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Resumo da disciplina de Gestão da Qualidade do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal Fluminense
Tipologia: Resumos
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AULA 1 – Evolução do Conceito da Gestão da Qualidade e seus pensadores. Histórico: Desde a época dos artesãos já havia a preocupação com a qualidade do produto final por eles fabricado, contudo este processo era algo natural e não sistematizado. Na maioria das vezes, o artesão era responsável por todas as etapas de fabricação, dominando todas as áreas e negociando diretamente os insumos que utilizaria em sua manufatura. Com o passar dos séculos e o aumento na escala de produção, as etapas de produção se dividiram. Neste momento de transição entre a manufatura em escala artesanal e a manufatura em maior escala, começam a surgir defeitos nos produtos finais, gerando, por muitas vezes, desperdícios como retrabalho e perda de matéria prima. Anos se passaram, a concorrência se acirrou, clientes começaram a ficar mais exigentes e passaram a ter uma gama maior de escolhas. Com este novo cenário, as empresas começaram a encarar os desperdícios como um mal que deveria ser reduzido ou até mesmo eliminado por completo. Assim, surge uma das primeiras definições formais da qualidade: atender as especificações do produto. Vê-se claramente que o foco era o ambiente interno, mais especificamente, o ambiente fabril das organizações. Outra visão, já voltada para o lado externo das organizações, foi trazida por Joseph Juran, dizendo que o conceito de qualidade estava intimamente ligado a adequação do produto ao seu uso, ou seja, às necessidades e expectativas dos clientes. Temos, então, a visão conciliadora, que busca compatibilizar a ideia de conformidade com as especificações com a ideia de adequação ao uso. Em outras palavras: escuta-se a voz do cliente, especifica-se o produto e o produz dentro das referidas especificações, sem desperdícios. As Eras da Qualidade: Inspeção: Nesta fase, todos os esforços para garantir a qualidade do produto final estavam concentrados, principalmente, para a fase final da linha de produção e, em alguns casos para alguns poucos estágios intermediários. A inspeção como única forma de garantir a qualidade não se apresentou como uma forma efetiva, tendo em vista que quando uma não conformidade era identificada, o desperdício e seu custo correspondente já haviam incorrido. Somente se separava o bom do ruim, sem preocupação na busca das causas, eliminação do desperdício crônico e melhoria do processo produtivo. Nesta fase, a inspeção era realizada em 100% dos itens produzidos, o que se tornou inviável com aumento da escala de produção ao longo dos anos. Controle Estatístico de Processos: Com o intuito de viabilizar a inspeção em grandes lotes de produção, iniciou-se um esforço no desenvolvimento de técnicas estatísticas que fossem capazes de realizar o acompanhamento de processos e, que dessem suporte para a determinação do tamanho das amostras que pudessem ser consideradas representativas dentro de um universo de unidades produzidas. A técnica de inspeção por amostragem é extremamente interessante pela redução de custos que traz em relação a inspeção em massa, contudo, se não aplicada de forma correta, pode causar grandes prejuízos materiais e imateriais para a empresa fabricante. Um dos pioneiros da aplicação da estatística ao controle de qualidade foi Walter A. Shewhart em 1924, que preparou o primeiro rascunho do que viria a ser conhecido como carta de controle. Entretanto, a grande expansão desta era da qualidade se deu na Segunda Grande Guerra. Com a necessidade de suprir em grande volume seus exércitos e de seus aliados, os grandes fornecedores de material bélico norte americanos serviram de um campo fértil para a aplicação e desenvolvimento do controle estatístico de processos. Assim, o controle estatístico de processo tem por função precípua a prevenção de
