOH(aq) + KHC 8 H 4 O4(aq) → KHC 8 H 3 O 4 Na(aq) + H 2 O(l) Para uma titulação deve-se haver estequiometria na reação, tem-se: Nº de mols Volume (L) X = 0,1x0, 0,1 1 X = 0,0020 mols de KHP X 0, Sabendo-se que a massa molar do KHP é 204,22 g/mol: Massa de KHP (g) Nº de mols de KHP Y = 204,22 x 0, 204,22 1 Y = 0,4084 g de KHP Y 0, Já o KHP foi dissolvido 100 mL de água destilada. Como o NaOH é um composto que varia com a umidade do ar, ele não pode ser utilizado como padrão primário e, o KHP possui alta massa molar, isso faz dele um ‘bom’ padrão primário. Com a adição das gotas de NaOH, foi notado uma mudança de coloração cada vez que era misturado e esta logo sumia, mas quanto mais próximo estava o ponto de equivalência, o tom rosado tornava-se mais visível. A titulação requer muita atenção e

cuidado, pois o ponto de viragem pode ser ultrapassado com apenas uma gota a mais adicionada. O volume utilizado de NaOH para a titulação de cada solução estão descritos na tabela a seguir. Tabela 1. Massa do KHP e volume de NaOH adicionado e tonalidade resultante correspondente a cada solução.

Por erro na titulação a amostra 1 apresentou coloração rosa - Pink por conta da adição de NaOH ter ido além do ponto de viragem. Com os dados obtidos pode-se calcular a concentração do NaOH (0,1 M) e a padronização da mesma.

Cálculo para a descoberta da concentração do NaOH na solução: [ ]

Com Na = número de mols e Vb = volume. Sendo o Na de NaOH o mesmo que o de KHP, tem-se:

Erlenmeyer 1:

Para Na = 0,0020 mols, pode-se calcular a concentração de NaOH, já que Vb é conhecido. [ ]

Erlenmeyer Massa de KHP (g)

Volume de NaOH (mL)

Tonalidade

1 0,408 19,8 Rosa - Pink 2 0,415 19,7 Rosa - claro 3 0,4085 19,6 Rosa – claro

Cálculo da concentração do ácido acético no vinagre: [ ] Sendo N = número de mols e V = volume. A reação abaixo representa o equilíbrio da acidez da solução.

CH 3 COOH(aq) + NaOH(aq) → CH 3 COONa(aq) + H 2 O(l)

Sabe-se, por estequiometria da reação, que ‘N’ do ácido acético é o mesmo ‘N’ do hidróxido de sódio, e como a concentração do último é conhecida, pode – se fazer: [ ]

  • Erlenmeyer 1: [ ] L)

Para N = 0,00140 mols, pode-se calcular a concentração do ácido acético, já que V é conhecido.

[ ]

  • Erlenmeyer 2: [ ]

Para N = 0,00143 mols, pode-se calcular a concentração do ácido acético, já que V é conhecido.

[ ]

  • Erlenmeyer 3: [ ] (^) L)

Para N = 0,00200 mol pode-se calcular a concentração do ácido acético, já que V é conhecido. [ ]

Conclusão Para uma titulação correta é necessário que uma das substâncias tenha a concentração conhecida e confiável, sendo chamada de padrão primário. Como não era o caso do hidróxido de sódio que apresentava impurezas, o padrão primário foi o KHP. Com ele padronizou-se o hidróxido de sódio para poder ser feita a titulação. O experimento teve como objetivo mostra com seria feito em um laboratório o controle de qualidade de uma determinada substancia desconhecida ou nao. Com a titulação do ácido acético, foi observado que a amostra utilizada no experimento é considerada para o consumo.

Referências Bibliográficas

 RUSSEL, J. B. Química geral. 2ª ed. São Paulo: Makron Books, 1994. V. 1

Questões

1) Afinal, sua amostra de vinagre está dentro da lei ou não? R: Cálculo para o número de mols de ácido acético contidos em uma solução de 100 mL de vinagre. Nº de mols do ácido (mol) | Volume correspondente (mL)

0,7 1000 X 100

Esse calculo mostra que a amostra esta sim dentro da leis.

considerou-se apenas as duas titulações de valores mais próximos

[ ]

[ ]

Então:

4) O intervalo de pH para a viragem da fenolftaleína é de 8,0 a 9,8 (veja seção 5.3h do livro do Pimentel e Spratley), o que significa que em um pH levemente básico ela ainda é 25 incolor. Use a resposta da questão anterior para mostrar que isto não é tão mau quanto parece. R: O pH calculado na questão anterior é condizente já que se encontra dentro do intervalo de viragem como determinado teoricamente. Com um pH levemente básico pode-se dizer que todo o ácido foi neutralizado com um volume de NaOH muito próximo ao volume do ácido (estequiometria da reação), tornando então a resposta final mais precisa Portanto o fato dele ser incolor não torna o processo tão mau quanto parece.

5) E se em vez da fenolftaleína usássemos com indicador o azul de bromotimol, que vira na faixa de 6,0 a 7,6? R: Como a faixa de viragem do azul de bromotimol é anterior ao pH 7.0, não se poderia ter um resultado real, já que a viragem iria ocorrer antes que a substância fosse totalmente neutralizada, o que levaria a um erro na titulação.

6) Em algum ponto da introdução dissemos que “uma gota a mais de hidr xido de s dio tornará a solução consideravelmente básica". Que peculiaridade têm as curvas de titulação (veja o capítulo 5 do livro do Pimentel e Spratley) para tornar verdadeira essa afirmação?

R : Obs.: O gráfico abaixo não é formulado através desse experimento, ele apenas será usado como referência, pois as substâncias são as mesmas, mas a concentração do ácido acético é diferente.

Gráfico pH x Volume de NaOH (mL) - Curva de titulação de 50mL de ácido acético 0,1M com NaOH 0,1M.

A partir do gráfico é notado que o pH varia aos poucos com a adição do hidróxido de sódio, mas ao chegar próximo ao ponto de equivalência a curva muda totalmente de direção chegando a permanecer perpendicular ao eixo da concentração, ou seja, a adição de concentração permanece constante porém o pH varia (de aproximadamente 7 até aproximadamente 11). A partir disso pode-se ter a seguinte conclusão, apenas uma gota adicionada altera o valor do pH consideravelmente, passando do meio ácido para o básico muito rápido.