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Este experimento teve ênfase na miscibilidade de cada mistura podendo assim entender o tipo de ligação presente na molécula e a afinidade entre elas. Por fim, com analise dos experimentos compreendeu-se os fenômenos que ocorreram em cada tudo de ensaio.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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CCCT0005 – Química Experimental – 2019 - 2
Emanuel Oliveira da Conceição (IC), Ernamilson Rezende dos Santos Filho (IC), Filipe das Chagas Pinheiro (IC), Felipe Augusto de Sousa de Almada (IC), Maira Silva Ferreira (ORIENTADORA).
Palavras Chave: Procedimento, mistura, solubilidade, solvente, solução.
Ao decorrer do dia-a-dia do homem é possível observar a presença das misturas em geral, adendo a isso, nos processos experimentais realizados no laboratório de química, pode-se analisar a mistura entre 6 substancias (Água, Etanol, Óleo de Soja, Glicerina, Enxofre e NaCl), onde foram armazenadas em 12 tubos, tendo foco na solubilidade e na forma como elas se apresentavam em cada tubo. Desse modo, este experimento teve ênfase na miscibilidade de cada mistura podendo assim entender o tipo de ligação presente na molécula e a afinidade entre elas. Por fim, com analise dos experimentos compreendeu-se os fenômenos que ocorreram em cada tudo de ensaio.
Inicialmente, identificou-se os tubos de ensaio e as cinco substâncias utilizadas no experimento. Em seguida, organizou-os, no suporte, os tubos de ensaio já enumerados de um a 12. Seguiu-se o experimento, realizando a mistura das substâncias de acordo com a Tabela 1 , agitando os tubos por tempo suficiente para observar a interação entre as substâncias. Por fim, anotou-se os resultados observados.
Tabela
Tubo 1 (Água e Etanol): Apresentou uma mistura de uma fase, sendo esta miscível, vale ressaltar que o etanol é totalmente solúvel em água. Isso acontece porque seu grupo OH realiza ligações de hidrogênio com as moléculas de água, onde ambas as partes são polares
Tubo 2 (Água, Óleo de Soja e Etanol): Observou- se uma mistura imiscível de duas fases, neste sentido vale ressaltar que a água está na parte de baixo e o óleo na parte de cima, devido as moléculas do óleo não conseguirem romper as ligações moleculares da agua, adendo isso é importante acrescentar que as substancias possuem polaridade diferentes, sendo a agua polar e o óleo de soja apolar. Por fim, foi-se adicionado enxofre a mistura e a olho nu percebe-se que o mesmo não se mistura e gera um corpo de fundo no tubo de ensaio.
Tubo 3 (Água e Glicerina): Tendo como resultado uma mistura miscível, analisou-se que entre as moléculas da glicerina possuímos grupos de OH (hidroxila), assim como a água, e com isso torna-se possível ligações de hidrogênio entre as substancias, possibilitando assim a mistura entre elas.
Tubo 4 (Água e Enxofre): Primeiramente temos a tentativa de mistura entre água e o enxofre, sendo o enxofre insolúvel junto a água temos como resultado um corpo de fundo no recipiente, em seguida foi adicionado glicerina ao tubo, resultando na mistura da glicerina e água permanecendo com o corpo de fundo.
Tubo 5 (Água e NaCl): Temos o NaCl sendo dissolvido pela água, devido as interações elétricas da água que interferem com a atração eletrostática dos íons do NaCl, onde eles se enfraquecem e se distribuem pelo líquido como íons livres. Tendo em vista que esse enfraquecimento resulta na possibilidade da dissolução do sal.
SUBSTÂNCIAS Água Etanol Óleo de Soja Água c *** *** Etanol TUBO 1 *** *** Óleo de Soja TUBO 2 TUBO 6 *** Glicerina TUBO 3 TUBO 7 TUBO 10 Enxofre TUBO 4 TUBO 8 TUBO 11 NaCl TUBO 5 TUBO 9 TUBO 12
Glicerina (1 mL)
CCCT0005 – Química Experimental – 2019 - 2
Tubo 6 (Óleo de Soja e Etanol): Devido a analise já feita no tubo 2 sobre a água e óleo, compreende- se a semelhança de polaridade da água e o etanol, tendo assim como resultado uma mistura bifásica e heterogenia.
Tubo 7 (Etanol e Glicerina) :No tubo 7, no início pode-se olhar duas fases, mas ao agitar se observa que as substâncias são miscíveis, pois logo em seguida se observa apenas uma fase. E isto ocorre porque ambas são apolares.
Tubo 8 (Etanol e Enxofre): Ao se colocar enxofre no etanol, percebe-se que ambas não se misturam, ocorrendo com que o enxofre se encontrasse como corpo de fundo, logo evidenciando uma imiscibilidade. Se observa duas fases nessa mistura.
Tubo 9 (NaCl e Etanol) : Ao se colocar o sal (NaCl) no etanol, se percebe que se dissolve totalmente, apresentando apenas uma fase. Logo se conclui que a mistura entre NaCl e etanol é miscível. O tipo de ligação presente nesta solução é a ligação iônica.
Tubo 10 (Óleo de soja e Glicerina) : Ao tentar colocar o óleo de soja e a glicerina, nota-se que elas não se misturam, o que se torna evidente através das duas fases apresentadas. Ambas não são miscíveis devido à polaridade das substâncias, que são diferentes.
Tubo 11 (Óleo de soja e Enxofre) : O resultado foi algo semelhante ao que ocorreu no tubo 8, onde que o enxofre se encontrou como corpo de fundo, se observando duas fases.
Tubo 12 (Óleo de soja e NaCl) : Ao se colocar NaCl no óleo de soja, o sal se precipita, se encontrando como corpo de fundo, evidenciando sua imiscibilidade. Nota-se duas fases. As substâncias não possuíram afinidade o suficiente para realizar uma ligação iônica.
Conclusões
Sendo assim, este experimento teve como seus principais pontos a compreensão sobre os diversos fatores que influenciam na solubilidade de um composto, principalmente a sua polaridade. Entende-se que as substâncias polares tendem a se dissolver bem em outras substâncias polares, o
mesmo ocorre para as substâncias apolares que tendem a dissolver bem com outras substâncias apolares. Por fim, a prática expressou obteve soluções miscíveis e imiscíveis, por diferentes fatores lavando a compreensão de que cada composto possui uma solubilidade particular.
Referências
Varma, R. S.; Singh, A. P.; J. Indian Chem. Soc. 1990 , 67 , 518 SKOOG, D. A. et al. Fundamentos de Química Analítica. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006. BROWN, Theodore; LEMAY, H. Eugene; BURSTEN, Bruce E. Química: a ciência central. 13 ed. Pearson Education do Brasil Ltda,