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Relatório sobre o processo educacional do Município de Camaçari, Provas de Pedagogia

relato sobre a educação de camaçari

Tipologia: Provas

2016

Compartilhado em 02/01/2016

marcia-almeida-41
marcia-almeida-41 🇧🇷

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FACULDADE UNIFACS
Ana Paula Conceição
Ivaneuza Oliveira Conceição
Josedite Mendes de Araújo
Lismar Alencar da Silva
Márcia Almeida dos Santos
Processo Educacional de Camaçari
Camaçari
Maio 2015
Processo Educacional de Camaçari
Ana Paula Conceição Oliveira
Ivaneuza da Silva Oliveira
Josedite Mendes de Araújo
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Baixe Relatório sobre o processo educacional do Município de Camaçari e outras Provas em PDF para Pedagogia, somente na Docsity!

FACULDADE UNIFACS

Ana Paula Conceição

Ivaneuza Oliveira Conceição

Josedite Mendes de Araújo

Lismar Alencar da Silva

Márcia Almeida dos Santos

Processo Educacional de Camaçari

Camaçari

Maio 2015

Processo Educacional de Camaçari

Ana Paula Conceição Oliveira

Ivaneuza da Silva Oliveira

Josedite Mendes de Araújo

Lismar Alencar da Silva

Márcia Almeida dos Santos

Relatório do Processo educacional em Camaçari apresentada a Faculdade Unifacs na disciplina de PPP II como avaliação parcial da na graduação de pedagogia. Professora: Luiza Seixas

Camaçari Setembro 2015

Resumo

Esse relatório tem o objetivo de relatar e documentar uma reflexão sobre o Processo Educacional do Município de Camaçari com o propósito de construir novas leituras e representações desse momento histórico, articula-se acontecimentos, legislação e educação, trazendo configurações de um tempo/espaço marcante da história da

SUMÁRIO

  • 1 INTRODUÇÃO ----------------------------------------------------------------------------
  • 2 relato bibliográfico----------------------------------------------------------------------
  • 3.Décadas de 40 e 50----------------------------------------------------------------------
  • 4.Década de 60 -----------------------------------------------------------------------------
    1. Décadas de 70 e 80---------------------------------------------------------------------
  • 6 Década de 90 até os dias atuais ---------------------------------------------------
  • 7 Relato oral ---------------------------------------------------------------------------------
  • 8 Considerações finais ------------------------------------------------------------------ - REFERÊNCIAS -----------------------------------------------------------------------------
    • ANEXOS---------------------------------------------------------------------------------------

A proposta do componente curricular Pesquisa e Prática Pedagógica II (PPP II) - é desenvolver um estudo de cunho predominantemente histórico, pautado na perspectiva da pesquisa como ato formativo e orientado para mapear/conhecer alguns dos fatos acontecidos, trajetórias e itinerâncias traçadas no âmbito das práticas educacionais no município que habitamos, estudamos ou atuamos como docente. A percepção de que a pesquisa pode oferecer ao professor melhores condições para o exercício de uma atividade autônoma, criativa e crítica, bem como a premissa de que o ensino e a pesquisa devem caminhar juntos, afinal, como bem diz Paulo Freire, no livro intitulado “ Pedagogia da autonomia” (1999), dentre outras questões, favorecem a discussão sobre a relação pesquisa e saber docente como um caminho para se gerar conhecimento nos processos educativos. Partindo desse principio se seguirá um pouco da trajetória do processo educacional no município de Camaçari que é o local onde estudamos ,moramos e trabalhamos.

Relato a partir de fonte bibliografia

A educação em nosso município data do século XVI, como vemos no texto a seguir:

recebeu o nome de grupo escolar Gonçalo Muniz o seu patrono e era localizada à Rua da Praça Abrantes e atualmente localiza-se à Rua Escola Convênio n° 377 no Bairro de Camaçari de Dentro. Os mais a bastados estudavam na escola particular de Camaçari cuja professora era Áurea Fontes da Cunha. A educação no colégio Gonçalo Muniz era tradicional e continha uma rotina pré- estabelecida onde todos os dias cantava-se o hino nacional junto com alunos, direção e professores tempo que um dos alunos hasteava a bandeira nacional antes das atividades diária. A escola da professora Áurea foi a primeira escola particular da cidade. A metodologia usada na época era memorização (vulgo decoreba). Nessa época também todos os alunos entre 7 e 8 anos tinham que saber efetuar contas de multiplicar de 3 letras e de dividir de 2 letras, caso ainda não soubessem responder eram castigados na base da palmatória, além dos castigos por indisciplina como o joelho sobre os caroço de milho. Nessa época a escola era soberana para castigar, porque a família considerava a escola como uma extensão dela, por isso não tinham restrição quanto aos castigos. Cursava o primário as crianças de 7 a 11 anos e as salas eram cheias visto que eram poucas e os exames finais eram constituído de prova oral e escrita onde os alunos se submetiam a uma banca examinadora que sorteava os assuntos a serem resolvidos individualmente.Faziam parte do quadro de professores do Gonçalo Muniz professora Antonina Rivas, zenah holenverger, professora marina, professora Lucy, Alda, Gildete Tanajura, Professora Ligia, Iracema, Lourdes, Rosa entre outros. Em fins da década de 50 o Gonçalo instalou a primeira salinha de jardim de infância, que infelizmente não durou muito, mais que foi resgatada depois com a construção da escola Monteiro Lobato.

