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Aula experimental realizado no dia 27/04/2012 no Laboratório de Química da UEMS.
Tipologia: Notas de aula
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Naviraí- MS Abril de 2012 SUMÁRIO ¨Página¨
Logo, na presença destes três fatores é possível a produção das chamas, a qual é alvo de estudo do presente trabalho/relatório, o qual tem adaptação para a queima de sais, esta situação denomina-se, o teste da chama. Desde a invenção da pólvora negra no século IX pelos chineses, sabe-se que determinados materiais, quando queimados, produzem chamas coloridas. Foram, porém os italianos e alemães que, na Idade Média, deram mais cores e efeitos às chamas. Eles aprenderam a adicionar compostos metálicos na pólvora, obtendo variada gama de cores e efeitos. Este fenômeno da coloração das chamas tem a seguinte explicação. A origem das cores geradas pela presença de metais nas chamas está na estrutura eletrônica dos átomos. Com a energia liberada na combustão, os elétrons externos dos átomos de metais são promovidos a estados excitados e ao retornarem ao seu estado eletrônico iniciais, liberam a energia excedente na forma de luz. A cor (ou os comprimentos de onda) da luz emitida depende da estrutura eletrônica do átomo (GRACETTO, HIOKA e FILHO, p. 45, 2006).
Desta forma o teste da chama tem por objetivo a observação da presença de alguns íons metálicos, baseado no espectro de emissão característico para cada elemento.
coloração da chama obtida, sendo registrado em formato de fotografias e anotações escritas, representado na tabela 1 abaixo: Tabela 1. Dados experimentais Solução/Sal Sólido
Símbolo do Cátion
Cor Observada
Observações
Lítio Li Vinho intenso A modificação da coloração da chama ocorre de forma bem rápida. Sódio Na Amarelo Intenso
Observado um aumento significativo da chama, e a coloração encontrada permanece por muito mais tempo. Magnésio Mg Incolor O que foi percebido é que a chama vai diminuindo, como se estivesse perdendo propriedades, sua cor vai desaparecendo e se tornando incolor. Cobre Cu Verde A alteração da coloração da chama ocorre nas áreas mais externas, ou seja, nas extremidades da chama. Níquel Ni Chama brilhante ± esverdeada
Observado algumas fagulhas no inicio do processo de aquecimento e desaparecendo e se tornando esverdeada.
Cobre II Cu Verde intenso Ao aquecer CuSO4, a coloração é verde, devido ao cobre (Cu) presente no composto. Cobalto Co Chama brilhante ± esverdeada
Observado um aumento significativo da chama, e a coloração encontrada permanece por muito mais tempo Magnésio (^) (sol) Mg Brilhante intensa ultravioleta
Foi emitido faísca e a coloração ultravioleta da chama ocorre de forma bem rápida.
O espectro luminoso (Tabela 2) é uma tabela com valores de frequência (medidas em Hertz (Hz)) das ondas luminosas. Corresponde a uma faixa do Espectro Eletromagnético visível ao ser humano.
TABELA 2. Comprimento de onda em Hz
Frequências das radiações visíveis do espectro (em Hertz) VIOLETA 7,0 x 10 14 a 6,7 x 10^14 AZUL 6,7 x 10 14 a 6,0 x 10^14
VERDE (^) 6,0 x 10 14 a 5,3 x 10^14 AMARELO 5,3 x 10 14 a 5,1 x 10^14 LARANJA 5,1 x 10 14 a 4,9 x 10^14 VERMELHA (^) 4,9 x 10 14 a 4,0 x 10^14
Como pode ser observado na Tabela 1, cada amostra de sal possui uma cor característica, esse processo de coloração pode ser explicado teoricamente da seguinte forma: Usando os conceitos quânticos desenvolvidos para a luz, Bohr (VAITSMAN E BITTENCOURT, 1995), propõe os seguintes postulados para o átomo:
Com a realização desta prática os objetivos traçados de inicio foram alcançados com êxito, isto é, foi possível o reconhecimento de sais metálicos, identificando-os através da cor da chama emitida. A teoria da prática foi comprovada no experimento. Enfim, a cor emitida de cada amostra é característica de cada cátion, é notável a relação simples entre a energia e o comprimento de onda. Assim, pode-se concluir que a frequência e o comprimento da radiação eletromagnética está diretamente ligada à energia absorvida pelo átomo durante o aquecimento. No inicio da execução do teste da chama, observou-se em alguns elementos dificuldade em decifrar a coloração específica devido Bico de Bünsen apresentar problema na regulagem da chama, sendo solucionado com a orientação do professor.
BUENO, L. et al. O ensino de Química por meio de atividades experimentais: a realidade do ensino nas escolas. Disponível em: http://www.unesp.br/prograd/ENNEP/ Trabalhos%20em%20pdf%20%20Encontro%20de%20Ensino/T4.pdf Acessso em 24 abr.
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GRACETTO, A. C.; HIOKA, N.; FILHO, O. S. Combustão, chamas e teste de chama para cátions. Química Nova na Escola. n° 23, Mai. 43-48 p., 2006. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc23/a11.pdf Acesso em 24 abr. 2012.
Robert K. Wismer, Qualitative Analysis with Ionic Equilibrium, MacMillan Publishing Company, 1991.
VAITSMAN, D.S.; BITTENCOURT, O.A. Ensaios químicos qualitativos. Rio de Janeiro: Interciência, 1995. Disponível em http://www.ebah.com.br/23441&58 acesso em 24 abr. 2012.
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