defeitos, a melhoria da qualidade de produtos e serviços e consequentemente a redução de custos. Com ele basicamente se busca: •Possuir de forma contínua informação sobre o comportamento do processo; •Utilizar a informação para detectar e caracterizar as causas que geram instabilidade no processo; •Indicar ações para corrigir e prevenir as causas de instabilidade; •Extrair informações que possibilitem a melhoria contínua do processo. Garantia da Qualidade: O final da Segunda Guerra Mundial foi acompanhado de uma mudança no padrão de consumo e consequentemente no padrão de produção. Os consumidores, além de aumentarem o consumo de bens industrializados, ainda passaram a exigir uma customização que a indústria não estava preparada e que trazia uma maior complexidade para o ambiente fabril. Diante deste cenário, a preocupação da qualidade, até então focada somente na área de produção e com o caráter meramente corretivo, passa a sofrer uma transformação. Passa-se a entender a qualidade não somente como responsabilidade da área fabril, mas de todos os departamentos da empresa, de todos os funcionários. Nesta época Joseph Juran afirmou que a qualidade deveria iniciar na fase de projeto. Tal afirmação está cem por cento correta. Também a abordagem antes corretiva, passou a ter um cunho preventivo, buscando falhas e procurando eliminá-las para que se obtivesse a melhoria dos processos. Neste cenário surgiu o conceito de TQC ( Total Quality Control ) ou Controle da Qualidade Total. O TQC parte do princípio que a responsabilidade pela qualidade é função de todos os setores e de todos os funcionários da empresa. O conceito de TQC pode ser melhor descrito através da explicação dos seguintes princípios orientadores:
Os custo de prevenção são todos os dispêndios que são realizados para prevenir/evitar a ocorrência de erros nos processos. Como exemplo, podemos trazer o rol abaixo:
Custos da Qualidade como Indicador de Gestão: indicadores são formas quantitativas de mensuração do desenvolvimento ou evolução de uma organização. É o indicador que mostra se a organização está se movendo na direção e na velocidade necessária para atingir suas metas pré-estabelecidas. Pense em uma empresa que nada ou pouco investe nos chamados “custos da qualidade”. Por certo, apresentará altos custos relacionados a falhas internas e externas. Assim, é possível verificar que os custos (da qualidade e da não qualidade) podem ser utilizados como poderosos indicadores de gestão da qualidade. AULA 3 – Os Pilares da Gestão da Qualidade, Modelos de Gestão e Prêmio Nacional da Qualidade A mudança de Gestão da Qualidade para Qualidade da Gestão: consiste no entendimento de que não é a qualidade que deve ser gerida, e sim que todos os setores de uma organização devem ser geridos com qualidade para que ela atinja os resultados e metas esperados. Um departamento sem qualidade pode comprometer o resultado de toda a empresa. Gestão da Qualidade Total: está relacionada com a busca da satisfação, não só do cliente, mas de todos as partes interessadas ( stakeholders ) e também da excelência organizacional da empresa. Abrange o gerenciamento do grau de eficácia e de eficiência em todos os elementos internos e externos à empresa, impactados pela existência do empreendimento. Ou seja, não se limita à área de manufatura, mas, ao contrário, permeia toda a organização com foco no cliente e nos resultados. Os pilares da Gestão da Qualidade Total:
- Medição, Análise e Melhoria do Desempenho Organizacional ( Measurement, Analysis, and Improvement of Organizational Performance ). Avalia como a organização seleciona e usa dados e informações para medição, análise e revisão do desempenho em ao planejamento organizacional e à melhoria do desempenho. O objetivo é orientar o gerenciamento do processo paraa consecução dos principais resultados organizacionais e objetivos estratégicos - Força de Trabalho ( workforce ). Este critério avalia como a empresa atende as necessidades de capacitação para atingimento de suas meta se como a mesma assegura um bom clima de trabalho. O objetivo é construir um ambiente eficaz para realizar seu trabalho e apoiar seus empregados. - Operações ( operations ). Este critério avalia como a empresa age na concepção e entrega de produtos, na inovação e na eficácia operacional para alcançar o sucesso organizacional agora e no futuro. - Resultado ( results ). Este critério mensura os resultados dos principais produto se do desempenho operacional, que demonstram a qualidade do produto e do serviço que levam à satisfação e no envolvimento do cliente. Modelo de Excelência de Gestão (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ): Inicialmente se