Década de 60

Na década de 60 diante da necessidade de ter um ginásio na cidade criou-se o ginásio São Tomaz de Cantuaria cujo nome foi dado em homenagem ao santo padroeiro da cidade.

O ginásio era um casarão antigo que outrora servira de casa de repouso para as freiras do hospital português. Foi adaptado para funcionar com 4 salas denominadas: Rui Barbosa, Castro Alves, Tira dentes e Monsenhor Barbosa, que na época era um inspetor seccional do MEC em salvador. O ginásio era pago e os alunos contribuíam mensalmente com a quantia para o pagamento dos professores e funcionários, pois a prefeitura não podia arcar sozinha com todas as despesas. Apesar de ser pago os alunos tinham que ser submetidos a um exame de admissão para fazer parte do ginásio. Em fevereiro de 1961 foi realizado o primeiro exame de admissão ao ginásio em Camaçari. Faziam parte da diretoria na época: professor Valdenor Galzeu de Assis, professora Emilia salgado Dominguez, excelente professora de matemática e batalhadora em prol da educação do município substituída pela professora Angiolina Teixeira de Souza. A primeira equipe de professores do ginásio foi assim constituída: Português, professor Álvaro Souza e professora Cândida de Jesus Souza, sua esposa, Matemática, professora Emilia salgado, Geografia, o Tenente Waldyr Pimenta de Araujo, Historia, professora Jupira e em seguida a professora Lazara da silva, em Ciências e cantos orfeônicos, professora Emilia e o professor Antonio Ramos para Frances e desenho, professora Marlene Prado alem da professora zenah hollenverger e o professor Bel de educação física. Grande parte dos professores não tinham nível universitário apenas autorização da sec., após ter feito o curso de aperfeiçoamento e de fusão de ensino secundário (cades) que os capacitava para docência no ginásio. Em 1965 a professora Angiolina fundou o turno noturno na escola. Em 1967 a professora wasthy Souza dos santos e a professora Emilia implantarão na cidade o segundo grau com a escola Olavo Bilac ministrando o curso de magistério e administração. A escola em questão era particular e a prefeitura dava algumas bolsas de estudos. Em 1968 foi fundado o colégio comercial de Camaçari pela professora Angiolina Ferreira de Souza concurso de contabilidade funcionando com as mesmas condições da escola Olavo Bilac.

transferindo e outros chegando como a professora Maria auxiliadora, professor Jose Alan ribeiro economista e professor de matemática. Em meados da década de 70, uma equipe liderada pela professora Joanice Barcelar Batista,deu partida ao primeiro projeto de Universidade em Camaçari,mas não se efetivou. Talvez esse tenha sido o período em que mais se implantou escolas publicas no município - Maria Quitéria, Luis Rogério,Edgar santos e Ruy Barcelar. Na década de 80 já funcionava a escola de segundo grau. Em 1987 o colégio São Tomaz de Cantuária dispunha de quatro cursos profissionalizantes: Magistério, contabilidade, administração e secretariado.Nesse mesmo ano,o curso de Magistério foi desmembrado tornando- se um curso independente,em outro local. Houve um projeto para sua implantação ,sob direção da professora Ana Luz,da Universidade Federal da Bahia(UFBA),com o objetivo de resgatar as antigas escolas Normais,onde também funcionaria um centro de treinamento para professores da rede publica de ensino,embora tenha sido um ótimo projeto só aconteceu parcialmente. A primeira diretora dessa escola foi a professora Sandra Parente,autora do livro Camaçari,sua história,sua gente,exercendo também a docência nas cadeiras de Filosofia e Sociologia,inclusive foi ela quem batizou a Escola Normal de Camaçari. Das antigas escolas normais preservou-se o fardamento e era uma escola exclusivamente feminina e seus professores tinham dedicação única para que assim pudessem estreitar os laços de amizade. Ainda na década de 80 mais uma escola de segundo grau foi construída,a escola Jose Mascarenhas de Freitas,cujo nome homenageou um Engenheiro que participou do projeto do Polo Petroquímico de Camaçari. O ano de 1980 foi a época em que se fundou a escola que foi criada para funcionar os cursos de instrumentação. Importante também foi a fundação da Escola Montessoriana,de propriedade da professora Rita Muritiba,no ano de 1987,um investimento de sucesso pelo seu método eficaz e que existe até hoje. Nessa área educacional surge também, a Sociedade Pestalozzi de Camaçari,uma entidade filantrópica conveniada com o estado- um centro de educação especial,que nasceu da necessidade do pedido de professores da rede pública,que tinham na família pessoas com deficiências.

