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Relatório Teste da Chama , Notas de aula de Química

Aula experimental realizado no dia 27/04/2012 no Laboratório de Química da UEMS.

Tipologia: Notas de aula

2012

Compartilhado em 01/05/2012

fatima-reiman
fatima-reiman 🇧🇷

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Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Unidade Universitária de Naviraí Curso de Química
TESTE DA CHAMA
DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL EXPERIMENTAL
PROFESSOR: EUCLÉSIO SIMIONATTO
ACADÊMICOS: FÁTIMA RGM 16291; NETICIA RGM 17012; MORGANA RGM
27036; EDVALDO RGM 27021; CLEBER RGM 27014; VALDEIR RGM 24327
Naviraí- MS
Abril de 2012
SUMÁRIO
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Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Unidade Universitária de Naviraí Curso de Química

TESTE DA CHAMA

DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL EXPERIMENTAL

PROFESSOR: EUCLÉSIO SIMIONATTO

ACADÊMICOS: FÁTIMA RGM 16291; NETICIA RGM 17012; MORGANA RGM

27036; EDVALDO RGM 27021; CLEBER RGM 27014; VALDEIR RGM 24327

Naviraí- MS Abril de 2012 SUMÁRIO ¨Página¨

    1. INTRODUÇÃO .......................................................................................
    1. OBJETIVO ...............................................................................................
    1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ...............................................
    • 3.1. Materiais e Reagentes ..........................................................................
    • 3.2. Atividade Experimental: O Teste da Chama........................................
    1. RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................
    1. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................
    1. BIBLIOGRAFIA

Logo, na presença destes três fatores é possível a produção das chamas, a qual é alvo de estudo do presente trabalho/relatório, o qual tem adaptação para a queima de sais, esta situação denomina-se, o teste da chama. Desde a invenção da pólvora negra no século IX pelos chineses, sabe-se que determinados materiais, quando queimados, produzem chamas coloridas. Foram, porém os italianos e alemães que, na Idade Média, deram mais cores e efeitos às chamas. Eles aprenderam a adicionar compostos metálicos na pólvora, obtendo variada gama de cores e efeitos. Este fenômeno da coloração das chamas tem a seguinte explicação. A origem das cores geradas pela presença de metais nas chamas está na estrutura eletrônica dos átomos. Com a energia liberada na combustão, os elétrons externos dos átomos de metais são promovidos a estados excitados e ao retornarem ao seu estado eletrônico iniciais, liberam a energia excedente na forma de luz. A cor (ou os comprimentos de onda) da luz emitida depende da estrutura eletrônica do átomo (GRACETTO, HIOKA e FILHO, p. 45, 2006).

Desta forma o teste da chama tem por objetivo a observação da presença de alguns íons metálicos, baseado no espectro de emissão característico para cada elemento.

2. OBJETIVO

  • Realizar o “Teste da Chama” com 7 (sete) compostos diferentes, sendo 1 (um) composto sólido, com o intuito de observar as mudanças de cores nela ocorrida pela presença de elementos químicos metálicos presentes em sais quando submetidos ao fogo.
  • Observar os espectros luminosos da chama, provenientes da queima dos sais.

3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

coloração da chama obtida, sendo registrado em formato de fotografias e anotações escritas, representado na tabela 1 abaixo: Tabela 1. Dados experimentais Solução/Sal Sólido

Símbolo do Cátion

Cor Observada

Observações

Lítio Li Vinho intenso A modificação da coloração da chama ocorre de forma bem rápida. Sódio Na Amarelo Intenso

Observado um aumento significativo da chama, e a coloração encontrada permanece por muito mais tempo. Magnésio Mg Incolor O que foi percebido é que a chama vai diminuindo, como se estivesse perdendo propriedades, sua cor vai desaparecendo e se tornando incolor. Cobre Cu Verde A alteração da coloração da chama ocorre nas áreas mais externas, ou seja, nas extremidades da chama. Níquel Ni Chama brilhante ± esverdeada

Observado algumas fagulhas no inicio do processo de aquecimento e desaparecendo e se tornando esverdeada.

Cobre II Cu Verde intenso Ao aquecer CuSO4, a coloração é verde, devido ao cobre (Cu) presente no composto. Cobalto Co Chama brilhante ± esverdeada

Observado um aumento significativo da chama, e a coloração encontrada permanece por muito mais tempo Magnésio (^) (sol) Mg Brilhante intensa ultravioleta

Foi emitido faísca e a coloração ultravioleta da chama ocorre de forma bem rápida.