originou por meio de uma abordagem analógica ao modelo americano Malcolm Baldrige National Quality Award (MBNQA) e se manteve desta forma até 1995. Entre os anos de 1995 a 2000 pode-se perceber uma transição oriunda das abordagens analógica e de especialização, utilizando-se das experiências e maturação de idéias ao longo de sua utilização, como também uma adequação ao mercado brasileiro. A partir de 2000 houve uma ruptura ao moldes originais e utilizando-se de uma abordagem integrativa, com diversos modelos nacionais e internacionais, surgiu o novo MEG. O modelo de excelência de gestão brasileiro (MEG), assim como o proposto pelo prêmio Malcolm Baldrige, é composto de fundamentos de excelência e segue o mesmo raciocínio do modelo americano quanto a sua aplicabilidade a pequenos negócios e de diferentes ramos. Vale ressaltar que o MEG é continuamente revisto gerando alterações que acompanham a evolução da sociedade e do mundo dos negócios. Atualmente está em sua 21ª edição, que foi lançada em 2016. A ideia fundamental da última revisão foi o de torná-lo ainda mais fácil de ser aplicado a pequenos negócios. Suas principais características são:
2. Aprendizado organizacional e inovação: busca e alcance de novos patamares de competência para a organização e sua força de trabalho, por percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de conhecimentos, promovendo ambiente favorável à criatividade, experimentação e implementação de novas ideias capazes de gerar ganhos sustentáveis para as partes interessadas. 3. Liderança transformadora: atuação dos líderes de forma ética, inspiradora, exemplar e comprometida com a excelência, compreendendo os cenários e tendências prováveis do ambiente e dos possíveis efeitos sobre a organização e suas partes interessadas, no curto e longo prazos. 4. Compromisso com as partes interessadas: estabelecimento de pactos com as partes interessadas e suas inter-relações com as estratégias e processos, em uma perspectiva de curto e longo prazos. 5. Adaptabilidade: flexibilidade e capacidade de mudança em tempo hábil, frente a novas demandas das partes interessadas e alterações no contexto. 6. Desenvolvimento sustentável: compromisso da organização em responder pelos impactos de suas decisões e atividades, na sociedade e no meio ambiente, e de contribuir para a melhoria das condições de vida, tanto atuais quanto para as gerações futuras. 7. Orientação por processos: reconhecimento de que a organização é um conjunto de processos, que precisam ser entendidos de ponta a ponta e considerados na definição das estruturas organizacional, de trabalho e de gestão. 8. Geração de valor: alcance de resultados econômicos, sociais e ambientais, bem como de resultados dos processos que os potencializam, em níveis de excelência e que atendam às necessidades e expectativas as partes interessadas. As empresas usuárias do MEG podem, anualmente, participar do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ). Este prêmio tem como intuito reconhecer as melhores práticas de gestão nas áreas dos oito fundamentos de excelência, promovendo a melhoria da qualidade da gestão. Candidatar-se ao PNQ representa, de uma forma geral, submeter a organização a uma análise aprofundada de sua gestão, efetuada por avaliadores treinados pela FNQ, guiados por um rigoroso código de ética, obtendo-se ao final do processo um amplo Diagnóstico de Maturidade da Gestão (DMG). Este DMG contém pontos fortes da gestão da empresa e pontos fracos (oportunidades de melhoria). Assim, a empresa deve encarar o DMG como base para seu plano de ação para reforçar suas melhores práticas e procurar formas de mitigar suas fraquezas. Vale ressaltar que atualmente, estima-se que haja mais de 70 modelos de referência estruturados, que atendem a mais de 100 países. AULA 4 - Normalização Normalização: aplicação de regras às atividades do homem, com as quais a humanidade vem, desde tempos remotos, procurando regular seus relacionamentos dentro da comunidade, em vista da necessidade de estimar dimensões, pesos e distâncias para construir, produzir e colher sua alimentação e intercambiar gêneros e produtos diversos. Ganhou grande impulso principalmente a partir da Revolução Industrial, quando cresceu a necessidade de utilização de normas que permitissem a produção de peças intercambiáveis, em virtude da transformação da produção artesanal em fabricação de grandes lotes com produção seriada Normas Técnicas: estabelecem expectativas em relação a um produto, processo, serviço ou sistema de gestão, quanto a requisitos de qualidade, de desempenho, de segurança, ambientais, de procedimentos, de formas, de dimensões, de classificações e de terminologias, cuja observância não é obrigatória.Em geral as normas têm caráter voluntário, isto é, não são forçosamente