Com essa escola muitos alunos ingressaram nas escolas regulares por conta do trabalho bem feito que faziam por lá.

Década de 90 até a atualidade

A partir dos anos 90 já se registram cerca de 50.000 alunos matriculados nas escolas públicas municipais além de 10.000 matriculados entre a rede estadual e privada. Ainda na década de 90 se registra o surgimento do ensino superior na cidade com o campus da UNEB – Universidade Estadual da Bahia e a FAMEC – Faculdade Metropolitana de Camaçari, onde funciona também os cursos supletivos,técnicos e pré vestibular,sendo sua proprietária a professora Celene Maria de Oliveira que serviu muitos anos à rede publica municipal de ensino. Escolas publicas municipais ganham o nome professores e políticos falecidos,a exemplo das escolas Angiolina ,Jose Alan, Maria José,Laurita e Luis pereira Costa.

localizadas no Centro da cidade sendo difícil o acesso, visto que na época o transporte era precário, ela foi encarregada de pedir a construção da escola, como essa construção não estava no orçamento, o prefeito da época , construiu uma escola provisória para atender as necessidades dos alunos,ela foi feita de madeirite,possuía cinco salas de aula, uma sala de direção,três sanitários,uma pequena cantina e um pátio descoberto. Ela acompanha esse processo desde quando começou a construção da escola, até os dias atuais. A escola Anísio Teixeira foi transferida para outro local e hoje possui 16 salas de aula, diretoria, sala de professores, laboratório de informática, quadra de esporte coberta, biblioteca, dependências e banheiro adequado a alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, secretaria, cozinha, refeitório, auditório, pátio descoberto e todos os recursos tecnológicos usados em prol da educação de seus alunos. A escola atua no ensino fundamental, educação para jovens e adultos, supletivo, além de possuir atividades complementares como aula de informática, capoeira, futebol e futsal, fanfarra e percussão, além de reforço escolar em português. A professora Zenaide nos conta também um pouco sobre a educação daquela época. Ela nos informa que o ensino da época era de forma tradicional, onde o aluno era avaliado pela quantidade e não por qualidade, ou seja, o aluno era aprovado pelo que sabia e nesse caso ele teria que estudar bastante por não haver outros meios de avaliar, que nesse caso como ela nos informa hoje o aluno é avaliado até mesmo no que se refere à frequência escolar, atualmente o método é qualitativo, sendo esse o fator maior para aprovação. Informa-nos também que antigamente não existiam muitos recursos e que a metodologia era na base de livro didático, o que difere de hoje, pois atualmente temos vários recursos de aprendizagem, inclusive tecnológicos, o que facilita muito o aprendizado do aluno quando bem trabalhado.

Considerações finais

Essa pesquisa contribuiu significamente para nós tanto para o desenvolvimento profissional, bem como para conhecer um pouco do processo educacional do Município que moramos e atuamos. Além de nos introduzir ao campo de pesquisa, trouxe a possibilidade de uma visão mais reflexiva a respeito desse processo, e perceber a importância da documentação dos dados históricos, visto que através de pesquisas descobrimos que não há nenhum documento oficial que informe sobre a história educacional do município, excetuando um livro escrito por uma professora local da época e alguns relatos orais de outra professora que atua até hoje na área. Sob esse aspecto nota-se o descaso dos órgãos responsáveis perante um fato muito importante como este, ainda mais pelo fato de que o Município fez parte do processo colonial de Portugal, onde a educação começou através dos jesuítas. A história da educação do Município deveria ser obrigatória em todos os órgãos educacionais da cidade.

Anexos

Anexo 1 – Escola São Tomaz de Cantuária

Ginásio São Tomaz de Cantuária (época atual)

Anexo 2 – Colégio Gonçalo Muniz

Colégio Estadual Gonçalo Muniz (década de 40)