O espectro luminoso (Tabela 2) é uma tabela com valores de frequência (medidas em Hertz (Hz)) das ondas luminosas. Corresponde a uma faixa do Espectro Eletromagnético visível ao ser humano.

TABELA 2. Comprimento de onda em Hz

Frequências das radiações visíveis do espectro (em Hertz) VIOLETA 7,0 x 10 14 a 6,7 x 10^14 AZUL 6,7 x 10 14 a 6,0 x 10^14

VERDE (^) 6,0 x 10 14 a 5,3 x 10^14 AMARELO 5,3 x 10 14 a 5,1 x 10^14 LARANJA 5,1 x 10 14 a 4,9 x 10^14 VERMELHA (^) 4,9 x 10 14 a 4,0 x 10^14

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Como pode ser observado na Tabela 1, cada amostra de sal possui uma cor característica, esse processo de coloração pode ser explicado teoricamente da seguinte forma: Usando os conceitos quânticos desenvolvidos para a luz, Bohr (VAITSMAN E BITTENCOURT, 1995), propõe os seguintes postulados para o átomo:

  • O elétron move-se em órbitas circulares em torno do núcleo do átomo;
  • A energia total de um elétron (potencial + cinética) não pode apresentar qualquer valor, mas sim, valores múltiplos de um quantum;
  • Apenas algumas órbitas eletrônicas são permitidas para o elétron e ele não emite energia ao percorrê-las;
  • Quando o elétron passa de uma órbita para outra, emite ou absorve um quantum de energia. No estado fundamental, de menor energia, os elétrons ocupam os níveis mais baixos de energia possíveis. Quando um átomo absorve energia de uma fonte externa, um ou mais elétrons absorvem essa energia e “pulam” para níveis mais energéticos ou externos (VAITSMAN E BITTENCOURT, 1995).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com a realização desta prática os objetivos traçados de inicio foram alcançados com êxito, isto é, foi possível o reconhecimento de sais metálicos, identificando-os através da cor da chama emitida. A teoria da prática foi comprovada no experimento. Enfim, a cor emitida de cada amostra é característica de cada cátion, é notável a relação simples entre a energia e o comprimento de onda. Assim, pode-se concluir que a frequência e o comprimento da radiação eletromagnética está diretamente ligada à energia absorvida pelo átomo durante o aquecimento. No inicio da execução do teste da chama, observou-se em alguns elementos dificuldade em decifrar a coloração específica devido Bico de Bünsen apresentar problema na regulagem da chama, sendo solucionado com a orientação do professor.

6. BIBLIOGRÁFIA

BUENO, L. et al. O ensino de Química por meio de atividades experimentais: a realidade do ensino nas escolas. Disponível em: http://www.unesp.br/prograd/ENNEP/ Trabalhos%20em%20pdf%20%20Encontro%20de%20Ensino/T4.pdf Acessso em 24 abr.

EQUIPAMENTOS DO LABORATÓRIO DE QUÍMICA. 10 p. Disponível em: http:// www.cdcc.sc.usp.br/quimica/equipamentos/ej.htm Acesso em 23 abr. 2012.

FIOCRUZ. Biossegurança. Disponível em: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/ lab_virtual/fogo.html Acesso em 23 abr. 2012.

GRACETTO, A. C.; HIOKA, N.; FILHO, O. S. Combustão, chamas e teste de chama para cátions. Química Nova na Escola. n° 23, Mai. 43-48 p., 2006. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc23/a11.pdf Acesso em 24 abr. 2012.

Robert K. Wismer, Qualitative Analysis with Ionic Equilibrium, MacMillan Publishing Company, 1991.

VAITSMAN, D.S.; BITTENCOURT, O.A. Ensaios químicos qualitativos. Rio de Janeiro: Interciência, 1995. Disponível em http://www.ebah.com.br/23441&58 acesso em 24 abr. 2012.

Veljko Dragojlovic and Richard F. Jones, J. Chem. Ed. vol. 76, Nº 7, july 1999, pag. 929 –

SHRIVER, D. F E ATKINS P. W. Química Inorgânica. 3a edição. Tradução: Maria Aparecida B. Gomes. São Paulo. Ed. Bookman. 2003.