grau ótimo de ordenação em um dado contexto". Assim, o nível de normalização diz respeito ao alcance geográfico, político ou econômico de envolvimento na normalização, que pode ser realizada no âmbito de: a)Um país específico –denominada Normalização Nacional; b)Uma única região geográfica, econômica ou política do mundo –denominada Normalização Regional; c)Vários países do mundo –denominada Normalização Internacional. Os 5 níveis da normalização são: Nível internacional; Nível regional; Nível nacional; Nível empresarial; Nível de associação. Regulamentos Técnicos: Um Regulamento Técnico é um documento, adotado por uma autoridade com poder legal para tanto, que contém regras de caráter obrigatório, o qual estabelece requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência a normas técnicas ou a incorporação do seu conteúdo, no todo ou em parte. Sistema Brasileiro de Normalização: São fundamentos básicos do SBN: Descentralização –as normas podem ser desenvolvidas em diversos setores públicos ou privados, cabendo ao SBN sua harmonização. Representatividade e Parceria –Diz respeito à participação ampla de fabricantes, consumidores e demais interessados. Comprometimento –diz respeito a busca do desenvolvimento nacional. Credibilidade –que é alcançada a partir de um trabalho transparente e participativo. Institutos Brasileiros de Normalização mais conhecidos: Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO Comitê Nacional de Normalização – CNN Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT
Elaboração das Normas Brasileiras (NBS): Os textos das normas são desenvolvidos em Comissões de Estudos (ABNT/CE), no âmbito dos ABNT/CB, ONS ou, quando se justifica e o assunto é restrito, em CE Especiais Temporárias (ABNT/CEET), independentes. A participação nas comissões de estudo é aberta a qualquer interessado, independentemente de ser associado da ABNT. Elaboração das Normas Internacionais (ISO): A ISO (International Organization For Standardization - Organização Internacional para Normalização) é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1947. É a Federação Mundial de Organismos Nacionais de Normalização (ONN). AULA 5 - Sistemas de Gestão de Qualidade e Sistemas de Gestão Integrados O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) é um conjunto de elementos interligados, integrados na organização, que funciona como uma engrenagem para atender à política da qualidade e os objetivos da empresa, tornando visível nos produtos e serviços e atendendo as expectativas dos clientes. Os principais objetivos de um Sistema de Gestão da Qualidade são:
Ciclo PDCA: uma ferramenta de gestão que tem como objetivo promover a melhoria contínua dos processos por meio de um circuito de quatro ações: planejar ( plan ), fazer ( do ), checar ( check ) e agir ( act ). É indispensável na MASP. Ferramentas da Qualidade:
Aula 8 - Controle e Aplicação do 5S 5S: é um programa de Gestão da Qualidade desenvolvido no Japão, na década de 50, que visa aperfeiçoar aspectos como organização, limpeza e padronização. Seu nome 5S vem de cinco palavras japonesas que começam com S: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketso e Shitsuke. No Brasil, traduzimos estes “S”, chamando-os de sensos. Alguns objetivos desse programa são:
prateleiras e armários, para assim identificar quais ferramentas são guardadas ali. Isso facilitará o acesso, o armazenamento e os inventários. Etiquete e rotule também as ferramentas. Isso ajudará o trabalhador a saber onde a ferramenta deverá ser guardada após o uso. Portanto, neste senso, busca-se definir um lugar para cada coisa e alocar cada coisa no seu lugar, aproveitando de maneira inteligente todos os espaços disponíveis e otimizando o tempo de busca, deixando sinais de localização coerentes e visíveis aos colaboradores que utilizarão as ferramentas. 3º Senso - Seiso: é o Senso de Limpeza. Não se trata apenas de limpar, mas sim de manter sempre limpo. A limpeza deve deixar de ser vista como uma tarefa da equipe de limpeza e passar a ser incorporada no trabalho de todos os funcionários. Ou seja, o próprio operador de equipamentos responsável por parte da limpeza de seu posto de trabalho. Ao se manter em excelentes condições de limpeza o ambiente de trabalho e os equipamentos, contribui-se para o bem-estar e a segurança de todos, bem como o aumento de produtividade, pois os colaboradores se sentirão mais satisfeitos em um ambiente de trabalho limpo. Procure descobrir e eliminar as fontes de sujeira, educar e definir procedimentos para não sujar, limpar tudo o que utilizar logo após o seu uso, conservar limpas mesas, gavetas, armários e equipamentos em geral. 4º Senso - Seiketzu: Senso de Padronização, Higiene, Asseio e Saúde. Visa padronizar comportamentos trazendo conforto para a saúde física e mental dos colaboradores. Essa etapa exige perseverança, pois se não houver mudanças no comportamento das pessoas e nas rotinas que geram sujeira logo voltaremos a situação inicial, antes da implantação do 5S. Assim, através do Seiketsu conseguimos manter a organização, arrumação e limpeza obtidas através dos três primeiros Ss. Além do ambiente de trabalho, o asseio pessoal acaba melhorando, pois os funcionários, não querendo destoar do ambiente limpo e agradável, acabam por incorporar hábitos mais sadios quanto à aparência e higiene pessoais. Nessa etapa, devem ser elaboradas normas para detalhar as atividades do 5S que serão executadas no dia-a-dia e as responsabilidades de cada um. Através da padronização, qualquer coisa que fuja dos 5Ss fica evidente para qualquer colaborador, o qual passa a refletir e mudar antigos hábitos, melhorando a sua forma de trabalhar de acordo com o que vê acontecer ao seu redor. 5º Senso - Shitsuke: o Senso de Autodisciplina. É o mais complexo dos sensos, pois mais difícil do que arrumar e organizar o ambiente de trabalho é mantê-lo desta forma. Assim, os ganhos obtidos nas fases anteriores devem ser mantidos. As exigências naturais deste senso são: •O Compromisso dos envolvidos: para isso todos precisam entender os benefícios e seus papéis no programa 5S. •Educação, paciência e responsabilidade; •Respeitar as normas estabelecidas; •Comunicação das metas e dos resultados obtidos: isto ajuda a manter os funcionários motivados De uma forma geral, este senso aumenta a disciplina, ao passo que as pessoas passam a fazer o que tem que ser feito e da maneira como deve ser feito, mesmo que ninguém esteja olhando, passando assim a viver de fato a filosofia da melhoria contínua. Implantação do 5S - se divide em quatro passos: 1º - Divulgação: fase de conscientização dos funcionários sobre a importância e a maneira de funcionamento do 5S na organização, por meio de palestras, cartazes, reuniões, entre outros.
DMAIC ( Define, Measure, Analyse, Improve e Control ): é um método que faz parte do conjunto de práticas dos Seis Sigmas. É através do seu uso que se sistematiza o programa “Seis Sigma” em fases. DMAIC vs. PDCA: possuem algumas semelhanças, porém o DMAIC coloca mais ênfase na parte de planejamento e no atendimento do chamado crítico para qualidade (c ritical to quality –CTQ ), que são os parâmetros internos da qualidade diretamente relacionados com os desejos e necessidade dos consumidores. Fases do DMAIC: 1ª - Definir: foca na seleção de projetos de alto impacto e na compreensão de quais métricas irão refletir o sucesso do projeto. Nesta etapa do DMAIC são definidos os problemas (ou oportunidades de melhoria) vinculados aos processos. Aqui são definidas metas e o escopo do projeto com clareza. 2ª - Medir: identificar as causas potenciais, filtrando as mais importantes, ou seja, aquelas que são prioritárias, que geram mais impacto nos resultados finais. Isso será feito seguindo dois caminhos: um caminho mais quantitativo, onde deve-se pegar a base de dados, selecionar um indicador e estudar seu comportamento através de algumas ferramentas estatísticas e no caminho qualitativo, onde se estuda a fundo o processo, buscar descobrir onde o problema definido na etapa anterior ocorre. 3ª - Análise: são realizados cruzamentos estatísticos para determinar se há relações de causas e efeitos.Ela está dividida em 5 etapas de análise: